<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179</id><updated>2012-02-19T08:29:41.742Z</updated><title type='text'>Alentejo Agrorural</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>128</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-8373218479248603776</id><published>2011-04-11T17:03:00.000+01:00</published><updated>2011-04-11T17:04:37.528+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os  Catalães (80%) pronunciaram-se pela independência  da  Catalunha  e  integração no concerto das nações livres  ( Recordo  a que  a nossa  libertação em 1640  se deve a esta  região já que o exercito  espanhol andava entretido a  combate-la )Há  dias  40% dos portugueses foram favoráveis  á   nossa integração no Reino de  Espanha . D,Afonso Henriques  .Alvares Pereira  , devem ter-se  agitados  nas tumbas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-8373218479248603776?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/8373218479248603776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=8373218479248603776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8373218479248603776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8373218479248603776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/04/os-catalaes-80-pronunciaram-se-pela.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4833618321323875923</id><published>2011-04-09T19:09:00.001+01:00</published><updated>2011-04-09T19:09:21.737+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ALENTEJOAGRORURAL Ate meados do século passado , no mundo rural  alentejano, vivia-se numa lógica empresarial .Estava assente   que , “ mais valia trabalhar   com um escudo  , por conta própria ,   do que  com  com mil como empregado”   Trabalhava-se   denodadamente , a existência  era   simplificada  , a frugalidade era  a forma  de poupança  Excelente  formula .Foi anulada  .Foi pena &lt;br /&gt;FALHAMOS ,porque não conseguimos  redimensionar as explorações , de acordo com as exigências  dos tempos ,  já  que  os inamovíveis  latifúndios  a tal obstavam. Arranjar  um  emprego  ou debandar  foi  a  solução  O Alentejo despovoou-se  Apressada  pela mecanização a  nossa destruição aconteceu num ápice Perdeu-se uma  comunidade  milenar Há custos  que têm  que ser pagos &lt;br /&gt;.NA MEDIDA  em que feneciam os agricultores começaram a surgir empregos  no estado,  câmaras   ,empresas  publicas  , com salários  atractivos,  direitos impensáveis  .As pessoas  perderam   o sentido das  proporções , viciaram-se nas greves com uma impressionante  falta de respeito pelo próximo ,  perderam  a capacidade de ousar  , arruinaram o estado Instalados  vêm a vida passar-lhes ao lado     &lt;br /&gt;HOJE , TARDE  ,  percebe-se   que foi  um erro colossal .Restabelece-lo  não é fácil . Repor a vida  rural implica  morigerar    sector latifundiário   para o qual  é preciso coragem ; instalar pessoas , com a capacidade agrícola  desactualizada  , implica apoios  Continuar  assim ,porem , como  está , é um convite  á  nossa substituição a todos os níveis , incluindo  no estado A época não é boa para os fracos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4833618321323875923?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4833618321323875923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4833618321323875923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4833618321323875923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4833618321323875923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/04/alentejoagrorural-ate-meados-do-seculo.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6234677416504778706</id><published>2011-04-01T17:17:00.001+01:00</published><updated>2011-04-01T17:17:48.123+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nós , pequenos  empresários  ,sabemos bem que  as dividas  são fáceis de fazer ,mas   dificílimas  de pagar .As vezes vão-se ,alem dos anéis ,também os dedos . neste caso bens físicos   básicos da actividade .Com os estados ,é  a mesma coisa  Pagam-se  as dividas tantas  vezes com  com a diminuição da soberania e da  liberdade No mundo rural recomendava-se “ produzir  e poupar” Hoje   intercalaria “desbloquear”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6234677416504778706?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6234677416504778706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6234677416504778706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6234677416504778706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6234677416504778706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/04/nos-pequenos-empresarios-sabemos-bem.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-9121818120334808475</id><published>2011-03-28T20:47:00.001+01:00</published><updated>2011-03-28T20:47:59.650+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>EM AGRICULTURA  já foi tudo inventado . Impõe-se  , a cada  agricultor ,seleccionar ,adaptar e aplicar , caso  a caso ,época a época , o sistema adequado  á tipologia da sua  exploração Esta  , se  bem que se paute pelas regras  do  mercado , das  exigências dos consumidores ,tal como as outras actividades  económicas , é  acrescida  das condições  edafo-climáticas   da região   e , numa malha mais  fina da própria   exploração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com tal complexidade melhor se compreende a  ignorância  e os  erros  de gestão ,  especialmente     quando    partem  de gabinetes  que não resistem  a tentação de aplicar , á nossa realidade ,  sistemas ,  bem sucedidos  noutras  regiões , mas que , aqui  , se  revelam  desastrosos .&lt;br /&gt;A nossa agricultura  tradicional , vista com sobranceria  pelo comum dos cidadãos  , é alvo de criticas por parte  de  quem , não a entendendo  e ainda  não tendo  provando que  sabe fazer melhor , permite-se dar  palpites  Daí que ,tantas  vezes empolados  pela  comunicação  social,   se exaltem  fórmulas  inadequados em relação as quais  , nós , os que cá  andamos há muito  ,não nos enganamos  quando lhe  prognosticamos  um triste fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-9121818120334808475?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/9121818120334808475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=9121818120334808475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/9121818120334808475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/9121818120334808475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/em-agricultura-ja-foi-tudo-inventado.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-500712704727712819</id><published>2011-03-20T16:45:00.001Z</published><updated>2011-03-20T16:45:38.237Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pode vir a faltar dinheiro para os pagamentos imediatos  .O governo  obteve ,da UE ,  um  financiamento  ,   tendo  que,  para o efeito  , proceder  a alterações no PEC. Tal como  um empréstimo a bancário ,há dois actos cuja ordem é aleatória :-  Obter  a aceitação e depois entregar  os avales  ou vice .versa . A oposição entende  que não. Desta forma  incorre  no risco de arcar  com os danos  de tal  teimosia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-500712704727712819?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/500712704727712819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=500712704727712819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/500712704727712819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/500712704727712819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/pode-vir-faltar-dinheiro-para-os.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4756189484770439432</id><published>2011-03-12T19:29:00.000Z</published><updated>2011-03-12T19:30:15.069Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>No Alentejo, a concessão da terra ,  era por  aforamento, lei  em uso , desde tempos imemoriais ,  ate ao  25 de  Abril /74  Ainda hoje  , cada aldeia  tem os  seus foros , courelas   individuais   a partir da partilha   dos baldios  .A terra   era  atribuída  a quem   e enquanto a trabalhasse  Daí  que  o “homem do Alentejo” face ás  gritantes injustiças fundiárias  , ainda hoje clame “ a terra  a quem a trabalha “&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4756189484770439432?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4756189484770439432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4756189484770439432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4756189484770439432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4756189484770439432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/no-alentejo-concessao-da-terra-era-por.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6192635954173658992</id><published>2011-03-06T17:22:00.001Z</published><updated>2011-03-06T17:23:28.482Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>COLONIZAÇÂO INTERNA Emiti uma  opinião sobre um facto .Isso  de subserviência e arrogância  só o   vincula  a si  E vou responder-lhe  com  toda  a cordialidade , dando  o  assunto por  encerrado  &lt;br /&gt;Efectivamente  sou de origem  rural  ,de uma aldeia  alentejana ,  e  com muita honra .Os desmandos  que  enuncia  , lamentáveis  , como é óbvio ,  não são o paradigma do “homem do Alentejo “  caracterizado    por  pacifico  e ordeiro &lt;br /&gt;Agora imagine-se na situação deles :-- Numa   aldeia ,  nascido  no seio duma  família miserável ,  sub-alimentada,  pontapeado  por  toda a gente ,com  reduzidas hipóteses dela se libertar  ! Não o cometeria  desmandos ?  .Sem  violência , pela mão das forças armadas  lá  foram  ocupando  .Pela   mão da GNR la foram  abalando. Isto é inédito  &lt;br /&gt;Noutros   locais , quando  as comunidades   autóctones  se organizam  para  a  substituição dos senhores da  terra não se ficam pelo abate de touros  nem espezinhar fotografias Abatem famílias inteiras  .Sei do que falo porque  estou  aqui só  por um triz &lt;br /&gt;Mas que a solução  seria a   instalação de  agricultores /povoadores , individuais e efectivos  , mantenho .O Alentejo  estaria  povoado   por  famílias autóctones  em  vez de largas áreas  subaproveitadas  outras vendidas aos nossos vizinhos  espanhóis A produção agrícola seria  incomparavelmente maior  a a nossa soberania  estaria mais acautelada  &lt;br /&gt;Para documentar  esta  afirmação ,exemplifico   ;--&lt;br /&gt;Regressei a Portugal , em 1977 ,depois  de  25 anos  consecutivos  em África Trouxe a  camisa   e  os  títulos de propriedades  que lá deixei  .Perante  isto , Sá  Carneiro , mandou que me fosse concedida terra .De uma  UCP foi desanexada uma pequena  herdade , muito má ,  onde me instalei até hoje . Não imagina os problemas porque passei quer por parte dos membros da  UCP que frequentemente  me   insultavam   ,quer com  questões  jurídicas   por parte dos  advogados do dono (um brasileiro) tendo sido  julgado, três vezes  , pelas mais torpes   acusações   &lt;br /&gt;Ali me mantive até  hoje  tendo uma manada de vacas , um rebanho de ovelhas   e  umas centenas de porcos alentejanos ;  um parque de maquinas considerável .Nela  criei , nos mais sãos  princípios   rurais , cinco filhos três   dos  quais  licenciados , todos  adultos e com empregos  estáveis &lt;br /&gt;Sendo  eu um trabalhador   rural  alentejano , tal  como os  que incorporaram as UCP ., não lhe parece  que se lhes fosse dada  oportunidade ,  uma percentagem  deles   não seria  como eu  ou ,quiçá , melhor ?&lt;br /&gt; Recomendando-lhe  alguma prudência quando aborda  uma questão ,como esta , de tanto melindre   Francisco Pandega&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6192635954173658992?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6192635954173658992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6192635954173658992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6192635954173658992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6192635954173658992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/colonizacao-interna-emiti-uma-opiniao.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7559939021420881647</id><published>2011-03-06T15:05:00.002Z</published><updated>2011-03-06T15:09:40.160Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>UM GOLPE FATAL --O ultimo golpe sobre AlentejoAgroRural   foi desferido pelo governo de 1985/95.O Alentejo estava ocupado por UCP (Unidade colectivas de Produção , cuja  inviabilidade sócio-económica é , por demais , conhecida  Nela trabalhavam  rurais validos   a quem  , se se  lhe tivessem  dado oportunidade , seriam   pequenos agricultores validos  e  efectivos caminhandos  para  mais altos voos   .Mas não :--  As terras foram devolvidas  aos ex- proprietários e   os trabalhadores encaminhados para  apoios sociais .Foi cortado   um ciclo  que jamais se recupera&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7559939021420881647?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7559939021420881647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7559939021420881647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7559939021420881647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7559939021420881647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/um-golpe-fatal-o-ultimo-golpe-sobre.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6220154173052252162</id><published>2011-03-06T14:15:00.002Z</published><updated>2011-03-06T14:28:04.769Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O AlentejoAgroRural  não esta a contribuir como poderia e deveria , para a superação da crise nacional ,  porque a sua comunidade rural  autóctone  está afastada  da usufruição do seu espaço rustico  tradicional .&lt;br /&gt;Isto  teve inicio nos anos  seguintes ás invasões francesas , ao surgir ,em Lisboa , uma burguesia  enriquecida , designada por devoristas,  que o adquiriram e ocuparam,até hoje  . Usando a força e  ignorando a existecia dos foreiros   que as exploravam  segundo o direiros de aforamento  em vigor  &lt;br /&gt;Inverter a situação e  repor  os direitos   dos povos  sobre os  seu espaço ancestral ,é a solução sócio-económica e  a forma de preservar a  soberania F.P.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6220154173052252162?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6220154173052252162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6220154173052252162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6220154173052252162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6220154173052252162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/o-alentejoagrorural-nao-esta-contribuir.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5497436225061799404</id><published>2011-03-06T14:14:00.001Z</published><updated>2011-03-06T14:14:10.811Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>F.B- 04.03.2011---REGIÃO --A individualização do AlentejoAgroRural é indispensável como forma de o desenvolver  .Daí que ,se as informações do referendo forem adversas   , melhor será suspende-lo  .Contudo , importa prosseguir ,  no sentido da descentralização administrativa , sobretudo no  domínio agrícola  e suas  sinergias , assim  como  na  remoção dos   direitos  fundiários  de duvidosa legitimidade, que aqui abundam&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5497436225061799404?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5497436225061799404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5497436225061799404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5497436225061799404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5497436225061799404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/03/f.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5234473115402958437</id><published>2011-02-28T08:45:00.001Z</published><updated>2011-02-28T08:45:20.469Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A CCRA foi ,há 30 anos ,o esteio da regionalização  tendo  iniciado a delimitação  e  caracterização do Alentejo .Seguir-se-ia a instalação  dos órgãos politico administrativos    Contra  ela insurgiram-se os grandes interesses  fundiários encenando os medos do costume :--- Os perigosos comunistas  ,afinal uma classe  anti-latifúndio  , e o colectivismo  mesmo sabendo-se  que o  homem do Alentejo é individualista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5234473115402958437?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5234473115402958437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5234473115402958437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5234473115402958437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5234473115402958437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/ccra-foi-ha-30-anos-o-esteio-da.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4628338225256595436</id><published>2011-02-27T22:27:00.000Z</published><updated>2011-02-27T22:28:05.186Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Rapazito da  aldeia , habituei-me a olhar para os grandes proprietários rurais  ,como entes superiores  .Em África , tive   de  lidar , com eles ,falidos , despidos das  heranças . Em pé de igualdade eram uma desilusão Daí a interrogação ;--- São  estes  a razão de ter deixado a minha terra ?  Do êxodo da comunidade  rural alentejana   ? Da venda dos solos alentejanos a  estrangeiros que já supera  Olivença ? São .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4628338225256595436?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4628338225256595436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4628338225256595436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4628338225256595436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4628338225256595436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/rapazito-da-aldeia-habituei-me-olhar.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1118216670832897213</id><published>2011-02-27T09:06:00.001Z</published><updated>2011-02-27T09:06:53.215Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Compete ao MUNDO  RURAL  :--- produzir alimentos  bons  e baratos   ; povoar o território  como forma de afirmação pátrida ; preservar  os valores étnicos -histórico / culturais  ; construir , humanizada , a paisagem rural  .&lt;br /&gt;Ora  , com 75%  da área detido por alguém ,algures , sem afectividade ,  com a bota latifundiária   sobre os pescoço  de indefesos rendeiros  aqueles  valores jamais  se processam&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1118216670832897213?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1118216670832897213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1118216670832897213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1118216670832897213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1118216670832897213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/compete-ao-mundo-rural-produzir.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-8314959325267849776</id><published>2011-02-25T12:59:00.001Z</published><updated>2011-02-25T12:59:55.630Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O AlentejoAgroRural  não esta preparado  para resistir a contaminação  urbana , incompatível  com o “estar  rústico”  Não sei  se ainda vamos a tempo Mas é importante que nos precavemos , robustecendo-o  ,constituindo-o no celeiro do pais  e guardião das nossa  raízes  comuns .Caso contrario  , corre-se o risco  de  ambos ( rústicos e  urbanos ), soçobramos  perante o embate  inter-geracional  que se avizinha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-8314959325267849776?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/8314959325267849776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=8314959325267849776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8314959325267849776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8314959325267849776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/o-alentejoagrorural-nao-esta-preparado.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-2231175701243445909</id><published>2011-02-23T21:32:00.001Z</published><updated>2011-02-23T21:32:53.864Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>FOME--- Há escassez de alimentos ; a produção nacional  é insuficiente ;não há   dinheiro para  os comprar  ;a fome pode bater-nos a porta .São os custos da nossa inépcia  fundiária &lt;br /&gt;Resta-nos a solidariedade internacional que pode dar  origem  a um  dialogo assim  :--Não tem alimentos ? Trabalhem , tem bom espaço para isso ! Mas o  Alentejo  esta  bloqueado . Desbloqueiem-no ! Somos fracos .  Então vamos  lá nós !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-2231175701243445909?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/2231175701243445909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=2231175701243445909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2231175701243445909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2231175701243445909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/fome-ha-escassez-de-alimentos-producao.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4389638642649997487</id><published>2011-02-23T21:30:00.001Z</published><updated>2011-02-23T21:30:16.402Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>CORTIÇA ---O Alentejo é o maior produtor mundial de  cortiça ,no valor  de um bilião de euros  , que vai para  os  bolsos  de sabe-se lá quem  Aproxima-se  a época da  extracção  Os sobreiros  , descascados ,  ficam a escorrer   seiva  vermelha ,tais  lágrimas  de dor , e a  emitir  gritos de  alma , dado saberem que  o seu  sacrifício vai para  a  luxuria  de alguém ,  algures , que “leva tudo e não deixa  nada “&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4389638642649997487?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4389638642649997487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4389638642649997487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4389638642649997487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4389638642649997487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/cortica-o-alentejo-e-o-maior-produtor.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4033314128139026281</id><published>2011-02-23T11:04:00.001Z</published><updated>2011-02-23T11:04:45.670Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A CRISE  --Na II guerra  mundial ,houve  fome  nas aldeias  . As reservas alimentares   eram-nos   requisitadas  , e levadas  , deixando-nos  na miséria . Desorganizados ,não aconteceu um 25 de  Abril   A repetir-se , a geração de hoje , urbanizada   , habituada a abundância, não se contem   . Dispondo de  poderosas redes sociais  , receio que nos obrigue a  fazer , á pressa  , as reformas  que adiamos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4033314128139026281?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4033314128139026281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4033314128139026281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4033314128139026281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4033314128139026281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/crise-na-ii-guerra-mundial-houve-fome.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5502476871860421486</id><published>2011-02-21T08:37:00.001Z</published><updated>2011-02-21T08:37:11.727Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>ENERGIAS --Suponhamos  que o petróleo acabava . Seria um desastre  mas não o fim do AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;Assim melhor  se percebe a razão dos promotores das  energias renováveis   (eólica ,hídrica, solar )  , já que  , com elas ,se  assegurariam os transportes ferroviários  ;  agricultura mecanizada accionada  por resíduos  vegetais  fermentados ;  complementada pela tracção animal Antecipar  esse cenário não é utopia é precavermos-nos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5502476871860421486?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5502476871860421486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5502476871860421486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5502476871860421486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5502476871860421486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/energias-suponhamos-que-o-petroleo.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4977079125832166051</id><published>2011-02-19T18:28:00.000Z</published><updated>2011-02-19T18:29:20.313Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>RURALIDADE ~~No  actual estádio  de  desenvolvimento , a solução  do AlentejoAgroRural não passa por UCP ,por latifúndios , nem pela  excessiva intervenção estatal  .Passa , sim, por agricultura  individual /familiar  regulamentada pela comunidade  rural residente na região  .É essa a sede para a   definição  da   propriedade  funcional , do agricultor  tipo ou sistemas agrícolas adequados a cada caso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4977079125832166051?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4977079125832166051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4977079125832166051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4977079125832166051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4977079125832166051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/ruralidade-no-actual-estadio-de.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-811341365990755305</id><published>2011-02-13T11:40:00.004Z</published><updated>2011-02-13T11:41:09.079Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>ALQUEVA.O Presidente  da Edia descreveu  as potencialidades do empreendimento .É , de facto ,  uma obra  gigantesca .Descendo as pequenas /grandes  questões destaco três respostas  á assistência :---  A agua tem a qualidade para o fim a que se destina ; quem não der bom uso á terra terá que se fazer substituir ; os modernos   sistemas de rega  admitem a duplicação da  área irrigável .Surpreendente  clareza .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-811341365990755305?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/811341365990755305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=811341365990755305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/811341365990755305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/811341365990755305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/alqueva.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3027834844516020083</id><published>2011-02-13T11:40:00.003Z</published><updated>2011-02-13T11:40:30.425Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>RONCÃO D'DEI/turismo(conferencia )O dr. Calisto apresentou uma excelente  exposição .Minuciosa , concisa  e dilatada  no tempo .Só por isso mereceu a pena Fez-me regressar as origens :---Postoro ,Alcarias , Areias , Roncão ,onde famílias de seareiros  “sacaios”  ali fizeram   searas de parceria .Sugados  ate ao tutano  pelos abutres donos  da terra  ,hoje substituídos  por outros . .Pobres gentes .Pobre  Alentejo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3027834844516020083?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3027834844516020083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3027834844516020083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3027834844516020083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3027834844516020083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/roncao-ddeiturismoconferencia-o-dr_13.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7128038002086867632</id><published>2011-02-13T11:39:00.001Z</published><updated>2011-02-13T11:39:35.088Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>RONCÃO D'DEI/turismo(conferencia )--- O sr. Roquete  fez-se substituir  por outra pessoa  .Uma herdade da Casa Bragança/ 800ha ; um projecto megalómano , já financiado  com  25 Milhões de  euros  de  subsidio ;  está prestes a  arrancar .Três  campos de golfe ,muito  luxo .Todos os condimentos para a ser  um estampanço Tem dificuldades  de financiamento mesmo  dos fundos comunitários ,Veio-me a ideia a  Ondefrutas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7128038002086867632?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7128038002086867632/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7128038002086867632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7128038002086867632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7128038002086867632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/roncao-ddeiturismoconferencia-o-sr.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6919102758418968819</id><published>2011-02-10T21:11:00.000Z</published><updated>2011-02-10T21:12:39.374Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>SOLIDÃO --Em Lisboa  ,  foi encontrada ,  em  sua casa ,  uma  mulher, depois de  9 anos  de ter  morrido  .Um homem já velho ,  nascido  ali ,  não conhece   ninguém  e  ninguém  lhe conhece  o nome É solidão dos   grandes  centros  urbanos &lt;br /&gt;Contrasta  com os meios  rurais   onde tal  não acontece .Impedir a importação  da  mentalidade  urbana, descaracterizadora do mundo  rural ,  impõe-se-nos .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6919102758418968819?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6919102758418968819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6919102758418968819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6919102758418968819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6919102758418968819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/solidao-em-lisboa-foi-encontrada-em-sua.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5082313143233849236</id><published>2011-02-09T21:07:00.001Z</published><updated>2011-02-09T21:08:57.380Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>OVIMBUNDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  grupo  etnográfico OVIMBUMNDO  , no Planalto  do Huambo ,Angola ,  por onde andei e com quem quem convivi intensamente ,desde o inicio do  meados do século passado , não havia a  pratica dessa   mutilação ás raparigas  .Havia outras :---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)---NOS RAPAZES havia a  “Ovamba “ ou seja a circuncisão Atingida a puberdade e depois de circuncidados ,sem a menor higiene  , iam ,em grupo,   para o mato , entregues a si próprios .Alguns morriam  de infecção ou,  enfraquecidos   ,de fome quando  não conseguiam recolectar alimentos  espontâneos    . Os que sobreviviam  voltavam á aldeia adquirindo o estatuto de homem (tal como no Alentejo após  uma empreitada de  “acefa “) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)---AS RAPARIGAS  ,atingida a maturidade , eram submetidas ao  “usso” estupro  ,por uma mulher velha enquanto  lhes ensinava a  forma de ter relações  sexuais   satisfatórias .Com isso acabava  a questão  da virgindade  aquando do casamento .A partir daí  e até  casar  a rapariga tinha  uma certa  liberdade sexual sem que com isso  as  afectasse socialmente    Casa com um homem  ,ás vezes muito  velho ,  que já tem diversas mulheres .Os filhos  dela  pertencem aos  tios  , ou seja irmãos dela  para  onde vão ainda  em novos &lt;br /&gt;.O marido ,por sua  vez , assume a criação  dos  sobrinhos ,seus legítimos descendentes , filhos das respectivas irmãs  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)---FAMILIA . Disso  resultava  um outro conceito de família  . Mais alargada , do género clânico ,”jango”chefiada  por um homem  velho “ sèculo” ,geralmente com muitos  descendentes .Esse cargo   era  transmitido por sucessão sendo  assumido    por um dos   filhos  das suas irmãs .Esses , dizia , eram  de facto  do seu sangue .Os filhos da sua mulher  ,sabe-se lá . &lt;br /&gt; Dirigia   os  espaço rural ,comunitário , envolvente da  aldeia “quimbo “ onde se praticava a  agricultura  individual  ,ao nível da  família (,havendo  uma  pratica   entreajuda aos incapazes ); se organizavam  caçadas  ;   a defesa da aldeia ; respondia perante  as  autoridades  por toda a família  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO --Aqui  tem uma súmula  dos hábitos tradicionais ,  do sul  de Angola ,   por mim presenciados , nos meados  do século passado .De notar   que  tudo  isto  era  ultra secreto , mesmo entre eles , .No âmbito do feitiço era  mau agouro falar disso   .Absolutamente  fora do alcance dos brancos ,só se penetrava  nos seus  meandros se  soubesse a língua , os  costumes e ser de absoluta  confiança  na comunidade  Era tal o secretismo  que poderia passar-se la  uma vida  sem  se aperceber  da sua  existência&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5082313143233849236?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5082313143233849236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5082313143233849236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5082313143233849236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5082313143233849236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/ovimbundo-no-grupo-etnografico.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-4830107495084589464</id><published>2011-02-08T18:37:00.001Z</published><updated>2011-02-08T18:37:40.183Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>É PENA ---Circunscrevendo esta opinião ao  AlentejoAgroRural , há  três  figuras marcantes  :---  &lt;br /&gt;Álvaro Cunhal infligindo  um  rombo  na muralha latifundiária ,( se  bem que discordamos  da  solução  encontrada ) ; Mário Soares  que ,  com o seu génio de  estadista  regulamentou  ;e  Sá Carneiro dando inicio a um processo de   repovoamento . Pena é que este processo tenha sido  interrompido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-4830107495084589464?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/4830107495084589464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=4830107495084589464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4830107495084589464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/4830107495084589464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/e-pena-circunscrevendo-esta-opiniao-ao.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1682120273184082729</id><published>2011-02-06T22:05:00.001Z</published><updated>2011-02-06T22:05:59.956Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>RURALIDADE .As condições edafo-climática regionais  ,  excelentes  , permitem  o exercício de   uma agricultura  suficiente  para o nosso abastecimento alimentar  ;que em  simultâneo  se construa  esta aprazível  paisagem ; se povoe o território  e se  defenda a nacionalidade / regionalidade ;  e se  mantenha vivo o culto dos lugares histórico/culturais . Uma condição :-- removam-se os obstáculos  a este desiderato &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALQUEVA ---O ministro  António Serrano  acaba  de inaugurar mais um módulo   desta colossal  obra de regadio  que é  Alqueva. Com 70 anos de atraso , em relação a  Espanha ,ei-la  em funcionamento por  acção  dos dois últimos  governos  socialistas Pode desagradar  a alguém  .Mas são factos .Há, porem , um  enorme trabalho de ordenamento  a fazer .Esse , sê-lo-á feito , já de seguida .Indubitavelmente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1682120273184082729?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1682120273184082729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1682120273184082729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1682120273184082729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1682120273184082729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/02/ruralidade.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5195088052187649533</id><published>2011-01-27T17:50:00.002Z</published><updated>2011-01-27T17:54:48.341Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A AGRICULTURA é  diferente  das restantes actividades  económicas .Nestas, os inaptos que soçobram são  eliminados e outros assumem o abastecimento .Mas se for um agricultor  absentista ,  a terra passa  a inculto  produtivo desactivado e o Alentejo  fica agricolamente mais pequeno  Daí a lei do aforamento  que impunha um uso  mínimo .Assim nasceu o aforismo  “a terra  a quem a trabalha”  individualmente ,claro . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO COMERMOS   uma fatia de pão ou bebermos  um copo de leite , todos contribuímos ,quer  rusticos  quer  urbanos  para a  sus produção São dois campos que se complementam e se  sobrepõem numa larga faixa .O que não pode acontecer  é , no AlentejoAgroRural  ,os urbanos  dominarem  o espaço  rústico submetendo-o  aos  seus  critérios Assim empobrecemos  todos .Mantendo  as  diferenças de concepção , seremos  aliados e não concorrentes Se assim for  todos  temos a ganhar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Publico  “, de hoje ,  traz uma  extensa  entrevista ao secretario de  Estado da Energia  e da Inovação .Nestas   incorpora-se  o grupo das  designadas “energias  alternativas “ ( hídrica,   eólica , solar ) &lt;br /&gt;Tranquiliza-nos o facto de o governo  incorporar alguém  que  se movimenta   num patamar tecnológico  tão elevado  .Daqui  os nossos aplausos   para o prof. Carlos  Zorrinho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUMANIZAMOS O ESPAÇO  RUSTICO  Há erros  graves ,  na relação homem /terra  , responsáveis  pela  nossa debilidade   regional .Predomina a precariedade quando se trata  de uma actividade que se quer perene  Outros povos  humanizaram os  respectivos sectores  :-- a França  de  1789 usando a  guilhotina ; a Espanha  uma mortífera   guerra  civil  ; nós  falhamos  no  25 de  Abril mas temos  que retoma-lo  .Impedidos  pela UE ?.Com que propósitos ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5195088052187649533?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5195088052187649533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5195088052187649533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5195088052187649533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5195088052187649533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/01/agricultura-e-diferente-das-restantes.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-2609249415301828082</id><published>2011-01-01T21:39:00.002Z</published><updated>2011-01-01T21:53:54.969Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O exemplo brasileiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Promover o dinamismo regional e das respectivas comunidades ; desenvolver a agricultura e a pecuária ; foram exaltados na tomada de posse da presidente dos brasileiros  Claro  que entre  entre os nossos governates  nunca ouvi mensionar estes  sectores   &lt;br /&gt;Se a isso acrescentarmos o facto das terras  brasileiras  estarem  condicionadas aos seus naturais e estre estes  aquem tenha  condições para exercer a actividade  ,assim melhor se entende  a grandeza desta nação e  se  fica  com a certeza da sua perenidade  perenidade  como nação &lt;br /&gt;Tendo  o Brasil as bases politico / administrativas  oriundas  de  nós , temos   que  concluir  que nesse dominio nos  ultrapassaram  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-2609249415301828082?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/2609249415301828082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=2609249415301828082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2609249415301828082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2609249415301828082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2011/01/o-exemplo-brasileiro-promover-o.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1161969887213965954</id><published>2010-12-29T17:55:00.001Z</published><updated>2010-12-29T17:55:51.984Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisamos-lo   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De uma prolongada  ausência   do AlentejoAgroRural resultam saudades  profundas , daquelas  que doem  e nos prostram doentes  ; analisado   de longe  , em contraste com outro meio e outros  povos  , conclui-se  que se bem que   lindo  e aprazível  , injusto  e  opressivo ; Conhece-lo bem para  melhor o julgar e humanizar  é a minha  proposta com os  votos  de um bom 2011.Do blog --AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1----Acho bem que o governo de entre  1985 /95  tenha integrado os rurais alentejanos  nos esquemas de  apoio  social tal como acontece  com os outros  extractos  sociais  .O que não pode  é subsistir  a suspeição  de  que essa integração , no  sistema de segurança social,    tenha  sido a moeda de  troca para  lhes retirar as terras  e devolve~las aos mesmos  a  quem ,  anos antes ,  haviam sido expropriadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ,  a)---Acontece  que  este acto devolutivo perpetrado  pelo  governo há uma geração  ,  está na razão directa de  todos  os nossos  desaires regionais ,  designadamente  :--- Despovoamento  do território ;  pobreza  só atenuada  pelos apoios da segurança  social  o que numa região de exuberante de riqueza bem indicia da opressão aqui vigente ; baixa produção e produtividade absolutamente injustificadas  num povo , ate há pouco , detentor de uma  capacidade  de trabalho ate á exaustão  ;  perda de  qualidade  e incapacidade  de assumir  os desígnios agro-rurais  por falta  de pratica já que lhe é  negado  o acesso  á terra onde  se  poderia  manter  actualizado  ; ,adopção da hábitos urbanos que não se coadunam  com a autenticidade rurícola   ;  a porta  entre-abertura   para a perda de soberania regional em relação aos nossos vizinho  sinal  de  que a historia se repete . &lt;br /&gt; b---Alegar-se  que foi  incompetência  ou um momento  de menor lucidez  desse  governo de tão má memória  ,  não justifica tão mau procedimento , O caminho já  havia sido traçado  por anteriores  governantes  bem mais  lúcidos  e corajosos  .Estou a falar de Mário  Soares  e Sá Carneiro  .O primeiro  , por meio da lei  77/77 traçou  o que  seria a reestruturação fundiária  do Alentejo .Vista  hoje , temos  que concordar  que Mário Soares  ,alem de muito corajoso,  é portador  de uma  correcta  visão do futuro agro-rural  regional O segundo  pondo  em pratica  , por meio da lei 111/78   uma  nova ordem agro-rural  regional  , lutando  contra o PCP que defendia  os seus redutos que eram a s  Unidades Colectivas de Produção  .Por outro  lado em luta  contra os  donos do  Alentejo  que pretendiam   retomar os seus poderes e com isso continuar na senda da destruição do  Alentejo   Foi uma luta insana  contra  tudo  e contra  todos  .,inclusivamente  sem o claro apoio alguns  partidários mais próximos  Éramos poucos os  convictos  nesta luta   Entre  eles sobressaiam Ribeiro Teles  e  Francisco  de Sousa Tavares &lt;br /&gt; c)--- Um dos motivos  que levou  esse péssimo  governo a agir de uma  forma tão ao arrepio de uma normal visão do problema  foi  o ódio visceral  aos comunistas  Logo, a  forma de os punir , foi retira-lhe as terras  e devolve-las   aos latifundiários em vez de contemplar  novos  agricultores  como fez o seu antecessor Sá Carneiro   Esse   infeliz  governos nunca percebeu  que estava  a pactuar com duas  mentiras :--Nem esse  tipo  de proprietários  tem dignidade  para usufruir  o  chão sagrado alentejano  , nem os comunistas rurais  são colectivistas &lt;br /&gt;   I) ---Os latifundiários  do  Alentejo ,os herdeiros   dos  devoristas  de 1834  ,enriquecidos   no rescaldo  das invasões francesas  , apossaram-se  do Alentejo  nos conhecidos  leilões  fraudulentos   feitos  por  um governo  a braços   com grandes  dividas  e uma  função publica  afrancesada  que não prescindia  dos  seus honorários Tudo  assente  sobre  uma monstruosa    falcatrua  que ainda  não foi julgada ;-- os campos do  Alentejo  eram  explorados  por foreiros  cujos  direitos  foram  anulados  de  uma   forma  unilateral  e contraria  lei então em vigor  Os   direitos  foreiros , seus  contemporâneos, que não  foram objecto da  sua cobiça  ,  ainda  hoje  se mantém   em vigor &lt;br /&gt;  II)---Os  donos do  Alentejo   ,lá de  longe ,  onde  guardam os produtos da rapina aqui perpetrada  , mandavam recados  perguntando  :--então os  alentejanos  já  estão a invadir ? Tinham a alma pesada ,Estavam  cientes  de  que  a sua  luxuria  assentava na miséria  dos legítimos dignitários  das terras alentejanas   .Nunca   estiveram  seguros  &lt;br /&gt;A dádiva  do governo de  1985/95  foi uma  surpresa  com que já não contavam&lt;br /&gt;E compreende-se  que  tenham problemas de consciência  dado terem  desalojando  os  residentes ; ; apropriado-se do  poder  administrativo / repressivo , braço armado  dos seus   torpes intentos Não introduziram nada  de  novo  limitando-se  a uma  exploração  vil e insana  dos autóctones   indefesos  .Os  sistemas agrícolas , animais de tracção  as alfaias tradicionais e  equipamentos foram sempre de confecção  local ,As populações das  aldeias  sempre subalimentadas  constituíam  uma reserva de mão  de obra  eficiente ,  séria , dedicada   e muito barata  Usando   uma  força  desproporcionada   submeteram  esta   gente  a mais  vil servidão   ao  empobrecimento crónico  , à perda de  identidade   e de dignidade  Há feridas  a  sangrar .Há contas por ajustar. Isto não se faz  &lt;br /&gt;  III)-----Os comunistas rurais  , gente   que  se vê acantonada  na  aldeia  perdendo  todo o contacto  com o seu espaço tradicional  envolvente  ,tais feras enjauladas,   tem em si  o gérmen   da revolta  Desde  a nascença   sabem  que o seu destino  é  a servidão  agrícola  ao serviço   de donos  das terras  tantas vezes meros  egoístas , especuladores fundiários  agricolamente  incompetentes , senão mesmo portadores de uma  estranha  ferocidade  característica de  quem está com medo  .Outros debandaram com o coração a  sangrar  de  saudades .Os que ficam ,  mantêm-se  em permanente   estado revolucionário alimentados  pelo  PCP, Tal panela sob pressão sempre prestes a  estoirar ,vingam-se votando ,  nas autarquias ,  em projectos utópicos  ,sem solução exequível , mas  que  alimentam  um  recalcado ódio aos grandes agrários  Ser  comunista /individualista  no meio rural alentejano  é algo que se  tem que  compreender  antes de  julgar Será  que alguém  que se encontrasse     nas mesmas  circunstancias   não exerceria o direito de se rebelar  contra  tal  exclusão ?  Evidentemente  que sim   Assim excluídos de exercer a actividade nas terras da freguesia ,  é de esperar  que politicamente sejam  tudo , mas mesmo tudo , inclusivamente  comunistas.  &lt;br /&gt;Neste  AlentejoAgroRural  , cruelmente injusto  , que vegeta  num estado de  putrefacção agro-social  ,importa  repescar as directrizes  deixadas  por Mário Soares /Sá Caneiro  e  deitar para os “quintos  dos infernos” a solução do  governo de  1985/95 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3----O nosso pais esta a passar um mau bocado  O termos  tomados medidas erradas  na geração anterior   ditaram   falta  de produção  e os vícios  sociais  que  presentemente nos  corroem   nos conduzem a  esta debilidade  económica ,Não foram  pulhices  semelhantes  a da Grécia que passou pela humilhação  de lhe proporem a a troca de ilhas por  financiamento  ;  nem  a loucura  financeira  do sistema bancários  Irlandês  que está aflita  não obstante ter  sector agrícola  bem  organizado  ,A nossa é mais grave  e difícil  já  que  assenta  em vícios atávicos   , obstruções  sistemáticas  , ,parasitismo endémico  e direitos  adquiridos  que não  vejo  como elimina-los  só  com conversa  A  falta de produção   e  produtividade  resultantes   do  bloqueio  do sector  económico  especialmente  no mundo rural  alentejano  são  entraves  de monta  Elimina-los  é imperioso  Evidentemente  que recorrendo  as imensas  potencialidades  Alentejo  ,é a solução&lt;br /&gt; I---Para  quem conheça  o  Alentejo  somente  nos aspectos   turísticos  que fique a saber  ;--- O Alentejo ´é agricolamente uma das regiões mais  ricas do mundo  . Uma imensa planície  , agro-silvo-pastoril  de lés  a lés ,,com uma área  de  trezentos  milhões de hectares  ,1/4 da qual a fertilíssima  ,Agora , que  o  governo antecipou os regadios  e , com isso , aumentado e  diversificado  consideravelmente  a capacidade  produtiva  e consequentemente  uma mais valia  &lt;br /&gt;---Ate mesmo cereais  de sequeiro  são  viáveis , se enquadrados  num sistemas  de  afolhamento/ rotações de culturas adequado  a capacidade  de uso  de cada  parcela, dado que  , se bem  com baixas produções unitárias  os  custos também são baixos dado  que são  repartidos  pela   mobilização da terra  , beneficiamento dos montado , pastagem ,etc &lt;br /&gt;---Veja.-se , por exemplo,  a maior representante  da nossa floresta  autóctone  (o sobreiro) :--a sua  casca (cortiça ) é uma   fonte de divisas  colossal (três biliões de euros  anuais  ,  á saída  da árvore ) com a lenha fazem-se  anualmente  milhares de camionetas de carvão  ,; da lande engordam-se  ,em cada época , muitos milhares de porcos de montanheira  ; com a rama  mantém-se os animais (vacas ovelhas e cabras  ) no inverno  ;  e ainda dá seara e pastagem  no sub-coberto Coisa mais rendosa  não há &lt;br /&gt;Foi insistentemente  ensaiada a  sua   plantação  em diversas regiões de  África  ,sempre  sem sucessos . Lambem na  Califórnia  se recusou  a sobreviver .Enquanto que aqui , entre  nós , regenera espontaneamente   Estranha fidelidade regional , não obstante os maus  tratos  que lhe infligimos &lt;br /&gt;   .Assim com tamanha produção  interrogamos , para onde vai  tanto  dinheiro ? Não fica  nenhum  no  Alentejo . É daqui rapinado , na totalidade,  pela insaciável cleptocracia  latifundiário dominante ,  aqui instalada  desde há quase dois séculos a esta parte  . &lt;br /&gt; II----Como primeiro passo  para  a solução , importa repescar  as medidas  deixadas  pelos  estadistas  atrás  referidos (Mário Soares e Sá Carneiro )  Povoar o Alentejo por agricultores  directos livres  e  efectivos  como forma  de acelerar   produção agrícola   e desincentivar aqueles que de fora  olham para o Alentejo  , detido   por  uma nação em dificuldades e proprietários  destituídos  da indispensável afectividade , como  uma presa fácil  para os mais torpes propósitos &lt;br /&gt;A partir daí  ,facilmente  se consegue  a autonomia alimentar  anulando  o deficit  de sete biliões  de euros anuais  de importação de produtos agrícolas ; restaura-se a reserva alimentar  para o que der e vier ; pode triplicarem-se  as exportações de alimentos  ,hoje na ordem dos  três  biliões de euros anuais Isto é só uma amostra . E digam la que nós não somos  viáveis   .&lt;br /&gt; III---Uma advertência  resultante da minha experiencial  nesta matéria :---&lt;br /&gt;Uma reestruturação  fundiária   nunca  pode pôr em causa  a posse da terra   por parte dos actuais  donos .Isso  seria fazer o  jogo  deles , com querelas intermináveis , nas  quais são  mestres imbatíveis . Tem que começar  por punir  quem não atinja os padrões  mínimos  de  eficiência na  de exploração  ; condicionar  a  alienação (arrendamento  , venda , doação ) em beneficio dr   quem não tenha a necessária dignidade  para deter o solo pátrido ; , aplicação do  fisco aos desvios  as boas  normas rurícolas  . Numa  segunda  fase  e definido  o nível de exploração  funcional  ou ” à  escala a do homem “ ,de acordo  com a capacidade  de uso dos solos , a parte remanescente,  ser objecto de uma imposto progressivo/dissuasor  &lt;br /&gt;Todo  o cuidado  é pouco para se lidar  com esta matéria .Estamos a ir contra os interesses de gente de muito  dinheiro ,  poderosa  e influente  ,cuja imaginação , para  subverter o desenvolvimento  do Alentejo,  é prodigiosa .&lt;br /&gt;Francisco Pandega (agricultor ) /// fjnpandega@hotmail,com //// AlentejoAgroRural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1161969887213965954?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1161969887213965954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1161969887213965954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1161969887213965954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1161969887213965954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/12/alentejoagrorural-analisamos-lo-de-uma.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6085382237729622586</id><published>2010-12-21T16:16:00.000Z</published><updated>2010-12-21T16:17:21.836Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>OS HOMENS DO ARADO&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Atribui-se a   um general austríaco a frase :-- “”se  queres um  bom soldado  vai busca-lo ao arado”” Se visto , assim  , com esta  simplicidade  , não é    mais do que  um ditado que enaltece um grupo social  .Mas se considerarmos  como o homem do arado aquele   agricultor efectivo , livre  ,que ara directamente a sua  gleba  ,em família  ( nuclear e  alargada)  , plenamente integrado no  seu meio ,comparticipando na  malha territorial  de famílias ,verifica-se  que este oficial  sabia do que  falava. &lt;br /&gt;É que o  somatório desses  homens  do arado , corresponde , na  a exacta medida  , á  superfície  rústica  de  qualquer região. Logo, são eles ,  mais do que  ninguém  , os directamente interessadas  na sua defesa Na  nossa  região  esse tipo  de relação  , com a terra ,  foi  devastado .Daí  deriva   o nosso drama regional  resultante da  ocupação  do nosso espaço  agro rural ,  por marginais á indispensável   autenticidade agro-rural .O clamor geral  ,  incitando-nos  a proceder a alterações nas  estruturas  , nas  quais  se incluem as  fundiárias , esbatem-se e perdem efeito  dado irem  contra  o poderosos interesses instalados .A historia  já nos demonstrou que os grandes proprietários  rurais  alentejanos  são poderosíssimos  Jamais   se dominam   por métodos normais  .Prova-o  o terem devastados  impunemente   toda  uma  comunidade    rural   cujo  pilar-base   seria  o homem do arado F.P.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6085382237729622586?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6085382237729622586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6085382237729622586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6085382237729622586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6085382237729622586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/12/os-homens-do-arado-atribui-se-um.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6097395976653176371</id><published>2010-12-01T18:50:00.001Z</published><updated>2010-12-01T18:50:26.809Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;e o &lt;br /&gt;1º de Dezembro  de  1640&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Hoje é  um dia destinado  á meditação e , em resultado  dela  , para  tomar medidas  no sentido de melhorar   a nossa situação agro-social  Seguidamente seguir  o melhor  caminho , nesta difícil encruzilhada , tendo  como guia esse farol  que é a pátria  . Assim unidos  por um espaço  geográfico   , uma  língua  e  uma historia comuns , que os nossos  avós  nos legaram,  com a obrigação de a  manter una  e  indivisível , nós  continuaremos  a ser livres e grandes  .E nos  momentos  de indefinições  e fraquezas  ter  como exemplo  este dia em que nos  libertamos   da suserania  espanhola e, como símbolo, “ o tirar do armário Miguel  de Vasconcelos   e atira-lo pela  janela fora”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Hoje  , 360 anos depois de tão arrojado acontecimento e perante  a  grave  situação económico /social  que pode  afectar  a  nossa  soberania  , devemos  interrogar-nos  ;-- que é o Alentejo e quem somos nós .&lt;br /&gt;O Alentejo  a velha Transtagana é uma  unidade  geo-sócio-económica perfeitamente definida  homogenia   no seu  interior  e diferenciada   em relação ás regiões  confinantes  Com os  seus circunstancialismos  que a   que a diferencia  de todas  as outras  ,;com os  seus problemas muito  próprios  que  requerem soluções  individualizadas  ;  e a suas    especificidades resultantes das condições  edafo-climáticas  É este  o  a AlentejoAgroRural  autentico , imenso  ,rico e   desejado por tantos .&lt;br /&gt;Nós  somos  os sucessores   dos povoadores  fronteiros   que conseguiram  controlar  razias , vindas  de  Castela ,  que antecederam a batalha de  Aljubarrota  ; somos  os  que  na  década a seguir a  restauração ,  que  hoje  se comemora   ,  cooperamos nas  derrota  das forças espanholas  invasoras  , em Elvas  e  Estremoz  ; nós  descendemos  dos  pastores   transumantes  , apicultores  itinerantes  ,caçadores  e  recolectores  de   frutos  silvestres  e plantas  medicinais  , que flagelavam  os franceses sempre que estes  faziam incursões  fora  de Évora .Nós  temos uma  valia muito nossa  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--O  nosso pais   , embora  debilitado  ,   ainda é  independente  Se bem  que sob  grave ameaça .Enquanto  o  Alentejo   for  nosso , temos   possibilidades de  ser auto suficientes alimentarmente   e a partir do nosso mar obter vastos proventos  piscatórios,  turísticos  e portuários  .Com a auto-suficiência  alimentar assegurada    temos tempo  para  nos reorganizarmos  e sermos prósperos  dado  que o problema  base deixa de ser uma  preocupação &lt;br /&gt;,Assim consigamos  coragem  para proceder ás  reformas  estruturais  no sector  agro-fundiário .;a lucidez  para nos libertar  de ambiciosos  que  nos anulam  ;   força para  controlar  os   direito  adquiridos  ,de   duvidosa  legitimidade , que aqui  se perpetuam e  constituem  um insulto  a  toda   a comunidade  rural  residente e a desonra de quem com eles pactua &lt;br /&gt;Francisco Pandega (agricultor ) //fjnpandega@hotmail.com /// alentejoagrorural .blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6097395976653176371?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6097395976653176371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6097395976653176371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6097395976653176371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6097395976653176371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/12/alentejoagrorural-e-o-1-de-dezembro-de.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5070337438928697332</id><published>2010-11-20T12:33:00.001Z</published><updated>2010-11-20T12:33:44.983Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Disse o  director  da OCDE que “Portugal deveria taxar mais   as propriedades”. Os espertos  do fisco  vieram logo  com volumetria , vetusticidade  Naquelas cabeças só há casas  Para  eles não  há  as  grandes  herdades  que  entre  1985 /95  obtiveram  receitas colossais  de fundos  comunitários  e  da  sobrevalorização da cortiça. Um imposto progressivo  sobre elas traria  receitas assim como uma função reestruturante .AlentejoAgroRural&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5070337438928697332?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5070337438928697332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5070337438928697332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5070337438928697332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5070337438928697332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/11/disse-o-director-da-ocde-que-portugal.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-745005464254397131</id><published>2010-11-19T20:16:00.001Z</published><updated>2010-11-19T20:16:58.433Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>ALQUEVA &lt;br /&gt;“Se cooperardes no estabelecimento dos regadios   , compro as terras , pago-vos -as    e vou regar  a Extremadura Se  não   confisco-vos -as  ,prendo-vos  e vou regar  a Extremadura .Ameaçava  Franco  face a resistência dos donos das terras .Salazar , sabendo  disto , convocou os latifundiários  do Baixo  Alentejo  , no sentido  de fazer os regadio de  Alqueva .Ninguém sabe  o que  lhe disseram ,O certo  é  que  o velho ditado nunca mais  falou em tal .Ontem  ,hoje&lt;br /&gt;e sempre obstrutivos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-745005464254397131?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/745005464254397131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=745005464254397131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/745005464254397131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/745005464254397131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/11/alqueva-se-cooperardes-no.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-932743181682891977</id><published>2010-11-17T18:39:00.002Z</published><updated>2010-11-17T18:42:15.964Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>OS AUTOCTONES &lt;br /&gt;Nós ,os ex-fazendeiros  de África , fomos, no Abril/74  ,  confrontados  com  uma a  grande  hostilidade por parte  dos indígenas :---”Vai-te embora colono explorador  que esta  não é a tua terra” seguida de assassinatos  e vandalismo .Todo  mundo os apoiou  contra nós. &lt;br /&gt;Regressado   ao  Alentejo  verifiquei   que este  está colonizado por gente  ,esta sim  , voraz  e inumana , que visa a  extinção  da comunidade rural autoctone  .Só esta,   certa do apoio  geral , o pode libertar .Evidentemente   por métodos   civilizados  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-932743181682891977?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/932743181682891977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=932743181682891977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/932743181682891977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/932743181682891977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/11/os-autoctones-nos-os-ex-fazendeiros-de.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7428576199660133224</id><published>2010-11-17T12:42:00.001Z</published><updated>2010-11-17T12:44:50.675Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A CHAVE DA RURALIDADE   &lt;br /&gt;A agricultura tem duas componentes distintas :-- instrumentos  para aligeirar e agilizar  o trabalho ( tractores , rações medicamentos, electricidade , informática ,etc ,)  de uso  universal  .E  o meio  com os seus  sistemas ( calendário  agrícola , maneio de gado , mobilização dos  solos  ,articulação com os montados ,  etc ,) do exclusivo património   regional :-do blog AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGONIA DE UM POVO  &lt;br /&gt;Hoje,  é perfeitamente possível  a alguém , seja   quem for  , que transporte dinheiro , seja  qual for  a sua origem ou propósitos , adquirir as terras envolventes  de uma  aldeia alentejana  , acantonar nela  as  suas gentes e  impedi-las de usufruir  os seu espaço vital  histórico /cultural .Temo  o julgamento  da história  Do blog AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANTES &lt;br /&gt;Dantes lutava-se pelo auto-emprego ,amealhava-se dinheiro ,obtinha-se a  autonomia económica e  garantia-se a velhice  no seio do núcleo familiar .  &lt;br /&gt;.Hoje luta-se  por um  emprego e , nele ,por direitos .Solitário , entrega a subsistência quotidiana  e a velhice aos &lt;br /&gt;cuidados da  comunidade .Sem gloria, dependente , sem incorporação da vontade própria  , olha-se  para  trás  e fica-se gelado. Blog- AlentejoAgroRural&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERRA MÃE &lt;br /&gt;Numa reserva  de  índios  da região de  Seattle ( nos  EE.UU da América ,) apareceu petróleo . Abordado  , o chefe da tribo  , acerca  da venda  dessa área ,  ele respondeu “ mas a terra é mãe   e  a mãe não se vende” .É o nosso equivalente  a “Chão Sagrado”Também no Brasil a terra  deixou de se vendida quer  a nacionais quer  a estrangeiros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiência ancestral &lt;br /&gt;Perante um  ataque  à soberania , dizia o povo “Vem a guerra e vai  a guerra  ficamos nós  na terra “.Isto  queria dizer  que as  ocupações  visava  especialmente os centros de  decisão ,deixando  os campos . &lt;br /&gt;Hoje  o problema  assume outras características .Isto  porque  quer  os campos  quer  os  restantes  órgãos/empresas   estão  a ser  alvo  de uma inusitada  fúria aquisitiva  .Talvez fosse  bom meditar nisto .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7428576199660133224?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7428576199660133224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7428576199660133224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7428576199660133224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7428576199660133224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/11/chave-da-ruralidade-agricultura-tem.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3941083762254047275</id><published>2010-11-15T17:28:00.001Z</published><updated>2010-11-15T17:28:28.526Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alentejo Agrorural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monday, November 15, 2010AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANALIZAMO-LO &lt;br /&gt;Estamos em crise :--- monetária ,económica ,social , de valores , de produção ,de povoamento ,de procriação , de ruralidade ,entre outros Estamos á mercê dos designados mercados que mais não são do que ditaduras bancarias e empresariais cujos propósitos é encher os bolsos dos administradores e accionistas .Movendo-se ao estilo dos abutres, a quem lhe chegou ao nariz o cheiro putrefacto da nossa incapacidade de alterar as estruturas fundiárias ,ei-los a disputar-nos E nós a .pormo-nos a jeito persistindo na manutenção de direitos adquiridos , sobre o espaço rústico regional sem que disso resulte o dever de lhe dar um uso minimamente consentâneo com os superiores desígnios regionais . Há a maior complacência na aquisição de terras como se elas fossem um produto de mercearia adquirível , em auto-aprovisionamento, por qualquer um , sem se cuidar de saber se os seus propósitos tem dignidade para que se lhe possa atribuir a enorme distinção que é a detenção de uma parcela do nosso chão pátrio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Claro que isto tem solução ,mesmo no actual estado de debilidade em que nos encontramos,.Para tal , mesmo no actual quadro partidário , importa obter apoio eleitoral tomando medidas que agreguem vontades &lt;br /&gt;Analisamos pois o comportamento dos grupos agro-sociais e políticos , que ,no ultimo quarto de século , foram influentes no mundo rural regional &lt;br /&gt;a)---A acção do PSD entre 1985/95 foi caracterizada pela devolução das terras aos anteriores proprietários esquecendo-se da forma indecorosa como, no século XIX, esses mesmos ,no-las a surripiaram ,quer através de leilões fraudulentas quer do que ficou conhecido pelo esbulho dos baldios .Esta formação partidária não tem a menor credibilidade neste domínio A sua implantação insignificante Os pequenos e médios agricultores militam neste partido porque não vem no PS vontade de proceder a alterações fundiárias &lt;br /&gt;b)---O PCP que , empurrado pelas forças armadas , recuperou grande parte do Alentejo ás mãos da cleptocracia latifundiária reinante , obtive os aplausos da generalidade do “homem do Alentejo” .Porem , a forma arrogante como se comportou e o uso colectivista , que deu ás terras ,desacreditou-o Numerosos , especialmente a nível autárquico ,compreende-se que o sejam quando uma saudade ,compreende-se que se seja comunista ,ou qualquer outra coisa , contra tal situação Mexendo no sector fundiária retira-se-lhes a razão contestatária&lt;br /&gt;c)---- O PS com excelente desempenho na antecipação dos regadios , não teve , em termos de alterações do quadro fundiário , nenhuma intervenção ,.Não tendo o ónus negativo das outras formações partidários , é o único com condições para se apresentar ao eleitorado com credibilidade para o efeito .Intervindo no meio,vai recuperar os pequenos e médios agricultores e uma boa parte dos do PCP que vem no PS alguém capaz de enfrentar o inimigo de todos os tempos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---A nossa situação ao nível do empresariado médio é de pré-rotura O que , tal como num acidente obriga a que se lance fora o balastro inútil , para salvar o resto ,também nós nos nos devemos libertar destes atávicos direitos adquiridos, geralmente de duvidosa legitimidade ,que nos atrapalham na senda do progresso ,impondo a máxima :--A detenção do espaço rústico, legado pelos antepassados , tem implícita a obrigação de o transmitir á geração que se segue .Logo inegociável &lt;br /&gt;Para tal importa que a cedência dos solos se limite ao âmbito consuetudinário Consentimento esse valido durante e enquanto a sua intervenção se compaginar com os interesses regionais &lt;br /&gt;Destas minhas observações ressalta a propositada intenção de condicionar o uso da terra (não a posse ) .Tenho sido criticado por privilegiar aquilo que se designa por explorações á “escala do homem “em contraste com as perder de vista do EUA Acabo com um facto que constitui um ícones dessa grande nação “” Numa reserva de Índios , em Seattle ,apareceu petróleo .Abordado, o chefe índio , no sentido de vender essa parcela ele respondeu --- a terra é mãe e a mãe não se vende””.É um dos seus símbolos &lt;br /&gt;A grandeza dos EUA ainda se limita a produção em massa Mas há certeza de que no momento certo toma as medidas certas A nossa solução já não passa só por produzir alimentos ; mas sim por repovoar ; prosseguir a construção da paisagem ; a defesa ,com a presença humana neste território vazio sob ameaça ; a preservação dos usos ,costumes e tradições ; honrar a nossa historia ;.dignificar a nossa pátria &lt;br /&gt;Francisco Pandega (agricultor ) fjnpandega@hotmail.com blog// AlentejoAgroRural .blogspot. com &lt;br /&gt;Posted by AlentejoAgrorural at 7:53 AM 0 comments  Email This BlogThis! Share to Twitter Share to Facebook Share to Google Buzz &lt;br /&gt;Wednesday&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3941083762254047275?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3941083762254047275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3941083762254047275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3941083762254047275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3941083762254047275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/11/alentejo-agrorural-monday-november-15.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3640620928447336081</id><published>2010-07-18T17:06:00.000+01:00</published><updated>2010-07-18T17:07:00.361+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt; E a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soberania regional &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;1--Nós , os  que  andamos nos teatros de operações militares , sabemos  que os factores  estratégicos  , mais decisivos  nas vitórias ( para alem do material bélico ) , são as  transmissões  e o  abastecimento alimentar Seja em tempos de  guerra  ou de paz  ; crise ou de abundância ;  são -no   agora  ,foram-no  no passado   e sê-lo-ão  sempre .  São ,pois , os sectores nevrálgicos  de toda e  qualquer sociedade .Por acaso  ,ou talvez não,  são precisamente estes dois ramos da actividade   que mais atraem a nação  vizinha  que  , em relação as telecomunicações e de uma forma  afrontosa ,  tenta substituir-nos  a PT  .No  abastecimento  alimentar , a coberto de parcerias transfronteiriças  e de  pseudo-inovações , vem sistemática  e  paulatinamente  apoderando-se   de vastas terras  agrícolas do Alentejo ,ocupando ,hoje , uma área  muito superior a de  Olivença .Creio estar  na  hora de anunciar    ao mundo  e  muito em particular  ao nosso vizinho  que , na península ibérica ,  há duas nações  entre  as  quais Portugal,    que  já conta quase novecentos  anos de independência  e  uma  longa   historia de vitórias  para  mantê-la .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2---Sendo  o abastecimento  alimentar  ,  e o respectivo  espaço  rústico   que  o produz  , assim como as telecomunicações  ,os  sectores  que estão debaixo  do fogo aquisitivo dos nossos vizinhos  ,  importa esmiuçar  a  questão &lt;br /&gt; a)---Nas comunicações ,  ao pretenderem  subtrair-nos a Vivo brasileira , é atacarem-nos  aonde mais doí  e num local  (o Brasil ) aonde as relações Portugal  Espanha são de muito má memória  .Recordamos   que ,aquando das  invasões franco -espanholas ,eles atacaram e apropriaram-se ,não só do nosso pais  , como do  norte do Brasil  onde ,  por um triz ,  não fraccionaram aquele país irmão  ,então colónia portuguesa  Por essa mesma  altura , também  há duzentos anos  , uma escaramuça  no Uruguai serviu de pretexto  para  , desde  então e até  hoje ,  não nos devolverem Olivença ,não obstante  os acordos internacionais tal imporem  O que prenuncia ,em relação ao Alentejo  adquirido  ou que venha a ser  numa segunda vaga ,  o anexem  e nunca mais o largarem &lt;br /&gt;Virem agora agitar a  questão  PT, no tribunal comunitário , por  o nosso  governo  ter usando uma clausula impeditiva da alienação  ,é ser parcial  .Um pouco mais de contenção  ,nas suas ambições  sobre  os nossos  sectores  estratégicos ,não lhes ficaria   nada  mal .Trazem a memória  questões  que deveriam continuar jazidas  no esquecimento  &lt;br /&gt; b)----Em termos de abastecimento alimentar também  não perdem tempo. São os nossos  principais  fornecedores de alimentos    cuja  concorrência  ,(sabe-se lá dos  processos usados para a  formação  dos preços ), dificilmente  podemos competir . Eles sabem  que, não obstante  termos uma  região  com potencialidades agrícolas incomensuráveis , há  bloqueios  que  nos inibem de ser  produtivos e competitivos &lt;br /&gt;Como que a” fazer pouco de nós “ abastecem-nos de alimentos  a partir  de Espanha  e  agora , comprando   terras  ,fazem-no  a partir n osso território  , possivelmente usando   mão de obra regional  entre  a qual  estarão  pessoas   qualificadas  mas  que não tiveram  igual de oportunidades  em termos de apoios bancários  taleles ,Desta forma  desertificam  humana  e ambientalmente  a região  e impedem uma politica de repovoamento  com base na comunidade rural residente  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Qual a razão porque o ímpeto  colonizador  espanhol  incide  sobre o Alentejo  e não em qualquer outro pais  ?  Porque  não há local algum no  mundo  que aceite qualquer tipo  de colonização  agrária na época de hoje Não vão para  a Europa  inclusivamente  países  de leste (onde a lição sudetas não é para esquecer ) ,onde há  as mais amplas  liberdades  de estabelecimento  por parte  dos governos . Dos governos   sim , porque estes  sabem que   há um substrato  que é a , comunidade rural   local ,  com os meios  necessários e suficientes  para dissuadir  qualquer intento  nesse sentido  ;  nem para África  onde á menor  justificação  apanham com  um  “vai-te embora  colonialista  explorador que esta  não é a  tua terra  “;seguido do respectivo saque ;  nem para   a América Latina  onde os espera um capanga   equipado  , de   forma  convenientemente  dissuasora , que se proclama ser  dono dessa mesma  chácara&lt;br /&gt;Vem para o Alentejo  onde sabem  que há uma  comunidade  rural autoctone  escassa,   abúlica  , que não sabe a força de sua razão  .Ocupada   ,desde  1834  (ha 200anos )  por uma cleptocracia   fundiária , impiedosa  ,insaciável  ,implacavel , que tudo  tem dominado , mantendo em seu poder   três  quatros dos espaço rústico ,resultou neste Alentejo tristonho,  sem garra ,.sem vontade  &lt;br /&gt;Tres quartos  do Alentejo   ou seja  2.250.000 de hactares  X  €--3.000/ha =6,75 biliões de euros ,   menos dinheiro  do que  o  que esta em jogo pela Viva  coisa  que o banco Santander  ,o financiador  das aquisições esanholas , faz com a maior facilidade na proxima vaga aquisiriva  que,  ao que parece ,  a PT foi o ensaio  &lt;br /&gt;Um abraça do amigo  Francisco Pandega&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3640620928447336081?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3640620928447336081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3640620928447336081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3640620928447336081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3640620928447336081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/07/alentejoagrorural-e-soberania-regional.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7268103590610847856</id><published>2010-02-26T17:36:00.001Z</published><updated>2010-02-26T17:36:40.154Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;E o  seu &lt;br /&gt;QUADRO  FUNDIÁRIO  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---A terra agrícola está indissociavelmente vinculada ao exercício da agro-ruralidade. E esta é a fonte insubstituível de produção de alimentos, construção da paisagem, povoamento e consequente afirmação da regionalidade, continuação de um determinado percurso histórico/cultural, preservação de valores identitários /tradicionais ; entre outros. Enfim, fonte de estabilidade nacional e ate, quando a nação se encontra numa encruzilhada da vida, é no mundo rural, ou seja, é nas raízes históricas, que reencontra o rumo Daí que, se bem que seja mau que se percam empresas,( sejam elas comerciais, industriais, serviços e outras) , em benefícios de estrangeiros, é infinitamente pior quando se aliena , o controle da colonização do território Ou seja :-  se permita uma  ocupação a esmo ,sem regras , nem condicionantes , por parte de alienígenas .A ausência  de critérios ou de equidade fundiária , desde há duzentos anos a esta parte , resultou no  que mais parece  numa aposta na  desonra do homem do Alentejo  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---È difícil entender que não haja, entre nós, qualquer critério condicionante em relação ao apossamento da terra Nas actuais condições é perfeitamente possível que alguém, com dinheiro, seja lá quem for, adquira uma vasta área sem ter em conta o uso que se lhe dê, a integração social que se propõe , ou aos constrangimentos que causa nas populações locais. Uma coisa destas não acontece em parte alguma muito menos Europa onde nos inserimos O estado, sem a menor vocação para o mundo rural, habituou-se a delegar a vida rústica da região no reduzidos grupo dos grandes proprietários, obnubilando, com isso, os seus reais problemas e o dever inalienável de intervir na reposição de uma certa justiça agro- social  &lt;br /&gt; a)— É por isso que, não obstante as tão favoráveis condições naturais, importamos mais 70% dos produtos alimentares que consumimos; temos 25% da população que poderíamos ter se não impendesse  sobre a nossa  aquilo que, em termos de bolsa de valores, se designa por uma opa hostil de aquisição sem que a comunidade rural residente levante a menor objecção em nome manutenção, em mãos regionais , daquilo que é, entre os estratégicos, o mais estratégico de todos os valores . Estamos a falar do sagrado espaço físico regional &lt;br /&gt;b) – Ora, sendo o Alentejo uma portentosa região em termos agrícolas, o facto de ter uma produção e produtividade tão baixas; uma densidade populacional que roça o vazio humano; uma população envelhecida já que os novos, face a este bloqueio fundiário, emigram; é bem a prova de que resultam devastações sempre que, ás gentes rural, lhes seja retirada a capacidade de definir as regras de acesso aos respectivos espaços rústicos envolventes &lt;br /&gt;c)---Com uma superfície dos três milhões de hectares totalmente aráveis, nos quais há  60% de vocação agro-silvo-pastoril (D+E); 25% agro-pecuária (C e manchas  adjacentes de D e B); e 15% agrícola intensiva (A+B); faz do Alentejo terra de potencialidades agrícolas imensas que poderia multiplicar por muitos a produção agro-silvo-pecuária Só nessa  altura se tornaria atraente  para a instalação de uma vasta  gama de sinergias  destinadas á agricultura  ou dela derivadas . Também, e no curto espaço de tempo de uma geração, se poderia  triplicar a densidade populacional acabando de vez esta êxodo rural que mais parece um atentado contra os direitos humanos  &lt;br /&gt;d) ---Essa extrema debilidade é a resultante  do errado perfil das explorações agrícolas e, por consequência, dos respectivos agricultores Nem poderia ser de outra forma quando a ocupação fundiária é formada por cerca de 40.000 pequenos agricultores com uma área media de 12Ha, absolutamente inviáveis devido à sua exiguidade &lt;br /&gt;Contrastando com os cerca de 2.500 grandes proprietários com área media de 1.000Ha, igualmente inviáveis, por  razões inversas  ás daqueles. Esta absurda disparidade acaba por trazer  consequências quer de ordem produtiva, quer  ambiental , assim como as de carácter politico de que o Alentejo é um triste exemplo    &lt;br /&gt;Explorações de média dimensão, detidas por agricultores individuais, efectivos e residente, que é para onde deveria tender a nossa agro – ruralidade, são poucas e, mesmo essas, são prolongamentos, não contíguos, dos latifúndios  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-- A existência de tal anormalidade, que perdura , desde há duzentos  ,não tem razão de existir  nesta  época de liberdade e contestação Vive-se numa situação  de dependência e num mal dizer sub-reptício sem consequências . Tal situação , de extrema abulia , só se compreende pelo facto dos pequenos agricultores, os trabalhadores rurais e os seareiros, depois de diversas gerações de uma indecorosa subserviência , aos donos da terra, só lhes ter ficado a recordação do fel amargo da fome, cansaço, da servidão e exclusão social. O doce sabor de ser livre e independente, com a legitimidade acrescida resultante do estatuto de agricultor, continua  a está-lhe, ainda hoje , na prática, vedado. São estas as suas memórias. É isto que o inibe de usar a força da razão, em prol da justiça fundiária ,na sua região ,  &lt;br /&gt;Eis pois o nosso drama. Eis a razão porque o Alentejo é o que é. Eis a razão do contraste com a restante Europa. &lt;br /&gt;Europa das regiões onde  cada uma mantêm incólume a suas relação homem/terra já que nesse domínio não há interferências exóticas. Daí que, mesmo que a Comunidade Europeia (ninguém sabe a onde esta, ou outras crises, nos podem levar) se desconjunte; mesmo que se fragmente a respectiva nação (abundam os exemplos nesse domínio), a vida dessas  comunidades não se alterará .Mantendo-se incólume , prossegue os seu desígnio sem grandes solavancos Perpetuam -se como povo,  com identidade  própria, orgulhosamente diferenciados em relação aos contíguos &lt;br /&gt; E nós? No Alentejo! Desta longa historia de servidão, exclusão e dependência fundiária, só nos espera a continuação desta lenta agonia cujo desfecho será uma inexorável da extinção. A não ser que …. ! (continua em próximo escrito )&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor) //fjnpandega@hotmail.com.//alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7268103590610847856?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7268103590610847856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7268103590610847856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7268103590610847856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7268103590610847856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/02/alentejoagrorural-e-o-seu-quadro.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-8255191237871508237</id><published>2010-01-26T13:09:00.001Z</published><updated>2010-01-26T13:09:56.613Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;e os  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baldios Comunitários &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---A comunidade rural das Terras de Bouro  manifesta-se  ,de uma  forma ordeira  e civilizada , em defesa dos  seus baldios tradicionais nas  serras de Geres e Soajo . É a eterna luta  pela manutenção  dos baldios com a formula administrava por compartes   Claro  que o que está em causa é  mais alto e mais  profundo  :-- trata-se  de impedir a já velha ameaça do seu  esbulho .Dantes  pretendia-se  mudar as regras administrativas .Hoje prevalecem as  questão ambientais e ,mais   recentemente , uma  certa  e muito difusa  integração numa tal  “fileira florestal “ que já esta a alastrar para os montados alentejanos  .Mudam-se  as versões mas  não as intenções .&lt;br /&gt;Os homens  do  norte têm resistido .Honra lhes seja feita .Nós não .Não conseguimos impedir o esbulho dos nossos baldios,  perpetrado  na ultima metade do século XX .Tal como no norte  também nós  tínhamos  grandes baldios  comunitários  na periferia  das vilas  e aldeias  .Perdemo-los  em beneficio  dos grandes donos  do Alentejo que  ,ao apoderam-se  do poder local o usaram como meio  para  no-los capturar    .A  fórmula foi a de si bem conhecida :--os leilões fraudulentos tal como havia acontecido  quando se apoderaram a das terras alentejanas ,indiferentes ao  facto  delas estarem detidas por famílias de foreiros   Mais pobres ,ficamos nas insignificantes  courelas na periferia dos povoados a funcionar   como reserva  de mão de obra  Assim , com  a espinha  quebrada ,  restou    curvarmo-nos  perante os novos  donos .e submetermo-nos ao sufoco  da pesada bota  latifundiária O Alentejo ficou transformado numa coutada e as   gentes  seus serventuários . Já lá vão quase duzentos anos Outros  povos ,em iguais circunstâncias  têm  obtido a reposição dos seus  direitos elementares .O caso  dos sudetas  da republica Checa é disso um exemplo  bem eloquente Nós ainda não .  &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;2---O ultima baldio comunitário  que  resistiu,  no Alentejo ,  foi na freguesia da  Granja concelho de Mourão Ate  há pouco activo ,  inclusivamente  com a respectiva adua ,.Ao que parece passou para a posse  de um espanhol &lt;br /&gt;A função dos baldios comunitários  era importantíssima em  diversos aspectos :--- Neles os aldeãos caçavam (não por recreação  mas sim para se alimentarem ) e  estabeleciam  colmeais ;  recolhiam lenhas , frutos , condimentos  e ervas medicinais ;  pastoreavam o gados em aduas ; e sempre  que  necessário  retalhavam sesmos (que deu o nome á lei das sesmarias  quatrocentos anos  antes ) que eram divididos em courelas , que não iam alem de meia dúzias  de hectares (terra de um moio ) que eram  por sua vez  atribuídas , por aforamento,  a quem as trabalhasse  e  enquanto  lhe desse um uso  normal  Mais tarde , ,”remido”o foro  (o que será dizer certificar  o agricultor ),  era-lhe conferido   titulo de plena posse &lt;br /&gt;Ter courelas para e obter a  auto-suficiência alimentar e baldios que garantiam  o redimensionamento da  exploração ,conferia ás gentes uma certa áurea de ser parte activa da sociedade  Perdidos  os baldios  foi a capitulação  perante as tutelas  latifundiárias Foi um rude  golpe no nível das perspectivas  de vida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Que seria hoje o Alentejo  se sobre nós não tivesse acontecido  essa crueldade  de sermos despojados das terras  foreiros  e dos baldios  comunitários ? Seríamos uma região povoada por dois milhões de  alentejanos   já que o êxodo de  cerca de uma milhão (entre os quais se inclui este  vosso escriba ) no século passado não teria acontecido Sabido que os campos são o meio óptimo para o estabelecimento da família e procriação ,o Alentejo estaria perfeitamente povoado . Assim ocupados , a região  não aproveitou o desenvolvimento galopante que a época de  então proporcionou   :---  os caminhos de ferro  rasgaram o  campos alentejanos ,de lés a lés , conferindo-lhes  uma  mobilidade  ate  então não experimentada   ; Lisboa industrializa-se necessitando   cereais, carne,  queijos, azeite ,assim como  de palha e carvão ; inventou-se a charrua de ferro  vira-aiveca   que,  conjuntamente   com uma maior  eficácia nas apeiragens dos animais de tracção,   tornou possível o arrotear os matagais  e,  com isso , uma  maior produção de cereais  a  gados ; apareceram os primeiros  fertilizantes químicos  o que  não obstante a sua monovalência  levou a que as terras  novas  ,  respondessem  bastante bem Essas mais valias,   resultantes de um meio excelente   e  gentes  com querer e   saber fazer,   não reverterem a benefício da região , Foram ,isso sim , consumidas na voragem  da extravagancia ,volúpia  e sumptuosidade dos  insaciáveis  e exuberantes   donos do Alentejo &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;4---Esta crueldade histórica que impende  sobre nós  moldou-nos naquilo  que hoje somos :---Ao contrario  do que acontece  nas Terras  de Bouro , somos incapazes  de perceber que o espaço rústico  regional é o legados histórico  dos nossos antepassados  sobre o qual temos  um inalienável  direito consuetudinário .Dar-lhe  um uso de acordo com os superiores interesses da regionais   e  lega-lo a geração seguinte , tal como o recebemos  da anterior ,  é  um desígnio geracional  que temos  que honrar   &lt;br /&gt;.As vicissitudes da historia tem-nos  sido adversas .É um facto .Mas poderíamos ter  feito mais  nem que fosse um simples  sinal  da nossa inconformidade Hoje  ,assim debilitados e  quando é perfeitamente possível reabilitarmo-nos , constata-se  que  o excessivo  tempo  de subordinação fundiária e  falta de exercício na actividade agrícola  , fez-nos perder o ritmo evolutivo  .Assim, este  estado de  abulia , tem sido muito bom ,muito cómodo mesmo,  para  os detentores das terras alentejanas já que dispõem  de toda  uma comunidade  rural  pacata , mansa ,obediente  e que não chateia . Mas isso tem  custos , Esta brandura  não vai ajudar nada quando , agora que o livre direito  de estabelecimento está  institucionalizado ,  os apetites  sobre a nossa região recrudescem   e  os  governos  , mercê  dos acordos efectuados , estão  manietados .Resta saber se vimos  a ter oportunidade  de sermos uma solução supletiva ,eficaz  e inquestionável no sentido da  manutenção da soberania sobre o espaço rústico &lt;br /&gt; Acantonados  nas aldeias já que  as áreas  envolventes nos estão vedadas  ; indo trabalhar nas obras  ou ficando  em estado vegetativo a expensas dos apoios  sociais  , a continuar assim , vamo-nos  degradando moral e profissionalmente  até ao ponto de  para  pouco ou nada contarmos &lt;br /&gt;Percebe-se  melhor , o significado destas afirmações ,  se as contrastarmos  com a luta que  a comunidade rural das Terras de Bouro trava pela manutenção   dos seus baldios .Conclui-se que eles são os vencedores que subsistem .Nós somos os vencidos  em lenta agonia &lt;br /&gt;A historia será implacável na condenação  dos responsáveis  pela extinção  desta nossa milenar  comunidade  rural autóctone .Vitimas do facto de termos  vindo ao mundo  numa região ubérrima que desperta os mais vorazes apetites  ,somos impedidos  de nela  demonstrar a nossa real valia .Somos  marginalizados como se de   algo descartável se tratasse  Somos postergados  em beneficio de endinheirados cujas origens  e propósitos são incógnitas ,os quais ,exibindo um  espartano desprezo por quem cá está ,  não olham a meios para atingir os seus fins  .Fins  esses  que jamais  se campaginam  com os superiores  interesses regionais &lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor)//fjnpandega@hotmail.com.//alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-8255191237871508237?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/8255191237871508237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=8255191237871508237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8255191237871508237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8255191237871508237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2010/01/alentejoagrorural-e-os-baldios.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6003861373096920363</id><published>2009-11-22T21:02:00.001Z</published><updated>2009-11-22T21:02:47.903Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGORA  VAI   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---“Numa casa onde falta o  pão  todos ralham e ninguém tem razão” .Em certa medida é o nosso caso . Ha pão .Os mercados estão a abarrotar de alimentos  ,a maioria  importados  ,mas  falta dinheiro para  compra-los .Outros povos , noutras regiões , mais prudentes ,  mantêm activa a sua agricultura , (sabe-se lá  com que sofisticados e secretos  apoios ) fornecendo-nos ,a crédito ,as suas  sobras  O que é duplamente nefasto ;--desmantelamos a nossa agricultura  que o mesmo será  deitar  borda fora  o cerne  da regionalidade  Enquanto nos   endividamos  o que não é menos grave .&lt;br /&gt;A solução  não se limita ao fomento das exportações oriundas da  industria , como defendem  os nossos economistas , ao que parece esquecendo-se da feroz concorrência das economias emergente .Esse é um percurso  ,certamente possível ,mas    lento , difícil , incerto e limitado   .A outra forma é  a produção de  alimentos visando  anular os  70% das  importações  e ,com isso , uma considerável  sangria de divisas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Sendo assim importa implementar uma estratégia  de desenvolvimento  rural , ao nível regional , para a qual o Alentejo tem especial qualificação .Visando ,para alem da anulação das importações dos produtos agrícolas , a exportação daquilo em que  somos concorrenciais  (cortiça, polpa de tomate ,hortofrutícolas num período limitado do  ano e essa especialidade   que é  a carne de porco  autóctone .) o que é perfeitamente  possível já que são produtos genuinamente  naturais  ,obtidos de forma convencional,  por meio de uma saber fazer muito nosso  .&lt;br /&gt;Dir-se-á ,  perante a insignificância  da produção actual , que nós não somos capazes .Nada mais falso :--- em 1932  produzimos  um milhão de toneladas de trigo ,  sem maquinas  e alguns adubos muito primários ; das oliveiras  velhas de hoje ,já produzímos anualmente cerca  de  sessenta  toneladas de azeite  .Nós  somos capazes  assim  se corrijam os constrangimentos  que levam a que na agricultura , porque  bloqueada  não hajam perspectivas de trabalhar por conta própria  a que  leva as  gentes rurais ,quiçá  ,os mais afoitos  de entre  nós ,   a debandar  Por outras palavras,  a processar-se uma selecção pela negativa &lt;br /&gt;Produzir  a auto-suficiência alimentar  esta perfeitamente  ao nosso  alcance Em simultâneo e por arrastamento   , construir-se-á  ,humanizando-o  ,  o tecido  rural  tornando-o atractivo e   seguro Só assim poderemos as aspirar  a dotar  a região de atractividade  turística , nos diversos  propósitos , entre os quais o  gastronómico  ,no qual somos   exímios ,constituindo-se  , também e por essa via ,  numa  forma  de exportar  produtos agrícolas  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3----Para tal são precisas  medidas de fundo , mesmo que vão  contra  os  que , porque  convenientemente  acomodados, defendem que  “como está é que está bem”   De facto é bom, assim ,para uns tantos , Mas como “não ha mal que sempre dure  nem bem que ature”    está a acabar Os interesses  estabelecidos   que   ,devido  á   sua  natureza  obstrutiva  , impeçam  o desenvolvimento regional ,  terão inexoravelmente  que ser removidos .Quanto mais tarde pior . Já lá vão os tempos    em que os desígnios  do Alentejo foram entregues  aos grandes  proprietários  rurais  cujos efeitos ,porque demasiadamente  maus , demoram a sarar  . A sua  substituição pelo fenómeno espanhol também se pagará a seu tempo  Temos que ser nós  ,todos ,  os  que têm  , por esta martirizada  região , algum  sentimento de  afectividade ,  a tomar  a iniciativa Todos ,  seja qual for o seu local de origem , o importante  é uma certa forma de ser ,sentir  e  estar no Alentejo .Sá  Carneiro , pela sua intervenção no tecido  fundiária ,da nossa região ,   alcandorou-se  para o patamar mais alto  dos nossos valores .Contudo  era do Porto . Deixou , de tal ordem , a sua marca ,que a recente lei do arrendamento rural parece tê-lo tido em conta , não obstante o tempo que já passou  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4---Agora vai ! Clamamos  nós , num grito uníssono  de incitamento  ,aquando dos trabalhos agrícolas de grupo, sempre é preciso juntar forças  “ à uma”  fazendo-o como se fossem um só .Também  agora alguma coisa me diz  que algo vai mudar ,no nosso mundo  rural ,já que um alentejano , oriundo do que se designa por  Alentejo Profundo (o centro /sul da nossa região ), um jovem de origem rústica , absolutamente seguro dos valores  que constituem  a nossa  autenticidade regional , ,integra o actual governo  como ministro da agricultura e desenvolvimento  rural  Boa sorte para o professor António Serrano .&lt;br /&gt;Francisco Pândega(agricultor )//// fjnpandega@hotmail.com./////alentejoagrorural,blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6003861373096920363?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6003861373096920363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6003861373096920363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6003861373096920363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6003861373096920363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/11/alentejoagrorural-agora-vai-1-numa-casa.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1002329440902544376</id><published>2009-11-09T09:58:00.002Z</published><updated>2009-11-09T10:00:42.437Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS SOMOS ASSIM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---É ofensivo  ouvir  esse  repetitivo chorrilho de  anedotas insultuosas  ,senão mesmo grosseiras ,   cuja acção se atribui ao homem rural  do Alentejo .Visam  não só ridicularizar-nos como  considerarem-nos estúpidos e   frouxos. De facto ,  nós , como povo  , estamos  a atravessar um momento  pouco elevado .Estamos assim como que  abúlicos  , desorientados , incapazes  de proceder  a uma eficaz  defesa dos nossos valores soberanos E compreende-se dado que após tantas gerações de efectiva  exclusão fundiária  nós não poderíamos ser melhores  nem diferentes .Somos ,pois , o produto de  vicissitudes  históricas ,  cuja superação  nos tem sido  impossível  .Com o falhanço das alterações no tecido  fundiário , aquando  do 25 de Abril , perdeu-se a ultima  esperança  e o homem  do Alentejo ,vencido  ,baixou os braços &lt;br /&gt;Contudo , e ao contrario do que se possa  pensar,  nós não somos  geneticamente fracos  .Esta  debilidade  que nos anula é circunstancial sendo ultrapassada  logo que as relações homem /espaço rústico sejam  normalizadas Isto porque  não obstante os tremendos  constrangimentos agro-fundiários  que nos tem vitimado   , conseguimos ,  ainda assim ,ter sido  altamente  produtivos  até aos meados  do século passado fazendo do Alentejo  o celeiro do pais Nestas condições não ha razões  para duvidar  da  nossa eficácia   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Contrariamente   ao que hoje  somos , já  fomos  valentes  e decisivos na luta  pela  libertação regional  .Podemos  voltar  a sê-lo  logo  que  o governo  nos restitua  a identidade e o  amor próprio  que  nos sequestrou aquando  da delegação ,a favor  dos donos  do Alentejo ,  do exclusivo de todos  os poderes:-- politico /administrativo , económico ,de representatividade,   entre outros   &lt;br /&gt;Nessa altura , então ,  sim ,  faremos  jus á nossa raça de  que tanto nos orgulhamos Cito  ,entre  tantos , três pontos altos daquilo que somos  ;-- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)—Quando as legiões romanas  invadiram  a Transtagana  (a região Alentejo de hoje ), depararam-se   com uma inusitada  resistência ,senão agressiva rebeldia , por parte dos  autóctones (hoje ,nós , os alentejanos ) . Eram pastores transumantes ,de certa forma itinerantes  já que as residências  ,construídas de materiais ligeiros  , eram de curta duração .Caçadores /recolectores  o que lhes conferia   uma certa autonomia alimentar e  uma vivencia  simplificada  , assim como grande  mobilidade  Daí as  dificuldades que os romanos  encontram na sua pacificação  o que nos  valeu o epíteto  de “ gente  que não se governa nem se deixa   governar   “&lt;br /&gt;Evidentemente  que não nos chegaram a perceber  :---  Nós sabemo-nos  governar no nossos espaço ancestral   com o qual estamos perfeitamente  identificados Enganaram-se , pois , os romanos ,a nosso respeito .O subvalorizarem-nos foi-lhes fatal   .O  resultado  foi que logo que apareceu um  chefe credível que defendia os nossos  valores  e prometia a restituição dos nossos espaço vital  , a expulsação do ocupante não tardou .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)---Seculos mais tarde  ,na década que antecedeu  1385 (batalha de Aljubarrota ) voltáramos   a demonstrar de  que têmpera somos  feitos  Os castelhanos  faziam constantes incursões  pela  fronteira alentejana  pilhando e destruindo uma vasta faixa  da raia    Estabelecida ,por volta de  1370 ,  a lei das Sesmarias (tanto quanto sei ainda  não foi revogada ) que consistia  na  confisco de terras  a quem não lhe desse o devido o uso  e a sua posterior  entrega , pela regime de aforamento , a quem e enquanto a trabalhasse   Com a atribuição de terras iniciou-se uma migração  interna formada por  agricultores /soldados   para  a faixa contigua á raia onde muitos “deram o corpo as balas”  Daí ainda hoje haver uma considerável  densidade de povoados  e  de terras mais  repartidas  desde  Vila Velha de  Ródão  a  Mértola  E os  castelhanos  , useiros e vezeiros nas razias ,viram frustradas  as tentativas  de  anexação desta faixa de  a Alentejo  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)—Nos meados do seculo XVll  ,o nosso pais libertou-se  de sessenta anos  de ocupação  espanhola Estes ,desembaraçados  dos problemas internos  , voltaram  a agredir-nos , com toda a  violência , invadindo-nos pelo Alentejo  . Nunca se  chegou a saber  quantos  dos nossos  tombaram , pelas  chapadas   das Linhas Elvas e arredores  de  Estremoz  ,para que o Alentejo continuasse  a ser nosso &lt;br /&gt; O aproveitarmos  esse ensejo para  sermos grandes e livres  , é outro tipo de luta  que  nos falta travar . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3—. Temos uma enorme  e altamente produtiva região agrícola e gente perfeitamente  a altura para lhes dar um uso consentâneo  com a multiplicidade  de valências  que constituem  o nosso mundo rural . Só o não fazemos porque  fomos vencidos .Não o fazemos porque somente somos  5%  dos parlamentares  se bem que representamos 1/3 do  território  mas que ,  na verdade , constitui  mais  de metade da superfície agrícola útil do pais &lt;br /&gt;.Usa-la ,  no sentido  de a   fazer  brotar  todas as suas funcionalidades ,  impõe-se-nos .Está perfeitamente ao nosso alcance  produzir alimentos bons  e baratos  evitando a dependência das  importações ;  povoar o território  constituindo-se , cada  monte,  num marco de afirmação pátria ;reavivar os nossos  valores histórico / culturais elementos base do orgulho de ser alentejano  .Temos  gente,  entre a nossa comunidade rural autóctone , com o querer   e saber fazer  muito melhor do que os endinheirados  que por aí pululam .Provenientes  das mais estranhas  origens   ,  eivados  dos mais bizarros propósitos  , associados de  forma a obnubilar a sus acção  ; sem pudor , acantonam as gentes das  aldeias  deixando-lhes somente o acessos  ás estradas ,via emigração &lt;br /&gt;È imperioso alterar  as regras  no acesso  a este precioso  bem ,  que é o nosso solo pátrio ,considerando-o  ,no sentido mais nobre do termo ,   um  espaço aonde se exerce  a  regionalidade &lt;br /&gt;Algo perdurável e não  fungível  ,inconvertível  em dinheiro e jamais susceptível de ser descartável como se se de  uma objecto desnecessário se tratasse  Algo sublime ,pertença  de todos  , por igual,  se bem que detido ,em termos de exploração agrícola ,   de uma  forma individual e efectiva , por  quem tenha dignidade para tal &lt;br /&gt;.Esta  formula ,perfeitamente pacifica entre  nós , resulta  da antiquíssima  lei do aforamento (vigorou entre  nós até ao 25 de  Abril ) de onde  foi extraído  o aforismo de  a  “terra   a quem a trabalha “ Terá que ser  assim .E  só  assim seremos dignos dos nossos antepassados  .Só assim o AlentejoAgroRural  emergirá  como um gigante agrícola suficientemente produtivo para garantir a auto-suficiência  alimentar o que  , nesta época  de crise , é algo  reconfortante Só assim nos libertaremos  deste anátema  depreciativo que  afecta o AlentejoAgroRural e suas  gentes &lt;br /&gt;Francisco Pândega(agricultor ) ///fjnpandeg@hotmail.com  ////alentejoagrorural.blospot.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------//////-------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1002329440902544376?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1002329440902544376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1002329440902544376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1002329440902544376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1002329440902544376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/11/alentejoagrorural-nos-somos-assim-1-e.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3216882173935049703</id><published>2009-11-01T19:35:00.000Z</published><updated>2009-11-01T19:36:28.430Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma região vencida  mas ainda  viva   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---.Hoje  , mais do que   nunca ,todas  as regiões  procuram incentivar  a vinda   de empresas industriais , comerciais  e actividades terciárias  , independentemente da sua origem , desde  que portadoras  de  capitais  e novas  tecnologias .Porem ,  e contrastando com essa abertura, os respectivos  mundos  rurais , cada vez  se  fecham  á presença  de colonos reservando  para a sua  comunidade rural a   usufruição do  respectivo espaço rústico .Os povos , na sua suprema saberia , parecem definir  duas áreas distintas  ;-- uma  , o mundo  rural , para a manutenção  alimentar  e preservação dos seus  valores histórico /culturais , e outra  para o exercício das novas  tecnologias  onde emerge   outro tipo de sociedade  ,que se paute  por outros conceitos vivenciais ,tão próprios dos aglomerados  urbanos &lt;br /&gt;O Alentejo ,  porem ,está  a  trilhar   , nestes domínio  , um percurso  ao arrepio  desta normalidade :--- &lt;br /&gt;.Os ocupantes  do  espaço rural  alentejano, aqui instalados  desde 1835 ,hoje transferindo-o para  estrangeiros  , impediram ,  e continuam  a impedir o seu acessos por parte  da comunidade  rural  autóctone  e  , com isso,  travando a marcha do seu desenvolvimento   .Por outro lado ,  visando a manutenção  de  mão de obra  agrícola , barata ,eficaz, abundante  e dócil  institucionalizaram  o condicionamento industrial impedindo  que  , em devido  tempo,  se processasse a instalação de industrias  e ,com isso travando  o progresso  industrial n a nossa  região &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2----.Este tipo de constrangimentos  ,já ha muito  foram  ultrapassados ,  por outros  povos    que , tal  como nós , lutaram e correram riscos  para os  superar Os  exemplos abundam:-- &lt;br /&gt;----Nós ,os  que fomos agricultores  em África   fomos todos expulsos e os nossos bens sequestrados  pelas populações  locais  a pretexto  de que o espaço rústico era sua pertença .Temos pois  uma apreciável  conhecimento  nesta matéria  Fomos hostilizados  por toda a gente  Desde as comunidade indígenas  que de facto tinham  inteira legitimidade para tal fazer ;  pelos nossos  próprios  concidadãos  enviados do continente para garantir  a nossa  integridade   física   mas que o conceito de  colono explorador das maiorias africanas  levou a  que muitos  deles  invertessem  o seu papel  ; todo  o mundo  bramava  contra a nossa presença  a que  não seria alheio o desejo de nos suceder &lt;br /&gt;Estranhamente ,  regressados a Portugal , mantinha-se a antiga  colonização ,velha de  duzentos anos , voraz  impiedosa   .Ha aqui uma estranha inversão de conceitos  Lá éramos colonizadores  a abater .Cá  estamos  colonizados  por colonos incontestáveis  &lt;br /&gt;----No Brasil  a compra  de uma propriedade agrícola pode  resultar o posterior  aparecimentos de jagunços  , equipados de forma  convincente ,  reivindicando aquela mesma  chácara  sempre  com inegável êxito,;  na Europa  aonde  ha o mais  amplo direito a transmissão da propriedade  agrícola  entre  todos os cidadãos comunitários .o  facto isso não se traduz em casos  concretos  ;&lt;br /&gt;----A republica Checa, esteve  ocupada ,  até há pouco,  por pelos países vizinhos , na qual os alemães Sudetas  estabeleceram  uma colónia de alguns  milhões  de  ocupantes  Com a derrota dos alemães na 2ºguerra  mundial  os sudetas  foram obrigados a  regressar ás  origens  tendo-lhes sido  confiscados  os seus bens .Alias como nós em África o que  significa  que nessa domínio  não estádios de evolução nem questões  etnográficas   Daí a dificuldade dos checos em  se integrarem   na comunidade europeia  dado temer   que as leis comunitárias  protejam o regresso  dos sudetas  .Razão pela qual exigiram  e obtiveram  uma clausula de salvaguarda  nesse domínio . Claro  que isto ,  como demonstrativo  de um afectivo desvelo pela  terra  , só lhes fica bem .Mas  ,  por outro  lado ,  fica-lhe mal prejudicar a restante  comunidade  mais a mais sabendo-se  que  a comunidade rural  checa  ,ao contrario de nós ,  tem capacidade  dissuasora  suficiente para impedir  a instalação de  seja  lá quem for .Não  era ,pois , necessário  ter ido tão longe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--- Passou ,  pois ,a época  das colonizações  O Alentejo é o único remanescente  que ainda perdura nesse tipo de ocupação do espaço rural  &lt;br /&gt;O que está a acontecer entre  nós  é impossível  de acontecer  em qualquer outro lado em resultado de  estamos debilitados estruturalmente  É o resultado de duzentos anos de submissão de uma  voraz  exploração  económica  e moral  que parece irreversível  O ultimo sinal  de inconformidade   foi o 25 de  Abril de 1974  .Teria  sido uma rebelião triunfante  se a solução alternativa  não tivesse sido essa aberração colectivista , da exploração da terra  ,  que deu azo a que  a  cleptocracia  , há pouco  vencida,   se reinstalasse .Hoje ,transferindo rapidamente  a posse  da terra  para mãos espanholas  , e aceita  com base  no despudorado   logro  de  que eles são portadores  de uma  tecnologia  mais evoluída  o que  é absolutamente falso  Daí que os  nossos  amigos  extremenhos ,  possuídos  de um  estranho frenesim cooperante , em termos de iniciativas  transfronteiriças,  não consiguem acobertar o  que os faz correr  Melhor seria  que esperassem  que nós  nos  organizássemos e com isso extirparmos os factores  que nos anulam  , e então , depois ,  de igual para  e igual  ,em vez de  vencidos para vencedores ,  encetarmos  essas negociações de  cooperação transfronteiriça &lt;br /&gt;Seria  bom que compreendessem os sinais dos tempos que vão no sentido  de  que não se deve intervir nos espaço rústico  dos outros povos  Nesse conceito  se  enquadram  os campos alentejanos , palco  e testemunho de feridas   que ainda  sangram &lt;br /&gt;----Francisco Pândega (agricultor )/// fjnpandega@hotmail.com /// alentejoagrorural.blogspot.com------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3216882173935049703?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3216882173935049703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3216882173935049703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3216882173935049703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3216882173935049703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/11/alentejoagrorural-uma-regiao-vencida.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1079749900944956102</id><published>2009-08-20T19:25:00.000+01:00</published><updated>2009-08-20T19:26:06.749+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;UMA CRISE  ESTRUTURAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Já fomos auto-suficientes  em cereais .Nos anos  transactos somente obtivemos  50%  das nossas necessidades .; no presente   só produzimos  20%  ; para  o próximo ainda vai ser pior dado que  a área a semear  vai ser menor   .Somos  abastecidos  de  cereais  , leite  e carne , etc. , por outros países  designadamente  a Espanha   a França  e países de Leste  .Países esses  que preservam a todo o custo os respectivos mundos  rurais  privilegiando-os  em relação as restantes  actividades  económicas ;países  que  sabem o que é  a fome ,logo defendem a todo o custo a auto-suficiência alimentar ; países  que sabem  que os grandes centros  urbanos  podem ser  foco de  contestações  que só o efeito tampão  dos campos pode  esbater &lt;br /&gt;E quando se   tem noticia  que  já  há nações que renacionalizam o seu comercio , isso  significa  que há subsidiação para as  exportações ,contra as  regras  definidas  pela  OMC e os compromissos  da Ronda  de Doha ..Logo há distorção das regras do mercado  que penalizam os obedientes cumpridores  É muito cómodo  ter os mercados abastecidos de  produtos  agrícolas , abundantes e baratos ,  importados / subsidiados .O problema  é  que destrói  a nossa agricultura  .O problema  é que , quando os nossos  fornecedores  deixam de o ser ,por diversas razões inclusivamente por escassez de fundos ,,nós estamos num hiato  de  produção ,cuja retoma vai ser penosa   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Qual a razão desta falta de produção e  produtividade  numa região ubérrima  e  imensa  como é o Alentejo ? É simples  e  importa  que  tenhamos  a coragem de  apontar :--- Porque mais  de   ¾ dos 30.000 km2 de superfície  agrícola útil , estão apossado  por  2.500 donos   ,com uma media  de 10Km2 (1000ha ) contrastando  com os  12,5ha  médios  dos 40.000 pequenos  agricultores  que definham  nos restantes  5.000Km2 .È aqui  que está o cerne da  questão O direito á propriedade ,  no Alentejo , mantêm-se  no estilo  da  idade média . Evoca-se  o sagrado  direitos á terra , levando esse  direito para o campo da afectividade , mesmo que tenham no bolso  um contrato de  venda  a algum espanhol .Auto-proclamam-se empresários  tal  como os industriais  ou comerciantes  mas  sem que nos casos de absentismo sejam punidos , já que o mercado, contrariamente  ao que acontece  com aqueles , não é suficiente para os excluir .  &lt;br /&gt;Será que se pode pactuar com o facto  de mais de metade do Alentejo ser  pertença  de  donos  que cuja classificação em termos agrícola  é  zero , enquanto fenecem as gentes da  aldeias em permanente inacção e  perda  de  qualidade ; ou os jovens  universitários que procuram sobreviver noutras actividades já  que lhes esta interdito o acesso a terra ?  Vivemos  num constante enaltecer de  investidores / salvadores  , que  sucessivamente  se vão transformando em fracasso dado desconhecerem   a especificidade  rural , apanágio das gerações de agricultores autóctones &lt;br /&gt;Tal postura , só possível depois  de  terem  anulado e  feito perder a identidade das gentes rurais  , está a arruinar-nos completamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Evidentemente que tal displicência agrária ,com duzentos  anos de duração (dos  quais  os últimos cinquenta foram devastadores  ) acaba por se pagar bem cara . Ou melhor :--já estamos a paga-la dada actual dependência alimentar ; a desvalorização profissional das gentes  do campos por falta de exercício ;  a desmesurada diáspora  espanhola , cujas  consequências   não se estão a acautelar .São algumas das consequências &lt;br /&gt;Só alterando o actual  quadro das  relações  do homem /terra se podem corrigir  estas ineficiências  , &lt;br /&gt;Como? Interrogar-se-ão os menos calhados na matéria mas  que têm alguma  sensibilidade agro-rural  ! &lt;br /&gt;Para  começar convidar  os  que tem terra para alem dos razoável  a dar-lhe uma  aproveitamento mínimo  e  a terem uma postura  consentânea  com os superiores desígnios regionais .Se   não acatarem   tal determinação , terão que inexoravelmente se fazer substituir O sagrado direito á terra pressupõe um não menos sagrado  dever  de lhe dar um uso  que se compagine  com os superiores  interesses  regionais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4--- As  épocas  de crise  , como  a actual , são propicias  para as  decisões  difíceis .A França  confiscou as  terras  da  nobreza  e  nelas  instalou o numeroso exercito desmobilizado das  frentes de batalha Napoleónicas  ; a restante Europa  reorganizou os respectivos  mundos  rurais após as   devastações das  duas guerras mundiais ; a Espanha , designadamente  a  Extremadura ,  o protótipo do Alentejo  , a seguir  a  guerra civil  &lt;br /&gt;Vem  a propósito ,contar um episodio  relacionado  com o regadio do Guadiana .Durante a 2ª guerra mundial e nos rescaldo da  guerra Civil, a Espanha  estava de rastos Daí que Franco tenha  empreendido  os grandes  regadios  de Badajoz  e Merida . Isso implicava o confisco das  terras  aos nobres alguns dos  quais  resistiam e vociferavam  contra aquilo que  consideravam um esbulho O mesmo que no Alentejo .Com uma diferença :---  .Franco chamou os mais recalcitrantes   propondo-lhe  “Eu vou confiscar  as vossas  terras  .Como tal ou cedem ordeiramente   e calam-se  ou confisco-lhas   e prendo-vos”  Evidentemente que o regadio, desde  então e  até hoje ,  foi e continua  a ser  uma  verdade a qual  ã Extemadura  deve  muito do seu desenvolvimento &lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor )// fjnpandega@hotmail.com/// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1079749900944956102?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1079749900944956102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1079749900944956102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1079749900944956102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1079749900944956102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/08/alentejoagrorural-uma-crise-estrutural.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3625749446583478635</id><published>2009-07-19T20:04:00.000+01:00</published><updated>2009-07-19T20:05:11.350+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E A POLITICA PARTIDARIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Pode-se afirmar que o nosso sistema político-partidário não tem acompanhado a evolução que se verifica noutros países mais desenvolvidos Exceptuando os Açores a Madeira, não temos  regiões político/administrativas, com poderes vinculativos,  que defendam a especificidade  regional; nem círculos uninominais nos quais os eleitores se revejam no seu deputado individualmente &lt;br /&gt;Vota-se em conjunto para um parlamento, no qual os partidos políticos defendem as suas propostas com abrangência nacional. Disso resulta que o Alentejo, com uma especificidade edafo-climática que o diferencia das outras regiões, com questões agro fundiárias históricas por resolver:;  e sendo 33% do pais é representado por 4% dos parlamentares. Enquanto assim for só com um governo forte e de maioria absoluta  , há hipótese de uma a solução para os nossos  problemas agro-regionais  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---- Sem me referir á maioria eleitoral que é formada pelos urbanos, com uma visão politica muito própria  , há  o designado mundo rural com profundas fissuras, no seu seio, de onde resultam três grupos distintos, cujo antagonismo entre si é bem visível nas opções de voto: --- Grandes proprietários fundiários; trabalhadores rurais; e pequenos e médios agricultores &lt;br /&gt;Caracterizamo-los: ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) –Os  grandes proprietários rurais de hoje ,  são os descendentes  dos aquisições   das terras alentejanas , nos leilões fraudulentas, dos bens nacionais, de 1835. São cerca de duas mil famílias que detêm mais de mil hectares  em media (10km.2) ou seja mais de dois terços dos 30.000 Km2 que são a área do Alentejo. Estabilizados, apossando-se de todos os órgão governativos , dividiram entre si , pelos métodos da venda dos bens nacionais, os baldios comunitários, envolventes das aldeias, falcatrua que ficou conhecida pelo “esbulho dos baldios “&lt;br /&gt;Apoderaram-se da toda a organização politica/ administrativa /repressiva do Alentejo usando a  detenção da terra  como forma  de subordinar a  empobrecida comunidade rural residente De longe e por interpostas pessoas utilizando a administração local e os lacaios do costume,  exerciam, com severidade desproporcionada , um poder arbitral sobre as indefesas gentes .Incompetentes ,ao ponto de hoje, duas gerações depois da extinção dos seareiros  , a produção ter diminuído  significativamente ,   não obstante as modernas maquinas  e  fertilizantes  e  os vultuosos   fundos comunitários  aqui   vertidos .Um despovoamento  que nos envergonha  &lt;br /&gt;Os proventos  ,dantes tal como hoje , são  daqui desviados para os seus locais de residência ,dado que os seus  actores  nunca se sentiram  seguros   entre  nós  ..Certos   do mal  que praticam  , eles estão  surpreendidos pelo   facto de se manterem nesta  senda destruidora de  valores , sem que  a comunidade rural  ,não obstante a  democracia ,seja capaz de  repor a  verdade  agro-rural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)—Trabalhadores  rurais são os homens  que restam nos trabalhos  do campo por conta de outrem   Hoje  suavizado  era um trabalho esforçado  ,penosos  executado  por pessoas subnutridas  ,iletradas  adoentadas    e  sem assistência medica  &lt;br /&gt;. Nos anos cinquenta , logo após a segunda guerra mundial,  foi deste grupo  que se deu a debandada dos campos alentejanos. Para a periferia de Lisboa, para o estrangeiro, para o ultramar. De lá  e por comparação com os outros povos rurais é  que  bem se via o  quão  vilipendiados fomos nas nossas terras de origem  E  ,nas conversas ,  de  uns com os outros  , carpindo saudades do nosso Alentejo e chegávamos invariavelmente  a conclusão que não sabíamos de quem era o Alentejo, concluindo  por  uma triste   interrogação :---Nosso? Não! Doutros. A nós  só nos coube   a mais vil subordinação  e  a  certeza  de que jamais  dele usufruiríamos   E daí a razão porque abalamos e daí a razão porque  a maioria jamais queria voltar .Sem jactância  ,mas também sem humildade , sei do que falo porque  pertenço  a este  grupo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)---Pequenos e médios agricultores, em courelas próprias mas que também eram os seareiros, em simultâneo,  nas terras dos grandes donos do Alentejo , constituem uma classe hoje  extinta . È pena já que eles seriam a semente que daria origem ao povoamento da região numa agricultura perfeitamente adequada á meio regional  São estes os descendentes dos foreiros que exploravam, por aforamento , as terras das ordens religiosas, as quais , depois de confiscadas  pelo estado,  integraram  o lote  a  vender , designado bens nacionais  Sem qualquer  respeito pelos próprios  direitos  dos foreiros  ,essas terras  foram  leiloadas ,indiscriminadamente ,    com foreiro e  tudo .De imediato estes foram   convertidos  em seareiros bem  assim como noutro tipo de servos da  gleba  &lt;br /&gt;Foi um crime de lesa pátria cometida no rescaldo das invasões francesas, devido a necessidade de dinheiro para pagar ao numeroso  exercito e as imensa forças  da ordem  . Foi um crime que  se prolongou até  nossos  dias ;  é um crime  que tarda  em ser repaardo ; é uma péssima  herança que  deixamos aos  nossos  filhos  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  d)--Todas as nações  ,  em diferentes épocas  ,tomaram medidas  no sentido   de impedir  que os respectivos mundos  rurais   fossem apoderados  para gananciosos  sem escrúpulos  Pela época  da nossa debandava para  o ultramar  passava-se no Japão um episódio  que importa relembrar  &lt;br /&gt;.O General  McArtur ,comandante das  forças americanas no Oriente , foi incumbidos  de reconstruir o Japão .A certa altura  foi abordado  por uma  grupo de  mandarins ,(  o similar aos nossos latifundiários   alentejanos )  ,  que se queixavam do facto de não estarem a  ser  respeitados os  seus  sagrados  direitos  sobre  a  terra e sobre  as gentes  que nelas trabalhavam  .A resposta  foi peremptória :-- a reconstrução dos Japão far-se-á  sem a intervenção de parasitas como vós O Japão é ,hoje,  o que é,  certamente  também devido ao facto de terem extirpados os parasitas&lt;br /&gt;Nos somos o que  somos por não termos  tido  a coragem de empreender um procedimento  análogo   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--Sendo este o mundo rural que temos , com  uma  colonização  latifundiária  de dois séculos ,qualquer solução passa para inverter esse nefando percurso  E hoje, que felizmente temos democracia, resolver-se-á votando na formação  partidária  que tenha no seu idearia propostas que vão no sentido de colmatar esses erros colossais Detenhamo-nos , um pouco mais , nesta questão. &lt;br /&gt;Não será com esta extrema-esquerda,  sem um projecto agro-rural funcional; nem com uma direita que usa a terra como forma de engrandecimento pessoal e de vergar  e expulsar a comunidade rural trabalhadora das aldeias. È sim ao centro politico, representado pelo PS,  ao qual deverão aderir as franjas mais lúcidas dos trabalhadores rurais  e os  pequenos e médios agricultores , que terão que  compreender  que a possibilidade de redimensionar as suas courelas e com isso viabilizar as suas explorações agrícolas só  encontra  solução num partido  do centro-esquerda  &lt;br /&gt;Em suma :-- a comunidade rural   residente  tem que ser informada de que estão em causa os superiores desígnios regionais. ,que  o mesmo será dizer o bem-estar e a prosperidade das suas gentes .Importa afirmar , sem a menor duvida , que , se o actual partido de  governo  for  substituído ,  o mundo rural alentejano caminha para a derrocada, o país fica  ingovernável e perdemos  o Alentejo como parte  integrante do espaço  pátrido   &lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor ) /// fjnpandega @hotmail.com /// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3625749446583478635?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3625749446583478635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3625749446583478635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3625749446583478635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3625749446583478635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/07/alentejoagrorural-e-politica-partidaria.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6968159661886200597</id><published>2009-06-03T13:35:00.001+01:00</published><updated>2009-06-03T13:35:22.368+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alentejo agro-rural &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os Eurodeputados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um federalismo prudente  &lt;br /&gt;1----De facto, o interesse  pelas eleições europeias é menor  do que o pelas legislativas  ou autárquicas nacionais .Uma das razões deriva do facto dos deputados nacionais a eleger serem dispersados pelas formações partidárias afins, ultra nacionais, ficando, na prática ,desvinculados da nação de origem. Outro factor é o gigantismo e complexidade das estruturas organizativas da comunidade em relação ás quais os eleitores sentem que não têm a menor influencia. Tem-se a impressão de que se trata de uma governação longínqua, tantas vezes desfasada das realidades locais e excessivamente influenciada pelos países ditos grandes Daí que a  apressada  transição para o federalismo, se bem que defensável em muitos aspectos ,pode não constituir  a melhor solução  para as regiões rurais  Precisa-se  , para o efeito ,  de  uma  entidade nos moldes do desactivado  comité  das regiões ,no qual os  representantes directos  dos povos exercessem a sua  influencia &lt;br /&gt;Foi certamente a pensar nisso  que os pais fundadores da comunidade tenham optado pela Europa dos povos ou das regiões, uma e a mesmo coisa dada a coincidência  da sua  sobreposição espacial E tinham razão , na medida em que acautelavam  a defesa dos valores regionais tradicionais evitando uma aculturação geral “do  tipo rasoira “ que tantos  conquistadores têm empreendida  e tantas sofrimentos e desgraças tem causado  Pretende-se , isso  sim ,  uma  Europa  unida  e coesa   na diversidade  dos seus  valores regionais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A especificidade alentejana &lt;br /&gt;2--- Sendo assim importa caracterizar  a região Alentejo  numa perpectiva de  integração comunitária &lt;br /&gt;Ocupado por uma  burguesia  de Lisboa, enriquecida  no rescaldo das invasões francesas ,desde 1835  ,comprara ,  em hastas publicas fraudulentas , grande parte do Alentejo  que há pouco havia  sido  confiscado ás ordens  religiosas  &lt;br /&gt; Indecorosos  ,senhores de todos os poderes  , espremeram até ao tutano  ,pela via  fundiária , a  indefesa  comunidade rural .Esta , descaracterizando-se   e perdendo a identidade,  tornou-se  absolutamente  incapaz  de se reorganizar ou sequer   de esboçar o menor  gesto de inconformidade &lt;br /&gt;Hoje   apostados  na  transmissão da propriedade para os espanhóis privam-nos , agora sim  e definitivamente ,  de aceder  á sua usufruição Triste  paga  para  quem durante  dois séculos lhes permitiu a  exploração mais  infame quer do meio quer das gentes  &lt;br /&gt;. Que vão e depressa, libertando-nos da sua indesejável   presença  Assim nós tivéssemos a possibilidade de reverter esses transferência em beneficio da comunidade rural  residente  , como é da mais  elementar   justiça, como são os interesses regionais /nacionais ,  e como , de  facto , se processa entre os nossos parceiros comunitários  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte para o nosso  Alentejo &lt;br /&gt;3---Nessa circunstâncias  compreende-se o fraco proveito  agrícola  da nossa  integração  na comunidade europeia  Esta   estranha  especificidade , fruto de vicissitudes  e históricas, porque inusitada  entre os nossos pares  , terá que ter uma tratamento diferenciado Trata-se  de uma injustificada pobreza   , resultante ,  não do meios  em si mesmo mas sim dos constrangimentos  fundiários  vigentes , arruína-nos  Quem duvidar  repare   nas imensas  verbas  destinadas á agricultura  ,  em simultâneo   com a sobrevalorização da cortiça  que  carrearam  para o Alentejo  fundos colossais cujos cujo destino  não se atina bem qual .O resultado , é a crescente perda   de  produção e  produtividade  ; um estranho e perigosíssimo  despovoamento , um abandono   como  se uma peste por  aqui tivesses grassado ;  uma galopante perda  de  qualidade  das suas gentes ; um sentimento de desenraizamento .&lt;br /&gt;Estará  tudo perdido ? Não .&lt;br /&gt;Noutras  situações ,igualmente  difíceis ,  o Partido Socialista  ,tal  bombeiro de serviço nas  horas   difíceis ,tem-nas empreendido  com coragem e lucidez Recordo o pós  25 de Abril e a invulgar prestação  de  Mario Soares que  ,por meio da  lei 77/77 , instalou  ordem  e  disciplina  no mundo  rural  alentejano  e com isso  abriu caminho a Sá Carneiro para encetar   uma notável obra de repovoamento  agrário &lt;br /&gt;Também agora , numa  altura   em que se  elegem os representantes  para  o parlamento ,estão  indigitados  dois alentejanos  que fazem  parte  do grupo  dos melhores de entre  nós &lt;br /&gt;Europeístas  convictos  defenderão os  interesses  regionais  nem que para tal tenham  que  desenterrar o Comité das Regiões  Como cidadão alentejano , que faz parte integrante  desde  mundo  “cão agro-regional “ sei que os interesses da nossa região  vão ser bem defendidos &lt;br /&gt;Sinto-me reconfortado se de alguma  forma tenha  contribuído para a necessária  clarividência na opção de  voto dos meus concidadãos .  E ,por  fim ,  boa sorte  para o nosso  Alentejo &lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor) /// fjnpandega@hotmail.com //// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6968159661886200597?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6968159661886200597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6968159661886200597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6968159661886200597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6968159661886200597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/06/alentejo-agro-rural-e-os-eurodeputados.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-105404036271322158</id><published>2009-03-16T14:48:00.001Z</published><updated>2009-03-16T14:48:50.273Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CRISE numa perspectiva agrária  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1----Inimaginável até há bem pouco ,estamos confrontados  com uma crise  económico /financeira cujos efeitos  ,contornos e duração ninguém sabe prever  . Profunda , abrangente  e preocupante , a  qual ,  a  prolongar-se por muito tempo  ,pode vir  a inquinar  a  paz social pela  via  mais gravosa  :--   escassez  de alimentos . Isto porque  , não obstante  termos  o AlentejoAgroRural  com  colossais potencialidades agrícolas , capaz  de ,só por  si  , alimentar o pais e anular o desemprego ,não o fazemos   pura  e simplesmente  por “não saber por onde lhe pegar “ ou então  , o que é pior ,  para não bulir  com os poderosos  interesses  instalados que estão a tornar  cada vez mais  longínqua  a possibilidade de reabilitação  da agro-ruralidade regional e ,com isso , a superação da crise   .&lt;br /&gt;.Estou certo  de  que  a  presente  crise ultrapassar-se-ia ,   mais facilmente e sem danos de maior ,  se  o AlentejoAgroRural ,  com base na sua  dimensão  , vocação agrícola  e com o que  resta da sua  comunidade rural  residente  , lhes fosse permitido  porem-se ao serviço do  desenvolvimento sócio/económico  regional .Tal com estamos ,enredados nas malhas de direitos adquiridos ,  as mais das vezes de  duvidosa legitimidade  ,   resultam distorções  agro-fundiários gritantes  Daí a razão porque  a nossa produção se quede  nos   50%das nossa necessidades , o despovoamento seja algo angustiante  e  o desemprego  , mais  que uma preocupação ,uma ameaça latente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Inicialmente  de âmbito  financeiro , já está  a afectar  a  economia  e ,desta,   a transitar  para o sector social   havendo já afloramentos  contestatários  e um aumento de casos  de fome  e incapacidade de aquisição dos bens essenciais .Está claramente  naquele ponto   em que ou se actua  rapidamente e em força  ou fica-se expectante   e começa   a fazer-se tarde O actuar significa  trazer  para   a usufruição da economia  os recursos  latentes , de uma forma regionalizada  e,  na região,  sector a    sector  &lt;br /&gt; Compreende-se melhor  dando exemplos  :--  .A crise da industria   têxtil  do Vale do  Ave , dos vinhedos  do Douro ,ou dos empregados fabris  de  Lisboa ,sendo diferente do das  searas ,  montados  e rebanhos de gado   do Alentejo ,terão  que ter  soluções  diferentes .A solução  bancária  preconizada  pelos  EUA  ou pela  GB  ,países  com interesses comerciais  em todo   o mundo  podem  não ser  a nossa prioridade  ; a França  ,ás voltas com a sua  industria  automóvel ou a  Espanha  a  digerir  os  excessos   na construção  civil  , têm problemas  que  não os nossos  ou são-no em escala menor  Contrastando  como esses países , que tem os respectivos   mundos  rurais sólidos  e funcionais , com excedentes  de produção  e  suficientemente estáveis  para suportar , sem titubear  , os reboliços  com origem nas grandes  urbes , nós ,  nesse  domínio , somos  os  que  pode designar  por uma  lastima  Daí ser por ai  que se tem que começar .Só assim se podem despoletar  as colossais potencialidades  agro/alimentares que aqui jazem assim como  a  empregabilidade  que pode multiplicar, por  muitos ,  a existente &lt;br /&gt;Produzindo somente de  50%  das necessidades  alimentares e endividados  com certa  gravidade  , por este andar   estamos  sujeitos a faltarem-nos  euros para   comprar os  viveres , que nos faltam ,   no mercado  internacional . Sem bens  como elementos de troca , podemos  vir  a ser convidados  a  abdicar de parte da  nossa  soberania regional   ou então,  na mão estendida ,  trazer , de volta , a  fabula da “formiga   e  a cigarra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Estamos numa época  caracterizada  pela  aglomeração das regiões ,  em grandes  blocos  de interesses , sendo  a UE  um deles  Mas essa forma  federativa  de  vida  é-a somente em sectores  mais altos da administração (finanças , negócios estrangeiros ,defesa ,entre outros )  .Jamais ao nível  das comunidades  rurais   e do uso do respectivos  espaço  rústicos  Esta  é uma questão em que ninguém  toca  já que se pressupõe   que ela o produtos de  uma organização consolidada  em liberdade  .Não é porem , esse ,o nossos caso  já  que a questão fundiária   vigente  é a resultante de uma  ocupação  com cerca  de  dois  séculos  e só se mantém  porque estamos  politicamente dependentes  de um norte mais populoso e de uma  continuada  anulação da comunidade rural  autóctone  Assim se  compreende  a transferência  de largas  porções de espaço ,  para uma diáspora de interesses estrangeiros ,  sem  que suscite  a menor contestação &lt;br /&gt;.As crises   tambem servem para corrigir os  constrangimentos    que lhes deram origem  Daí ser fundamental  que o nosso   espaço  rústico seja  liberto de suseranias e  desimpedindo de empecilhos   afim  de que ,  com as  gentes  residentes , possamos  processar  as  suas  multifuncionalidades   que o mesmo será  dizer  a  persecução  dos  superiores desígnios regionais  .É com base  nele ( o nosso mundo rural )que iremos  arribar  .Sem ele  estamos condenados  a ser párias ,na nossa própria terra,   até  á nossa  extinção .Quanto  a mim , que já passei   por ser  apátrida em território  estrangeiro ,não aceito voltar  a sê-lo na terra  que me viu nascer    Em liberdade,   ou melhor  , liberto de  factores condicionantes  que limitam a acção das comunidade rurais ,sem os interventores   parasitários  do costume ,  apossa-se das gentes  rurais  um frenesim laboral  (podem crer  que sei do que falo por experiencia própria ) que leva a vencer obstáculos  antes inimagináveis  Para  o  Alentejo ,o despoletar de tal  atitude  , é um problema  de  estado  já  que  tem sido  este  ,  ao longo  de sucessivas  gerações  ,o responsável  por esta perigosíssima abulia agro-rural em que nos encontramos  .Para  esse tipo de luta nós já estamos exaustos  Convêm ,  a muita gente  ,a manutenção deste  estado de alma . Não convêm , de forma alguma , aos superiores interesse regionais&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor ) &lt;a href="mailto:/fjnpandega@hotmail.com"&gt;///fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-105404036271322158?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/105404036271322158/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=105404036271322158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/105404036271322158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/105404036271322158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2009/03/alentejoagrorural-crise-numa.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5740528041238099315</id><published>2008-12-10T20:22:00.000Z</published><updated>2008-12-10T20:23:39.349Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A AGRICULTURA E A CRISE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---O mundo ocidental está confrontado com uma crise muito séria. De início parecia limitar-se a uma questão financeira Não se quedou por ai dado que já esta a danificar a economia, não sendo de excluir a hipótese de dar origem a bolsas de contestação senão mesmo de turbulência social. As soluções terão que ser rápidas, diferentes de pais para pais e, em cada um, de região para região.&lt;br /&gt;No nosso Alentejo, porque ainda não estava resolvido o problema agro-fundiário, velho, profundo e obstaculizante, a solução está particularmente dificultada. Falta-lhe, para a superar, um mundo rural estável, cuja força tampão, antepara contra das convulsões provindas do exterior, amorteça e dissolva os seus efeitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2— Não digo que não haja alguma analogia dos efeitos entre o campo e as cidades. Mas sei que a solução para o mundo rural é diferente da urbana. A solução para a região Alentejo, de grande vocação agrícola e tendo em conta a sua especificidade agrícola,  passa pela sua individualização e dispensa ,em termos  agro-fundiários  , da intervenção de estranhos á região  Só assim se torna possível fazer brotar as suas colossais potencialidades agro-rurais e, com isso, cumprir o seu desígnio  que , tal como toda e qualquer região agrícola que se preze, é  . ; -- produzir alimentos, proporcionar bem-estar social, povoar o território e preservar a soberania &lt;br /&gt;           a)— A agricultura. Com potencialidades colossais na produção de alimentos, é capaz de, só por si, não só abastecer o pais dos víveres principais, poupando-se nas despesas de importação, como exportar uma vasta gama de excedentes obtendo-se divisas que, na presente crise, vêm mesmo a calhar . Cumulativamente construir e manter esta agradabilíssima paisagem e harmonia ambiental,  preciosa dádiva do destino que importa conservar a todo o custo Se na terra alentejana, em vez deste imobilismo fundiário, estático , gerador de exclusão, dor, opressão e servilismo, houvesse dinamismo e justiça agro-social, promotores de prosperidade e prazer de viver, crises como esta não nos afectariam minimamente.&lt;br /&gt;           b)-- A família Outra das funções do homem do campo, de hoje, é a manutenção desse pilar social que é a família Como se sabe a trepidante actividade urbana não favorece a sua constituição.Daí os jardins-de-infância os lares de terceira idade e o numero em crescendo de famílias monoparentais. Acontece que nos campos (não tanto nas aldeias aonde as pessoas estão acantonadas e com pouca ligação á periferia) e especialmente nos montes para aonde a actividade agrícola se têm que deslocar, a família é a peça fundamental do agregado  . Ela vai desde a nuclear, até a clãnica, passando pela a alargada Nela há uma  verdadeira  cooperação e inter-ajuda fundamental para o bom desempenho  da actividade  Todos , seja qual for a faixa etária,  tem a suas funções no seio da  família  : -- as crianças, nos intervalos da escola, participam nos trabalhos mais simples aprendendo a ser adultos responsáveis  ,o contacto  com a produção  e respeito para com os  produtos para  consumo  em vez de arremesso  como presentemente se verifica ; os velhos transmitem conhecimentos e valores, são páginas abertas da história local e transmissores de experiencias vividas. São úteis ate ao fim no ambiente familiar e no meio por eles  construídos . Úteis até ao fim nem que seja a enxotar as galinhas do quinchoso. Procriar, em vez de pretender entregar essa tarefa a imigrantes, é uma função dos homens do campo já que toda a actividade campestre  gravita  em torno da reprodução.&lt;br /&gt;             c) --O povoamento harmónico do território e manutenção da soberania são mais uma das diversas funções da ruralidade. Valor que anda um pouco arredio de alguns de nós e que é preciso reintroduzir. A propósito de defesa da soberania por parte  da comunidade rural alentejana, importa recordar o bicentenário das invasões francesas, cujos efeitos na cidade de Évora, pelos actos hediondos praticados por esses conquistadores, deixaram marcas indeléveis nas nossas gentes De tal ordem que ainda hoje se diz, referindo-nos a alguém que desaparece que “foi para o maneta “ Isto porque o comandante do destacamento francês, sediado em Évora,  era um autentico facínora a quem lhe faltava um braço. Alentejano que fosse chamada á sua presença era alentejano que desaparecia.”Ia para o maneta “&lt;br /&gt;. Enquanto a cidade se lhes submetia os campos resistiam  Ficaram célebres as flagelações que os malhadeiros da serra de Serpa provocaram nas suas colunas Malhadeiros eram famílias que viviam na serra, com enorme mobilidade, sendo apicultores, caçadores e recolectores. Exímios conhecedores do meio e manejadores de todo tipo de armas, surpreendiam-nos e flagelavam-nos, nas curvas das veredas, causando-lhes inúmeras baixas.&lt;br /&gt;Desbaratados, os franceses restantes, acolheram-se, no lado de lá da fronteira, junto dos parceiros da coligação do tratado de Basileia , aonde haviam acordado a invasão e partilha do nosso pais. São factos históricos que convêm ter presentes  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Toda a gente sabe que o Alentejo, palco dos mais estranhos interesses que por aqui pululam, tal como esta , não pode continuar. Importa que se tomem medidas no sentido de um desenvolvimento rural auto-sustentável Sabia-o Mário Soares em 1977 e Sá Carneiro em 1980 ao produzirem legislação que ia no sentido do seu restabelecimento; Capoulas Santos, certamente tinha-o em mente ao defende-lo, com tanto empenho, no Parlamento Europeu&lt;br /&gt;O nosso desenvolvimento rural, que foi normal até 1835, assentava na lei do aforamento, que remonta aos princípios da nacionalidade, potenciado pela lei das Sesmarias, dos anos setenta do século XIV. Foi com base   nelas que se povoou o Alentejo por volta de 1385 e, mais tarde, nos pós -1640,tendo prestado elevados serviços  nessas  épocas cruciais da nossa nacionalidade É repescando-as e adaptando-as á necessidades hodiernas que se põe em ordem o nosso mundo rural As grandes crises (e esta pode vir a ser uma delas) também servem para se fazerem grandes roturas com um passado aonde campeiam direitos adquiridos que não se compaginam com os superiores desígnios regionais  Assim se criou este medonho vazio humano que constitui uma perigosa tentação no seio desta Europa super-povoada Sem agricultores provenientes da comunidade rural autóctone e sem os malhadeiros da serra de Serpa, pode dar azo ao aparecimento de um novos tipo de manetas iguais nos propósitos embora diferentes nos métodos&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor) &lt;a href="mailto:/fjnpandega@hotmail.com"&gt;///fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; ///alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5740528041238099315?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5740528041238099315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5740528041238099315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5740528041238099315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5740528041238099315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/12/alentejoagrorural-agricultura-e-crise-1.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7370028559240944576</id><published>2008-10-29T13:58:00.001Z</published><updated>2008-10-30T08:21:43.278Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regulamentações&lt;br /&gt;1—O mercado de capitais está em crise .Com ele arrasta toda a economia inclusivamente a agrária .Que haja mercado de capitais e os respectivos especuladores financeiros , enfim , um produto urbano que ,para nós ,rurais , é perfeitamente dispensável Mais que dispensável ,agora que se vêm os danos que causa na agricultura , digo mesmo ,que é de evitar Para colmatar os seus estragos tomam-se medidas no sentido de garantir a solvência do sistema bancária e ,com isso , o retorno dos depósitos ; um novo contrato de habitação afim de evitar o deprimente espectáculo , que os EE.UU nos oferece , de assistirmos a despejos em massa ;e o avanço de grandes obras publicas visando a reactivação do emprego e de actividades adjacentes Acho bem que se minimizem os estragos sem que , contudo , deixe de pensar que tais fórmulas financeiras devam ser suprimidas do nosso ordenamento económico/financeiro pelo menos na presente versão&lt;br /&gt;Uma conclusão já se esta a extrair :-- há sectores não podem ser deixados em roda livre .A pressão dos accionistas pela obtenção de dividendos , conduz á ganância desmedida ,obliterando os valores éticos e morais. Daí que até mesmo entre os ultra-liberais ,defensores do mercado selvagem , se aceite um regulador como forma de conter tais desmandos, especialmente nos sectores estratégicos da actividade económica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Este terramoto vai ditar o fim do mercado de capitais especulativo no actual formato .A sociedade terá que assumir uma acção mais interventiva nos sectores estratégicos da nossa sociedade Como de entre os estratégicos a agricultura é o mais estratégico de todos , é por ele que terá que começar.&lt;br /&gt;O drama porque passa a agricultura alentejana é o resultado disso mesmo Há nos nossos celeiros milhares de toneladas de trigo sem que haja compradores para ele .O pouco que vai saindo é destinado á industria de rações para gado .Sabendo que o trigo alentejano é, em termos de panificação , o melhor do mundo , ir para o gado é no mínimo ofensivo .Acresce o facto de estarem a ser descarregados navios de trigo na Trafaria ,que vai directo para as moagens e destas para as indústrias de panificação , indo fazer pão junto daqueles que têm o trigo retido Isto , no mínimo, é surrealista . Mas o pior é que sabendo-se que de um quilo de trigo se faz um quilo de pão e esse trigo é vendido a €0,15 e um quilo de pão comprado por €1,20 ,há aqui uma multiplicação por oito que se enquadra perfeitamente no perfil especulativo que é a razão deste escrito&lt;br /&gt;.Mas não se fica por aqui esta comercialização sem regras .Nas malhadas há muitos novilhos prontos para abate que não tem escoamento ; milhares de porcos alentejanos gordos e anafados , sem haver quem os consuma ; nas adegas há vinhos para muitos anos ; nos lagares azeite..Enquanto isso, á população são oferecidos produtos importados cada vez mais caros&lt;br /&gt;Uma constatação ressalta á evidência :-- Nos produtos atrás referidos , se produzidos sem constrangimento nós somos imbatíveis quer em termos de qualidade quer de preços . Ora , face a estas dificuldades de comercialização ,das duas uma :-- ou temos constrangimentos que dificultam e encarecem a produção tendo que ser extirpados , ou então o mercado internacional , aonde pululam todo o tipo de especuladores , faz batota usando o conhecido dumping , tendo que ser condicionado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3—Consola dizer-se que esta crise é generalizada .Não me parece que os respectivos mundos rurais dos nossos parceiros estejam assim tanto afectados quanto o nosso .Diminuiu o consumo , é certo, mas continuam prontos a fornecer três refeições diariamente aos seus concidadãos como condição intrínseca desta actividade A crise agrícola do Alentejo é diferente , velha ,profunda , estrutural , inumana.&lt;br /&gt;Pode ser que se aprenda com esta lição e se interiorize que o nosso mundo rural tenha que ser regulamentado a nível regional por agentes emanados dos nossos estratos agrícolas Nestas ocasiões de crise aguda , tudo pode acontecer :--desde , devido ao facto do Alentejo ser um vazio humano , ser alvo de ocupação por parte desses capitalistas especuladores que danificaram o mercado de capitais , reduzindo-nos á vil condição de seus servidores , ou então arregaçarmos as mangas e pormo-lo em ordem Esta ultima será a maneira honrarmos os nossos antepassados e tornarmo-nos dignos dos nossos descendentes Ainda é possível. Nós somos capazes&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor)////fjnpandega @hotmail .com ////alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7370028559240944576?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7370028559240944576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7370028559240944576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7370028559240944576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7370028559240944576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/10/alentejoagrorural-regulamentaes-1o.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-8995394732695901021</id><published>2008-10-20T07:59:00.001+01:00</published><updated>2008-10-20T07:59:43.763+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA SOLUÇÃO PARA  A CRISE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---A Islândia está a ser severamente  atingida pela crise  financeira e económica  que  afecta a Europa   e ,em menor  escala , outros  países   Ao ponto de  , dado que  a sua  moeda deixou  de funcionar  como elemento de  trocas , ter as reservas alimentares  esgotadas   ,aventado a hipótese de racionamento , falando-se mesmo de fome  Quem diria que  a Islândia , uma nação  anglo-saxónica do  bloco geográfico de que fazem parte a Inglaterra , a Irlanda , a Escócia , ,conhecidas pela solidez  económica e estabilidade das instituições ,que  chegaria  a  este estado .Surpreendente ,no  mínimo  , o que diz bem da gravidade crise ,por um  lado ,  mas que ,por outro , indica que anda bem avisado  quem  organize  o seu espaço  rústico  no sentido de  acelerar a produção  ,de forma a conseguir  a auto-suficiência  alimentar e  providencie  uma reserva estratégica de viveres .Quanto a nós é bom lembrar o ditado  que “ Quando  veres as  barbas  do vizinho  a arder , põe as tuas  a amolecer “As nossas , tendo em conta as baixas   produções  e produtividade agrícola , já  estão  chamuscadas  .Nestas  condições ,é preciso  ter-se algum  cuidado  já que a solidariedade  entre os povos ,quando  a crise é generalizada ,nem sempre funciona  em tempo  útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2—Mas  esta crise  atinge umas nações mais do que outras  e  nestas uns  sectores mais  do que noutros  .Os  EE.UU da América  , passada esta borrasca  financeira ,  que pouco ou nada afecta o  sector agro-produtivo   conhecida a sua  democraticidade  e pragmatismo , regressam  á normalidade quiçá mesmo  fortalecidos     Continuarão  a ser descarregados   barcos de trigo e milho enquanto tivermos   valores para os pagar Aqui  ao lado  , a Espanha ,que  foi seriamente afectada  no imobiliário    urbano  , está a sofrer  um  abaixamento do poder de  compra  .Mas a sua  economia agrária , porque próspera , continua montada   e reanima  logo  que necessário Continua  a exportar alimentos  e vai recomeçar  a expandir a  sua   área de produção. &lt;br /&gt;Quanto a nós dizer-se  que  , devido  ao facto de integrarmos os quinze do euro  , não vamos  ser  atingidos  como  a Irlanda,  é  ser-se  optimista impenitente  .Mesmo que o euro  se aguente ,  como elemento de troca entre as  nações ,  nós ,  para comprarmos  o mais de metade   que falta para o nosso consumo , temos   que ter euros  disponíveis   Para tê-los é preciso produzir e poupar  ,  coisa  que  os nossos hábitos  de novo  rico se  foram perdendo &lt;br /&gt;Temos  uma administração pública  caríssima  ,que  retira da actividade  privada os melhores  de entre  nós  .Como se isso  não bastasse   agora  os  custos de produção  estão acrescidos  devido á  exorbitância dos  combustíveis  ; as  despesas  dos   imigrantes  ao enviaram  remessas para os seus países de  origem  ; assim como os custos de manutenção da ordem  publica cada vez mais complicada  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--- Se as  crises assim como as  guerras  ,são calamidades  que importa evitar ,caso aconteçam  também podem constituir-se  numa oportunidade  para fazerem  , mais  do que  simples reformas , roturas  com as  formulas  que  obstaculizem  a normalidade  rural  . Nas actuais  circunstancias ,  e tendo em conta  as colossais  potencialidades agro-sociais  do Alentejo , este  pode  converter-se  na solução  para  a crise  que nos  atinge   Basta  arranca-lo da pasmaceira  fundiária em que está mergulhado  e traze-lo para  a economia  real&lt;br /&gt;Acontece  que isso tem que ser  rápido .A nossa margem  de manobra é cada vez mais escassa&lt;br /&gt;Francisco Pândega ( agricultor ) &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-8995394732695901021?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/8995394732695901021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=8995394732695901021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8995394732695901021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/8995394732695901021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/10/alentejoagrorural-uma-soluo-para-crise.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-2277890043340551103</id><published>2008-10-09T12:19:00.000+01:00</published><updated>2008-10-09T12:20:28.399+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA ANÀLISE COMPARATIVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1— Estávamos na década  sessenta  .No Cuanhama , a sul de Angola ,   a comunidade  rural  manifestava-se   ,com alguma turbulência  , contra  a instalação de  fazendeiros , na sua  região  .Alegavam ,  e com muita razão ,  que  alguns  deles  , ao construírem  cercas de arame farpado ,   interrompiam os trajectos  da transumância e  dificultavam-lhes o acesso   aos  locais  de abeberação&lt;br /&gt;.Os  cuanhamas  são povos pastores  , muito altivos e determinados . Vivem  de forma  tribal e todos  os seus interesses gravitam  em torno  da criação de gado bovino . Muito aguerridos , combateram  o exercito  português com alguma eficácia  .Não obstante  as pesadas  derrotas que lhes  foram infringidas  quer pelo  capitão  Alves  Roçadas  quer pelo general Pereira DÉça , mantiveram  a liberdade  de acção  a independência de carácter ,para alem  de uma  postura  de superioridade   tribal  .&lt;br /&gt;Para analisar  a situação  foram  indicados  o eng. Possinger, alemão, da Universidade Munique  ;  os nossos serviços incumbidos de  lhe prestar apoio logístico ;  e eu , técnico dos mesmos ,  como motorista , guia  e interprete  nalgumas das viagens ..As recomendações  protagonizadas  foram   a prova cabal  da nossa sensibilidade e respeito dos direitos   das comunidades  rurais .Daí resulta o facto  de ,   passados os  desmandos  da descolonização , as nossos  relações  ,com esses  povos , voltarem a ser amistosas .Uma pergunta ,porem ,  se impõe :---  Porque é  que se não se usam  os mesmos critérios  de respeito ,em relação aos  autóctones alentejanos , que usamos com os povos  que colonizamos ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--Foi produzido  um trabalho que  continha recomendações audazes  .Localizava  a região  com muito detalhe ;  descrevia o meio natural com algum pormenor ,; o tipo de povoamento que era  exclusivamente  de pastores itinerantes ; e alvitrava uma solução pacificadora evitando um possível recrudescer contestatário .&lt;br /&gt; Sem considerações  desnecessárias ,fez-se  um trabalho isento, corajoso  e muito profissional que se podia resumir  assim  :-- Nas actuais circunstancias ,a viabilidade  funcional da região ,quer económica quer  social   , impõe  que  seja mantida e preservada na presente  configuração geográfica   com  um mínimo de interferências externas .&lt;br /&gt;a)—Trata-se de   região natural  e tribal  homogénea ,  com uma superfície  semelhante  a Portugal . .Situa-se  entre  o sopé sul  do planalto do Huambo  numa extensão de 200Km aprox.  e a norte da Namíbia  numa extensão de cerca de  400Km É considerada   a região de transição  entre o Planalto do Huambo , fecundo e rico em recursos hídricos e o deserto do Kalaari  um local extremamente inóspito .A Poente  é limitada pelo  rio Cunene  e  a  Nascente  pelo Cubango .Estes dois  rios têm em comum o  facto de serem  enormes e a particularidade  nascerem  ambos na anhara  do Vulo-Vulo  a 15 km  de distancia um do outro  , entre a cidade do  Huambo ( junto a embala do  soba grande ) e  o Chinguar  Ambos  se dirigem para sul   .Chegados a Namíbia , o Cubango  inflecte para nascente na direcção do Indico   só não o alcançando  porque antes  se perde nos pantanais  do Botswana O Cunene  inflecte para poente ,na direcção do Atlântico raras vezes lá chegando  porque antes infiltra-se nas areias da Namíbia &lt;br /&gt;b)--- Caracteriza-se ainda ,em termos orográficos  ,por ser  uma planura  arenosa ; com um regime de  chuvas  do tipo torrencial  mas com uma queda   anual muito baixa  ; em termos  climáticos ,seco com altas  e baixas temperaturas no mesmo dia  ; vegetação  do tipo savana  com predominância de espinhosas ; abundância de caça (elefantes rinocerontes .zebras , palancas , e outras antílopes  )  ;pastagens  espontânea  do tipo  pasto salgado  muito palatável e nutritivo  conferido á carne (dos bovinos assim como da caça )  um sabor muito especial ; não praticam agricultura limitando-se ao cultivo  de sorgo (massango e massambala , ) nos currais  desactivados beneficiando dos estrumes  e da  protecção do cercado  .A grande limitante é  a escassez   de agua  dado que ,exceptuando aqueles dois  rios periféricos , no seu interior  não há cursos de  agua com  caudal permanente    mas sim pequenas lagoas resultantes  das chuvas ,  dispersas  , a esmo ,  que  vão progressivamente  secando na medida em que  se entra no verão, condicionando  toda a  vida animal &lt;br /&gt;c)---Escassamente  povoada por  diversas tribos  do grupo etnográfico cuanhama  concentram-se  geralmente  na margem esquerda  do Cunene de onde irradiam   na demanda de pastagem  e para onde   voltam   geralmente acossado pela escassez de agua .Grandes produtores  de “olongombe” (bovinos ) consomem  e  vendem  anualmente  muitos milhares  de “garrotes”  e “nemas” (novilhos  e novilhas )  criados  de uma  modo ultra-extensivo cujos custos de produção ,descontada a  mão de  obra , são  zero  A transumância  constitui  uma  espécie de façanha bem própria  de homens  audazes   dado que pastar  uma manada ,em tão   estranhas condições ,   implica  não  deixar tresmalhar nenhuma rês ; conduzi-la   para boas pastagens ;  não a deixar  morrer de fome nem de sede , nem serem  devorada pelos  leões com os  quais têm frequentes lutas . &lt;br /&gt;Isto tem efeitos  no comportamento  dos homens e determina , se efectuada com êxito ,que  passe de adolescente para adulto   tal como nós ,alentejanos , aquando das  “acêfas “ .Tal dureza no trabalho  fez do cuanhama  um homem altivo senão mesmo  belicoso    mas  também leal  no comportamento  Dai  a razão porque tinha que ser tomada em devida conta  a sua  resistência a instalação de fazendeiros E quando  lhe aconselhávamos moderação,  respondiam , apontado para o forte de Roçadas ,recordação de duros  combates contra os  portugueses , exclamando  “” Vocês , brancos ,vem e vão .Nós  é que  ficamos  com os problemas   que vocês  cá nos deixam “” .Contra tais factos  escasseavam-nos   os argumentos . &lt;br /&gt;d)----O relatório  concluía pela cessação da  emissão de  concessões de terras .Que a   cassação das licenças existentes , nas  rotas  da  transumância ,  era desnecessária  dado não haver  a menor possibilidade de alguém , seja lá onde for , se instalar na agricultura contra a vontade das respectivas populações  locais .E estas estavam determinadas  a opor-se  Logo   seriam naturalmente desactivadas  regressando  ao domínio público . E com medidas  , a prazo , dar-se-iam  início á construção  de  “chimpacas”  (charcas  de  terra  nos  locais a onde agua estava memos  funda  ) e  nos locais mais secos  a construção de furos  com aero-bombas de elevação  tal como  fizeram a os  sul-africanos na vizinha Namíbia Com isso os pastores  sedentarizar-se-iam  ,aumentando ,assim o encabeçamento .Alterar-se-iam   os costumes de forma a que na  geração seguinte houvessem    locais de  colonização  sem afrontar os hábitos  dos  pastores indígenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Certamente devido ao  facto de ser aldeão , pequeno agricultor  e filho de seareiro  na época  da  extinção  dessa modalidade , deu-me  uma maior sensibilidade  para a analise  das questões  agro-rurais  de outras comunidades ,em cujos   estudo  e intervenção participei  .Sempre   com alma de rural alentejano  .Daí facilmente  ter  constatado  a veracidade do ditado  que  diz “ só  se entende a dimensão de uma floresta  se  vista de fora “. Nessa perspectiva  o  Alentejo  também é melhor  entendido   , em toda a sua plenitude , se visto de outras paragens a partir de outras realidades   .Sobressaindo , então , com toda  a  pujança a sua grandeza espacial  e as suas colossais potencialidades agrícolas Por outro lado e em contraste  com outras comunidades ,  avultam  os  injustificados  constrangimentos fundiários  ,que lhe tolhem a  produção e o bem estar rural ,  assim como o facto das  gentes   não fazerem parte da solução  antes sim serem agentes ,tantas vezes passivos,  dos  estranhos  interesses aqui instalados&lt;br /&gt;Nestas condições  e excluindo  os sectores  comerciais , industriais  e serviços  , que têm uma lógica muito própria , tem inteiro  cabimento  a recomendação preconizada para o Cuanhama “&lt;br /&gt; “Nas actuais circunstancias ,a viabilidade  funcional da região ,quer económica quer  socialmente    , impõe  que  seja mantida e preservada na presente  configuração geográfica   com  um mínimo de interferências externas “.&lt;br /&gt;Francisco Pandega (agricultor ) /// &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com///"&gt;fjnpandega@hotmail.com///&lt;/a&gt; Alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-2277890043340551103?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/2277890043340551103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=2277890043340551103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2277890043340551103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2277890043340551103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/10/alentejoagrorural-uma-anlise.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-2839778947146443136</id><published>2008-09-16T20:51:00.000+01:00</published><updated>2008-09-16T20:52:11.742+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BREVE CARACTERIZAÇÃO  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1— A comunidade rural alentejana, outrora enérgica e determinada , está hoje  abúlica e enfraquecida. Um povo absolutamente  identificado  com o meio agrícola ,detentor de uma região tão vasta e rica, ter caído assim tão baixo, é porque algo de muito grave lhe aconteceu: -- Essa algo muito grave chama-se exclusão, de facto, no acesso ao seu espaço  rústico &lt;br /&gt;Sem o recurso á agricultura  , ficamos dependentes do poder económico /fundiário instalado o qual facilmente se apoderou do poder politico /administrativo.Com isso  , ficamos-lhes nas mãos ou debaixo dos pés  como se diz entre nós . Só há pouco o poder administrativo foi recuperado mas o económico/fundiário mantêm-se intacto tal como se encontrava na Idade Media. &lt;br /&gt;. Restava-nos abalar, para  longe ,quanto mais longe melhor . Muitos emigraram tendo –se  ficado   pelos  centros urbanos não tendo tido  ocasião de se aperceber das  diferenciações existentes  dado que entre  cidades as  diferenças vivenciais não são  significativas  .Houve-os ,porem , que tiveram o ensejo  de  se integrarem noutras comunidades  rurais  concluindo  estupefactos  quão inumana  e discriminatória é  a nossa .Os que  ficaram submetidos a uma penosa existência  ,dependentes  e sem esperança ,adquiriram um  estilo próprio para lidar com a situação: -- uma subserviência, geralmente exagerada, que não conseguia disfarçar um permanente estado de inconformidade senão mesmo de revolta. O 25 de Abril ,no Alentejo ,é disso consequência&lt;br /&gt;Os donos do Alentejo (refiro-me obviamente aos grandes proprietários rurais), não obstante o enorme poder que aqui  detinham , nunca estiveram seguros de que estávamos  vencidos  Daí o facto de daqui transferirem os capitais e manterem interesses , a salvo, fora da região. Cientes da sua responsabilidade na decrepitude regional ,e porque estavam  em estado de falência , o 25 de Abril  não foi uma surpresa antes sim uma moratória para as dividas .A expropriação das  terras  não os surpreendeu  Surpresos  ficaram   ,depois da morte de  Sá Carneiro ,que   lhes tenham sido devolvidas  Mais ainda o ter-se-lhes  permitido a sua detenção  até hoje&lt;br /&gt;Sendo assim, é tarefa inadiável do actual governo, reformador por natureza, regulamentar o uso da terra e com isso dar vida á comunidade rural alentejana. Restabelecer a auto-estima rural ponto de partida para a recuperação de uma espécie de espírito guerreiro na defesa de “uma certa forma de ser alentejano “. É muito tarde, todos sabemos; os danos socioculturais são profundos, sentimo-lo todos os dias; mas ainda possível, certamente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) — Estamos numa época caracterizada pela luta constante, entre os povos,  pela preservação dos respectivos espaços rústicos  histórico/regionais . Uns vencem e ficam livres para o natural exercício da soberania, outros são vencidos, reduzindo-se á submissão e, de seguida ,á extinção.&lt;br /&gt;Fazendo uma breve analise do mundo rural alentejano podemos concluir que; ----&lt;br /&gt;a)— O espaço rústico alentejano tem sido palco da voracidade de qualquer um desde que portador de dinheiro  É por isso que mais de metade dos solos alentejanos não atingem os mínimos de aproveitamento; outros praticam uma agricultura do golpe e contra golpe ao sabor dos incentivos  de Bruxelas. As aldeias, com pouca actividade , transformam-se em dormitórios e relíquias agrícolas.&lt;br /&gt;Nelas predominam os velhos, doentes e achacados; os desempregados, reformados e acomodados, que vivem a expensas  da segurança social contando os dias a que faltam para receber a respectiva subvenção Homens estropiados prematuramente devido a uma vida de trabalhos esforçados, geralmente subalimentados e raras vezes recorrendo aos serviços médicos atempadamente. Ter sido  trabalhador rural, nessas condições , sem a mais remota possibilidade de aceder a terra , constitui uma autêntica fatalidade do destino.&lt;br /&gt;A aptidão da gente nova, para a agricultura, salvo alguns casos que felizmente ainda há, pode sintetizar-se assim: -- uns, porque comparticipantes do drama dos pais , trabalhadores rurais, perdem a atracção pela actividade; outros, filhos dos pequenos agricultores, tais servos da gleba, exaustos, sabem não ser forma de vida; ou ainda os filhos dos grandes proprietários que, em vez de agricultura, aprenderam a ser egoístas e autoritários, certos de os espera a continuação de uma vida luxuriante com base  nas terras sobre as quais auto-proclamam um direito sagrado, não têm a menor noção do que é a ruralidade  O rejuvenescimento  do tecido rural, por estas e outras razões, não se verifica.&lt;br /&gt;b)--As courelas periféricas, porque não foram, em devido tempo, redimensionadas, tornam-se inviáveis agricolamente. Entre essa cintura envolvente e a congénere da aldeia mais alem, ficam as herdades hoje pertença de sociedades cujos donos, desconhecidos e distantes, nada têm que ver connosco nem com os nossos valores .Inacessíveis, sem qualquer ligação afectiva ao meio nem as gentes, leva a que os fregueses (no âmbito do poder local) se sintam desobrigados de considerar essas terras , como parte  integrante da freguesia É como que a abjuração de um dever sobre um espaço  capturado&lt;br /&gt;É uma postura que contrasta abissalmente com a prática de outros povos que travam uma luta insana pela preservação da sua região na posse das respectivas comunidades A razão é simples: - sendo a região natural um espaço edafo-climática específico, que molda e uniformiza o homem, de acordo com essa especificidade, torna-se num factor de união altamente agregador&lt;br /&gt;c)---Mas a inconformidade, em vez de conduzir a um baixar os braços, leva muitos povos a agir: --Na Europa, aonde estamos inseridos, sendo perfeitamente possível a alienação dos espaço rústico a qualquer um na verdade isso pura e simplesmente não acontece; em África os povos libertaram-se dos colonos europeus, certamente um mau negócio  porque antecipado, mas fizeram-no com os aplausos de todo o mundo; a Irlanda, ao libertar-se da Inglaterra, anulou as grandes sociedades agrícolas alterando as regras no acesso a terra. Outros lutam por maior autonomia tal como as nossas regiões insulares; as províncias espanholas e as regiões um pouco por toda a Europa. Nos Balcãs, Cáspio, Báltico e Cáucaso, travam-se lutas de vida e morte para se libertarem da federação russa; Lula da Silva devolve, aos sem terra, espaços para “assentarem as suas chácaras “ e aos que vivem de forma tribal as respectivas áreas tradicionais.&lt;br /&gt; E nós, ignorando a depauperada comunidade rural regional, em benefício de miragens desenvolvimentistas, entregamo-nos nas mãos de estranhos ignorando que a solução reside em nós mesmos. Solução óbvia e assegurada desde que haja coragem para alterar as regras do acesso a terra. A usufruição desse precioso bem, colectivo no sentido político-social mas individual no uso, terá que ser um privilégio somente  de quem tenha condições para lhe dar uma função agro-social consentânea  com os superiores desígnios regionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---. O Alentejo está farto de medidas salvadoras. Salvo essa grande obra de irrigação que é Alqueva, quanto ao resto, estamos cada vez mais debilitados A opção pela permissão de aquisição de grandes áreas por sociedades agrícolas, tal como se estivéssemos na América latina , é um erro colossal Não se retiram todas as potencialidades da biodiversidade inerentes  a uma exploração á” escala do homem” ; não se preserva a cultura regional; não se repovoa o território; facilita-se a continuação  desta  hemorragia humana que nos depaupera .,etc . Mas há outra consequência não menos graves : -- A emergência de um PCP com grande implantação nas autarquias locais. Com a agravante de, se bem que tenha razão na identificação do problema agro-rural, a solução, por ele preconizada, é errada. A nossa região tem que conseguir o auto -equilíbrio político por si própria ,e jamais por indução externa. E isso passa pela justiça fundiária. A nossa região, agora , depois de Alqueva, está em condições de suprir a maior parte das necessidades  alimentares essências  da nação . Mas isso passa pelo bom senso fundiário &lt;br /&gt;Francisco Pândega(agricultor )//// fjnpandega@hotmail.com///alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-2839778947146443136?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/2839778947146443136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=2839778947146443136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2839778947146443136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2839778947146443136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/09/alentejoagrorural-breve-caracterizao-1.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3721932308024662495</id><published>2008-07-29T15:33:00.000+01:00</published><updated>2008-07-29T15:34:12.127+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;E a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGRICULTURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Cada região natural é uma unidade agrícola  ,com a sua própria  especificidade , em  resultado das  condições  edafo-climática onde se insere  Passada a faixa  de transição , de largura   variável , o Alentejo  perde toda e qualquer semelhança com as regiões agrícolas contíguas  Daí  resultam  diferentes sistemas agrícolas,  raças de animais  ,  variedades de plantas  , assim como  calendários agrícolas &lt;br /&gt;Fazendo  jus  ao ditado que diz que “ na terra aonde não  nascer faça como ver fazer”  é por  isso que todos  nós , agricultores   ,  sentimos algumas  dificuldades  na interpretação dos  sistemas  das outras regiões . Ate  mesmo eu , não obstante ter sido  agricultor em  zonas equatoriais , planálticas  e  até desérticas  e tenha  sido  profissional   de  analise   da adequação das  comunidades autóctones aos respectivos meios ,logo  com tarimba na matéria , sempre que  saio  do Alentejo  e perante novas realidades rurais ,   dou  por  mim a  considerar   :--- se  tivesse  que viver da  agricultura aqui  morreria de  fome&lt;br /&gt;Ora  se transpusermos essas  dificuldades  para os adquirentes ,vindos de outros  lados , que por aqui  pululam  na demanda das  terras  alentejanas  , melhor se compreendem os inúmeros  e sucessivos  desaires  agrícolas  a que aqui  temos assistido  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Desta permissividade , do tipo  colonial ,  resulta  o  facto  de grande parte do nosso  solo  rústico  estar   consignado a estranhos interesses  e  as gentes  rurais alentejanas  condicionadas  por valores  que pouco ou nada tem que ver  com a nossa  realidade  regional .Nestas condições melhor  se percebe  porque o Alentejo não  consegue dar  o necessário  contributo para  a superação  da crise  que assola  o pais e as suas gentes  debandem  do mundo rural  para o urbano ,  onde perdem a identidade e se descaracterizam&lt;br /&gt;De facto a opressão sobre o mundo rural   tem sido  uma constante em todos os países ao longos dos tempos  Com uma  diferença  que nos  desfavorece  :-- os outros , aos poucos e  cada um de sua maneira , vão-se  libertando&lt;br /&gt;a)---É assim em  França  a qual ,  desde a ultima guerra ,  tem procedido a programas de emparcelamento agrícola .Com base neles  procede-se  á  anexação das   explorações desactivadas visando a sua  o seu  redimensionamento para nives mais consentâneos  com as necessidades  da  época  .Com um bem regulamentado  apoio bancário  a modernização das explorações agrícolas vá-se processando sem atritos .Nessas  condições a  terra deixa de   ser um  bem comercial e  especulativo  ,  como se de algo  descartável  ou perecível se tratasse , para ser cedida  a  agricultores elegíveis ,não  interrompendo  , desta forma ,a sua função útil Assim  se explica  a conhecida  pujança agro-rural francesa .Assim melhor  se compreende  a garra com que eles defendem a PAC no seio  comunitário&lt;br /&gt; Mas esta vocação agro-rural ,para alem de decisiva em termos económicos ,  tem também  uma  importantíssima função na estabilidade  social .A contenção  do  movimento estudantil de Maio-68  foi um  dos casos  em que a eficiência rural  anti-impactos urbanos  , funcionou  . As  enormes  proporções  contestarias  de que ia  animado , só   perderam  a  impetuosidade quando os pais dos estudantes , a partir da província ,  fizeram  regressar os filhos  que se manifestavam  em Paris.&lt;br /&gt;b)--- E a Suiça  , mesmo  sendo  um pequeno pais  encravado  entre montanhas , subdividido , ate em termos linguísticos  , terra do dinheiro  , dos instrumentos de precisão , dos medicamentos,  etc . faz questão de manter uma relativa autonomia alimentar . Indo ao ponto  de  ainda pastarem o gado , montanha acima  na medida em que a neve derrega e montanha abaixo á frente dos nevões .Como se  compreende , um pais assim  rico  não  tem  necessidade  de se expor a um trabalho  tão penoso   . Sem desperdiçar as oportunidades  económicos , sociais e ambientais , que o pastoreio proporciona ,  fá-lo , certamente ,também  por ousadia  ou por brio profissional  o que sem duvida  é mais  enaltecedor do que uma exibição, desprovida  de efeitos consequentes , num recinto  desportivo&lt;br /&gt;c)---E no Japão , como se  sabe , logo a seguir á sua derrota na ultima guerra mundial ,  os  EE.UU encarregaram  o general MacArtur para  proceder á sua  reconstrução  . Este , perante as queixas  dos mandarins ,que se diziam  estarem a perder  privilégios agrícolas longamente  detidos , depressa  se apercebeu da existência de servos da  gleba  no mundo rural japonês .A resposta  foi peremptória  :--” a reestruturação  do Japão também  passa pela eliminação  dos  parasitas” . Também por isso o Japão é, hoje ,o que é .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Não  restem duvidas a ninguém .A grandeza  de uma  nação  é sempre  directamente proporcional ao desenvolvimento do seu  mundo rural .E a  reconstrução da agro-ruralidade  alentejana,,tal como os casos atrás citados  ,também  passa  pelo  parcelamento/emparcelamento  ;  pela  eliminação de privilégios  que obstruam o desenvolvimento regional  ;pelo esforço  continuado  do subir e descer  esta íngreme  montanha da vida , que enobrece ,enrijece   e endurece   o homem rústico  .Sob a égide de um Zé ,um João  ou um Manel , em substituição de  um MacArtur ,o Alentejo não pode esperar  mais  .&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor) - //// - fjnpandega@hotmail.com -////-  alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3721932308024662495?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3721932308024662495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3721932308024662495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3721932308024662495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3721932308024662495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/07/alentejoagrorural-e-agricultura-1-cada.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7898176952551541922</id><published>2008-07-08T11:06:00.000+01:00</published><updated>2008-07-08T11:07:06.345+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORQUÊ…?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;1---A desertificação humana e a reduzida produção e produtividade  , no meio rural  ,são   uma iniludível realidade  regional Nos povoados predominam as gentes, reformadas ,achacadas e   sem esperança  , confinadas  aos limites  das courelas periféricas  , perdendo   o contacto  com os campos mais alem  .. Excluídos  da usufruição  do espaço   rústico . mesmo  ate no alargado  sentido administrativo ,  fica-se com a sensação  de que  somos  uns estranhos no nosso próprio meio   .Uma  comunidade envelhecida   já que a juventude  ,indisponível para “vender a alma ao diabo” como  aconteceu connosco , não se submete  a um tipo  de  suserania  que ,em vez de mérito , tenha  por base  direitos adquiridos  de duvidosa legitimidade  .Alienando vastas áreas  a  sociedades , cujos sócios ,  capitais  e propósitos são uma incógnita  ,importa que  haja  alguma prudência  defensiva já que o território  é , para alem do suporte física sobre o qual  se exerce a regionalidade /nacionalidade.,um bem precioso  que temos o dever de  legar aos nossos  vindouros .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Face ao exposto convêm  responder a algumas interrogações ,  geralmente  com propósitos depreciativos ,que se fazem  quando  nos analisam    :--  Será  que nós , gentes rurais alentejanas , temos alguma incapacidade congénita  que nos inibe  de lutar pelos nossos valores ?  Que aconteceu que nos levou a cair nesta atoleiro agro-rural em que nos encontramos ? Será que  há  alguma forma de sair dele ? Perguntas pertinentes  as quais setem que dar uma resposta  &lt;br /&gt;.               a)— Nos somos  os descendentes  dos aguerridos “fronteiros” de 1375 que , com base nas lei das Sesmarias,  contiveram os sucessivos  “fossados” sobre a nossa região ; dos que , recrutados  dos campos alentejanos ,foram  decisivos  na vitória de Aljubarrota .Nós  somos os filhos dos heróis   vencedores  das diversas batalhas da restauração , anulando  as ambições  que impendiam sobre a nossa região ; nós somos  os descendentes dos   “foreiros”  da primeira metade do século XIX cujo  esforço hercúleo , na arroteia  do  Alentejo ,  humanizou a nossa região .&lt;br /&gt;Nós somos  o que resta da autêntica  razia resultante da limitação no acesso  ao nosso  espaço rústico ;  o que sobrou  dos indómitos seareiros , de até ao  inicio da década cinquenta , que fizeram do Alentejo  o celeiro  do pais ;somos  os destroços  do enorme logro que foi a reforma agrária  do 25 Abril  de 1974; somos  os despojos do que foi uma comunidade  rural , outrora pujante  e orgulhosa da sua condição , hoje , em perda de identidade  e  qualidade  .&lt;br /&gt;Tal  planta , até há pouco  sã  porque tinha   as raízes  bem fincadas  na terra ,  estiola  porque  arrancada  da sua base de sustentação  .  &lt;br /&gt;b)--Mas  importa não  esconder  –- se bem  que a corar de vergonha  ---  que também  somos  os sucessores  dos vencidos de  uma colonização alienígena que aqui se instalou a partir  de   1835  O país , então ainda não refeito das invasões  fraco/espanholas , digladiava-se numa guerra  fratricida entre   duas forças politicas :--  absolutistas  e liberais .Entretanto  surgiu uma nova classe , denominada  “os devoristas” ,   enriquecida  nos rescaldo das invasões  francesa e nas lutas fratricidas,  que  foram os licitadores dos   leilões fraudulentos onde se alienou grande parte do Alentejo que há pouco havia sido  confiscado á ordens religiosas .&lt;br /&gt;. Os direitos dos foreiros residentes  de nada serviram .Nem o facto de pagarem anualmente os respectivos foros ,décimas e dízimos  foi tomada em consideração  .Tornaram-se  os senhores absolutos não só das terras  como da administração publica  e , .porque não dize-lo , da alma alentejana  Poderosos , impiedosos ,  egoístas sem limites   ,não sentiam remorsos  de reduzirem á mísera  servidão  as gentes locais   . Quantas  mortes prematuras á falta de cuidados ;  quantas  fomes e misérias inenarráveis a falta de alimentos  ;  quantas crianças deixaram de ir a escola por terem que trabalhar  ; quantos  trabalhadores , com o corpos destruídos,  foram   lançados na exclusão  Nos meados  da 2ª guerra mundial  a  situação  tornou-se  insustentável a debanda mais parecia uma implosão .O estado  novo, incapaz de suster o êxodo e , com isso ,continuar  a  garantir   mão de obra  barata e dócil  aos seus apaniguados, contrafeito , abriu as portas á emigração ;  a população rústica  ficou reduzida a uma insignificância   O 25 de Abril ,foi uma das consequências , um pouco tardia , mas aquilo que poderia ter  sido  um movimento salvador  resultou em  mais  uma  oportunidade perdida.&lt;br /&gt;c)—Dir-se-á  que colonização sempre houve  e nós  , portugueses ,  fomos os seus arautos  nos quatro cantos  do mundo ,o que  é verdade .Mas também é verdade  que  regressamos a casa sempre   que esses povos  entenderam  dever  ser eles  a  assumir seu próprio  destino &lt;br /&gt;Mas  há diferenças  abissais  só sentidas pelos poucos  que tenham tido o ensejo  de ter  estado nos  dois lados da barrica :-- colonizados  no Alentejo  e  de seguida colonizadores  em Africa  . Enquanto em Africa ,sem condicionar o modo de vida das indígenas  , fomos precursores de  uma agricultura desenvolvida com base na qual  os  autóctones  iam modernizando  a sua  , cá   houve uma usurpação do espaço e a conversão  dos agricultores autóctones  em  seareiros e trabalhadores  rurais  ao serviço deles   Sem trazerem  mais valia  tecnológica  (pelo simples facto de não  saberem nada disto  )  limitaram-se locupletarem-se  com as  receitas  e constituíram-se   nuns “ empatas “ .&lt;br /&gt; Sendo assim  e nas actuais circunstancias ,qual a solução ? É simples . De imediato,  e antes de tomar outras medidas  mais elaboradas ,aplicar , em simultâneo, as quatro seguintes ;--&lt;br /&gt;“ I)—Que as terras  sub aproveitadas  ,deixem  de se considerar  propriedade  rústica  e se enquadrem  no âmbitos do lazer  e/ou especulação imobiliária  e,  como tal , objecto de um  imposto  especifico ; II)- que  se agrave  o imposto  sucessório sobre as  heranças  de grandes propriedades rústicas . III)--  as transmissões , quer por arrendamento quer por compra , fiquem   limitadas a residentes que provem  estar em condições de exercer a actividade  de uma forma efectiva  e individual ; IV)-que se institucionalize  um banco de terras  à semelhança  dos em uso  para aquisição de casa própria”   --- Só  isto.  Parece pouco ,mas não é . Para já , e antes de mais , chega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--- O que aqui defendo  não é inédito nem sequer da minha autoria .Foram medidas aplicadas  por três estadistas    que se destacaram , pela positiva , na morigeração  do   AlentejoAgroRural  .São eles   :--Mário Soares , Sá Carneiro  e Capoulas Santos . Dir-se-á ! Então porque não prosseguiram e porque não são visíveis os resultados .?  Porque  o nossa drama ,  a razão porque  aborta toda  e  qualquer tentativa de reactivar a actividade  rural  regional ,é  estarmos  subordinados ,em termos de ruralidade , a uma Assembleia da  Republica centralizada  em Lisboa .Como se sabe , nela estão os representantes  de todo o país e , como tal  , a agir na defesa dos interesses  dos seus   representados Sendo as decisões tomadas por maioria  e essas maiorias são do norte do pais e das  áreas urbanas de Lisboa/Setúbal  são esses os interesses  melhor defendidos .Os primeiros,  com problemas diferentes  senão mesmo inversos  aos  nossos , não nos entendem nem cooperam connosco   ; os segundos ,área da residência dos interessados  directos sobre o Alentejo ,  sabem  que quanto mais  débeis nós estivermos tanto melhor para eles  na medida em que, com  maior  tranquilidade , prosseguem na  captura  dos proventos aqui gerados &lt;br /&gt;A solução , milhentas vezes  reproduzida nesta rubrica , só se alcança quando conseguirmos  coragem para aplicar as medidas atrás preconizadas ;  o Alentejo for regionalizado ;  e a nossa  agro –ruralidade for  gerida pelos melhores de entre  nós .  Francisco Pândega (agricultor) //&lt;a href="mailto:e-mail--fjnpandega@hotmail.com"&gt;e-mail--fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; // blog--.alentejoagrorural .blogsport.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7898176952551541922?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7898176952551541922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7898176952551541922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7898176952551541922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7898176952551541922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/07/alentejoagrorural-porqu.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5288890969537205094</id><published>2008-06-22T17:23:00.000+01:00</published><updated>2008-06-22T17:24:23.828+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXAME À SAUDE DA PAC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1----Subordinado a este tema, realizou-se um encontro de agricultores, presidido pelo senhor director regional da agricultura do Alentejo, Dr. João Libório;  com a presença do dr.Capoulas Santos, nosso deputado Europeu e relator para a reformulação da PAC (politica agrícola comum);  assim como do nosso representante na Comissão, engº Freitas. Tratou-se de uma iniciativa do Parlamento Europeu com o objectivo de proceder a alterações das ajudas á agricultura.&lt;br /&gt;Um debate bastante vivo, nem sempre contido nos limites do tema, na qual os agricultores reivindicaram a manutenção das ajudas,  pretensão absolutamente justa, pelo menos enquanto se verificar, no nosso mercado, uma certa abundância de produtos importados claramente subsidiados na origem, tantas vezes por formas engenhosas Mas, por outro lado, os países da CE têm necessidade de vender automóveis, computadores, medicamentos, etc. nos mercados dos países que, por sua vez, querem vender produtos agrícolas para a Europa mas que se sentem coarctados nesse intento devido á subsidiação em uso  na CE &lt;br /&gt;A solução tem passado pela substituição das ajudas directas por fórmulas desligadas da produção. Ou seja: -- ter terra pode dar direito a obtenção de subsídios sem a correspondente produção Isto poderá ser funcional noutras regiões aonde o ruralismo seja um facto. Não o é, certamente, entre nós, aonde, salvo algumas honrosas excepções, ter terra não significa que se seja agricultor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2— Foi em torno da fórmula de subsidiação que se desenrolou o debate Tendo sido abordados os diversos tipos de ajudas dos quais destacamos alguns: --&lt;br /&gt;                a)— A condicionalidade É condição, para se abterem certas ajudas , o uso de boas praticas agrícolas  Geralmente andam em torno da defesa do ambiente, do uso dos nitratos dado que inquinam as  águas; das mobilizações  que provoquem  erosão ; entre outros,&lt;br /&gt;Na nossa região e enquadrado na rubrica ambiente deveria ser condicionado o uso dos solos D+E que representam mais de metade do Alentejo São do tipo solos pobres, declivosos, esqueléticos que deveriam ser destinados a reflorestação por montados assim como a pratica tradicional designada por agro-silvo-pastorícia. Intervir nesse tipo  de solos implica cuidados especiais na  sua mobilização , assim  como no calendário de intervenção ,   já que disso depende a erosão , a regeneração dos montados, a preservação das espécies  cinegéticas , assim como toda uma vasta e complexa biodiversidade&lt;br /&gt;                    b)— RPU – regime de pagamento único. Entre nós foi adoptados o regime histórico correspondente ás superfícies, (não produções) dos anos 2002/4 É a formula de receber sem produzir que tanto irrita o cidadão comum e que, tendo em conta os elevadíssimos montantes em causa , tem causado alguma perplexidade&lt;br /&gt;Acresce que foi  o trigo, especialmente de regadio ,que é uma  pratica  inabitual  entre nós ,que mais  contribuiu para a sua atribuição,  Se a isso  acrescentarmos o facto de ter sido subsidiado  á superfície ,no ano do cultivo ,  e  ainda nos anos de referencia ter tido produções irrisórias ,  este subsidio ,que já esta sob ameaça , obviamente  que acabará   por ser desactivado . Importa  que essas verbas  fiquem na região e   revertam  em beneficio   do desenvolvimento  rural regional  ou seja tenham uma função útil &lt;br /&gt;                  c)— Set-aside .Os  pousios são uma pratica agrícola tradicional e indispensável na agricultura regional. Agora ainda mais, já que é preciso poupar nos combustíveis ,fertilizantes e pesticidas &lt;br /&gt;A função do pousio é múltipla: -- melhorar as pastagens, restituir a fertilidade dos solos preparando-os para uma cultura; eliminar as ervas daninhas e as pragas e doenças do solo; e tornar possível e regeneração espontânea dos montados Trata-se de uma pratica normalíssima  tradicionalmente em uso entre nós .O  impedimento  do seu  pastoreio é algo que não se entende  A sua extinção  é uma  inevitabilidade      &lt;br /&gt;                 d)— OCM—organização comum de mercados .Trata-se  da  livre  circulação dos produtos agrícolas, ao nível mundial,  o que  mais não é  do que um   imperativo duma época de comunicações  instantâneas . Significa que cada região cultive e envie para o mercado global aquilo que faz melhor Se não houver batota trata-se de uma medida de extrema importância que, desde há cinquenta anos a esta parte, a FAO vem pugnando, como forma de atenuar a fome e a desnutrição de  muitos povos . Reduzem -se as desmatações e, com isso, a obtém-se mais estabilidade climática; deixam de ser necessárias a intensificação das culturas e confinamento  do  gado ,  condições  que estão  na origem da doença das vacas loucas , dos venenos nos vegetais, dos antibióticos na carne, etc., doenças pavorosas contra as quais a medicina experimenta manifesta dificuldade em enfrentar Essa globalização , se bem que contenha alguma perigosidade , não deixa  de ter vantagens desde  que com regras  E,  acima de tudo, porque a alternativa seria o mercado fechado que faz parte  do passado  . Daí que organizarmo-nos  de acordo com a nossa especificidade regional   é o melhor remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Organizarmo-nos de acordo com a nossa especificidade regional ; preparar e robustecer a nossa classe no sentido de não dar azo a contestações tantas vezes justas; adoptar um comportamento de seriedade perante a comunidade regional ,que nos concedeu o  uso do espaço rústico comum ,no sentido mais elevado do  termo,  em relação à qual temos o dever de um bom desempenho   Parece ter ido nesse sentido a ênfase, com que o deputado europeu, defendeu o desenvolvimento rural&lt;br /&gt;Vão ser para ai canalizadas abundantes verbas, remanescentes das restantes rubricas, na medida em que forem sendo desactivadas. Deduz-se ser  pela via do desenvolvimento rural que se irão amortecer os efeitos da nova filosofia das ajudas&lt;br /&gt;Mas há uma questão que não pode ser olvidada:--o tecido  agro-fundiário regional  esta viciado . Não obstante desde há vinte e um anos  a esta parte (três QCA),  para aqui terem sido canalizadas verbas imensas, a resposta não tem sido satisfatória; não obstante, neste mesmo período, a cortiça, um recuso natural de custo zero, ter valido mais de dez biliões de euros, no mesmo período, o Alentejo não obteve um desenvolvimento compaginavel   com tanto dinheiro . Daí que se possa inferir que não basta dinheiro para o Alentejo sair da cepa torta. É preciso uma reestruturação fundiária profunda. Mas rápida. O tempo urge . Francisco Pândega (agricultor); &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; ;alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5288890969537205094?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5288890969537205094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5288890969537205094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5288890969537205094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5288890969537205094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/06/alentejoagrorural-exame-saude-da-pac-1.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1220805980267917024</id><published>2008-06-07T15:28:00.000+01:00</published><updated>2008-06-07T15:29:16.775+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt; E o&lt;br /&gt;GASÓLEO&lt;br /&gt;1--A subida do preço  do gasóleo e os seus efeitos na produção dos  alimentos estão a afectar  economia  domestica de todas  as  famílias . Daí  que se  exija  dos agricultores alentejanos ,já que a  comunidade lhes concedeu  o uso da  terra ,que  cumpram o dever que está subjacente a essa concessão  procedendo ás adaptações  que forem  necessárias afim de acelerar  a produção  de  alimentos de qualidade ,a  preços justos , preservando  o meio ambiente  . Isto, porem ,  implica ,para  que o Alentejo volte a ser o celeiro do pais ,que seja  libertado dos factores exógenos  que atravancam o seu desenvolvimento  rural .Trata-se de uma medida indispensável ,  que só peca por tardia  ,  para a qual nos tem faltado  coragem politica .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---A presente crise petrolífera e  os constrangimentos fundiários que aqui persistem, tornam evidente que o Alentejo , se bem que seja potencialmente um colosso  agrícola  ,tem dificuldades  em   enfrentar  este novo desafio .Analisa-lo ,numa óptica  agro-silvo-pastoril ,  que constitui a trave-o mestra  do seu desenvolvimento ,  é o que nos propomos neste escrito.&lt;br /&gt;Reconhecendo , embora , que corro o risco de  ser tido por agricultor tradicionalista   ,a minha tese é  sustentada  no facto   de que,  no exercício  da actividade   agrícola , se têm que equacionar   duas componentes :-- uma  , de acordo  com as  condições edafo-climáticas de cada região ,exploração e , nesta, de cada parcela  ; e outra  os instrumentos,  em permanente  evolução ,   ,com que se intervêm, agiliza   e humaniza  essa mesma intervenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)---Agricultura ..È verdade  que   80% dos solos alentejanos ,  têm que ter um  aproveitamento agrícola  extensivo ,por  meio dos tradicionais  sistemas   de afolhamentos  e , em  cada   folha , uma rotação de culturas de acordo com a sua capacidade auto-regenerativa da fertilidade .Na rotação , e após  um alqueive ,semeiam-se cereais cuja produções unitárias  são geralmente baixas. Mas os custos da cultura não  são  somente imputáveis  aos cereais  mas também  ás pastagens   e preservação do montados ,para alem  do ambiente  , cinegética , paisagem, etc ,  o que  torna  a cultura viável   mesmo com base em baixas  “fundas” &lt;br /&gt;É assim porquê ?—Porque se a terra  não for mobilizada , com certa periodicidade , transforma-se  em matagal inóspito e agressivo ,  os solos compactam-se cessando o arejamento ; impermeabilizam-se e impedem a penetração das aguas ; a erosão laminar  faz diminuir a camada arável ; reacções químicas  favoráveis  deixam de se processar; os montados entrem em decrepitude  e morrem ; as pastagens dão lugar a plantas grosseira . Logo ,o Alentejo, tem que ser arado com regularidade.. &lt;br /&gt;Após uma ou duas culturas (cabeça de rotação e relvas ) segue-se um  período regenerador de pousio/pastagem em que  a terra readquire a fertilidade ,perdida na cultura anterior, e,  com isso , necessita  de menos   fertilizantes  ;  elimina  as ervas  daninhas assim  como as pragas e doenças do solo , e , com isso ,torna desnecessária  a utilização de pesticidas .Na meia dúzia de anos seguintes , produz pastagem natural ..É assim o Alentejo .Mas deixa de o ser se  apossado por quem não queira  ou não  saiba tirar partido dessa característica .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)—Montados .Falar de silvicultura ,  significa montados  ou seja:--- azinho  e sobro. Desnecessário se torna frisar as  suas funções :---  estabilidade climática,  a função paisagística  e ambiental ;  cortiça que ,  só por si ,  daria para viabilizar  todos os sonhos regionais , e a bolota  que continua a ser o produto por excelência na engorda de porcos de montanheira&lt;br /&gt;Mas é  preciso que se entenda  que os montados  não são bosques   que se votem  ao abandono .Se bem que não necessitem dos cuidados dispensados  a um pomar, exigem , porem , alguma  intervenção que geralmente se faz  em simultâneo e em articulação  com o aproveitamento  do sub coberto   como  nos referimos   um pouco atrás .&lt;br /&gt; O sobro e azinho , sendo arvores de  grande longevidade (cerca de dois séculos)   e muita rusticidade ,são muito frágeis e morrem com o mau uso da maquina agrícola  .Os grandes montados , de até há pouco , hoje com pouca densidade  e uma muito baixa percentagem de arvores  novas  ,devem-se a uma correcta gestão agrícola  e mobilizações do solo  pela tracção animal. Um tractor  usado por quem não lhe “doa” abalroa  as arvores adultas , esfarripa , “esnoca” e soterra  as novas  É esse o mau caminho que trilhamos que  vai  conduzir á ruína , cada vez mais evidente , dos montados Não se podendo  restaurar  a tracção animal  terá que se continuar  a mecanização se bem que usada  por quem lhe doa&lt;br /&gt;Ou seja por agricultores usufrutuários , directos  e assíduos ,que lhe  façam um uso digno e consciente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) – Gados-- Vacas ,ovelhas ,porcos  e cabras  são o gado  indígena do Alentejo com vocação para ser  explorado em regime  de  manadio e com permanecia nas pastagens .  Maneio  diferente  da restante  Europa que , por questões climáticas ,  implica que os animais tenham acesso a  pavilhões aonde pernoitem  sejam suplementados &lt;br /&gt;No Alentejo  as raças autóctones  são  as que mais se adaptam ao meio  e melhor superam as crises. Assim , e numa óptica de economia de rações , medicamentos  e outros custos , damos algumas sugestões   :--&lt;br /&gt;---As vacas devem parir  nas aguas novas (Outono)  afim de  desmamar  as crias  na Primavera , quando há pastagem em abundância , amortecendo o choque da  desmama Um ano depois da desmama ou seja na   primavera /verão seguinte ,os novilhos ,com dezoito meses ,  estão gordos e acabados  , sem que tenham tido necessidade de rações mas tão só palha e fenos  durante o Inverno  .. &lt;br /&gt;--As ovelhas parem  no fim do verão (Setembro )Dado serem animais  dóceis e de fácil contenção , podem ser levados,  a pastar e a parir ,para as vinhas comendo as parras , rabisco e ervas ; para os olivais aonde procedem ao desladroamento  comem azeitonas  gafas  e rama das podas; para o levantamento dos meloais e tomatais ,fazendo o aproveitamento dos resíduos da cultura  que de outra  forma se perderiam &lt;br /&gt;E ,com isso , passam o período  critico do  Outono .Os borregos  engordam  e  desmamam-se na  Páscoa seguinte  No imediato  dá-se inicio ao alavão que o mesmo será dizer ao fabrico de queijos de ovelhas   ,uma autentica iguaria  da gastronomia  tradicional   .No verão , e após as ceifas , vão para os agostadores  comer pastos  e espigas  assim como os  “arrepêlos “  sob a copa das arvores  ou junto ás extremas e valados  onde as maquinas não chegam.&lt;br /&gt;Sem custos  adicionais  mas perfeitamente integradas  no sistemas ,as ovelhas são rentáveis .Pena é que tenham sido descriminadas negativamente em sede  de RPU. &lt;br /&gt;--Os porcos alentejanos fazem  duas parições  :-- uma em Março   e outra em  Setembro Isto também por uma questão de temperaturas  dado que  o  frio de Inverno  e o calor de verão afectam os recém nascidos .Em Março  comem erva , como as vacas  e  ovelhas ,mas também raízes e tubérculos  alem  de  efectuarem  “desinça” da bicheza  que , nesse período do ano,  abunda nas pastagens  ; no verão  vão para o agostadoro recolhendo os grãos de cereais debulhados, tal como se fossem aves granívoras   .Nas aguas novas , as formigas  denunciam os formigueiros .Cheios  de cereais armazenados , os porcos ,com a sua potente tromba , captam-nos  até ás galerias mais fundas  &lt;br /&gt;No Inverno ,os destinados ao montado , trocam de  denominação .Em vez de rebanho chama-se  “vara”  .Vara porque dantes eram guardados  por um “vareiro”  o  homem que  transportava   uma comprida vara com a qual  varejava os chaparros , fazendo cair a bolota  e com isso agrupando os porcos á sua volta &lt;br /&gt;Não há animal algum que , como o porco , tenha tanta capacidade de converter a bolota em carne . Carne de porco  , bastante gordurosa ,com base na qual o homem  do campo,  exposto aos rigores do Inverno , obtinha resistências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3—É assim o AlentejoAgroRural aonde o homem  e o meio podem viver em perfeita sintonia  .Ou melhor :--Seria  assim  se factores estranhos  ao sistema  não impedissem  que a normalidade se processasse É que , não há razões nenhumas , sejam  elas  de natureza edafo-climáticas  ,técnica agrícola , humanas  ou a sociais , para que  nós não nos possamos enquadrar nesta nova  ordem que impõe :--- Que extraiamos   da terra  alimentos de qualidade , com baixos custos de produção  e um mínimo de  consumo de energia&lt;br /&gt; Não se  pode , porem , pretender fazê-lo  sequestrando  o  espaço rústico  ; nem com pequenos agricultores ,nas suas inviáveis courelas , acantonadas na periferia das aldeias  ;  nem com donos de vastas terras  residentes algures que impedem o normal exercício  da actividade ; nem com especuladores fundiários que a sequestram e usam  para  lazer e estatuto  pessoal    ; ou por  parte  de quem  somente  vise a rapina dos recursos regionais ,  tal como acontece com a  cortiça , cuja produção ,  nos últimos   vinte anos , ascendeu  a muitos biliões de euros   , totalmente daqui desviados &lt;br /&gt;Temos, pois , que mudar de paradigma O actual modelo  está  viciado  . Já causou   danos demais A população  rural  , que nas aldeias  sobrevive a expensas da segurança social  , começa a dar  sinais  de inquietude  Temos pela frente uma complicada situação agro-rural que expulsa as suas gentes e as que restam são pacificadas  pela coacção    Os grandes donos do Alentejo (não estou a falar de agricultores eficazes que  felizmente ainda os  há  )  , incapazes  de estar  a altura  dos superiores  desígnios que a detenção  da terra implica  , perdem a noção do  respeito  e patriotismo que sua posse pressupõe  Esta questão dos combustíveis  esta pôr a nu as fragilidades e incoerências aqui perpetradas  A manutenção da paz  rural , agora  contaminada pelos reboliços  urbanos , impõe uma  rápida  justiça fundiária&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor ) ; &lt;a href="mailto:fjnpandega@homail.com"&gt;fjnpandega@homail.com&lt;/a&gt; ; alentejoagrorural ,blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1220805980267917024?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1220805980267917024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1220805980267917024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1220805980267917024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1220805980267917024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/06/alentejoagrorural-e-o-gasleo-1-subida.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-1330647005010253476</id><published>2008-05-16T13:43:00.000+01:00</published><updated>2008-05-16T13:44:01.072+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;E a&lt;br /&gt;Crise  dos cereais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Há uma grave crise alimentar . Faltam  e encareceram, no mercado , o trigo,  milho e arroz e,  por arrastamento ,  o leite  e ovos .Esta escassez   deve-se a múltiplos factores que vão desde o súbito aparecimento  de novos consumidores   ;  ás  erradas politicas cerealíferas impostas pela  CE  da qual  o Alentejo é um claro exemplo  de ineficácia  ;  assim como ao facto dos cereais  e oleaginosas   estarem  ser convertidos  em  carburantes  dado que os combustíveis de origem  fóssil  atingiram  preços elevadíssimos A carne continua em excesso  e sem aumento   de preços  Se bem  a produção  nacional esteja a arruinar agricultores e  engordadores , devido á  excessiva dependência  dos cereais , o abastecimento do mercado  processar-se-á ,a partir  das zonas  aonde a criação de ruminantes  se faz em pastagens naturais  e , no caso dos porcinos , complementada por resíduos  das industrias agro-alimentares  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---È neste contexto que se enquadra  o AlentejoAgroRural  . Analisa-lo  á luz do  moderno conceito da globalização , visando encontrar medidas   correctoras ,   conducentes a superação da nossa ineficiência   agrícola   , é imperioso. Elas passam por adoptar  sistemas agrícolas integrados  que tirem partido das condições especificas regionais  e,  na região , de cada  exploração agrícola  e, nesta , de cada parcela segundo a sua vocação ecológica  .Só assim  se torna possível a produção de alimentos com custos  suportáveis pelo consumidor e  competitivos  no mercado global ,  visando conferir a indispensável  estabilidade  alimentar    perfeitamente possível .Claro que isso  implica  a existência  de agricultores  livres ,directos  e participativos .É aqui que reside o nosso drama .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)---. Após  mais de vinte anos  de integração  na CEE (comunidade económica europeia )  e não obstante  as imensas ajudas , não melhoramos  a  produção nem o bem estar  rural .A não  nos reorganizamos rapidamente    e , com isso ,  melhorarmos   a nossa prestação agrícola, vão sendo  cada  vez mais e maiores  as nossas  dificuldades  na integração da nova ordem imposta pela  OCM ( organização comum de mercados) .A  nossa falta de êxito  neste domínio  não  pode  ser atribuída  ao factores externos, nem sequer ao meio,  mas tão só a nós mesmos dado não conseguirmos ultrapassar  os constrangimentos fundiários que aqui perduram&lt;br /&gt;E a situação   agravar-se-á dado  que a  OCM, após  assentar a poeira desta borrasca alimentar ,acaba por  reactivar  as decisões da Ronda de Doha  de onde ressurgirá ,  com mais  vitalidade , a liberalização  do mercados dos produtos agrícolas  Mas com regras ,que passam punir  quem use o dumping ;que  cultive tem ter  em conta as  protecção do  ambiente ; avilte os direitos humanas  ;  produza  alimentos portadores de  perigosidade  para a  saúde publica &lt;br /&gt;Pode  até haver  quem não goste da ideia ,mas ninguém quererá ficar de fora  Podem surgir , aqui ou acolá ,  percalços  , mas  prosseguirá .. A nação  que feche o seu mercado a importação de viveres acaba por  ter  represálias nas suas exportações É esta a nova  ordem global .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)— Com a liberalização das trocas comerciais agrícolas  ( com regras  ,como é obvio  )  o mundo fica melhor  em termos   de abastecimento  de alimentos  . &lt;br /&gt;Imagine-se a espantosa  alteração alimentar que seria se  cada região   produzisse   e enviasse  para o mercado global os produtos agrícolas que as suas condições edafo-climáticas   possibilitam  fazer  melhor &lt;br /&gt; A faixa equatorial   , produz frutos tropicais  quase espontaneamente  ( bananas ,abacaxi ,goiabas ,anonas ,abacate ,manga ,papaia e outras)  substanciais   e saborosas que  , só por si , aliviariam a carência alimentar  ; as pampas  argentinas , o  Brasil  e a Africa Austral  a produzirem  gado  bovino proveniente  de manadio  com baixíssimos  custos de produção  que  constituem  uma imensa  reserva  alimentar  ;  os EUA ,  Canadá ,França  vocacionados para a produção de trigo   e milho contribuiriam  para a o equilíbrio produção / consumo  desses cereais  ;  os colossais  rios  africanos  ,de aguas mornas  transbordantes , que decantam  fertilidade ,  aonde se cultiva arroz , em simultâneo com a pesca  fluvial  , aproveitando   a cadencia cíclica da alternância entre  enchentes e vazantes , seria  uma  enorme fonte de produção  sem grandes trabalhos de hidráulica agrícola  ; Alentejo a produzir  e enviar para o mercado global  os produtos do montado (cortiça e porcos  de montanheira )  e azeite e para auto-consumo    uma vasta  gama de produtos  regionais  , que constituem  uma  riqueza em termos de biodiversidade , capazes de satisfazer , para alem do consumo interno , um previsível  turismo   gastronómico para o qual temos condições excelentes .A produção nacional ,beneficiando das vantagens de ser consumida localmente  , manter-se-á  competitiva  á concorrência vinda de fora .&lt;br /&gt; Isto contem um recado :-- Cada   região  natural  não pode cair na tentação de cultivar ,este ou aquele produto ,pelo simples facto de outras regiões o fazerem com êxito Cedo se arrependerá  quem , caindo daí  abaixo  , ignorar este facto ..  É tão absurdo  um  africano  fazer uma plantação de  sobreiros  como um alentejano  de  bananeiras .Isto  um exemplo  multiplicável por muitos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)---Esta crise dos cereais , com  efeitos na alimentação humana  e  pecuária ,  não tem  razão de acontecer entre nós   dada  a vastíssima área  de que somos detentores   e os modernos  equipamentos disponíveis que simplificam e rentabilizam  os trabalhos agrícolas  .Temos que abandonar  este marasmo rural  e optar por  uma estratégia agrícola  diversificada  , na qual a componente  cereais ocupe o espaço  que o sistema de afolhamentos e rotação de culturas possibilitem .É-nos possível , por esta forma ,  atingir a quase autoficiencia de trigo  que andará próximo do milhão  e meio de toneladas ,mesmo prevendo um considerável fluxo turístico Em 1934 colhemos um milhão de toneladas de trigo  mesmo com os primitivos meios agrícolas ,mas com muito saber na  articulação com o meio  .Hoje quedamo-nos pelas duzentas  e cinquenta mil toneladas  não obstante os fertilizantes e  equipamentos  eficientíssimos .Algo está ,pois,  errado entre nós .&lt;br /&gt;Mesmo havendo regiões  com maiores produtividades unitárias , podemos produzir  de uma  forma bem articulada com o meio do que resulta um produto  final com baixo custos  de produção Desta forma  resistiremos á  concorrência  , no abastecimento nacional , dado beneficiarmos das vantagens  de não termos fretes nem intermediários . Alem disso e sem pôr em causa a solidariedade alimentar entre as nações ,  anda bem avisado  quem  providencie algum armazenamento para o que der e vier  . É que ,  em época de crise,   os preços sobem e a  solidariedade  alimentar pode transformar-se em palavra vã já que os  governantes  não deixam á mingua  os seus concidadãos para abastecer outros &lt;br /&gt;Temos que mudar de atitude  e não  continuar embevecidos perante uma vinha ou um olival  de grandes dimensões  ,pertença  de sociedades  cuja origem dos capitais e propósitos  não são averiguados , que alardeiam um chorrilho de números  e soluções mirabolantes tantas vezes  falaciosas e não raro  miragens inexequíveis  Em contraste, nem se repara ao  passar-se  por  áreas  de vinha ou de olival , igualmente grandes e em modernização,  pertença    de agricultores  directos e locais ,  filiados   numa  adega  ou numa  lagar cooperativos igualmente modernos Por todas as razões sejam elas  económicas, sociais,  politicas,  patriotas  e outras ,  os desígnios regionais  são melhor conseguidos no segundo caso .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.--- Agora  que o actual governo empreende  uma obra de regadio de  gigantescas dimensões , mais uma razão  para , não só no regadio mas em toda área  designadamente os montados  , serem objecto  de uma exploração cuidada .E  deixar  de pactuar  com o facto  do Alentejo continuar a ser  ,desde  as invasões franco/espanholas , nos princípios  de 1800 e até  ao presente  momento  , palco de uma extemporânea  colonização do tipo América Latina Aqui ,tal como lá ,  predominam  as grandes empresas , com explorações  monoculturais  massificadas , que depressa  se cansam ,para de seguida votar o espaço ao abandono, ás    actividades lúdicas  ou  especulação fundiária , impedindo,  com isso , que a comunidade rural  local  exerça  a ruralidade que está na alma alentejana   Para alem da instabilidade  produtiva ,é duplamente ruinosa em termos politico/sociais   já que, cá como lá, resultam  irracionalidades  politicas   que,   não raro  , se transformam em turbulência .&lt;br /&gt;.Nós pertencemos a uma  Europa  aonde tais situações  há  muito foram banidas E onde a instalação deste tipo colonial é absolutamente impossível  A continuar assim , num Alentejo subaproveitado  e sem uma classe rural  residente defensora de certos valores ,algo de muito grave acontecerá . Acabar com direitos adquiridos  de duvidosa  legitimidade  e fomentar  uma ruralidade   decente ,eis o que tem que ser feito quanto antes .Foi assim em 1375 , com a lei das Sesmarias , e, com isso,  Portugal , revitalizando-se , dissipou  as nuvens negras que pairavam  sobre a nossa soberania .E bom ter em conta  os ensinamentos  da história &lt;br /&gt;Francisco Pândega ( agricultor)/// fjnpandega@hotmail.com /// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-1330647005010253476?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/1330647005010253476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=1330647005010253476' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1330647005010253476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/1330647005010253476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/05/alentejoagrorural-e-crise-dos-cereais-1.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3418424868948447391</id><published>2008-04-17T17:04:00.001+01:00</published><updated>2008-04-17T17:04:41.810+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;VISTO  DE LONGE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1----- Aquando da turbulência agrária  ,no pós -25 de Abril,  alguns lavradores  tentaram reconstituir  a actividade  noutros  países  Conheço  um que se instalou  , primeiro no sul do Brasil depois no Uruguai . È sabido que todos os povos, se bem que  apoiem de bom grado  toda  a espécie de empresários ( comerciantes , industriais ,promotores de turismo , etc )  detestam e hostilizam os  agricultores alienígenas  . Há aqui uma conotação com colonialismo ,com  interferência  naquilo que é  a sua vivência  intima , que  lhe desagrada  e  hostilizam .  Acresce  o facto   de , mesmo que aqui  tenham sido bons agricultores  , noutras regiões  ,com outros sistemas agrícolas   e gentes  que  têm uma atitude mais defensiva  do seu meio ,  a instalação de estranhos não é nada fácil  .Dai  que todos tenham voltado ,  claramente derrotados  , dizendo-me  um :---O Brasil  (no sentido  da arvore das patacas ) afinal  é aqui .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---  Também  passei por essa fase  Com a diferença  de que  eu fui  para não mais voltar. Impus ,a mim próprio, como que um  degredo .Só  depois ,na medida em que me fui  ambientado ,  comecei a constatar   quão exaltante , senão  mesmo maravilhoso , era tal degredo  . Tive de  aprender a ser agricultor num meio  muito diferente , a vencer a hostilidade  dos nativos ,  enfim , resistir . Mas também aprendi a conhecer melhor o Alentejo agora visto de longe . Em contraste com novas realidades , tem-se uma  noção mais precisa das suas potencialidades  e  dos inumeráveis erros  que cometemos na sua gestão Com as limitações próprias  de um despretensioso  escrito ,  analisamo-lo no ultimo meio século  ,visto de  longe  e num relance  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; a) -- Em 1954 , encontrava-me  a transportar manadas  de  gado bovino ,a pé ,  do Cuanhama ,(sul de Angola ) para o planalto do Huambo ,num percurso de cerca de 700  km, com uma duração media  de  quatro meses ,  pelas margens do rio Cunene .&lt;br /&gt;O meu companheiro de jornadas era o António São Braz Pereira ,  que três  anos antes  havia vindo , mas que continuava a carpir saudades , do seu longínquo   Peroguarda , perto de Beja  .Filho  de um desventurado  seareiro ,tal como eu , ambos   vitimas  do ruinoso  sistema fundiário  então,  tal como  hoje , em uso  no Alentejo  . Ser   seareiro , era uma forma de agricultar  por conta própria , mas terras de outrem .Ao cessar o seu  acesso  era-se convertido em  trabalhador agrícola .Por uma questão  de orgulho muitos não aceitaram .Preferiram  rumar para longe ,para nunca mais voltar .O despovoamento ,nessa década  dos anos cinquenta  , foi galopante .Reduziu-se  a população rural para menos de metade  .Drama imenso  de muitas famílias,  forçadas  a abalar , para as mais  diversas paragens, aonde , desenraizadas ,   praguejam contra os responsáveis por terem qwue deixar o seu Alentejo A alternativa  era a submissão  , na qualidade de trabalhador  agrícola ,  aos grandes proprietários rurais Homens que nasceram  livres  dificilmente  se vergavam   aos ditames  de quem  , pelo facto de ser  herdeiro vastas  terras , não significava  que tivesse credibilidade  ou  dignidade para nos submeter  aos seus ditames   . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)---Nunca em tão longínquas paragens  , em volta de uma grande fogueira  que servia para nos aquecermos , cozinhar  e manter a distancia os leões que seguiam atrás da  manada, o problema dos seareiros   foi analisado  com tanta paixão  e  objectividade como naquele momento .&lt;br /&gt;Em nossa frente ,na encosta da outra margem do rio , estava o forte Roçadas  ,que assinala o feito do intrépido capitão português que , á frente de um pelotão de bravos ,  desbarataram os  aguerridos cuamatos ,  organizados  e municiados pelos alemães  do ex- Sudo Africano ( hoje Namíbia ),  frustrando-lhes   as intenções  desanexar  essa parte do território  de Angola  e submeter  a tribo residente&lt;br /&gt;Daí uma interrogação óbvia .Porque é  que os portugueses ,  sendo  tão valentes  ,  fora do pais ,  na luta  em favor da  justiça dos povos ,  são  tão fracos  para  impor  igual  justiça  nos campos  alentejanos   ? Estávamos  ali duas vitimas transidas de    saudades de um Alentejo longínquo ,de onde uma cleptocracia  fundiária  ,nos havia expulsado  . Concluímos,  ao fim de longa troca de impressões , que ao Alentejo estava reservado um  trágico destino  e aos alentejanos a extinção .,se não houvesse a coragem de possibilitar  o acessos  da terra  aos agricultores livres, directos .  individuais e residentes .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)--- Perdi o rasto ao  Pereira,  nos vinte  anos seguintes , que foram  divididos  pela função publica  e agricultura, metade  desse tempo , e  agricultura  e negócios o restante  .  Fui  encontra-lo , casualmente ,  vinte anos depois ,em  Sommersetwest ,nos arredores  da cidade do Cabo /Africa do Sul  aonde  era , e creio  que ainda é , um prospero po comerciante .  Retomamos a conversa encetada ,vinte anos antes , frente ao forte  Roçadas .&lt;br /&gt;Estávamos em 1975 .O Alentejo fervilhava no fragor da reforma agrária Foi esse o tema  da conversa     Ainda  não estava claro ,pelo menos com a informação  de que lá dispúnhamos ,  do  caris  comunista /colectivista que tinha  subjacente  .Daí  concluirmos  que este seria  um caminho , um pouco  ínvio  , certamente ,  para  se proceder á almejada  reestruturação fundiária &lt;br /&gt;Se hoje , trinta anos depois  , voltasse a encontrar o Pereira  teríamos que  concluir que  a solução encontrada  com o   25-de Abril ,foi tão má que redundou na reposição fundiária   tal como se encontrava  aquando da  nossa saída   do Alentejo. E ,tendo em conta  a a situação a que se chegou e  face ao apetite que o Alentejo desperta nos estrangeiros , já se pode antecipar   que o golpe de misericórdia esta para breve   Incapazes de regionalizar  e entregar o desenvolvimento rural  aos residentes  ;   ignorando uma vez  mais  , e agora definitivamente ,a comunidade rural  indígena  ;  face á  tremenda  ameaça que impende sobre a soberania regional , concluiríamos  por uma exclamação  uníssona :-- como é que isto é possível ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3—Como é possível  esta insistência  na manutenção de uma formula fundiária   esgotada  e que tanto tem danificado a região  ? Como  não perceber  que  a nossa sociedade ficaria  mais estável  e coerente  se para  a sua composição ,houvesse  uma maior contributo , do mundo rural no mais  nobre sentido da palavra ? .&lt;br /&gt;Há quem sustente que uma tal tomada de posição iria   contra os princípios comunitários  Não creio. Mas sei  que  o estado de anormalidade  em que se encontra a ruralidade alentejana ,impõe uma intervenção . Isso não obsta   a que sejamos tão  pró-europeus  como quaisquer outros cidadãos dos restantes vinte e seis países comunitários  . Corrigir   e regulamentar a usufruição do  espaço rústico regional  , é exercer um direito inalienável  que nos assiste ,como quaisquer outros cidadãos dos restantes vinte  seis países comunitários nas suas respectivas regiões  . &lt;br /&gt;          Francisco Pândega(agricultor )// e-mail – &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; //// blog-alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3418424868948447391?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3418424868948447391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3418424868948447391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3418424868948447391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3418424868948447391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/04/alentejoagrorural-visto-de-longe-1.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3956196792729498774</id><published>2008-03-25T13:48:00.000Z</published><updated>2008-03-25T13:49:08.972Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;UMA REGIÃO /UM POVO     &lt;br /&gt;1 --- Quis o destino que, também em terras distantes e numa determinada altura , tivesse sido profissional de definição de regiões naturais e, nelas, da forma como respectivos povos, nos mais diversos estádios evolutivos, se inseriam.&lt;br /&gt; Mas ,o que é uma região ? interrogar-se-ão  os menos calhados nas relações do homem rústico  com o seu  meio. Uma região  é uma unidade  geo-agro-sócio-económica  com bastante homogeneidade no seu interior   e  perfeitamente diferenciada  em relação ás circunvizinhas  Cada qual com as suas gentes ,  com a sua bem conhecida  adaptabilidade ao respectivo  meio  , que cria   a sua própria  língua , ou mesmo dialecto,  e organiza-se socialmente . Migrantes e transumantes   por aventura ou necessidade  ,   belicosos  por natureza , anexam,  á sua ,  outras regiões, geralmente pela força .Assim nasceram  as nações  e  se formaram os impérios .&lt;br /&gt;Hoje ,porem ,  devido a instantaneidade  das comunicação e á globalização   comercial dos produtos agrícolas ,está-se   a regressar  à unidade regional como pilar/base de  desenvolvimento .  Um pouco por toda a parte , com especial  destaque para as nações  que  se libertaram com a implosão da  ex- federação russa  ,estão a lutar pela autonomia  regional  . Esse movimento , de reposição da região natural , como forma  de potenciar  a especificidade  de cada  uma , também acaba por acontecer na   comunidade  europeia ,tanto  mais depressa  quanto  mais soberania  for delegada  para a entidade  supranacional, Isto faz parte intrínseca da génese dos povos  para quem a liberdade  passa ,  em primeiro lugar  ,pelo  exercício  da  sua identidade regional com um mínimo de interferências exóticas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 --- O factor que mais personifica uma região  é a sua localização em determinado quadrante . Muito variável no sentido  longitudinal   devido  ao arrefecimento  e redução da  incidência solar, na medida  em que se avança do  equador para os pólos  No sentido perpendicular, que o mesmo será  dizer dos paralelos ,a variabilidade   deriva  das correntes de ar (quer marítimas quer continentais), das altitudes, da orografia e das formações geológicas (solos)  Estas condições geram um certo clima e regime de chuvas que, por sua vez, determinam um tipo de arborização, e outras plantas, espontânea e cultivadas. Eis os princípios básicos que caracterizam uma região  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)---É neste conceito que se inscreve o AlentejoAgroRural. O clima , que é o factor mais importante , é formado  por duas correntes marítimas  :-- Uma que, pelo vale do Guadiana, transporta uma corrente de ar mediterrânico e outra, pelo vale do Tejo, ar atlântico mais frio. Com intensidades variáveis  , misturam-se ao centro  da região amenizando a temperatura  Em Junho e Julho  a corrente marítima atlântica é mais forte  daí  que as tardes  de   verão    sejam suavizadas  pelo ar fresco (maré) , vindo do poente , tornando-as  bonançosas&lt;br /&gt;Não  tem montanhas ,  antes sim pequenos relevos arredondados  que raramente excedem os duzentos metros o que faz do Alentejo uma imensa planície .Bordejado  por serras , a sul , resulta ,desse  lado , uma  reduzida a influencia marítima já que elas fazem subir o seu efeito  para camadas superiores&lt;br /&gt; Com este  clima  e regime de chuvas ,desenvolve-se uma agro-silvo-pastorícia  muito especifica .E ,com base nela,   produtos únicos em termos de  qualidade  e baixos custos  que constituem a marca Alentejo. Estamos a falar  de cortiça , partes de porco de montanheira , azeite, alguns vinhos ,  hortícolas em determinado período do ano  designadamente tomate para a industria .Impõem-se  aumentar o volume de produção  , padronizar  as suas  características   , organiza-la   e concentra-la  de forma  a conseguir  o próprio nicho nesta complexo mercado global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)--- Definida a aptidão agrícola, falta acrescentar que a nossa região é dotada de uma estrutura rústica impar: --recursos naturais abundantes e únicos, dimensão suficiente para o exercício da regionalização e potencialidades económicas que, a serem exploradas por quem sabe e quer, dotá-la-iam a de uma grandeza económica incomensurável Se a isto acrescentarmos o facto de ter uma vasta costa marítima, com excelentes condições turísticas, piscatórias e portuárias o Alentejo é efectivamente uma região/potencia,  &lt;br /&gt;Enorme , sendo 1/3 da superfície total do pais e compreendendo mais de 50% da sua superfície agrícola útil (já que é praticamente arável/agrícola de lés a lés) é algo que todas as nações almejariam ter. Daí estar transformada no Eldorado de endinheirados, como se uma região milenar, berço de um povo, pudesse ser objecto de transacções como se de uma produto perecível se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) ---Em termos populacionais e não obstante ser uma região salubre, encontra-se despovoado já que nela somente habitam 5% da população dos pais. Trata-se de uma história com início em 1835. Uma longa e triste historia de um povo que tem sido sempre derrotado  nas múltiplas tentativas de impor o seus direitos sobre o seu espaço coevo Foram muitos ano de submissão, de perdas de identidade, de pobreza, fome, exclusão, maus tratos e todas as vicissitudes que acontecem aos povos que se deixam vencer .Que perdem a capacidade de reagir &lt;br /&gt;E, hoje, se bem que haja democracia e tenhamos a via parlamentar para defender os interesses regionais, acontece que o houve o cuidado de nos reduzir a uma insignificância electiva Daí deriva o facto de não termos voz parlamentar nem organização social, nem força anímica, para impor a nossa especificidade regional. Representados por 10 deputados (incluso os quatro concelhos do litoral) , num universo de 230, o poder parlamentar encontra-se no norte dos pais. Norte que é substancialmente diferente do Alentejo, com outros problemas que requerem outras soluções; que não coopera connosco, não nos compreende e não gosta de nós; para quem, nós, somos alguém, no distante sul, a quem se atribuem todas as anedotas depreciativas que por aí circulam. Daí que solução terá que partir de nós mesmos usando,  para tal , a força da nossa razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Tal como os EE.UU, a Espanha o Brasil ,  Portugal insular , etc .um pais desenvolve-se  regionalizando-se O Alentejo  só passa a barreira  da lassidão  se conseguir  a sua institucionalização com a consequente  autonomia do sector  rústico . Esta solução vem dar mais coerência a vida rural  e ,de uma forma indirecta , beneficiar a urbana  Para alem  das razões de ordem socio-económica , outras há , de transcendental importância , que importa defender designadamente a reorganização do espaço rústico de forma a humanizar o uso do solo e dar-lhe as multifuncionalidades que lhes estão adstritas,.Tais como:-- a produção de alimentos de qualidade sem degradar os meio ;  organização da comercialização  produtos agrícolas  genuínos  neste mercado global ; defesa dos montados, património único em avançada degradação,  que importa defender  como forma de  preservar o meio ambiente ,a paisagem  e  o clima  ; o povoamento do território afim de garantir uma soberania efectiva do espaço rústico ; conservação da identidade histórico/cultural regional do Alentejo e, com isso, honrar os nossos ascendentes   que tombaram  , por estas chapadas ,  para no-lo legar.&lt;br /&gt; Francisco Pândega (agricultor) /// e.mail: -fjnpandega@hotmail.com ///blog:-AlentejoAgroRural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3956196792729498774?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3956196792729498774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3956196792729498774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3956196792729498774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3956196792729498774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/03/alentejoagrorural-uma-regio-um-povo-1_25.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7904697161362101473</id><published>2008-01-13T09:24:00.000Z</published><updated>2008-01-13T09:26:03.505Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;a name="7952009955552544348"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e o&lt;br /&gt;SOLO RUSTICO&lt;br /&gt; 1---- Estou convicto de que a causa  da nossa difícil situação socio-económica   resulta ,acima de tudo , de ineficiência  agrícola.  Daí ser recorrente que , sempre que  abordamos  a ruralidade  alentejana , a coerência nos  obrigue  a concluir que  a nossa região , não obstante as  suas  colossais  potencialidade   agrícolas , não está a contribuir  , como deveria  e poderia , para  nos equipararmos   aos países nossos parceiros comunitários ,em termos de nível de vida  . Não ,  certamente  ,  por deficiência  do  meio  que é imenso e ubérrimo ; nem das suas gentes  que , se bem que nas duas  ultimas gerações tenham estado   em perda de qualidade , ainda lhe resta alguma capacidade de entrosamento , com o meio, condição indispensável para o exercício  de uma actividade  agrícola de sucesso .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIMENSÃO  FUNCIONAL&lt;br /&gt;.2--- Sendo assim,  o que está errado entre  nós  ? A resposta é taxativa e peremptória :--- O não conseguir  perceber  que o espaço rústico  tem que ser pertença da comunidade rural residente .A permissão  do seu apossamento  ,sem leis nem regras ,   por parte  de quem  não sabe dar-lhe o devido uso  e, com isso ,  o impedimento de se processarem  as  multifuncionalidades que estão na sua génese .Urge ,pois , intervir .Para o efeito  é preciso municiarmo-nos  de uma elevada  dose  de conhecimento  ,discernimento e coragem  para definir  a  propriedade agrícola funcional ,  avaliar  a formula reestruturante e agir  sem tibieza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) --- “À escala do homem ” deve  ser a dimensão  da propriedade agrícola elegível    Mesmo nos nossos dias ,  e por estranho que pareça ,   mantém-se inalterada desde há  muitas gerações  Apercebemo-nos desse  facto pelos vestígios  no terreno assim como nas consultas  dos registos  cadastrais .&lt;br /&gt;Exceptuando os baldios , coutadas  e morgadios  que primavam apela enorme dimensão  , por um lado , e por outro  as pequenas courelas periféricas  dos povoados , produtos de talhonamentos   cedidos por aforamento  , a propriedade agrícola base rondava os  cento e cinquenta hectares  ,&lt;br /&gt;Era a dimensão  considerada á “escala do homem” na qual se construía um monte ( evitavam-se as deslocações )   aonde moravam diversas famílias que ,com base nos precários instrumentos , cultivam os ferragiais envolventes ,pastavam cabradas ,nos matagais , e se  defendiam dos bandoleiros e foragidos  que por ali se acoitavam  Era considerada  a dimensão funcional  dado  poder ser percorrida , pela  extremas , e vir-se  almoçar  a casa  ; ou  o gado ,  no verão , pastar  de  noite  e vir de dia  acarrar nas sombras  junto á agua .Ou então nas noites de invernia , vir  pernoitar á malhada&lt;br /&gt;Foi  assim ate aos meados do século XlX  altura em que começou o desenvolvimento industrial e se deu   a vinda do comboio ,  factores  que dinamizaram um grande desenvolvimento nos  campos alentejanos . Durou ate 1950  que foi quando se deu a substituição  da tracção animal pelas maquinas Mesmo hoje ,  apesar da elevada eficiência  dos factores   de produção  , a agricultura está  muito condicionada  pela preservação do meio ambiente, pela  qualidade dos alimentos,  assim como pela manutenção dos montados  que não resistem a uma má aplicação da maquina . Desta forma  não há necessidade  de alterar a dimensão da exploração agrícola funcional  Afinal o homem ,  que é o pivot  do sistema,  mantêm a mesma  compleição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)-- Para a  avaliação  da estrutura fundiária regional ,  servimo-nos da seguinte equação ; -- 30.000Km2  distribuídos por 42.000 agricultores  resulta  uma dimensão media ,por  exploração , 70.hectares  .Quase boa , mesmo para uma região Mediterrânica como é o Alentejo Esmiuçando ,porem ,  um pouco mais  , conclui-se  que  a verdade ,  no terreno ,   é  bem diferente  e que as propriedades  agrícolas daquela  dimensão/media   são em numero insignificante .Indo ao fundo da questão conclui-se que   :---quatro quintos  do Alentejo  (24.000 km2) estão ocupados por  dois mil latifúndios  cuja dimensão média é  superior  a  mil hectares   . Os restantes  6.000 km2  , que compreendem  a área  social publica , já que as pequenas  propriedades  são  circundantes  dos povoados ,  é onde  estão os quarenta mil minifundiários   com uma  área media  inferior  a 15Ha.,&lt;br /&gt;É aqui que reside o nosso drama agro-rural :-- Enquanto que os primeiros ,  com elevados níveis de riqueza ,  geralmente  não fazem uma exploração  adequada  , antes  sim  , predomina a incompetência  ,a ausência e o  absentismo   .Já os  segundos , devido a exiguidade  da dimensão , não  conseguem fazer uma  agricultura  auto sustentável   .Daí o Alentejo  não participar , como devia , no esforço nacional ,em prol do desenvolvimento .Debilitado  e em perda de valores  , resulta  numa inexorável tentação  aquisitiva ,por parte de  endinheirados alienígenas  ,em detrimentos dos indefesos autóctones cuja sorte , ao que parece , é a continuação da servidão  e posterior extinção .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)—A definição da propriedade  agrícola , segundo a aptidão dos solos, é perfeitamente exequível  dado  estarem catalogados  e identificados de uma forma  bem clara e  sem erros  São cinco os tipos  .De A (os melhores  ) a E( os mais fracos) .  Entre este dois extremos  há três intermédios Evidentemente  que não é no âmbito de um simples escrito  que se descreve  a técnica da sua aplicação .Podemos contudo enunciar as  bases  afim  de melhor se  aquilatar   da simplicidade do processo&lt;br /&gt;Se na conversão do tipo de solos  em pontos   aceitarmos  que uma propriedade  funcional devera ter 25.000 pontos  e cada hectare de  terra  boa (barros e aluviões )   lhe conferirmos  250 pontos  essa  propriedade terá  100 ha. de superfície .No outro extremo  se considerarmos 100 pontos por ha  a terra de má qualidade(areias  ,xistos esqueléticos )  essa propriedade terá  250 ha.&lt;br /&gt;Como se vê dimensões diferentes ( 100haA, ou 250haE.)  tem a mesma pontuação  ou seja o mesmo valor agrícola funcional , não obstante terem dimensões tão diferentes .Dado  ser comum uma exploração ter diferentes tipos de solo   a sua dimensão será o somatório dos mesmos  cuja media andará pelos 170ha..È  pouca dirão os de  mil ha .É  mais do que  suficiente , exclamarão os de 15ha   É a medida certa   sabem os que tem experiência nesta matéria .&lt;br /&gt;Dado ser com esta  dimensão que a terra  promove as diversas funcionalidade  (produção agrícola , povoamento do território , ordem e paz social , defesa do meio , preservação histórico-cultural ) é por ai  que temos que enveredar importa  sem vacilar . Para tal  a terra  remanescente da propriedade “tipo “  ,tem que ser considerada excedentária , , objecto de  impostos progressivos   e não elegível aos apoios  comunitárias ,como , alias,  é pratica comunitária  nalgumas matérias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUDANÇAS URGENTES&lt;br /&gt;3-- O nosso drama , como região  e , dada a sua importância , como nação , resulta  da nossa inoperacionalidade agro-fundiaria &lt;br /&gt;Com  potencialidades  quase ilimitadas (na  produção agrícola   , no emprego , na estabilidade e paz social )  vê-se  coarctadas nessas valências pelo facto da terra  estar sequestrada  e  de grande parte  do seu  uso  não  se compaginar com  a essência dos superiores desígnios  regionais .&lt;br /&gt;Ter terra ,, em grande quantidade , hoje como ontem ,constitui  um poder  que escapa  a intervenção da  sociedade . Assim , em roda livre  , enquanto que os  restantes  sectores  vivem ajoujados  sob o império  dos impostos , da observação e escrutinação  social   e da concorrência comercial , os donos das terras   , estão praticamente isentos de impostos dado estes  não serem actualizados  desde  longa data  ; mesmo aos mais impenitentes absentistas  ninguém tem o direito de lhe dizer:--  “olhe lá !. a terra  tem uma função social” ; agora está no moda  cederem –na , para  exploração  de campanha , de alguns meses ,em condições leoninas  . O facto de não poder aceder  á PAC resulta num  rápido empobrecimento ,  tornando   insolvente quem  tenha a desdita  de  a tal se submeter, É por estas e outras razões  que ser  agricultor directo  significa  descer na escala de valores &lt;br /&gt;Ultimamente , e  sempre que lhes dá na real gana , vendem-na , a troco a de malas  de dinheiro , a quem ,  mais parecendo  estar ao serviço de  um projecto expansionista , vindo de algures , arrogante  ,superior  e  auto-suficiente , se instala  sem prestar contas a  ninguém   .Acontece  que terra assim alienada , é terra  desanexada  da alçada dos interesses locais  , que o mesmo será dizer ,perde a função geradora de rendimento local  ,de empregabilidade  e usufruição como espaço histórico –vivencial &lt;br /&gt;Isto impõe mudanças urgentes  .Isto,  no mínimo ,configura  um  insulto a toda uma comunidade rural  .. Francisco Pândega (agricultor ) //// e-mail -&lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com////"&gt;fjnpandega@hotmail.com////&lt;/a&gt; blog—alentejoagrorural .blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7904697161362101473?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7904697161362101473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7904697161362101473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7904697161362101473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7904697161362101473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2008/01/alentejoagrorural-e-o-solo-rustico-1_13.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-50128956251241885</id><published>2007-12-09T21:58:00.000Z</published><updated>2007-12-09T22:13:05.431Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;a name="7952009955552544348"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESAFIOS DE HOJE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1--- Comemoram-se dois séculos da formalização de uma coligação franco/ espanhola que antecedeu a invasão e partilha , entre si, o nosso pais .Porque “não há duas sem três” é nosso dever inalienável manter em boa ordem a nossa economia ,bem estar e satisfação social , assim como cultivar o orgulho de ser alentejano Essa é a forma de afastar novas tentações&lt;br /&gt;Em boa verdade a nova invasão já começou , e em grande escala , sobre o espaço territorial alentejano ,que mais não é do que nova tentativa , ao longo da história repetida , de unificar a península ibérica sob a égide de Madrid. Os nossos " hermanos” assim, como que acometidos por uma súbita amizade, para connosco , que contrasta com séculos e séculos de agressividade , optaram por uma nova estratégia que passa por acordos transfronteiriços, tratados de amizade e cooperação ,parcerias com as mais diversas finalidades , com os quais , fazendo uso da sua pujante economia e aproveitando-se da nossa ocasional debilidade e baixa estima , entendem ter chegado a hora de nova tentativa na linha das que, com uma periodicidade bissecular , tem experimentado .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- È que , confirmado por sondagens , percebe-se que estamos numa encruzilhada da nossa existência, como nação , em que tudo pode acontecer .Debilitados económica e moralmente estamos prontos a claudicar sem resistência ; incapazes de perceber que a nossa debilidade resulta das nossas enquistadas estruturas fundiárias ,que impedem o desenvolvimento agrícola do Alentejo ; e que a continuar assim não somos capazes de nos integramos na novas ordem global pronta a tragar os que vacilam na defesa dos seus valores .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)--- Evidentemente que a Espanha não está interessada no nosso pais ,por inteiro e de uma só vez .Pelo simples facto de termos os vícios consumistas dos países desenvolvidos sem a respectiva produção o que ,como se diz em termos de pecuária ,é demasiado o perigo da desmama .Preferem antes progredir nos espaços rurais contíguos as suas regiões . Estão nesse caso , e em estado mais avançado , a Extremadura /Alentejo e o Galiza /Minho Com uma diferença substancial :-- Enquanto que sobre o Minho não nutrem aspirações territoriais , já que os minhotos são donos do seu Minho e tal não permitiriam , conquanto que no Alentejo ,pertença de sociedades cujos donos são dificilmente identificáveis ,não tem a oposição ,sempre temida e desmoralizadora, da comunidade rural residente, pelo simples facto desta não ter nada de seu a defender&lt;br /&gt;Foram muitas gerações de imposição de servidão e de desmesurada punição por parte da oligarquia cleptotárquica que ,desde 1835, domina o Alentejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b--.Daí o nosso empobrecimento moral e económico e a perda de valores ,referencias e identidade , ao ponto de vermos , sem um gesto de inconformidade , adquirir um quinto do Alentejo sem um mínimo de interferência da autoridades politicas locais .O nosso empobrecimento , absolutamente injustificado ,resulta do Alentejo , não obstante ser 55% dos solos agrícolas do pais , por razões de má gestão do espaço fundiário , não comparticipar , como devia e podia , para a superação dos diversos problemas nacionais :--- produzir alimentos e com isso equilibrar a balança de pagamentos ; proceder ao povoamento harmónico do território e com isso a afirmação de que o Alentejo tem donos . É devido a essa má gestão que há uma debandada dos meios rurais e é essa a razão do aspecto desolador e desumanizado da região .Desse facto resulta uma grande brecha por onde penetram e se instalam os extemporâneos colonizadores do século XXI.Atónitos , se bem que concordem com a substituição dos grandes proprietários que alienam uma boa porção de região , não entendem como isso pode acontecer ignorando a comunidade rural autóctone que é a que tem o querer e saber fazer nos campos alentejanos , para alem de ter a legitimidade da sua posse e o direito de intervir nas regras do seu uso . Que dirão os muitos técnicos agrícolas, pecuários ou florestais que anualmente saem dos centros de ensino sabendo que , por incapacidade de aceder á terra , espera-os o trabalho por conta de um estrangeiro . Ou os nossos emigrantes que , ao regressar ao Alentejo ,sabem estar condenados a ser imigrantes na sua própria terra ? Resposta difícil que alguém terá que dar .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)--- Nós , pelas razões atrás aduzidas , constituímos um excepção em termos de displicência rural .Senão façamos comparações e retiramos as respectivas ilações .Por força de globalização , a nossa época é caracterizada pelo reajustamento das populações as suas regiões naturais afim de viverem de acordos com as respectivas especificidades Assim se entende a luta dos bascos, catalães , galegos na demanda de maior autonomia no seio de Espanha ; os países do mar Baltico (Estónia Letónia e Lituânia ) ansiosos por se desagregarem da Federação russa e não obstante serem pequenos países ,aderirem ,individualmente , á Europa comunitária a qual pertencem por direito próprio ; as dificuldades , em viverem juntos , na Bélgica , os valões e flamengos ;na Inglaterra e depois da saída da Irlanda agora a contestação do Pais de Gales ; nos Balcãs a luta dos bósnios ,macedónios ,croatas , montenegrinos e agora os Kosovares , para a se libertarem da federação jugoslava e da hegemonia servia . São assim os povos de todos o mundo .A ânsia de uma vivência ao nível regional com os seus concidadãos ,que partilham da mesma identidade e mesmos valores ,de forma individualizada .Podendo federar-se num grande espaço aonde haja ,num patamar mais elevado , algum grau de afinidade ( democracia, religião, respeito pelas diferenças ,) como é o caso da União Europeia , do Brasil e dos Estados Unidos da América , aonde possam cultivar a sua especificidade regional È a essa luz que , surpreendentemente , nós , ao arrepio de qualquer sensatez e ao invés dos outros povos , como se estivéssemos cansados de ser livres e desonrando os nossos antepassados e a certeza dos desprezo das gerações seguinte ,claudicamos sem honra e sem glória .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Todos os povos , tal como nós ,estão empenhados na captação de investimentos estrangeiros , fazendo -o , porem , em todos os domínios menos na ocupação do espaço rústico . Nessa área , nós somos um caso único de abertura ao contrario de todos outros que , se bem que digam ter as portas abertas ,a verdade é que defendem o espaço territorial para uso exclusivo dos seus concidadãos .É assim :--- No Brasil aonde há sempre um capanga a reclamar direito sobre determinada terra ; em Africa há pilhagens e sabotagens e insegurança que desmobilizam quaisquer tentativas coloniais ; nos países de leste a terra é cedida em pequenas quantidades e de forma muito precária ; até a democrática França ,em constantes programas de emparcelamento , a propriedade rústica tem preços baixíssimos , visando os financiamento , mas só podendo ser adquirida por vizinhos que justifiquem a sua necessidade para redimensionamentos È assim em toda a parte inclusivamente na democrática França .Não é assim entre nós&lt;br /&gt;A questão fundiária alentejana constitui uma monumental brecha na nossa estrutura organizativa Não me parece que o direito comunitário de livre estabelecimento inclua a espoliação ás comunidades rurais do seu espaço vital .Isso contraria frontalmente o conceito comunitário que defende a Europa as Regiões cujos espaços rústicos são pertença das respectivas comunidades Daí ser impossível que o direito de livre estabelecimento se aplique ao solo rústicos alentejano com a facilidade ,quantidade e velocidade , com que a sus venda se pratica Assim , por clara incapacidade ,nas actuais circunstancias , de darmos ao nosso solo uma função mais patriótica , importa requerer uma clausula de suspensão na EU visando rearrumar o devastado mundo rural alentejano nem que para tal se nacionalize o solo ,repescando o tradicional aforamento ,que tão bons serviços prestou entre nós , para o conceder a privados que se proponham dar-lhe um uso consentânea com os superiores desígnios regionais . Mesmo que isso levante contestação dos se arroguem o direito absoluto sobre a terra ,não raro tendo no bolso um contrato promessa de venda a algum endinheirado estrangeiro, essa pretensa contestação não é mais do que o estertor da desmama ,que não concitará qualquer apoio .Francisco Pândega (agricultor ) ///e-mail-( &lt;a href="javascript:main.compose("&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt;) /// blog ( alentejoagrorural.blogspot.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-50128956251241885?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/50128956251241885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=50128956251241885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/50128956251241885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/50128956251241885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/12/alentejoagrorural-desafios-de-hoje1.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3518459820234363220</id><published>2007-11-23T08:44:00.000Z</published><updated>2007-11-23T08:48:44.415Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;SÁ CARNEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Foi a 04 de Dezembro de 1980 ,vão fazer 27 anos , que Sá Carneiro foi morto . Com a sua morte  desapareceu a possibilidade  do Alentejo  ultrapassar esta  exclusão  fundiária  que lhe tem sido imposta ;com a sua morte foi perdida a oportunidade de fazer brotar  as suas colossais potencialidades regionais  em beneficio da  região , das  suas  gentes  e ,em suma,  do pais . Sei do que falo ,em relação á agricultura porque é a minha actividade  e porque conheço razoavelmente bem o Alentejo agro-rural  .Sei o que digo, em relação a Sá Carneiro , por ter sido  candidato à  Assembleia da Republica  , integrado na lista  da Aliança Democrática  , formação partidária  que ,um ano antes, o havia elegido   primeiro ministro .Alem de ter participado ,durante a sua governação ,em diversos projectos um dos quais  a  delimitação  do Alentejo natural com vista á regionalização .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Quem tenha alguma sensibilidade para os problemas agro-rurais sabe que , devido a uma estranha  falta de coragem no reordenamento do espaço rústico , o Alentejo está perdido para a comunidade rural  autóctone  e ,quiçá  , para o país . Já não é uma questão de tempo O processo de aquisições,  por parte de espanhóis , ,tomou tal dimensão  que sua perda , se tornou irreversível .&lt;br /&gt;Daí o interesse em analisar a politica agrícola  protagonizada por Sá Carneiro  assim como as medidas  tomadas pelos governos  subsequentes do seu partido .È um período da história regional ,que importa registar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)--- Após  a revolução de Abril , a quase a totalidade dos alentejanos , cientes  de que a questão  da terra  era a causa da terrível opressão regional  , aderiu em massa  as alterações  fundiárias . Fomos  , porem , surpreendidos com a  solução colectivista adoptada , coisa nova  que  cedo se percebeu ser  imprópria para a nossa mentalidade . Ou seja :- saiu-se  de uma situação de profunda injustiça  para outra tão ou mais injusta&lt;br /&gt;O mundo rural alentejano era regulamentado  pela lei nº77/77 ,  do então  primeiro ministro Mário Soares, com base na qual se desenvolveu a acção de Sá Carneiro . Tinha   como principais vectores a  devolução , aos proprietários expropriados  ,de uma reserva , ali perfeitamente quantificada , mantendo-se  a restante expropriada no domino publico .Essa lei funcionava numa área denominada ZIRA (zona de intervenção da reforma agrária ) sita  no Alentejo  e parte do Ribatejo .Ou seja na  mesma área  que agora  esta a ser intervencionada, conjuntamente  , em termos de Qren .De facto há aqui alguma ironia :-- depois de tão vilipendiada  volta  a ressurgir como o área de intervenção conjunta Nela , a maior parte apropriada por UCPs &lt;br /&gt;O PCP imperava sob a batuta de comités  algures .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)---Foi essa a situação ,altamente  degradante  e muito explosiva , que Sá Carneiro  enfrentou . Clarividente  e corajoso ,fê-lo ,tendo em conta os superiores desígnios pátrios e das gentes rurais do Alentejo , determinando que  as terras  expropriadas começassem  a ser cedidas a novos agricultores , devidamente seleccionados , por critérios  análogos á  extinta lei  do aforamento   Compreendia  a cedência  de uma área  agrícola subordinada a um plano de exploração aceitável , aquém oferecesse  garantias de proceder  a uma  exploração adequada. Não contemplava o direito de  alienação nem  hipoteca  mas sim ao de sucessório como convinha .Afinal é a formula usada ,por nós ,tradicionalmente  e aquela que, sem prejudicar o desenvolvimento rural ,  garante a produção  e a preservação do espaço nacional&lt;br /&gt;A sua acção  trouxe-lhe  grandes inimizades :-- por parte do  PCP que provocava  arruaças  e caluniava da  forma mais  torpe .E  do seu próprio partido  (o PSD  aonde se acolheram os donos das terras  expropriadas )  o qual  sabendo  que  ,mantendo as terras expropriadas na posse das UCP , de seguida  as  iam recuperar .Ficavam ,porem ,  apavorados  logo que fossem  cedidas a novos agricultores Foi contra tudo , inclusivamente  o seu próprio partido , que Sá Carneiro lutou .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)---A sua morte veio confirmar  as suspeitas  que nós , os que andávamos  em campanha , constatávamos no terreno .Graças ,porem , ao grande politico  Francisco de Sousa Tavares ,o primeiro não comunista  a ser eleito no ciclo eleitoral ,a politica agrícola  regional,  traçada por Sá Carneiro ,era divulgada .Consistia principalmente  na substituição  do colectivismo por agricultores individuais  e directos   . Com tão persuasivos  argumentos , geralmente desmobilizávamos  os PCPs ,sempre prontos a fazer abortar os comícios ,mas não raro  se rendendo-se  aos nossos  argumentos , contrastando com os grandes agrários ,que nos acompanhavam ,  que ficavam em pânico&lt;br /&gt;.Após a sua morte as nossas suspeitas confirmaram-se Desde então e até hoje , salvo um único período sucederam-se governos sem a mínima sensibilidade para a questão agrícola regional . Estavam  ,antes sim ,  apostados  e repor a situação tal com se encontrava no tempo do estado novo Foram devolvidas terras a quem,  claramente não era merecedor das ter .Governantes que vinham ao Alentejo profundo  sem verem a profundidade da injustiça  fundiária que fez  da comunidade rural  tradicional  autênticos mártires  O perigo  que impende  ,hoje , sobre a nossa soberania , contra o qual  Sá Carneiro  se havia antecipado ,  deriva de não  terem seguido o caminho tão claramente por ele trilhado . Optou-se pelo  inverso  .Com um cinismo inqualificável ,enaltecia-se  o seu trabalho , dizendo-se seus seguidores, mas fazendo  exactamente  ao contrario do caminho por ele traçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---Digo que o Alentejo esta perdido , para os alentejanos e para o pais , a sangrar de dor .Circula tanto dinheiro ,adquirem tanta terra  em tão pouco tempo , de uma forma rápida mas  discreta , que não se atinge  a dimensão do que está em causa  .Estima-se  que já ultrapassa , neste curto lapso de tempo,  um quinto do espaço regional  Uma coisa assim é impossível de acontecer  em parte alguma .Se por  absurdo   uma coisa assim  se verificasse na restante  Europa , com ou sem União ,  poderia dar origem a terceira guerra mundial Entre nós nada irá acontecer .Assim :-- Os ricos que  vendem pedaços da região sabem que o dinheiro não tem pátria ; os intelectuais tem lugar em qualquer lado ; muitos funcionários  voltam a afrancesar-se (neste caso a  espanholar-se) ; os pobres, a antiga plebe ,sempre prontos  a defender os valores  pátrios ,hoje ,sem terra para defender , a viver a expensas de uma vasta panóplia de subsídios   intercaladas por baixas médicas e reformas antecipadas ,desabituaram-se de lutar  por valores mais altos .Contudo , acabam por ser eles , os vencidos/ alvo , que vão  sofrer as consequências .&lt;br /&gt;Temo o julgamento  da história .E penso que  a presente época será recordada por “ a geração vergonha” dos  oito séculos de nação  .Salvar-se-á   Sá Carneiro que, pela sua  lúcida  ,esclarecida e  corajosa  acção  será dos que “ da lei da morte se foram libertando”.&lt;br /&gt;Francisco Pândeg(agricultor) e-mail &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com///"&gt;fjnpandega@hotmail.com///&lt;/a&gt;   blog alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3518459820234363220?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3518459820234363220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3518459820234363220' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3518459820234363220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3518459820234363220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/11/alentejoagrorural-e-s-carneiro-1-foi-04.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6066266120988308327</id><published>2007-10-30T19:02:00.001Z</published><updated>2007-10-30T19:02:44.463Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt; e as&lt;br /&gt;SEARAS&lt;br /&gt;1--- O nosso país e ,  ao que parece , a restante Europa , está  a braços  com um preocupante  deficit de cereais De tal ordem  que , nos últimos  meses ,o trigo , que era vendido a  25$00kg,  passou para  cinquenta  havendo casos  , devido as sementeiras ,que triplicou  . Os restantes cereais  sobem na mesma proporção  e, com  isso  ,encarecem   a carne , os ovos , o leite , etc .  Mas a crise   começa a atingir o pão , não só em termos de preços  como ate  a previsível carência  . A solução imediata é o recurso as importações dos EE.UU,   por um lado  e , por outro ,  dar inicio  á retoma da produção regional .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Só se entende  a  cerealicultura  regional desde  que se conheça  o comportamento do meio ,cujas  características dominantes  são :--- Cerca de 25% são terras de  boa  qualidade  onde a cultura de cereais pode ser  feita de forma intensiva ,  sem  que para tal sejam necessários conhecimentos especiais È nessas terras também que  se pratica o regadio se plantam vinhas e olivais  Nos  restantes mais de dois  milhões de hectares   de terras ligeiras  ,de vocação  agro-silvo-pastoríl  , tem que haver mais parcimónia  no seu cultivo  . Importa que  se mantenha revestida  de montado ,o que não significa que se vote ao abandono como se  de uma vulgar floresta se tratasse .Por outro lado , e dada  a sua  susceptibilidade ao mau uso , implica que se conheça o seu  comportamento e , como tal ,se faça uma  intervenção  ajustada .&lt;br /&gt; a)—Após uma  seara  , se o solo não for mobilizado inicia a designação  de pousio cuja função é a sua  recuperação natural :--  Dá-se  o reaparecimento da pastagem (se não  tiver sido  dizimada por  herbicidas )  ; recupera o fundo de fertilidade ; aumenta  a espessura da camada arável ;  eliminam-se as pragas e doenças das culturas anteriores O pousio faz ,pois , parte integrante  do sistema .&lt;br /&gt;Porem , se continuar sem mobilização  ,a partir dos sete anos ( variável  segundo  a intensificação anterior ) deixa de se chamar pousio ,  para  se tornar num inculto produtivo .A partir daí dá-se inicio á degradação do  solo  :---   vão  desaparecendo as pastagens e , em seu  lugar,  surgem os arbustos ; a fertilidade  entra em declínio, o solo compacta-se  tornando-se impermeável á agua e acidifica-se ;  a camada  arável de solo  perde a espessura devido á erosão ;  surgem  os musgos e líquenes  , vegetais primários que tudo sugam e enfraquecem  ;  os montados definham e morrem .&lt;br /&gt;É o regresso ao  Alentejo  do matagais , inóspitos e agressivos ,aonde as medonhas queimadas de outrora voltam a  propagar-se dado que a vegetação  , ressequida e resinosa ,se torna  altamente  combustível. &lt;br /&gt;b)--E neste quadro que  a cerealicultura  se insere   em articulação  com a pecuária e os montados .Daí a  designação  de agro-silvo-pastorícia.&lt;br /&gt;Um alqueive , no Inverno ,e inicia-se um novo  ciclo de cereais. Chegadas as aguas novas (Setembro )  , no referido alqueive  ,e como cabeça de  rotação , semeia-se  geralmente trigo  e no ano seguinte , as denominadas relvas de aveia. Sendo uma regra  geral , há excepções de acordo com a maior ou menor densidade do montado  e da aptidão do solo   Essa  seara  é ceifada  na  parte  que mereça a pena .Os  restos , os “repelos “ sob a copa dos chaparros ,  nos “arrifes “ pedregosos ou as  baixas  húmidas   ,vão ser aproveitados  pelo gado  que ao pastoreia directamente ( “ o que não vai a eira vai á salgadeira “) . Após as relvas ,volta a ficar de pousio  o qual ,  passados anos  , recomeça outro  ciclo  e assim sucessivamente com a predeterminada periodicidade.&lt;br /&gt;c)— Nestes condições  e aos preços  actuais  dos cereais ,  fundas a partir do mil  quilos /ha  ,em média , já são rentáveis  .  Convêm  acrescentar que ,  quer  os  montados , quer as  nossas raças  autóctones ,  quer os cereais  assim  cultivados  ,não  tem grande performance nem produções unitárias elevadas   Espera-se  , isso  sim , baixos  custos de produção  e muita qualidade ,  assim  como  a perenidade do sistema dado  estar  harmonizado com o meio  .Nestas  condições , não  se podem  imputar os custos somente aos  cereais mas sim reparti-los pelo gado e montados   que são directamente  beneficiários  .E indirectamente    á preservação  paisagística e ambiental  ; á  protecção contra incêndios   ;  a   manutenção da  fauna   silvestre ;  e até á presença  do  homem  em espaço rural para lhe conferir  a  indispensável humanização . O Alentejo agro-rural é a assim mesmo :-- tudo tem que ver com  tudo e  tudo se  processa num intrínseco  encadeamento  A interferência de estranhos ao meio geralmente detentores  do espaço rural , destrói  esta sequencia de interligações &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--- Contra o sistema tradicional  insurgem-se  os megalómanos agrícolas  que , sem terem em conta a condicionantes do meio , contrapõem  o uso  de potentes tractores que tudo arrasam ; fertilizantes  e pesticidas  a esmo .Se  falta de chuva faz-se rega artificial , se o tempo vem áspero cobre-se  com plásticos .Passado o ímpeto inicial depressa se cansam de tanto errar .Porque influentes é-lhes  fácil um emprego ,geralmente no estado  , de onde , e com o dinheiro dos contribuintes ,  impõem regras àquilo  onde foram uns falhados &lt;br /&gt;È por isso  e por darem ouvidos  aos  inúmeros  investidores que por aqui pululam ,cujos verdadeiros propósitos não são claros ,   portadores  de soluções miraculosas  que inebriam  os decisores , que isto esta como  está :--  a produção de  cereais desce  para níveis vergonhosos ; as  populações  rurais  empobrecidas  vivendo a expensas da segurança social , debandam transidos  de saudade .Resta o vazio agro-rural a ser   preenchido  , de uma forma galopante , pelos novos  conquistadores   que, desde o inicio  do século XIX se haviam esquecido de nos tomar .O que dói  é ignorar-se  que a solução se encontra entre nós .&lt;br /&gt;Francisco Pândega(agricultor /// &lt;a href="mailto:e-mail-fjnpandega@hotmail.com///"&gt;e-mail-fjnpandega@hotmail.com///&lt;/a&gt; blog-alentejoagrorural.blospot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6066266120988308327?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6066266120988308327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6066266120988308327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6066266120988308327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6066266120988308327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/10/alentejoagrorural-e-as-searas-1-o-nosso.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-9106297128456173798</id><published>2007-09-30T12:26:00.000+01:00</published><updated>2007-09-30T12:27:51.269+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;e o seu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESENVOLVIMENTO  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1--- Com a reformulação dos critérios  da PAC (politica agrícola comum ) ,no sentido  de dar  especial  ênfase ao desenvolvimento  rural ,avizinham-se  alterações na agro-ruralidade regional a muito curto prazo .Entre elas  estão algumas medidas   , até agora facultativas , que passam a ser  de execução obrigatória por parte dos estados membros Se a isso  acrescentarmos o facto do  nosso governo  estar  apostado na revisão  do uso da terra,  assim como a coincidência   de Capoulas Santos ter sido eleito coordenador do desenvolvimento rural (um orgulho regional  e a certeza da eficiência ), estamos    perante um quadro  de alterações ,autênticas pedradas  neste charco putrefacto  que é a ruralidade alentejana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Efectivamente a CE ,depois de vinte anos de generalizações  e de apoios  um pouco a esmo  , parece ter entendido  que os   seus propósitos  agro-rurais , não estão a ser conseguidos&lt;br /&gt;        a)—Daí  que a subsidiação vá ter  em conta a região natural  e,  nela ,  os sistemas e cultivares para os quais tenha vocação ;  limite  as ajudas  a um teto máximo  de forma a privilegiar uma certa dimensão de agricultura  e tipo  de agricultor ou seja volta  a ideia inicial de  apoiar o agricultor a título principal ;vão ser  afinadas as regras  da modulação que significa o pagamento de ajudas por meio de escalões  regressivamente  subsidiados até atingir o teto atrás referido ; também o RPU  ,uma forma  bizarra de subsidiar,  sem que para tal haja produção  , vai  tornar-se  mais exigente  .Estas medidas , que são prática nalguns regiões , vão gerar muitas poupanças  ,no orçamento da PAC  ,as  quais  se destinam  ao desenvolvimento rural &lt;br /&gt;         b)---Mas  o que é o desenvolvimento rural ? Interrogar-se-ão os menos calhados  nas lides agrárias ! È  mais uma forma de estar  e sentir ,nos campos , do que propriamente uma doutrina .É uma vivência ,   em comunidade,  perfeitamente entrosada no meio cuja função é ,entre outras , :--&lt;br /&gt;Produzir  alimentos de qualidade , a baixo preço e sem danificar o meio ambiente ; que  a actividade agrícola se processe por meio sistemas  que se articulem  com o meio   regional  e  com cada exploração em particular ;   que  os três quartos do Alentejo de terras consideradas  agro-silvo-pastoris, sejam  agricultadas  de forma  a que  se preservem os montados existentes  e  facilite o seu  repovoamento por meio da  regeneração natural ;  que se permita  que os agricultores ,sendo livres e directos  , possam  funcionar  como autênticos jardineiros da paisagem  construindo-a  e , com isso ,  deliciem os  que tenham alguma sensibilidade para a natureza  ; que se povoe o Alentejo ,  tendo em conta  que este é agrícola de lés  a lés , por agricultores  directos e residentes  constituindo-se  ,cada um delas  , num marco de afirmação pátria ; nos campos , aonde a  natureza facilita a procriação , ainda é possível  a manutenção da família nuclear , alargada e ate clãnica , conjunto de circunstâncias  que facilitam  a natalidade da qual estamos carecidos ;  que se fomente a efectivação  dos  usos ,costumes  e  tradições ,tantas vezes ligados  á historia ,lendas e calendários agrícolas  que,  no seu conjunto,   significam as nossas raízes e  que constituem a razão de ser alentejano . &lt;br /&gt;      c)---Mas defender o ruralismo  não significa    isolacionismo  No  espaço rústico é desejável  a coabitação  com o urbano  , complementando-se , com vantagens para ambos .  Toda a Europa  rural  está pontilhada de zonas industriais . A Auto-Europa  , a Taico , e tantas outras empresas , pelo  facto  de nada terem que ver com a agricultura ,  não deixam de ser bem  vindas  já que são  empregadores e consumidores ;  as diversas fábricas de tomate ,  indústrias de carne de porco ,  adegas , lagares,  etc. que tenderão a aumentar na medida  em que o desenvolvimento rural se processe  ,  se bem que   laborem produtos da agricultura  , fazem o seu negócio sem atrapalhar a produção  ;  com um mundo rural   livre  e desenvolto , outras , muitas outras empresas,   emergirão como cogumelos potenciando-se ,entre si , fomentando e/ou  dando vazão á produção  .&lt;br /&gt;Outras , porem ,  usam o espaço rústico alentejano   para dar satisfação a ganância e especulação fundiária , indiferentes a devastação que causam  .Desde  aquela empresa  que tem quinze mil hectares de terras   e que  , de tempos a tempos , anuncia grandes empreendimentos  turísticos  , mas  que não passa disso mesmo  ,mais  parecendo  que condiciona o  inicio da actividade  ,  á expulsão  de uns  “agricultores de Sá Carneiro”  que estão na periferia ;   ou aqueloutra  com  mil hectares , junto  a Évora,  que mais parece  interessado  em esperar pelo TGV  do executar o respectivo  projecto .Por outro lado  abundam os donos da terra ,megalómanos , especuladores imobiliários , abstencionismos  e  equiparados ,   que  constituem  autênticos insultos  a arte de ser agricultor e  estar no campo&lt;br /&gt;A sua  indesejável presença  só  se mantêm por ausência de regras  que  penalizem  quem não lhe der  um uso   consentâneo  com a sua  função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--- De uma análise da vida agrícola alentejana ,  á luz dos novos conceitos de ruralismo ,  resulta claro  que vamos no caminho errado O afastamento da comunidade rural  do acesso  ao espaço rústico  , dando lugar a  alienígenas e explorações  monoculturais do tipo de colonização americana  ,  está  a conduzir-nos  para  um atoleiro  sem recuo .Podem , ate ,estes novos colonos  ,ser melhores  dos que os ineptos  que substituem , mas o seu enquadramento jamais  se integra nos conceitos rurícolas hodiernos   Podem até  haver casos em que aumente a produção  mas nunca  atingirão os níveis  obtidos  se essas mesmas áreas monoculturais  se dispersassem ,  integrassem e se  compatibilizassem  com o tipo /base regional  que é a agro-silvo (montados )-pastorícia .&lt;br /&gt; È com  a comunidade rural  autóctone  que o novo conceito de desenvolvimento rural  se persegue  É ,com base , nessa  diversidade   que  melhor se  organiza o trabalho  e rentabiliza o equipamento ;se faz  o  aproveitamento   e articulação  do variado  e complexo  mosaico de solos  (,fertilidade , inclinação e humidade ) e  de exposições ( soalheira  ou avisseira )  ; se acautelam as  questões  fitossanitárias resultantes da concentração ; se evitam questiúnculas  político-sociais emergente do estatuto da terra .&lt;br /&gt;Não é ,pois ,   solução ,  a manutenção do conceito  desenvolvimento rural assente no sistema  latifúndio / colonial em uso no Alentejo .Assim se compreende  que esta velha e avisada Europa  ,defenda  o ruralismo  cujas funcionalidades   atrás  se enumeraram .É nele  ,e só nele  ,  que reside a solução .Já que é aí que se alberga a salutar  variabilidade de valências , se geram os desejáveis equilíbrios agro-sócio-culturais  e a  indispensável  ordem, paz  e harmonia regional  .Francisco Pândega(agricultor) &lt;a href="mailto:e-mail-fjnpandega@hotmail.com//"&gt;//e-mail-fjnpandega@hotmail.com//&lt;/a&gt; blog-alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-9106297128456173798?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/9106297128456173798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=9106297128456173798' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/9106297128456173798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/9106297128456173798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/09/alentejoagrorural-e-o-seu.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-496827810427354355</id><published>2007-08-24T14:45:00.000+01:00</published><updated>2007-08-24T14:46:40.656+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POLÍTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1--- Basta que se tenha um mínimo de sensibilidade sócio – agrária para constatar que o AlentejoAgroRural constitui um caso de desvio politico aos padrões normais de uma sã ruralidade Trata-se de uma comunidade fracturada, em duas formações distintas, cada qual ocupando um extremo do espectro politico O centro, que deveria ser o campo mais numeroso, está desertificado, em termos de adesão politica, por parte dos homens da terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Se bem que hajam, no terreno, três classes sociais, bem diferenciadas, elas agrupam-se em dois partidos políticos: --os trabalhadores rurais militantes no PCP, á esquerda ,e os grandes proprietários assim como os pequenos e médios agricultores, á direita. Parece uma incongruência, (tudo no Alentejo é incoerente) mas é assim mesmo como passamos a pormenorizar.&lt;br /&gt;            a)----Trabalhadores rurais são a classe mais numerosa e a que, no meio rural, tem maior implantação autárquica. Organizados pelo PCP, foi nos tempos da reforma agrária que  atingiram o pleno  Mesmo sendo individualistas, deixam-se arregimentar por essa formação politica, de natureza colectivista, cujo solar são as zonas do operariado industrial e entre uns tantos intelectuais utópicos  .Nos campos , a sua  existência só é possível  quando haja bloqueio fundiário  como acontece entre  nós. Daí o raciocínio  vigente :-- Sendo os latifúndios alentejanos uma forma de colonização ultrajante, venha o que vier não pode ser tão mau como a sua manutenção assim  como  a possibilidade de desforra contra os arqui-inimigos, ou seja os grandes proprietários rurais a quem atribuem as culpas desta calamitosa situação. Agora, com a venda de terras aos espanhóis o problema agrava-se dado haver também , passada  a estupefacção inicial , quem considere: -- se a terra é um bem descartável, como qualquer outro  , vendam-na até ao último hectare ,e arquem com as consequências históricas. Se for considerado um bem pátrio ,  então somos nós ,comunidade rural autóctone , os seus legítimos destinatários. Trata-se de uma situação de enorme gravidade,  em relação á qual se tem que prestar atenção , e indefensável seja a que pretexto for . &lt;br /&gt;         b) ----Os grandes proprietários rurais, gente ausente, com pouco expressão politica, mas com enorme poder económico e uma estranha capacidade de manobra nos centros de decisão Alem disso exercem uma desmesurada influencia politica através das organizações agrícolas que dominam a seu bel-prazer. Votam na direita sonhando com o regresso do estado novo que representa o apogeu dos seus tempos áureos. Recentemente, talvez por terem percebido que esta forma de deter a terra está esgotada, estão a vendê-la aos espanhóis. Trata-se da derradeira punição ás gentes do Alentejo; trata-se de uma afronta sem precedentes aos fundamentos da nação Só possível devido ao facto de antes ter destruído toda e qualquer capacidade de reacção das gentes rurais  .  Mais eficazes do que o bolchevismo russo , que subjugou   povos  durante  noventa anos , sem que no entanto tivesse logrado  anular  a sua capacidade de defenderem  as respectivas pátrias Daí  que um caso ,como  o nosso  , de aquisição/venda de uma faixa á nação contigua  seja  absolutamente  inconcebível  &lt;br /&gt;           c)--- Entre estes dois grupos extremos, do espectro político regional , estão os pequenos e médios agricultores que, pela natureza a sua posição em relação ao seu passado de  seareiros ,  deveriam ocupar um lugar intermédio ou seja: -- o centro politico. Não é isso, porem, que acontece. Votam na direita ao lado dos grandes proprietários rurais Por três ordens de razões e sempre pela negativa: --- não votam com os trabalhadores por uma questão de estatuto social; para não melindrar os grandes donos do Alentejo de quem esperam umas migalhas traduzidas numa  courela , para uma cultura de campanha ou uma pastagem , que estes prodigalizem quando estejam bem-humorados; porque ainda se não esqueceram , aquando da reforma agrária, das  ameaças de incorporação das courelas na colectivização. Claro que, passada que foi, uma geração essa questão já está atenuada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---- Como enfrentar esta situação, de puro descalabro politico /partidário? Interrogar-se-ão aqueles que tenham alguma preocupação em relação ao facto do Alentejo estar sob ameaça. De facto o actual sistema proporcional, em ciclos, sem correspondência com as regiões naturais, é injusto e não nos conduz á reabilitação. Isto porque os dois partidos representativos da agricultura, não têm projectos exequíveis. Logo , os desígnios regionais são tomados pelo  todo nacional, sempre de forma mitigada, uns porque não compreendem a nossa  especificidade regional, outros porque, beneficiado do actual caos, quanto pior melhor.&lt;br /&gt;O nosso problema tem que ser resolvido por nós próprios, com a ajuda do estado já que este é o único responsável por esta  degradante situação, dado ter-nos entregue, há mais de um século, ao livre arbítrio dos dois mil donos do Alentejo, que se encarregaram de, usando a terra como meio, nos anular como comunidade rural autóctone&lt;br /&gt;Presentemente, vendo que a sua acção está a chegar ao fim , e como acto derradeiro de mau perder, transferem a terra para estrangeiros, certos da nossa incapacidade reactiva. São os mesmo que há pouco batiam no peito invocando, para si, o sagrado direito á terra. Pelos vistos o seu conceito de sagrado é convertível “ a troco de um prato de lentilhas “ que o mesmo será dizer por uma mala contendo uns milhões de euros.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4--- Evidentemente que ainda há soluções. Mas o estado de degradação é tal que, o que seriam intervenções pontuais, aqui e ali, hoje ,porque  insuficientes, terão que ser tomadas medidas de fundo, senão mesmo roturas, no campo agro-rural. E elas terão de incidir no uso da terra (não estou a falar de posse) definindo “o agricultor tipo na exploração funcional” Feita a opção  ,há que , de uma forma hábil e paciente ,  guiar   o mundo rural   para o predomínio  de explorações de média dimensão  com um rosto ou seja uma pessoa /família , como responsável  . Tema bastante aliciante, que temos abordado sob a designação de AlentejoAgroRural, com alguma minúcia. Será sob a definição de agricultor tipo na exploração funcional que se poderá criar uma onda de adesão ao centro político (de onde emana o actual  governo) que dissuadirá aqueles que tem uma visão colonial do uso  da terra ; trará para esse centro político a totalidade dos pequenos agricultores, que deixarão de ter necessidade de andar á babugem dos grandes donos do Alentejo; assim como a maioria  dos comunistas  rurais que se aperceberão  que o colectivismo é uma falácia que, a ser levada a efeito, seria tanto ou mais inumana  do que a presente situação&lt;br /&gt;FranciscoPândega.(agricultor ) &lt;a href="mailto:e-mail—fjnpandega@hotmail.com"&gt;e-mail—fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; // blog-alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-496827810427354355?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/496827810427354355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=496827810427354355' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/496827810427354355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/496827810427354355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/08/alentejoagrorural-poltico-1-basta-que.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3383965109835082340</id><published>2007-07-18T08:50:00.000+01:00</published><updated>2007-07-18T08:51:11.855+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUAS GENTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1--- A União Europeia e a Organização Comum de Mercados  , vulgo globalização, vieram ,num curto espaço de tempo , alterar  completamente  as relações entre os povos  e destes com o seu mundo rural  As empresas , os capitais , as pessoas ,circulam e estabelecem-se quase livremente  ; industrias , comércios e serviços , surgem e desaparecem frequentemente  ; na bolsa fazem-se  as mais estranhas transacções .&lt;br /&gt; A instantaneidade   das comunicações fizeram do mundo  uma  aldeia global  . Ainda bem ,que assim é , já  que há mais diversidade ,intercambio  e melhor  conhecimentos entre os povos  .Mas , como em tudo na  vida ,há limites   e todos  os  governos  se  reservam   o direito de  condicionar o acesso a certas empresas consideradas  estratégicas Direito esse que também o nosso  governo já exerceu  .Em relação a nós ,falta ainda considerar os solo rural  como o bem mais estratégico  entre os estratégicos  já que do seu somatória  resulta a nação em toda a sua  dimensão .Trata-se de um  domínio altamente sedutor ,onde se jogam grandes interesses ,cuja abordagem requer alguma prudência  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Nestas circunstancias há uma pergunta que tem que ser feita :---  que se passa com esta região que , ao fim de quase um milénio  integrada no  pais , mais pareça   estar a deixar-nos e anexar-se  ao  pais vizinho ? Trata-se  de uma pergunta incómoda  ,com diversas implicâncias  ,que  ninguém faz  e muito menos responde  com saber e frontalidade. Façamos a análise  possível .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)---Não seriam necessárias medidas  de contenção  se o mundo rural alentejano  tivesse um  funcionamento normal .O que não é o caso já que está a ser convertido   num ElDorado extemporâneo que o mesmo será dizer objecto de uma enorme  e estranha colonização ,  impossível de acontecer na restante Europa ,da qual o Alentejo  é uma triste  excepção Como ninguém está mandatado para dar a  qualquer parcela do pais um destino  que não de enquadre  nos superiores desígnios regionais ,  pode  resultar  num caso de impugnação  senão mesmo em  agitação social . E  com todas as hipóteses de obter vencimento   já que , se,  por um lado, há o livre direito de estabelecimento no espaço comunitário , há , por  outro , o tratado fundacional de  Roma  que   consagra a defesa das regiões  e dos povos , que nelas  se integram ,do que se depreende que inclui o  espaço  vital  aonde se exerce a regionalidade. Desta forma caucionando  o livre direito de estabelecimento  no espaço rústico  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)--- O Alentejo é agricolamente um potentado que só por si dava e sobrava para alimentar  a nação, viabilizar o orçamento  , equilibrar a balança  de   pagamentos e anular o desemprego   Com os seus quinhentos  milhões de euros anuais de cortiça ( limpos, antes  do circuito  industrial )  daria  para viabilizar  todos os programas  mesmo os mais ambiciosos  .É , porem ,totalmente  daqui escamoteada. Estamos a falar de uma região riquíssima ,pois ,mas submetida a uma despudorada   rapina ..&lt;br /&gt;Não avança porque três quartos da região estão na posse  de cerca de dois mil  proprietários  que tem usado a terra explorando  desalmadamente  as gentes locais por cedências de campanha (seareiros )Esta situação  foi alterada com o Abril/74  e terminou aquando da adesão á comunidade  cujos apoios    requeriam  um certo vinculo á exploração .Sem um aproveitamento  eficaz cada vez mais nos vimos atolados  neste imenso  atasqueiro , onde quanto mais nos mexemos mais nos atascamos , caminhando na direcção  da  saída  da esfera regional   senão mesmo da  nacional ,como claramente já se nota .&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;c)---Face a tais desaires dir-se-á que as gentes alentejanas são de pouca valia. Daí  a atribuição de um chorrilho de  anedotas  depreciativas .Não é verdade .O que estamos é socialmente  desconjuntados   . Nem poderíamos ser melhores  , nem diferentes,  depois de  cento e setenta anos vergado ao livre arbítrio dos  que a usando  a terra , o poder  e forças da ordem , nos vergaram a seus pés fazendo-nos perder a identidade . Perdemos a capacidade  de abarcar toda esta envolvente e de lutar  por aquilo que é essencial :--o acessos a terra agrícola O sabor , o prazer de ter terra  e a sensação  de  ,com base nela,  termos uma palavra na sociedade , não  chegou a ser experimentada pela maioria de nós .Á terra liga-nos a cruel servidão  ao serviço de outrem .Isto tem sido demolidor para a nossa personalidade  .&lt;br /&gt;Contudo,  nas nossa veias corre  o  sangue dos  daqui recrutados para a grande vitória  de Aljubarrota ; dos vencedores das  constantes  sortidas  fronteiriças ,durante a idade média , por  parte dos nossos belicosos  vizinhos . Nós   somos os  descendentes dos vitoriosos  das sucessivas batalhas da restauração  .Estamos um pouco  em baixo , certamente , mas importa  considerar  que nas nossas veias circula  o sangue dos vencedores  e essa  gesta está latente  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--Com tão riquíssima região  agrícola , na posse de quem não lhe dá o devido  uso agro-social  e habitado por gentes desmotivadas , corre-se o risco de no-la  subtraírem    .Mas as coisas não são assim tão simples no domino agro-rural  E nós , os que fomos corridos da agricultura   do Ultramar ,  sabemos  que  é  absolutamente impossível  a manutenção de  agricultores , em espaço rural hostil por  oposição dos indígenas . Mesmo os detentores do Alentejo ,  aqui presentes desde  1835 , nunca se sentiram  seguros e tranquilos , não obstante o poder  que os apoiava . Houve sempre , da nossa parte,   uma  subserviência excessiva  que mais prenunciava uma resistência latente ,que escondia um incomodativo  misto de medo e desprezo E eles sempre souberam disso. Daí a desmesurada punição infligida aos  que manifestavam inconformidade   .Inseguros  , transformaram o Alentejo  numa terra  a rapinar da qual a cortiça é hoje , um exemplo bem eloquente Em suma :- um somatório de causas /efeitos que  colocam ,á  presente geração,  embaraços de grande monta  .Vou repetir-me com uma afirmação peremptória :-- Ninguém está  mandatado  para dar ao espaço  rural  um destino que não se enquadre nos superiores desígnios regionais&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor)///e-mail-fjnpandega@hotmail.com //// blog- alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3383965109835082340?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3383965109835082340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3383965109835082340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3383965109835082340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3383965109835082340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/07/alentejoagrorural-suas-gentes.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-2894938583563375514</id><published>2007-07-01T20:55:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T20:56:48.858+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOLOS AGRICOLAS :-- Seu uso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---“ Quem não  tratar da terra  terá que a vender ou arrendar  “ disse o  ministro da agricultura num noticiário televisivo  .Para quem  não está habituado  ouvir  decisões tão peremptórias , em relação ao uso da terra , não deixa de ficar surpreendido.  Fiquei  atento á repetição da notícia   assim como a   possíveis comentários .Nada . Foi uma não notícia em termos de comunicação social .Contudo , se aplicada  em todo o  sentido , que lhe está implícito , pode ser a medida emblemática de uma  época . Isto  porque ,  dadas as potencialidades de que vem  animada ,  ela pode  fazer parar o processo de desertificação do interior ; pode  tornar  possível voltarmos a ser  grandes  produtores de alimentos, de qualidade  e baratos , para os quais  temos especial vocação&lt;br /&gt;Pode ser o primeiro passo para assumirmos os nossos  deveres regionais e , como qualquer  comunidade rural que se preze, optar por  uma postura  vertical  perante  uns tantos  auto-designados investidores que mais não são  que  meros especuladores fundiários  ; assim como  em relação a uns tantos  portadores  de pseudo-ciências agrárias  que erram  vezes  sem conta .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2—Efectivamente o meio   agro-rural Alentejo  não está  a responder aos incentivos nem a contribuir como deveria para o esforço nacional .Daí precisar de medidas de fundo , abrangentes  e adequadas ás circunstancias .  &lt;br /&gt;Importa que , primeiro de tudo e a nível regional , definamos o que é um bom ou mau uso  dos solos agrícolas,  classificando-os segundo a sua  valia agrícola e   enquadrando-os   num dos três  seguintes estádios  :---&lt;br /&gt;--- Pousio regenerador  ou terra em descanso . Como indicador de limite máximo ,são os anos decorridos  desde a ultima  mobilização /cultura .Três anos  para as terras boas  (tipo A);  cinco nas terras medianas  (tipo C ) ; e até sete nas terras más , geralmente cobertas de montado ,do (tipo E) &lt;br /&gt;---Incultos produtivos são as terras agrícolas  cujos períodos  de  mobilização / cultura ultrapasse a idade indicada para os  pousios atrás referidos Há muitas terras nestas condições que  se escondem sob  a designação de caça , turismo , pastagem ,e outras . Nessas circunstancias  representam uma fraude  já que  nesse estádio , degradam-se os montados ,as pastagens , solos e há a propensão para os incêndios  É em relação a estas que a lei deve ser inclemente&lt;br /&gt;---Incultos improdutivos , muito comuns   fora da região  mas que entre nós se limitam  a uns escassos  dois por mil  São reduzidas manchas   em quantidade e dimensão , geralmente de  terrenos muito declivosos ,difíceis de arar   e muito erosionáveis .. Não devem ser mobilizados  não  só porque se erosionam   como há perigo para o operador de máquinas  .Está-lhe  reservada  a função de refúgio da fauna silvestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 3---  Não basta , porem , eliminar  os incultos produtivos  para que o  Alentejo se possa considerar agricultado . Qualquer dono de terras ,longínquo e marginal  ao processo , pode , por meio de um  telefonema ,  encomendar  desmatações   . A terra do Alentejo tem que ser usada por agricultores competentes , directos , efectivos  e profissionais , que as aproveitem ao nível da parcela  e dominem a complexidade  do saber fazer .Digo usada  e não apossada dado que  é indiferente para o exercício da actividade , desde que bem  regulamentada .A questão  da posse não  é urgente ela resolver-se-á   de uma forma natural ,  ao longo da presente geração , de acordo  com  a velocidade que se lhes queira imprimir  com  base na fiscalidade  . Urgente ,isso sim , é o acesso ao uso  O Alentejo  precisa de  explorações agrícolas  que tendencialmente se vão convertendo para a dimensão funcional  quer  por  subdivisão das excessivamente grandes  quer por  emparcelamento das pequenas .Atingida  dimensão  funcional , converter-se-ão  em indivisos E o  Alentejo adquire estabilidade  &lt;br /&gt;,Daí que a presente medida , anunciada pelo ministro ,  se bem que vá  no bom sentido , tenha  que ser complementada por outras  . Outras ,  tais como a aplicação dos  ditames  comunitários em relação ao agricultor elegível  e  aos apoios concedidos   de uma forma  modelada  e segundo os critérios agro-ambientais. .Definida a dimensão funcional ,as terras  excedentárias , terão  que ser objecto de uma imposto progressivo afim de serem libertadas para o seu normal uso . &lt;br /&gt; É só  isto. Mas sendo só isto , chega  para tornar desinteressante  a actividade dos especuladores fundiários  e suficiente  , como primeiro passo , para dar inicio  ao repovoamento  do território  ; chega  para dotar o  Alentejo   de uma comunidade  rural  activa e interventora  , com gente  que tenha  algo , de seu,  a defender .É a  única forma de subsistir  neste  mundo globalizado aonde os inaptos serão submersos &lt;br /&gt; .Francisco Pândega (agricultor )/// &lt;a href="mailto:e-mail-fjnpandega@hotmail.com"&gt;e-mail-fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; //// blog – alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-2894938583563375514?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/2894938583563375514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=2894938583563375514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2894938583563375514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/2894938583563375514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/07/alentejoagrorural-solos-agricolas-seu.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5284721937405112285</id><published>2007-06-19T19:18:00.000+01:00</published><updated>2007-06-19T19:19:11.964+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGIONALIZAMO-LO&lt;br /&gt;A nossa atitude para com a agricultura  ,porque contemporizadora e inepta ,urge  ser revista  ..São erros de programação , falta de realismo nas opções  , subsidiação com objectivos inconsequentes , manutenção de   direitos adquiridos absolutamente devastadores Tem que se assumir que a agro-ruralidade ,devido á sua especificidade,  requer  um tratamento diferenciado  não só em relação aos restantes sectores da economia , como ainda de região para região .Entender isto é vital .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1—É por não entendermos isto que , até mesmo na analise do sucesso  agrícola de outros países  aonde poderíamos retirar alguns ensinamentos , nos fixarmos no  acessório  e periférico   sem descortinar  o básico  e essencial.&lt;br /&gt;No  caso  da Irlanda , por exemplo , cujo sucesso  tanto se exalta ,atribui-se a tudo  menos ao facto de terem substituído as empresas agrícolas inglesas por  explorações  detidas  individualmente  pela  sua  comunidade rural  Em relação  a Espanha  não se diz  que o presente desenvolvimento  foi antecedido por uma agricultura sólida . Apesar  do seu desenvolvimento exponencial ainda hoje tem grande desvelo  pelo seu mundo rural É-lhes  proporcionado auxilio  na execução dos projectos  de uma forma construtiva quer ao nível da PAC quer regional  . Ate o sistema bancário , com base no qual estão a comprar o Alentejo ,  está adequado á agricultura  enquanto que nós privilegiamos as casas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- Assim se se explica  a mediocridade do nosso desenvolvimento contrastando com o dos nossos parceiros  comunitários não obstante termos condições naturais  excelentes   .Nós estamos  esfacelados  entre duas correntes de interesses cada qual defendendo o seu próprio modelo rural que podem assim ser caracterizadas :--- uma    protagonizada por uma minoria muito distante e ausente  , muito  influente  e endinheirada ,formada por compradores /especuladores fundiários assim como os herdeiros de sucessivas gerações ,  que mantêm a terra como  forma de engrandecimento pessoal e vida fácil sem riscos .Geralmente representados , aqui,  por uns tantos pacóvios ,  que andam á sua  babugem , mantendo-se    indefinidamente  num estado de moleza  e  subaproveitamento   &lt;br /&gt;E outra , por políticos , com sensibilidade para este tipo de problemas  , mas que as não as levam a pratica  por falta de um substrato de apoio ,na retaguarda , activo e esclarecido .Estão nesta caso :--&lt;br /&gt;---Mário Soares  com a lei 77/77,  no pós revolução de Abril,  que limitou o acesso a terra ,para dimensões  consideradas  suficientes para o exercício da actividade agrícola  &lt;br /&gt;--.Sa Carneiro ,com a portaria  111 / 81 aproveitou  a legislação  deixada por Mário Soares para instalar  alguns milhares de novos agricultores nas terras expropriadas ,   por processos  na linha da recém extinta enfiteuse  e,  como tal , com a possibilidade da aquisição por parte do respectivo agricultor  .&lt;br /&gt;-- mais recentemente Capoulas Santos ,  sobrassando   o ministério da agricultura , entre dois QCA que lhe limitaram  a acção ,também tomou medidas  no sentido de morigerar  a vida agrícola regional . Estão nesses caso  o fisco sobre as terras , o banco de terras a modelação das ajudas . Medidas só por si de grande efeitos   e que , em conjunto  com as duas  personalidades  anteriores , seriam as necessárias e suficientes para pôr em ordem o mundo rural   alentejano&lt;br /&gt;Mas , no Alentejo há sempre um mas ,este  azar que  não nos larga .E,  ou porque tenham sido substituídos inoportunamente  ou  porque tenha   sido assassinado ,  nada restou  de tão boas intenções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3—Não sou dos que acreditam que isto  acontece   por efeito de uma qualquer  maldição que impenda sobre o Alentejo   .Estou mais inclinado a pensar  que,  no nosso firmamento  , há uma má estrela que não gosta de nós Se não for  isso  como se compreende  que  nada reste  da intervenção destes três políticos ?  Ou então da promessa de  Abril de se proceder  a  uma reestruturação fundiária ,  já que  tudo voltou  ao principio como se nada tivesse acontecido  ?.Claro que as estrelas  não interferem nestas questões  e atribuir a elas as nossas insuficiências , só serve como escapatória   e desresponsabilização &lt;br /&gt; A verdadeira razão reside  no  facto de estarmos ligados politica e  eleitoralmente  ao norte do pais , aonde há um maior poder de voto , e os  eleitores  agem movidos por outras motivações e jamais para  nos ajudar na superação da questão fundiária&lt;br /&gt; É esse o problema  e a solução seria a regionalização , perfeitamente  consagrada  na constituição ,mas que por ironia do destino , da má estrela  ou seja lá do que  for,  não avança   Regionalizados e libertos de interferências  ,certos de que temos entre nós  políticos com sensibilidade para os problemas rurais  ,num ápice alcandorarmo-nos-ìamos para os píncaros do desenvolvimento ,. ja que temos o essencial :--uma região vasta e ubérrima  que só espera ser libertada  .Mas o  tempo urge tendo em conta que estamos a ser alvo   de uma estranha   diáspora, apoiada por muito dinheiro ,que se estabelece  , de uma forma larvar  mas muito eficiente e discreta ,  deixando petrificados ,os nossos moicanos autóctones.&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor ) ///e-mail  &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// blog—alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5284721937405112285?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5284721937405112285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5284721937405112285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5284721937405112285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5284721937405112285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/06/alentejoagrorural-regionalizamo-lo_19.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5215819961788092852</id><published>2007-05-27T21:19:00.000+01:00</published><updated>2007-05-27T21:23:01.876+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROPRIEDADE RÚSTICA – sua alienação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---A terra é mãe. Logo, não se vende. A mãe não se vende porque somos humanos e a terra também não por imperativo de sobrevivência.&lt;br /&gt;Dantes, alguém que alienasse a sua terra era tido por indigno dado gorar as expectativas dos herdeiros pagando, com opróbrio, esse acto. E traidor, não raro pagando com a vida quem ousasse dar-lhe um destino que não se compaginasse com a integridade da pátria&lt;br /&gt;De há dois séculos , a esta parte, e ao invés do usual antes, a terra alentejana tem sido alienada sem critérios de selecção, como se de um objecto descartável se tratasse. Despida de valia afectiva, fica disponível para ser apossada pelas mais estranhas criaturas, das mais longínquas proveniências, portadoras dos mais estranhos propósitos. Sem olharmos a sua origem, mas seduzidos pelo dinheiro que transportam , entramos num claro processo de destruição dos valores, vendendo o inalienável, sintoma de grave decadência sócio /regional .&lt;br /&gt;Estamos a falar de propriedades rústicas. Estamos a falar de uma inumana colonização, com inicio há cento e setenta anos e que agora toma contornos mais graves dada a contiguidade com o pais vizinho. Embrulhamos no mesmo conceito liberal, áreas rústicas, (que o mesmo será dizer o espaço físico regional) com as restante actividades, sem ter em conta que estas porque itinerantes, de geografia variável e fungíveis, contrastam com a perenidade, estabilidade e valor histórico /afectivo do espaço rústico. Os povos sabem que espaço rústico e liberdade são questões interligadas. Daí que, cada qual, á sua maneira e pelos seus próprios meios, encontra formas de o preservar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- O nosso drama regional consiste em a maior parte do Alentejo estar inoperacional, em termos agrícolas, e isso tornou-se possível porque houve o cuidado de anular a comunidade rural, tornando-a amorfa em relação a este problema. Disto resulta ser apossada por pessoas incapacitadas só o  detendo porque não são escrutinados tal como as actividades politicas; por absentistas que se mantêm porque o mercado não os afecta tal como as restantes actividades económicas ;  porque praticamente não são tributados  como os restantes  contribuintes ; e porque sendo a terra um bem comum, no sentido lato da palavra, não prestam contas do uso que lhes dão aos representantes da comunidade rural. Em suma, sem condicionantes, tornou-se num regabofe agro-rural  que nos arruína económica e socialmente &lt;br /&gt;Certos de que o nosso drama resulta da transmissão da propriedade rústica, merece a pena analisa-la em duas épocas distintas: -- antes e depois de um período bastante turbulento, que foi o ultimo quartel século XVlll e princípios do seguinte. Tudo aconteceu. Nada ficou como dantes: -- um terramoto, uma peste, a fuga da família real; os confisco das ordens religiosas, as invasões francesas , a perda de Olivença, dificuldades com os ingleses, só para falar dalguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)— Antes  daquele período de referência, as formas de transmissão da propriedade rústica eram: --&lt;br /&gt;--- A herança perfeitamente regulamentada pelas leis do sucessório, ainda hoje em vigor. Exceptuando a lei do morgadio que consistia na indivisibilidade e manutenção de uma certa propriedade agrícola na configuração original, destinada ao sucessor a quem era cometida a representatividade da linhagem. Formula interessante nalguns aspectos (ser indivisa e haver alguém preparado para a administrar). Se despida da carga negativa resultante da nobreza, essa formula tem possibilidade de aproveitamento&lt;br /&gt;O  que , aliás,  acontece ,de hoje em dia , na Europa mais desenvolvida.&lt;br /&gt;--a doação era feita em beneficio de qualquer pessoas em relação á qual o doador tivesse uma dívida de gratidão. Mesmo para os municípios, no âmbito dos forais, a partir dos quais se formaram grandes baldios ou compartes, ainda hoje existentes no norte dos pais Também havia doações á igreja por donos de terras, tantas vezes com eles próprios optarem pela vida eclesiástica. Se bem que menos do que dantes, ainda há quem, movido por fervor religioso, ainda faça doações e pague promessas&lt;br /&gt;---Aforamento era a forma mais comum de cedência de terras a quem as trabalhasse. Destinava-se, para alem de fazer face a crescente necessidade de alimentos, a pôr em pratica um sistema defensivo com base no povoamento . Recordo que com a aplicação da lei das Sesmarias povoou-se uma faixa fronteiriça, para conter as surtidas castelhanas, situação ainda hoje bem visível. Todos os povoados têm, na sua periferia , uma área de foros muitos dos  quais  conservam essa denominação&lt;br /&gt;O aforamento ou enfiteuse incidia sobre os baldios, que eram talhonados, em sesmos, os quais ,por sua vez ,  eram subdivididos em courelas e atribuídas, sob a forma de aforamento, “a quem a trabalhasse “ , mediante o pagamento de uma foro anual, hoje imposto autárquico. Também as igrejas cediam as suas terras, dividindo-as em pequenas herdades, afim de nelas residirem meia dúzia de famílias (uma questão de defesa contra bandoleiros )  que aforavam mediante o pagamento de um foro em espécie (trigo, azeite, carne, etc.) Importa notar que a igreja, para a alem da ministrar os evangelhos ,tinha a seu cargo o acolhimento dos desvalidos , o ensino a diversos níveis,  assim como  tratava as enfermidades  . Daí o foro ser pago em espécie e deferido ao longo do ano O contrato “foro” dava todas as garantias de permanência do agricultor, enquanto trabalhasse a terra e procedesse ao seu pagamento. Posteriormente e, por acordo entre as partes, era remido  com a consequente plena posse . &lt;br /&gt;---A usucapião  e posterior direito consuetudinário consistiam em considerar legal o apossamento  de  uma terra  desde que não houvesse contestação por parte de terceiros Também era usado nas oliveiras enxertadas em zambujeiro  e na  nas terras onde se instalasse um colmeal. Geralmente  feitos em terras baldias  que,  na medida em que eram aforadas,  as  oliveiras e colmeal não entravam no contrato ..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)—Após aquele período  tudo se alterou e a venda de terras começou a processar-se a esmo e sem restrições de espécie alguma Uma grande herdade  do Alentejo esta perfeitamente ao alcance  de qualquer pessoas  mesmo  se pouco recomendável Esta pratica teve inicio  com a venda dos bens nacionais , .em Lisboa , .que o mesmo será dizer  das terras alentejanas  que haviam sido confiscadas á igreja . Começou aí o drama alentejano . A venda dessas  terras  pressupunha a manutenção do foro  ,que  era individual e intransmissível ,A nação estava exausta  . Devia  dinheiro a toda  a gente  . Os  funcionários reclamavam os salários em atraso .A manutenção do exército era  feita a credito..  Estamos a falar de 1835  e não nos tempos mais  recentes  .&lt;br /&gt;Os beneficiários  foram uma burguesia  endinheirada   que emergiu no pós invasões francesas . .Sendo a posse da terra limitada aos agricultores  directos , nobres  e igreja , a voracidade pela sua  obtenção  tinha muito a ver com o prestígio  que esta  lhes conferia   .Isso valeu-lhes a designação de  “devoristas”  .Bem apoiados  depressa  se apoderaram de todos os poderes ,das terras e gentes alentejanas . Repartiram ,entre si , os imensos baldios comunitários alentejanos  o que foi considerado um “esbulho”&lt;br /&gt;A partir de então ,as gentes locais rebaptizaram-nos  de  abutres .Nome  de ave de rapina  que bem caracteriza a sua pratica &lt;br /&gt;O aforamento , se bem que em vigor ate 25 de Abril 74 , não voltou a ser praticado  dado não haver terra baldias disponíveis     e os presidentes dos municípios  serem eles  . Só no Ultramar continuou  .&lt;br /&gt;Começou a era dos seareiros , do aluguer de terras á campanha ,  da venda de pastagens e outras formas precárias absolutamente incompatíveis com a agricultura .Nem sequer  compatíveis com o  critérios da PAC que impõem um período mínimo de cinco anos  de actividade&lt;br /&gt;.Senhores todo poderosos  do Alentejo e suas gentes , refeitos do susto  da revolução de Abril , parece   terem  concluído  que chegou o fim da sua actuação  A venda aos  estrangeiros , sem pejo nem engulhos ,  é solução  encontrada .Mais uma vez  e agora,  ao que  parece , para sempre , a comunidade rural  residente  fica arredada .É o destino dos vencidos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3---- É obvio que o mundo rural alentejano ,em roda livre como está  ,  agrada a dois tipos  de gente :--- aos conhecidos donos do Alentejo , que se movimentam livremente ,  sem prestar contas á comunidade do  uso que dão ao espaço agrícola ,que lhe foi concedido , nem da forma como o alienam ,  e , por outro lado , aqueles que ,com iguais  propósitos ,  têm em mira  substitui-los   .Jamais  á comunidade rural  estabelecida,  que vê abalar-lhe  definitivamente a possibilidade  de,  ela própria , retirar o Alentejo  deste atoleiro  e construir uma  comunidade prospera , que emparelhe  com as outras  regiões europeias,  em termos de  igualdade ,de dignidade  e prosperidade .&lt;br /&gt;A justificação para  a discordância com a forma como a terra esta  a ser alienada , é básica , simples intuitiva   e consensual :--  tal como ninguém  pode  conduzir um carro , receitar um medicamento  , erigir uma casa ,candidatar-se a alguns fundos comunitários , sem determinadas condições profissionais   , também ninguém deveria  poder  adquirir uma propriedade rústica (de dimensão agrícola )desde que não  enquadrasse  nos superiores desígnios regionais .&lt;br /&gt;F.Pândega (agricultor )//e-mail FJNPandega@hotmail.com.// alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5215819961788092852?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5215819961788092852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5215819961788092852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5215819961788092852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5215819961788092852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/05/alentejoagrorural-propriedade-rstica.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5786758671983440346</id><published>2007-05-10T15:52:00.000+01:00</published><updated>2007-05-11T08:46:28.324+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural ~&lt;br /&gt;e a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGRO-SILVO-PASTORÍCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---AGRO-SILVO-PASTORÍCIA , significa agricultura (culturas anuais), montado e gados ,explorados de uma forma integrada comportando os subsistemas olival ,regadio e vinha complementarmente No seu conjunto constituem a genuína essência de estar no mundo rural regional .&lt;br /&gt;Com base nele produzimos, destinados á exportação , sem restrições , cortiça e carne de porco de montanheira ; com algumas limitações, vinho , e álcool ,se conseguirmos produzir uvas baratas ; azeite, desde que se tratem dos olivais e se apanhem as azeitonas , podendo , facilmente passar das actuais 25.000 toneladas para as 60.000 toneladas /ano de há décadas atrás ; e regadio , designadamente tomate para a industria/exportadora , agora que há agua , em abundância, e os equipamentos de rega são itinerantes. Para auto-consumo, incluindo um previsível aumento do turismo gastronómico, podemos produzir vinho e cereais; hortaliças, frutos e legumes; carne de suíno, bovino , ovino (borregos ) e caprino ; enchidos, presunto, queijos e azeitonas.&lt;br /&gt;Produtos de superior qualidade , quer em termos palatáveis quer de salubridade , os quais , porque com baixos custos de produção ,são perfeitamente competitivos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2—COM BASE NO SISTEMA que a seguir de enuncia e que ,para alem da produção preserva o meio ambiente ,é-nos não só possível tornamo-nos auto-suficientes , como até exportadores de alimentos a partir do Alentejo Assim nós consigamos a indispensável coragem e visão para a remoção dos persistentes bloqueios ao mundo rural certos de termos o essencial :--dimensão , vocação do meio e gentes com” o querer e saber fazer.”Terá que , antes de mais , organizarem-se as explorações de acordo com as características e comportamento do meio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.a)---BREVE CARACTERIZAÇÃO Esta imensa planura ,contem cinco tipos de solos ,perfeitamente catalogados e que podemos agrupar ,para simplificação agrícola , em dois grupos :-- 70% dos seus solos são de relativa produtividade cerealífera mas a aptos para os montados o que os torna imensamente ricos .Os restantes 30% de excelente qualidade para cereais, vinha ,olivais e regadio , dispersam-se ,pelos primeiros , de uma forma aleatória, com maior incidência em Beja e Elvas&lt;br /&gt;As características mais marcante são a forma como se vai alterando a produtividade do solo e a decrepitude dos montados , quer por intervenção excessiva quer por defeito Conhecer a sua evolução é, porem , indispensável como forma de organizar os sistemas agrícolas , como a seguir enunciamos .De uma forma simplificada e destinada somente a fazer-se uma ideia de como evolui .Ao  deixarmos uma terra , normalmente submetida a cultivo, votada a pousio ,seguem-se-lhe uma período médio de sete anos de pastagem ; depois outros tantos anos em que a pastagem dá lugar a ervas grosseiras e arbustos (do tipo savana rasteira ) fase de depreciação em termos de fertilidade dos solos perda de valia das pastagens e acentuada decrepitude dos montados .Findo o qual começa outro ciclo dominado pelos musgos . Estes cobrem o chão por grossas carapaças que o asfixiam e lhes alteram as características físico-químicas .Sendo os musgos parasitas vegetais , apoderam-se das arvores sugando-as e depauperando-as . Estas , exangues , perdem a capacidade de se reproduzir, sobrevindo a morte a muito curto prazo Atingido o estádio designado por clímax , temos o Alentejo dos matagais inóspitos, agressivos ,pegajosos e muito combustíveis ,de outrora .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b--- A EXPLORAÇÃO TIPO .É sobre os 70% de terras menos boas que a nossa acção deverá incidir .Isto porque são as mais vulneráveis á degradação assim como as que terão que ser objecto de uma politica florestal (montados ) consistente Sendo assim e como exemplo , elegemos um exploração de media dimensão que ela própria contenha ,em si e nas devidas percentagens , o Alentejo agro-silvo-pastoril no seu todo .Essa exploração” tipo” terá 160 hectares, dos quais 120 são menos boas (D+E +/- 70% ) Metade destes estão cobertos por montado e os restante, de terras campas ou descampado , para reflorestar Na outra parte , com tratamento diferenciado , procede-se a um cultivo mais intenso , com cultura de cereais , olival e/ou vinha , (se estiver na bacia do Guadiana) e regadio, se houver baixas , ou sobre o alqueive como cultura de revestimento É este o protótipo regional .&lt;br /&gt;Essa área de 70% será compartimentada em sete folhas .Sabe-se que cada folha corresponde a um ano de cultivo só voltando a ser mobilizada sete anos depois .Assim , essa periodicidade de sete anos é o tempo suficiente para a regeneração espontânea do montado afim de se escolherem as arvores de substituição ; é o numero de anos intermédio entre cada poda do montado ; é a idade do pousio em que readquire o pico de fertilidade ; é o período em que a erva se mantêm valida para pastoreio .Foi por se terem diminuído esse numero de anos de pousio que ,em 1930 ,se iniciou a desertificação do Alentejo já que se encurtou o seu numero de anos e, com isso , impossibilitou-se a sua regeneração Como se isso não bastasse , na década de cinquenta generalizou-se o uso dos tractores os quais , usados por quem não tenha interesses directos no montado, se transformaram em autenticas maquinas destruição .Assim se compreende que, nos montados de hoje , escasseiem arvores com menos de meio século de idade ,tantos quantos a da mecanização .&lt;br /&gt;Afolhada essa parte da herdade estabelece-se a rotação de culturas de acordo com a fertilidade de cada parcela . Que vai das melhores com uma cultura de trigo na cabeça da rotação e aveia nas relvas subsequentes .Nas piores ,cultivam-se proteaginosas ,como tremocilha para os ovinos , (dantes eram tremoços , para amaciar a terra ) ,ou uma simples forragem .&lt;br /&gt;Esta é a base agrícola regional a partir da qual se podem fazer tentativas de alteração pontuais ,sim , mas deixando sempre a porta aberta para o mais do certo retorno ao bom porto de abrigo agro-silvo-pastoril .Este , sim , o sistema tradicional onde o sucesso é garantido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3—TAL COMO ESTÁ , porque com as regras subvertidas, o desenvolvimento do espaço agro-rural regional é absolutamente impossível .Daí a necessidade imperiosa de se porem em prática medidas conducentes á sua humanização .Obviamente com base no principio das regras do mercado e visando , para alem do abastecimento interno , a exportação ;com a transmissão da propriedade agrícola , entre as gentes locais ,condicionada aqueles que se proponham dar-lhe um uso consentâneo com a sua indispensável multifuncionalidade . Jamais permitindo a especulação fundiária já que esta só é possível porque as regras do mercado não funcionam e a comunidade rural está incapacitada de impor fórmulas moderadoras. .&lt;br /&gt;Basta de experiências colectivistas que tantos nos envergonharam há trinta anos ,seguidas do retorno aos responsáveis pela nossa debilidade regional cujas consequências estamos a pagar hoje . Como não há duas sem três , e porque eles ,se bem que continuem a não dar conta do recado , mantém-se incontestáveis permitindo-se até a sua substituição por bem financiados estrangeiros ,Seduzidos pela abundância de dinheiro não deixa , porem ,de configurar ,no mínimo , uma traição á empobrecida comunidade rural tradicional. Ignorando que somos nós "quem tem o saber e quer fazer” , estamos embriagados por uma estranha miragem agrícola ,exterior e longínqua , que acabará ,logo que as suas teses inovação/sucesso feneçam , tal como as anteriores , adoptem o sistema atrás descrito ,da nossa autoria , mas que , por incapacidade de aceder á terra , estamos impedidos de implementar. Acometidos por uma estranha tentação agro/suicidária estamos assim a comprometer o futuro regional de uma forma irreversível .Francisco Pândega (agricultor ) //// &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com////"&gt;fjnpandega@hotmail.com////&lt;/a&gt; alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5786758671983440346?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5786758671983440346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5786758671983440346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5786758671983440346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5786758671983440346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/05/alentejoagrorural-e-agro-silvo_4208.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5840905332249191180</id><published>2007-04-17T17:37:00.000+01:00</published><updated>2007-04-17T17:38:04.331+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÁ TARDA &lt;br /&gt;1---Já tarda a  assumpção da consciência  de que,  sendo o Alentejo   uma das regiões agrícolas potencialmente  mais ricas do mundo , não pode continuar a ser das mais pobres da CE . Já  tarda  o  enfrentar-se a presente situação   , com coragem e denodo  , impondo  ,mais do que  reformas mitigadas , roturas  profundas  com os factores  que obstaculizam  o nosso desenvolvimento . Esta pungente situação é típica dos  colonizados  que , perdendo   a capacidade de luta , se submetem á voragem dos conquistadores . Não há alternativa . Ou se luta pela recuperação do nosso território , em mãos dos autóctones , como nos fizeram os africanos do ultramar ,aplaudidos  por toda agente ,  ;  ou continuamos de braços caídos , conformados com esta nova ocupação , que é a continuação da aqui vigente desde há 170 anos e responsável pela degradante situação social e económica em que nos encontramos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 ---  Submetidos à  mais despudorada rapina e cometendo grandes asneiras  agrícolas  , caímos num  estado calamitoso de letargia , de  perda de auto-estima muito  preocupantes  . Senão repare-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)--- Já durante a actual geração ,  mais propriamente a partir  de  1985, entrou  muito dinheiro ,  no mundo rural alentejano , quer de origem comunitária   quer , quantias ainda maiores , resultantes da sobrevalorização da cortiça   Sem resultados perduráveis, já que o mesmo  ou foi desviado para actividades exteriores á região ou  aplicado , sem resultados , neste tecido  fundiário viciado.  Para  tal concorreram as mais estranhas e bizarras iniciativas  agrícolas  sempre aureoladas de soluções  salvadoras  , mas todas, umas a seguir as outras, a breve trecho se foram transformando noutros tantos  desastres  económicos   .&lt;br /&gt;À margem dessa  fúria  agrícola  ficaram os ignotos agricultores tradicionais  , marginados nos apoios ,  apelidados de atrasados e arcaicos,  a manter as raças de animais ,  variedades  de plantas   e os sistemas agrícolas  adequados ao meio que, agora, com as medidas agro-ambientais, estão a ser repescados .Foi o bom senso  tradicional  a não embarcar em aventuras .&lt;br /&gt;--- Quem não se lembra da Odefrutas, um projecto megalómano, solução milagrosa, de produção de hortofrutícola, para a empregabilidade e obtenção de fundos? Bastou um pé-de-vento, mais forte, que rasgasse os plásticos, mobilizasse a areia e subterrasse as culturas, para deitar por terra esse tão auspicioso quanto falacioso projecto.&lt;br /&gt;--- As enormes searas de trigo de regadio, só possíveis porque muito bem subsidiadas, levaram a que produção regional desse cereal caísse para níveis nunca vistos. Milho, girassol, beterraba sacarina, algodão, culturas de regiões quentes, onde chove no verão, desapareceram com a cessação dos subsídios, dado ser esse, o móbil da cultura. &lt;br /&gt;--- Subsidiou-se o arranque de muitas centenas de hectares de olival para se plantarem outros igualmente subsidiados alguns de fora da bacia do Guadiana, aonde está por provar que sejam rentáveis.&lt;br /&gt;--- Plantaram-se vinhas para alem das cotas habituais. O excesso de produção está a complicar as vendas. Atravancadas por paus, arames e tubos, que encarecem a exploração e tornam impraticável  a seu  aproveitamento pelos ovinos  ,faz recair  todos os custos de produção  sobre o vinho ., diminui-lhe a competitividade. Breve virá o dia em que se reclamam subsídios para o arranque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)--2005 é o ano da entrada ,  em força ,  dos espanhóis  , com uma estranha estratégia de aquisições  de terra suportada por muito  dinheiro   e uma aureola de modernidade  e competência ,projectos e propostas análogas as que nos vínhamos  habituando desde os fundos comunitários  Com inicio  numa faixa junto da fronteira   em breve  chegaram ao mar  .Como reacção ao  primeiro embate  ,e tendo em conta a inoperacionalidade  dos  actuais donos do Alentejo ,  foi de que “venha  quem  vier  não pode ser tão mau como estes  que cá estão  “ Tal o estado de decepção em que nos encontramos   Mas as coisas não são bem assim E quem já andou por outras paragens  e viu  o comportamento do colonizadores  sabe que esta não é uma simples experiência colonizadora .Envolve já uma área considerável  e    muitas centenas de milhões de euros  É a sério  ,  do mais pura e duro ,  e feita  com profissionalismo  , sem alarde ,   mais parecendo que nada está a acontecer  É  para ficar , mais a mais , tendo em conta  o nosso  estado de desespero rural ,  tudo se ajeita para lhes facilitar a vida .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)— Nesse quadro ,  há um cenário que se pode aventar , e que ira terá a seguinte sequência .  Enquanto for possível manter  a actual liberdade de expressão as posições políticas extremam-se. Os beneficiários de empresas e os seus acólitos filiam-se em politicas de direita, enquanto que a mole humana, dos trabalhadores, muito mais b numerosa , na esquerda ; aliás o Alentejo é o paradigma dessa circunstância. Em termos eleitorais isto tem consequências e, tal como na América Latina, acabará por degenerar em turbulência. Resguardar-se-ão por “ seguranças “ que mais não são do que milícias armadas privadas , tal como nas explorações coloniais. &lt;br /&gt;Por outro lado, os bons trabalhadores rurais alentejanos  , acostumados  sê-lo  enquanto tiverem a esperança de  vir a ser agricultores , por conta própria ,apercebendo-se dessa  impossibilidade  , emigram para onde possam trabalhar ,  inclusivamente na terra  , mas sem o desprestígio da servidão que  os envergonha na própria  A mão-de-obra magrebina substitui-los-á o que apressará a debandada dos restantes.&lt;br /&gt;O êxodo para as cidades recrudescerá com as consequentes pressões sobre os sistemas sociais, tal como nos países do terceiro mundo . Para os manter, porem, é preciso  dinheiro. Como este tipo de explorações agrícolas são subsidiárias de outras, com sede alem  fronteira   , também será lá a sede fiscal .Daí que, com dinheiro á mingua, é melhor nem pensar no que pode acontecer. A inconformidade com a nova situação  alastrara mas ,tendo em conta a degradação  social  a que   chegamos , nada ,com  efeitos práticos  , acontecerá  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 –Com isto não é dizer que ,  se bem que  tarde ,  ainda não seja  possível reverter  a situação .Importa porem  que se use firmeza  na aplicação dos instrumentos  que dispomos para o efeito  , como abundantemente tenho referido  em /// alentejoagrorural.blogspot.com///  A salvação do essencial   passa  pela  limitação  da dimensão da propriedade rústica por meio da reformulação  da actual  lei dos indivisos , de forma  a que,  para alem dos limites mínimos de fraccionamento ,  também  imponha um teto máximo de dimensão , taxando as áreas que vão para alem  do suficiente para  o normal exercício da actividade agrícola  .O meio  será unicamente o fisco e a base será a pontuação em função da capacidade de uso dos solos   . Resultam terras excedentárias,  com destino  as jovens universitários que , enquadrados  por agricultores experientes ,  irão constituir uma quadricula  povoadora  ,formada por  agricultores  efectivos  , livres  ,participativos,  assíduos  ,única forma de salvaguardar os superiores desígnios regionais . &lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor) &lt;a href="mailto:–fjnpandega@hotmail.com"&gt;–fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt;  /// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5840905332249191180?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5840905332249191180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5840905332249191180' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5840905332249191180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5840905332249191180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/04/alentejoagrorural-j-tarda-1-j-tarda.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-3056732653747243233</id><published>2007-04-04T12:15:00.000+01:00</published><updated>2007-04-04T12:16:04.568+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;E o nosso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHÃO SAGRADO&lt;br /&gt;1----Assusta-me  o facto  de  ,ao  abdicarmos  do  nosso  chão sagrado ,  em beneficio de estrangeiros , estarmos a desarmar  as nossas defesas básicas esquecendo-nos de que  o porvir é sempre incerto  Certamente  que a construção europeia não vai falhar . Mas mesmo assim é um risco muito elevado Enquanto isso , outros povos ,inclusos  os nossos parceiro comunitários , e ao contrario de nós , mantêm intacto  e impenetrável  o seu mundo rural , na posse da sua comunidade residente  ,naturalmente forte e inflexível, em termos de regionalidade ,  pronta para todas as eventualidades .Não desarmam, como nós .&lt;br /&gt;Assusta-me  a ligeireza  com que  os donos de vastas  terras , a quem  a comunidade rural local concedeu  a sua  detenção e   que ,  traindo os principais básicos da lealdade  regional, a  alienem a estranhos ao meio , como se esta fosse um simples objecto descartável  Estamos a falar de terra ,ou seja  do espaço pátrio  ; estamos a mexer nas nossas raízes ,aonde mais dói ; . estamos a falar de uma comunidade rural   que ,  se bem que enfraquecida , a prudência aconselha  a que não seja  traída  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---Até aqui e enquanto a terra  se mantivesse  entre nacionais , sempre havia a esperança  de virmos a humanizar o nosso mundo rural  .O 25 de  Abril é  testemunho dessa possibilidade .As transmissão entre os locais são  normalíssimas  numa sociedade de mercado .Mas  uma transferência deste  tamanho  e a esta velocidade ,  impõe a tomada  de medidas  de contenção dado  os valores em causa  Este é um problema toca  a todos .&lt;br /&gt;Para já é a comunidade rural que perde a esperança  de se  libertar de suserania fundiária ; a  urbana cuja maioria ,  quer directa quer indirectamente , vive do estado ,na medida em que  as receitas geradas no Alentejo vão para o exterior , podem vir a ver questionados os seus direitos adquiridos .Ajudar-nos impõe-se &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)---O nosso mal  é não  percebermos  que ser medico, electricista,  fabricante de automóveis ,etc , são-no  tanto no  Alentejo como em qualquer outra região do mundo .Mas ser agricultor no Alentejo , e pretender sê-lo noutra região ,porque num meio  diferente ( clima  , espécies de animais e plantas , sistemas , calendários , mercados  agrícolas ,etc ), tem de se  aprender de novo .Mas o inverso também é verdade Esta onda colonizadora , como que “ possuídos  por um frémito de  dilatação do império” , por muitas malas de dinheiro que tragam consigo , o normal seria  que tivessem a humildade de aprender com os que cá estão ,o que não é fácil , e de integrar-se na comunidade residente , o que é praticamente  impossível  . Não aceitando estas soluções ,tornar-se-ão   iguais aos que vêm substituir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)--È gravíssimo   não entender  que a agricultura  é parte integrante de outros valores ,tão ou mais  elevados ,designadamente do povoamento  harmónico do território,  por residentes, como forma de garantia da soberania; a manutenção de uma paisagem  humanizada  ; o ser   guardião  das nossas raízes histórico/ culturais   em permanente  activação   através dos usos costumes e tradições  ; e ,agora , a breve trecho , fica-lhe cometida a função  de  almofada  aonde se esbatem ,  e perdem efeito ,  os desmandos e irracionalidades  gerados em meios urbanos , impactos que  só uma comunidade rural sólida e forte  tem condições para aguentar . &lt;br /&gt;Porque estamos absolutamente  desarmados ,quer moral  quer  instrumentalmente  , para estancar  esta impetuosa aquisição territorial,  temos  que nos socorrer  de  soluções de emergência&lt;br /&gt;Essas ,  e á falta de melhor,  são as autarquias através dos  seus autarcas já que é preciso ter legitimidade electiva para tomar as medidas  duras  que  se impõem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c--- De facto  nós não estamos preparados  para enfrentar este novo e muito estranho desafio Sendo o mundo rural um sector muito estático  mas também muito sensível , esta interrogação obvia  terá que ser respondida ! Com  que legitimidade ? Evidentemente  que nada pode ser  feito de uma forma atabalhoado tal como a reforma agrária de há trinta anos &lt;br /&gt;As câmaras municipais,  porque órgãos de poder, têm legitimidade  para intervir  no espaço  municipal E neste domínio também  ,pelo menos  enquanto as  CCDRA ou a DRAA não forem reactivadas para esse efeito  ,&lt;br /&gt;Requerendo o apoio dos serviços geográficos e cadastrais , conservatórias de registos  e finanças , apoiados por um gabinete de conversão  de áreas  em pontos ,conforme a capacidade de uso dos solos,(  ver blog alentejoagrorural ,blogspot.com ---Setembro de 2006   O QREN  - ) obtém-se   ,de facto os  instrumentos  e a legitimidade suficientes para o efeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d)--- Com a mesma  legitimidade com que condicionam  a  volumetria de um  edifício , poderiam regular a dimensão  das explorações  agrícolas para o nível funcional , por meio  da  IMI –rústico  ,  que já faz parte das suas atribuições &lt;br /&gt;--- Com a mesma legitimidade para licenciar explorações agrícola /florestais , pecuárias intensivas , turismo rústico ,etc ,também  condicionar  usos agrícolas desviantes  impróprios para determinadas parcelas (erosão, regeneração dos montados, exaustão dos solos , conspurcação  de aguas   )&lt;br /&gt;--- Com a mesma legitimidade  com que impõe  uma construção  ou assume administrativamente a posse  de  determinado  trabalho ou talhão , poderia  impor regras de funcionalidade agrícola  ou  proceder a substituição dos  agricultores  absentistas , relapsos ou incoerentes&lt;br /&gt;---- Tal como concede licencias para  exploração  de determinados estabelecimentos,  sob certas garantias,  também poderia  limitar o acesso a terra a quem não oferecesse garantias de proceder a uma exploração , eficaz ,profissional  e assídua  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-- . Para conhecerem  o nosso estado de alma  e das razões  que nos assistem, experimentem  a fazer na  contigua França , restante Europa , (leste inclusa ) , em Africa ,América latina  ,o mesmo que estão a fazer aqui  e depois compreenderão a razões porque os povos resistem ,usando os meios adequados ,á instalação no mundo rural (nós os que fomos agricultores em Africa e tivemos experiências noutras partes  sabemos do que falamos ).&lt;br /&gt;De facto ,isto  assim não pode continuar .Sob pena de nós próprios  começarmos a ter a sensação  de estarmos  aqui a  mais .Com isto não é defender um meio fechado , isolacionista ou xenófobo É assim a natureza das coisas E nestas questões não há amigos .Há interesses  .Há o domínio . E quem governa tem que se precaver contra isso .&lt;br /&gt;Que venham e compitam,  aqui  ,em termos de igualdade , connosco e com outros ,  no comercio industria ,serviços etc, muito bem .  Que candidatem o tratado de Tordesilhas á  Unesco ,esquecendo-se que nós somos a outra parte, um esquecimento qualquer um  tem ;   que  se criem programas  transfronteiriços com as mais diversas finalidades e as  mais estranhas intenções ,com sede cá ou lá , isso não é  importante  ;  que o representante da Extremadura ,pessoa muito cordial  e afável , se desdobre em manifestações de boas intenções ,  sem que  vez alguma mencione a detenção de uma  boa parte do Alentejo poderia ter sido um inoportuno olvido.  Tudo certo ,.tudo bem,  menos bulir com o nosso chão sagrado.&lt;br /&gt;Não  só porque somos nós quem tem o querer e saber fazer , como   nós somos o seu fiel  depositário  , incumbidos  de o transmitir as gerações seguintes Trata-se de uma desígnio histórico .E ,em relação a isso , nossa  história  comum  é bem clara FranciscoPandega(agricultor)/// &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-3056732653747243233?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/3056732653747243233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=3056732653747243233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3056732653747243233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/3056732653747243233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/04/alentejoagrorural-e-o-nosso-cho-sagrado.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7994274677255751196</id><published>2007-03-26T15:58:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T15:59:30.187+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HORTOFRUTICULTURA  tradicional &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hortofruticultura  alentejana , perfeitamente integrada no sistema agrícola tradicional  , foi, até há pouco , uma  fonte de alimentação  abundante , saudável e diversificada ao longo do ano .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADA ESTAÇÃO   do ano era caracterizada por determinado tipo de alimentação em função do produto hortícola dessa mesma época &lt;br /&gt;---. A primavera era a época das favas e ervilhas As primeiras refogadas com coentros e carne de porco e acompanhadas por  abundantes e suculentas saladas de alfaces Toda a gente comia favas  quer tivesse quer não faval .Ao  ponto de as próprias padarias terem que reduzir o fabrico de pão dada o seu menor consumo .Também  era o tempo das  ervilhas  com ovos  , frango e borrego , já que a primavera  era a período  da postura das galinhas  e da engorda natural dos animais  &lt;br /&gt;---- No verão toda alimentação andava em volta do tomate . Eram tomatadas   com pimentos refogados  em no pingo do toucinho e chouriço  previamente fritos  ; as vagens de feijão com grande  incorporação de  tomate   ; grandes saladas e gaspachos  com tomate  e pimentos e pepinos ,temperados com orégãos , acompanhadas por  paio, toucinho e azeitonas ; beldroegas ( uma erva espontânea das hortas ) com muito alho( para lhe extrair o acre ) e  queijo de cabra duro cozido   . ,  As frutas , aquosas e  da época , eram melões , melancias , ameixas  , que ajudavam a uma boa disposição após a refeição&lt;br /&gt;---O Outono  era a transição do verão para o Inverno  e ,como tal,  também dos alimentos  A comida era mais pesada ..Sopas de couve com carne  da salgadeira  e de caça ; , de feijão com espinafres .Os frutos  deixaram de ser sumarentos para dar lugar aos secos :--  designadamente uvas ,peras, ameixas , nozes ,figos  , marmelos, romãs&lt;br /&gt;----No Inverno ,quando o frio  aperta  o corpo precisa de ser compensado por gordura animal . Era o tempo das matanças de porcos  ,sendo essa carne  em conjunto  com a de caça  ,  cozinhados  com  repolho , grão de bico ou feijão  , sempre acompanhadas por azeitonas ,rábanos  , laranjas , para “desenratar “.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADA PARCELA ,segundo as suas  condições morfológicas  específicas,  tinha a sua própria  formula de exploração a qual  , por sua vez , era  integrada num calendário agro-alimentar  e tomando ,cada uma a sua   designação   :--- A horta , quinchoso , o ferragial e o alqueive &lt;br /&gt;----A horta  era cultivada no verão numa terra naturalmente húmida ,ou baixa lenteira  , afim de reduzir  o numero de regas e consumo de agua   .Começam o trabalhos em Março , depois  de feitos os alfobres ,  dando-se inicio ás sementeiras/transplantes de tomateiros ,pimenteiros , feijoeiros , pepinos ,abóboras ,  gilas  ,cebolas, em terra armada em  tabuadas aplanadas  aonde agua , vinda das regadeiras ,  estagnava   e infiltrava ,  de mansinho,  nos canteiros junto aos caules das plantas&lt;br /&gt;---  Quinchoso geralmente implantava-se  junto a uma  parede  de um cabanão  ou malhada ,   protegido do  vento norte,  sempre virada para nascente   ou seja  numa exposição soalheira Era fertilizado  com as cinzas da lareiras ,  as varreduras da casa e  limpezas dos galinheiros  Mesmo nas dias de grande invernia  ,lá se ia ,sob o  abrigo de um” gabinardo”   recolher hortícolas  ou condimentos para a refeição do dia Era cultivado nas aguas novas (Setembro ) e nela semeados , para alem dos condimentos ,  alhos ,couves ,repolhos , rábanos ,espinafres , cenouras , nabos,  alfaces   e pouco mais&lt;br /&gt;---- Ferragial  Também para ser semeada nas aguas novas  .Era uma parcela  de terra  compartimentada em três folhas  uma das quais era estrumada todos  os anos  . Na estrumada  era semeada uma parte  de  favas ,em  linha ,afim de possibilitar a  sacha já que havia muitas ervas daninhas trazidas pelos estrume  .A outra parte semeava-se   de alcacer (cevada branca e aveia )  para alimentação ,em verde ,  de  solípedes  (cavalos, muares e burros ) os quais , segundo os alveitares (antecessores dos veterinários )  da época , para alem de alimentar ,  provocava borreira (uma espécie de clister )  e com  isso se fazia  a limpeza ou desparasitação  dos vermes  intestinais &lt;br /&gt;----Alqueive  é uma lavoura ,no fim do Inverno , numa terra afolhada  de forma a ter pousios  de pelo menos três anos de idade . O pousio tem a função  regeneradora da fertilidade dos solos  devido ao descanso ,  elimina  as infestantes por falta de mobilização   e os as pragas e doenças  por falta de hospedeiro compatível Esse alqueive ou ficava nu ,nas terras piores ,   ou era  revestido,  nas boas  e mais húmidas .O revestimento  era feito por meloal , grão de bico ,  feijão frade , abóboras e milho No caso do meloal  de sequeiro  também , tal como hoje ,  tinha  stress  hídrica (falta de humidade ) ,mas isso  trazia a vantagem de concentrar num fruto mais pequeno um sabor  e odor hoje raramente são experimentados &lt;br /&gt;É neste alqueive  integrado  no sistema de afolhamentos /pousio  que tem lugar o regadio,  de hoje,  no Alentejo , viabilizado pela mobilidade dos equipamentos de rega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FORAM OS ARABES quem  introduziu ,entre nós,   alentejanos , o sistemas de  captação,  elevação, armazenamento e distribuição de agua,  em uso,  nas hortas ,  até há meio século atrás Já la vai ,pois ,o tempo em que a agua do poço era elevada por uma nora  accionada por um burro  . Com os olhos tapados por “entronhos” , para não ficar “bêbedo”  de tanto andar á roda , lá ia puxando  o engenho que convertia o  movimento  de circulação  em   rotação  vertical  Atrás  , dependurado no balancim ,  utensílio que o atrelava  ao engenho ,punha-se   um chocalho , que chocalhava com os balanços  do balancim , e servia para duas coisas  :--- logo que o burro parasse o chocalho deixava  de tocar denunciando-o de que estava parado  , do que resultava  num chorrilho  de insultos ao pobre animal   .Também servia para  abafar os passos de alguém que   lhe estivesse na peugada  pronto para , a qualquer momento que parasse ,o lembrar , de uma forma bem convincente , que a sua função era tirar agua  .&lt;br /&gt;E lá ia rodando  , essa grande roda ,  formada por dois arcos paralelos , ligados ,  entre  si , por varões de ferro , cuja  espacejamento , era precisamente igual  á   articulação dos elos ,de uma  espécie de corrente,  na qual se dependuravam os alcatruzes .&lt;br /&gt;Lentamente ,  rangendo ,  lá ia  descendo , com  os alcatruzes   emborcados  , em direcção á agua  , com um furo  no fundo  afim de possibilitar a saída do ar na medida em que mergulhava na agua  Depois de ir ao fundo dava-se inicio á da subida .Um alcatruz de cada vez emergia á tona ,já cheio ,  com o esguicho a vazar para o alcatruz  imediatamente a seguir  de forma que ,  quando chegavam a cima ,para vazar , ainda se mantinha cheio&lt;br /&gt;Junto ao tanque havia    nogueiras  e  figueiras , arvores de grande porte  e muita  folhagem no verão , sob cuja copa  nos abrigávamos da inclemência do sol   Era ai que se “ enresteavam”   e se  dependuravam ,a secar  ,  as cebolas  e alhos ;  se abicavam  as canas para armar os feijoeiros ; , se aparavam os paus ,de oliveira ,  para embardar os  tomateiros  ;  se secavam  , em estendais , os tomates ,pimentos  , figos e abrunhos  (ameixas  Rainha Cláudia  ,vulgo brunhos )  para conserva   ; se secavam as semente ,seleccionadas  da melhor proveniência ,  de  tomates,  pimentos ,  pepinos ,de abóboras , alfaces  ,couves , feijão ,  cebolas , rábanos , nabos , espinafres ,destinados  ao próxima época hortícola .&lt;br /&gt;Era  sob essa  sombra que  se dormiam as grandes sestas já que ,  nas hortas , o trabalho  começava ao “romper da aurora” (uma hora e meia antes do sol nascer )e acabava ao por do “ar dia “ (uma hora e meia depois do sol se pôr )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTÁ EXTINTO ,, esse passado  recente  Os montes estão abandonados ou são adquiridos  por bem financiados  estrangeiros apostados numa politica de expansão territorial que , contrastando com o nosso atávico desprezo pelos espaço regional  , descuramos a sua preservação no seio regional . Perde-se assim a  possibilidade , de  exercer  este”saber fazer”, precioso  ponto de partida para uma modernização auto-sustentavel do regadio regional  . Perdem-se ,também  ,aqueles valores  socio-económicos -culturais  e acentua-se a dependência de Espanha ,já que é daí  que se importam  as hortofrutícolas  que consumimos&lt;br /&gt;De Espanha , destes nossos ousados vizinhos, que desde há muito ultrapassaram os problemas que aqui nos transem ,  melhor  fariam se  ,  em vez  de se  substituírem  aos responsáveis por esta devastação socio-económica , nos ajudassem  ,   com a sua experiência ,  a superar esta crise existencial de características   agro rurais  .&lt;br /&gt;Perde-se  definitivamente esta  valia   económica /alimentar ; este  prazer de produzir e comer os produtos por nós produzidos ; o deleite contemplativo deste que é um delicioso  jardim hortícola .Sendo a hortofruticultura uma actividade  ,  mais do que  dispêndio de esforço físico  ,  exercida  com saber meticuloso , próprio de velhos e crianças , também ,com isso , se perde esta formula  de relacionamento inter-geracional&lt;br /&gt; Fica a nostalgia  bucólica  como que se um pedaço de nós próprios  fosse depredado  em troca  de valores fungíveis  que nos tornam  dependentes e profundamente frágeis, impostos pelos urbanos . E, com isso , acelera-se o grande drama  da perda de soberania espacial ,consentida por  uma sociedade  que Salazar castrou , em termos  de intervenção fundiária  , que inexoravelmente desembocará , tal como em Navarra , num  estranho tipo de escravatura agro-laboral . Francisco Pândega (agricultor )/// &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7994274677255751196?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7994274677255751196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7994274677255751196' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7994274677255751196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7994274677255751196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/03/alentejoagrorural-hortofruticultura.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5504078408931893090</id><published>2007-03-09T15:03:00.001Z</published><updated>2007-03-09T15:03:49.930Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;E A&lt;br /&gt;COLONIZAÇÃO AGRÁRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1--- O Alentejo é uma imensa e riquíssima região agrícola, cujas potencialidades estão muito aquém do seu possível aproveitamento.  .Estima-se que, com a actual relação homem / terra, apenas tem um quarto da produção agrícola, da população residente, assim como do crescimento económico. Daí que a pobreza, a falta de dinamismo, o despovoamento, a debilidade económica aqui existentes, não resultem de falta de aptidão nem do meio nem das suas gentes, mas tão só de uma estranha colonização, que aqui se instalou há cento e setenta anos, aquando da venda dos bens nacionais. O facto de sermos uma das regiões mais pobres da CE só se deve á nossa incapacidade impor justiça fundiária. Nem o resultado poderia ser outro, quando de permite que cerca de dois mil oligarcas colonizadores detenham três quartos da região e, de longe, procedem a uma vil exploração por intermédio de seareiros, rendeiros, de pastores,  grupos de trabalhadores rurais de e outras formas , sempre precárias, limitativas e onerosas,  que invariavelmente conduzem á penúria e a uma subserviente dependência  Com isso destroem a comunidade rural que perde a identidade e , acima de tudo, criando-nos uma imagem de inaptidão  para assumir o desenvolvimento regional  Acontece isto numa época em que o agricultura é uma actividade que se pretende  nobre , muito exigente em conhecimentos e assiduidade, cujo núcleo de trabalho compete a famílias residente, que vão  transmitindo a sua experiência a novas gerações, detentoras de mais saber fazer , a partir dos quais se forma uma elite agrária constituindo-se no pilar base da região.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2---- Tal como  numa floresta, aonde não se divisa a arvore, também nós, por falta de elementos de comparação , não vemos que esta forma colonial de posse da terra nos arruína completamente. Perdeu-se a noção das proporções e o respeito pela comunidade rural autóctone a qual depois do malogro da reforma agrária não mais se reencontrou consigo mesma Neste ciclo fechado, sem elementos de comparação, assume-se afastada  definitivamente  do acesso ao seu espaço  ancestral como se um atavismo  genético se tratasse . Mesmo os emigrantes que vão para países aonde o mundo rural está organizado, não chegam a entendê-lo porque pura e simplesmente lhe esta vedada a sua participação&lt;br /&gt;Quem me ler interrogar-se-á....! E  o que o leva a pensar que o Alentejo está colonizado e como tudo isto poderia ser diferente? É simples. Eu explico Estive submetido, tal como a totalidade dos pequenos agricultores da região,  ás vicissitudes fundiárias aqui vigentes. Pequeno agricultor de aldeia, seareiro nas herdades da periferia, trabalhador rural. Logo sei do que falo por experiência vivida na própria carne. Quis o destino que, por incapacidade de pactuar, durante mais tempo, com tal situação, emigrasse para Africa aonde me converti de colonizado a colonizador ou seja  numa situação inversa á que havia estado submetido no Alentejo Tal e qual como o comum a muitos dos donos do Alentejo, integrei os quadros da função publica, com todas as mordomias que a que a função propicia. Obtive muitas terras aonde exercia a actividade  agrícola , de uma forma muito marginal,  ao bom estilo do colonizador Alentejo. E garanto-vos que foi bom, enquanto durou.&lt;br /&gt;. Mas a certa altura começou a aparecer no horizonte uma diferença substancial entre os colonizados africanos e os alentejanos. Nós, colonizados no Alentejo deixávamos, sem queixumes que os grandes colonizadores nos pusessem a bota latifundiária no pescoço e nos espremessem até ao tutano. Já os africanos tinham a noção de posse da terra como um património colectivo que os levava a organizarem-se para a sua defesa&lt;br /&gt;Os  roubos e os vandalismo eram a forma de nos afastar .As queixas ás autoridade locais, muito solicitas na sua recepção, resultavam invariavelmente em mais incursões ,  por eles próprios , para quem revertia o espólio  . A nossa presença na actividade agrícola tornou-se impossível. E fiquei com a certeza que uma colonização agrária, seja aonde quer que for e por quem quer que seja, não resulta  quando contra a anuência das comunidades rurais residentes  De todo o mundo se erguiam vozes condenando a nossa presença colonial sendo a questão da terra a que mais exacerbava os ânimos, Ate dos campos alentejanos, precisamente por parte daqueles que aqui estavam numa situação análoga á dos indígenas de lá, vinham vozes contra nós, Sem olhar para si próprios, mais frágeis e incapazes do que eles ,mais valia que cuidassem de si  próprios  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3--- A situação aqui presente é mais avassaladora do que foi de Africa, Enquanto lá a concessão da terra era por aforamento, condicionado ao bom aproveitamento, e só depois de se ter verificado que não afectava as populações indígenas, era concedida Assim como era nula e sem valia a aquisição que se fizesse aos indígenas Não havia desculpas para o apossamento abusivo Estamos a falar de legislação produzida pelo mesmo governos que governaram cá e lá, simplesmente para lá acautelavam-se as necessidades das populações Enquanto isso, aqui, no Alentejo, cujos donos incorporavam os  governos ,  nós, os aldeãos rurais, éramos , para eles ,e ainda somos,  ninguém. Os custos de nos terem destruído como comunidade rural   são imensos . A falta da nossa acção, como elementos de dissuasão, contra os apetites que impendem sobre os nossos território, é irreparável. Asneiras desta pagam-se sempre caras. Ou será que tudo isto foi calculado com minúcia e antecipação?&lt;br /&gt;Temos presentemente um excelente governo que tenta controlar certos direito adquiridos que nos arruínam como nação Acho, porem, que tarda na tomada de medidas no sentido de disciplinar a actividade agrícola no Alentejo Tanto mais que a transferência para alienígenas se está a processar a uma  velocidade impressionante . Mais algum tempo e perde-se o controlo .&lt;br /&gt;Uma medida aplicada , há dias, pelo governo, serviria na perfeição, com as necessárias adaptações, para a presente situação alentejana Estou a falar da OPA hostil sobre uma empresa considerada estratégica, mas  blindada  afim de afastar aquisições indesejáveis. Com muito mais razões, dado que se trata dos fundamentos da pátria, não se compreende porque não se blinde o acesso a terra a quem não esteja em condições de se integrar nos superiores desígnios regionais.  Francisco Pândega (agricultor) E-mail// fjnpandega@hotmail.com /// blog – – alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5504078408931893090?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5504078408931893090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5504078408931893090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5504078408931893090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5504078408931893090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/03/alentejoagrorural-e-colonizao-agrria-1_09.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-7728075758479395153</id><published>2007-02-26T12:12:00.000Z</published><updated>2007-02-26T12:13:07.213Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;e a&lt;br /&gt;CE (comunidade europeia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CE volta a referendar a  constituição . Agora revista, continua a ser de concepção federalista, como convém, mas expurgada dos factores que deram origem anterior rejeição. Actualmente governada com base no tratado de Nice, elaborado para outra época, para outras questões e para um menor número de membros, tornou-se claro ser insuficiente para lidar com os problemas actuais. A Europa, precisa de uma constituição unificadora para as relações internacionais mas descentralizada internamente com base nas regiões naturais  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A EUROPA COMUNITÁRIA, esta velha e muito experiente Europa, detentora de uma vasta experiência adquirida em guerras fratricidas, dizimada por fomes e varrida por pestes, conhece, por experiência vivida, o valor da paz e da ordem. Defensora intransigente do seu mundo rural, traduzida nos  substanciais apoios da PAC,  mesmo ao arrepio dos ditames da OCM (organização comum de mercados),  sabe ter o dever inalienável de preservar as suas raízes e, com isso, a estabilidade social e segurança alimentar. É nesse conceito governativo que nós, região Alentejo, tentamos inserir-nos mas, por deficiências estruturais básicas, não conseguimos alcançar os seus padrões de desenvolvimento, já que persistimos na manutenção de uma estática fórmula fundiária; capitulamos seduzidos perante o dinheiro que jorra do lado de lá das fronteiras; inebriamo-nos face a sistemas agrícolas exóticos, certamente funcionais noutros meios regionais não o sendo necessariamente aqui; subavaliamos o quer e saber regional preterindo-o em beneficio de miragens agrícolas que, umas a seguir ás outras, vão sendo um somatório de fracassos. &lt;br /&gt;Estamos a falar  da Europa  pós guerra  sobre cujas cinzas adoptou uma nova ordem  A sua génese fundacional teve por base as regiões ou povos, que são uma e a mesma coisa , e não Europa das nações como comummente se denomina. É que entre uma região e uma nação hão diferenças enormes Uma nação é uma construção formada por diferentes regiões anexadas por guerras e mantidas pela força. Já a região é uma unidade geográfica diferenciada das circunvizinhas da qual resulta uma agricultura muito própria a consequente   multiplicidade de actividades exógenas das quais deriva um homem cujo comportamento social é a emanação desse mesmo meio. Acontece que as nações, quer porque compelidas pelos povos que as integram, quer por razões de estratégia económica, foram autonomizando as suas regiões naturais. O exemplo da Espanha, aqui ao lado, com as suas diversas regiões cada uma com diferentes estatutos autonómicos ,é o paradigma da eficiência regional. Nós  não o fizemos. A nossa tentação pelo concentracionismo, a incapacidade de resistir aos poderosos interesses que ,de longe nos  condicionam  arruínam-nos completamente em termos económicos, sociais e identitários, ao ponto depor em causa a nossa soberania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NOSSO MODELO agro rural centralizado, está esgotado não tendo a menor possibilidade de se integrar nos conceito comunitário. Sendo o Alentejo riquíssimo é incompreensível que tenha caída tão baixo ao ponto de claudicar por incapacidade de  se governar . É como  morrer-se de sede  atolado em agua só até ao pescoço  Tal como está , nem o resultado  poderá ser outro . Uma administração a partir de Lisboa que detêm a governação até ao pormenor   ; o poder sobre a terra  concentra-se no exterior da região  ,na posse de   pseudo –agricultores ,incapazes de  cumprir o dever que a sua posse impõe  . No campo ficam gentes que pouco mais têm do que as ruas das aldeias e umas parcas courelas inviáveis para a agricultura de hoje . A afectividade rural soçobra  .Face aos intransponíveis constrangimentos fundiários sentimo-nos  estranhos no nosso  próprio meio Daí a facilidade com que esta extemporânea colonização se estabelece  ,sem  o menor obstáculo  que lhe modere o ímpeto ,mais parecendo uma fúria pela captura de espaço  &lt;br /&gt;Contudo ,  os fundamentos desta colonização assentam numa fraude monumental: --- somos acusados de não sermos capazes de produzir. Mentira. Fomos nós que, em condições desvantajosas ,  fizemos do Alentejo o celeiro de Portugal .Desenvolvemos  o sistema, hoje recuperado pelas medidas agro-ambientais, denominado agro-silvo-pastoril ,  que integra  o olival, a vinha e o regadio, articulados entre si constituindo-se num todo perfeito em todos os aspectos inclusivamente a rendibilidade qualidade  e  ambiente   A génese da nossa destruição,  como povo,  reside na questão fundiária. Eis, pois, o drama, com que sempre esbarramos e  que nos arruína como comunidade rural .&lt;br /&gt;Os estrangeiros, porem, não obstante a abundância de recursos e facilidades na captura de subsídios, ainda não demonstraram que fazem tão bem como nós ou tão pouco que fazem algo perdurável . Dão nas vistas  por  ser exótico sem que  na pratica  passem disso mesmo  .Só nós estamos em condições  de proporcionar aos campos  a multifuncionalidade que lhe esta inerente .Ou seja, para alem da produção de alimentos proceder  a um povoamento harmónico do território,  preservar o ambiente  ,manter as   raízes históricas ,  enfim manter vivo e actuante o nosso Alentejo  .E isso somos nós  quem tem o querer  e o saber fazer .Que os  estranhos ao meio  não  acertem nas formulas viáveis de agricultar  é sabido já que “na terra aonde não nascer faça como ver fazer “ e eles, como aliás ,  todos os conquistadores , não têm a humildade de aprender com os conquistados &lt;br /&gt;Tem que ser imposta  alguma ordem  nesta escalada  colonizadora . Não é impune que uma nação milenar, como a nossa , que pelo facto de estar a atravessar um mau momento, possa ser   seduzida e adquirida, pela nação contigua,  nos que são os seus fundamentos básicos. E se há coisas que o dinheiro não compra é o solo e a dignidade de um povo Evidentemente que o que poderia ser uma coexistência pacífica acaba, mais tarde ou mais cedo, por descambar para o tumulto logo que as suas consequências, que presentemente se circunscrevem aos campos, transbordem para os meios urbanos o que, dada a velocidade com que tudo isto se processa, acontecerá rapidamente. E a  inconformidade  , que a razão acentua  , acabará por ir parar ao tribunal  das comunidade onde será dirimida .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORA É AQUI QUE COMEÇA a razão deste escrito. Faz parte intrínseca  da génese  comunitária  a defesa dos povos nas suas respectivas regiões  Face a isso  não lhe resta  outra hipótese, perante o facto de uma comunidade rural autóctone estar a ser esbulhada dos legítimos direitos sobre o seu espaço ancestral, senão decidir em seu  favor. Tudo isto poderia ser evitado se imperasse o bom senso  Como tal não aconteceu, espera-se,   ao menos, que esta  contenda  se processe , não só com decoro e elevação, mas também suficientemente convincente para ser entendida em toda a sua  profundidade  : --   trata-se   de um povo que não aceita a   substituição  de  indesejáveis donos de terras , por outros igualmente estranhos ao meio ,nenhum  dos quais  capazes  de dar á terra   as diversas funcionalidades  que constituem a autenticidade regional  .Somos nós, para alem da natural  legitimidade , quem tem o querer e o saber fazer  no mundo rural alentejano .Já o fizemos e voltaremos  a fazê-lo desde que tal nos seja permitido .   FRANCISCO PÂNDEGA (agricultor) &lt;a href="mailto:///%20e-mail%20-%20fjnpandega@hotmail.com"&gt;/// e-mail - fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// Blog-alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-7728075758479395153?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/7728075758479395153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=7728075758479395153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7728075758479395153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/7728075758479395153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/02/alentejoagrorural-e-ce-comunidade.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-5614834166948198</id><published>2007-02-14T08:26:00.000Z</published><updated>2007-02-14T08:27:44.795Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;e a&lt;br /&gt;PÁTRIA&lt;br /&gt;A Pátria ,como a saúde , a liberdade  e outros, é  um bem cuja grandeza só é entendida,,em toda a sua plenitude ,depois de perdida .Daí que aqueles que tenham passado pela desdita  de dela ter precisado , como ultimo recurso, para manter a dignidade senão mesmo a integridade física, têm o dever de alertar os seus concidadãos para a sua superior valia  .. Podem até certas pessoas alegar que a sua pátria é o mundo. Será, para eles, até os factos lhe demonstrarem o  contrario. Não o é certamente para o comum cidadão que moureja , emigrado por aí, que exulta embevecido ao referir-se à  sua pátria e sente na carne o facto da sua integração, em terras estranhas, ser sempre relativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA QUE SERVE ? interrogam-se aqueles ,porque a têm , nunca sentiram a sua  verdadeira finalidade . Interiorizei isto ,por amarga experiência  vivida , aquando de uma fuga dramática do ex-ultramar. Tamborilava na minha cabeça   a repetitiva cantilena: --“ vai-te embora branco colono explorador que esta não é a tua terra “. Terra, pátria, valores que,  a partir desse momento ,assumiram,  em mim,  uma grandeza até então não sentida. E no meio da debandada , de milhares de pessoas em desvairada corrida, interrogávamo-nos:-- aonde está a nossa pátria  que nos entrega  ,sem apoio , á barbárie ? Soubemos , mais tarde,  que a nossa pátria  estava doente , com tal gravidade , que ainda hoje não se recuperou .&lt;br /&gt;Foi assim que,  no verão de 1975 , chegamos ,com vida , cerca de cem mil portugueses , aos campos de concentração de refugiados ,  de Cullinann ,arredores de Pretória ,Africa do Sul .Connosco vinham estrangeiros ,predominantemente agricultores alemães ,residentes em Angola  desde  antes da ultima guerra  e alguns com origem no  ex-Sudoeste Alemão  ,  agora Namíbia  . Esses , mal chegavam, eram visitados  e recolhidos   pelos respectivos cônsules  aos  quais  as autoridades sul-africanas prestavam uma  invejável deferência .Contrastando  connosco e representantes do nosso  pais , em relação aos quais  eram  arrogantes  e sobranceiros .Nós ,para eles ,éramos  os poltrões  que fogem sem dar luta e a nossa pátria  resvalava  para o comunismo  .Para eles , porque duros  senão mesmo violentos ,ser  cobarde  ou  comunista  são comportamentos desprezíveis .Esta estranha  atitude não invalidava  o apreço  que tinham  pela nossa história ,tida  de homens determinados e valentes . Daí  manterem um elevado respeito  pelo  padrão implantado  por Bartolomeu Dias  assim como a gruta do correio de Vasco da Gama .Para eles  mais do que um lugar de turismo    , é uma  espécie de culto . Até  mesmo as duas melhores avenidas da cidade do Cabo , tinham os nomes  desses nossos navegadores .O que ,francamente , nos embevecia mas, por outro lado , nos colocava uma interrogação ;- como foi possível termos caído tão baixo ? .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS O QUE È A PÀTRIA ?- Convêm abordar  esta seriíssima questão  , agora  que há alguns  portugueses para quem a Pátria  não ocupa  o lugar cimeiro na sua hierarquia de valores. Antes sim permitem-se sondagens que mais não são  do  uma denuncia da baixa moral de quem as produz .A pátria não se discute ,dizia Salazar ,o  ditador que errou , excessivamente , nos mais variados domínios ,  mas  não neste . &lt;br /&gt;Mas ,em suma , o que é a nossa pátria ? É este espaço  físico sobre o qual  se exerce  a nossa nacionalidade ,se fala  uma língua  própria e  se  foi construindo uma  história  .A língua  e a história são ,  porem ,  valores  adquiridos  que só perduram  enquanto este espaço territorial  for nosso .Isso deixa de acontecer , tal como  com Olivença ,  se o  perdermos    O espaço territorial ( a terra ) , esse sim  constitui  a essência  da pátria  e congrega , em si ,  esses e muitos outros valores   . Daí  haver alguma  estranheza ouvir responsáveis  defender que  as  empresas  ,tidas  por  estratégicas (tanto quanto os conheço   não se referem ao mundo rural ) , devem permanecer  em mãos nacionais ,sem que tenham  uma postura  , tanto ou mais  determinada ,  quando se trate do nosso  espaço  territorial já que   o somatório de todas as explorações agrícolas  corresponde exactamente  ao tamanho da nossa pátria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ÂMAGO DA PATRIA é o mundo rural .Porem , nesse campo ,somos  a mais absoluta negação em  termos de eficácia  Defendi , há vinte anos ,sem resultados visíveis ,  que o estado , através da Caixa Geral de Depósitos , deveria  apoiar  a aquisição de terra própria ,nos moldes em que o faz para casa própria .Com isso aproveitávamos  os abundantes  recursos  financeiros , disponibilizados  pela PAC,  para o efeito . Aliás  era uma antecipação do que agora faz o banco Santander  na aquisição  do Alentejo por parte dos espanhóis  Não há ,pois , entre nós,  uma visão estratégica para o nosso mundo rural  Há antes sim uma inépcia agrícola  gritante  .A prova-lo esta o despovoamento  mais parecendo um vazio humano ; ,  a falta de produção devida  ao sequestro da terra ; o facto da  maior parte da região ser detida por quem não exerce a actividade ;    a incapacidade das gentes rurais  defenderem o seu espaço e os seus valores É uma inépcia que  já deixou  de surpreender . Agora,  que não consigamos  fazer a interacção  entre agricultura e pátria , já é surpreendente porque  displicente    .&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor ) /// &lt;a href="mailto:e-mail—fjnpandega@hotmail.com"&gt;e-mail—fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; //// blog-alentejoagrorural.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-5614834166948198?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/5614834166948198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=5614834166948198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5614834166948198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/5614834166948198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/02/alentejoagrorural-e-ptria-ptria-como.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-6134596265980243890</id><published>2007-01-28T23:19:00.000Z</published><updated>2007-01-28T23:20:47.495Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;e as &lt;br /&gt;LIÇÕES DA HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1---Mais parece uma premonição que,  com uma periodicidade   bissecular, submete o nosso   pais  a duras  provas de nacionalidade . São ciclos que   invariavelmente  se sucedem pela seguinte ordem :--   a  um período de euforia nacional   e   abundância de recursos ,de origem externa e em proveito  de gente bem colocada ,  segue-se  outro  de apatia e perda de vitalidade  resultante de um certo cansaço   e decrepitude  que se instala  entre nós  .Por fim a invasão espanhola  e consequente anexação  do nosso território  ao deles &lt;br /&gt;De há  seiscentos anos a esta parte ,estes ciclos  sucederam-se três vezes , o ultimo dos quais culminou com a invasão franco /espanhola. Temos conseguido  recuperar .Umas  vezes com rasgos  de coragem e valentia  outras por sorte  Sendo assim , e  logo agora  que coincide com mais um bicentenário  ,  importa que nos ponhamos de  atalaia  não vá a historia repetir-se .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2--- EM CICLOS ,foi assim  em 1385 ,1580 , 1800 e hoje tudo indica que se repita Com  métodos  mais sofisticados  ; com  outros enquadramentos  ,  com  roupagens revestidas de alguma  candura  , sem alterações nos propósitos. &lt;br /&gt;----- Em 1385  deu-se a batalha de Aljubarrota . Antecedida  por um período de grande fervor patriótico na libertação do  território do domínio árabe  ; seguiu-se um extraordinário  desenvolvimento económico e povoamento agro-rural   protagonizado por D Diniz . Depois o declínio derivado  de  um  estranho conúbio   com Castela  do qual resultou no nosso  enfraquecimento  Uma medida  , tomada por  D. Fernando (ao que parece a única coisa acertada que fez na vida ) foi a lei das Sesmarias .Por meio dela  procedeu ao povoamento da fronteira (de Mértola  a vila Velha de Ródão ) ainda hoje bem visível ,e com isso puniu e dissuadiu  as constantes surtidas sobre o nosso território. Mas mais:--  tornou afoitos os alentejanos que  ,” avezados” a bater nos castelhanos foram decisivos em  Aljubarrota .&lt;br /&gt;----Em 1580 capitulamos ,  sem luta , às mãos de Espanha . Depois do período mais glorioso da nossa história ,(os descobrimentos ) , seguiu-se  o do  dinheiro fácil  resultante das especiarias  ; a luxúria e o amolecimento   conduziram-nos  à decadência  e à perda de independência   só recuperada (sessenta anos depois )  graças a ajuda da Catalunha .Triste  , muito triste ,esta pagina da nossa história .&lt;br /&gt;---- Em 1800  ,depois de um período áureo  resultante do ouro e diamantes do Brasil ,  voltamos  e entrar  em crise  de soberania . A Espanha e a França celebram  tratados (Fontainebleau e Basileia) , visando o ataque e partilha ,entre si , do nosso pais  A governação pôs-se a jeito  ,  inebriada pelos conceitos  de igualdade e fraternidade ,  afrancesou-se  e  espanholou-se .Foi um período de grande desonra  nacional  que importa não repetir  . Sem governação ,  estávamos  submetidos a livre arbítrio  e a voracidade  dos conquistadores  franco /espanhóis .Só o frio da Rússia , dizimando as tropas de Napoleão ,  veio em nosso socorro   ,não sem que antes se tivesse devastado a nossa sociedade, surripiado  os nossos  valores  ,   perdido Olivença e experimentado alguma  dificuldade em nos livrarmos do aliado inglês que veio em  nossos socorro  e, soube-se depois ,  não só .&lt;br /&gt;---- Hoje , vinte anos depois da integração  na CE  e beneficiários de   abundantes fundos da PAC , seria suposto  que a nossa economia agrária , assim como  o povoamento do território ,  tivessem acontecido  e alterado o panorama socio-económico regional  e com isso   solidificado  a nossa auto estima   e o orgulho nacional /regional  A nossa inépcia agrícola ,  que vai  ao cúmulo  de não distinguir as diferenças de critérios da actividade agro-rural    das dos restantes  sectores,  a tal não conduziu .O não  ser capaz  de entender que a terra tem uma  função especifica que  ultrapassa  as  simples regras do mercado,  está  a conduzir-nos  para os “braços amigos  dos espanhóis” .E logo agora  que é o fatídico bicentenário . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3----TEMOS EM MÃOS  um  gravíssimo problema  de natureza económica , social  e de soberania cujos contornos  se podem enquadrar neste cenário:---  Uma falta de produção agrícola que  nos angustia e torna dependentes ; um mundo rural  que não contribui para a estabilidade social    já que não absorve os desmandos urbanos  antes sim  é subsidiaria   deles   ; uma baixa auto-estima nacional ; o  não entender que a intervenção do estado, ao pretender  defender o sector agro-regional ,passa mais por impedir que seja coarctado na sua função ,  do que tentar conduzi-lo na sua acção ;  e uma clara ameaça ,aonde mais dói ,  que e ao  nosso chão sagrado Evidentemente que estas terras ,  tal como aconteceu com  Olivença  , não mudam de lugar .Muda sim o azimute  da sua  função  o que nas actuais circunstancias  é praticamente a mesma coisa Tanta debilidade criou-nos , em relação á Espanha , uma situação atípica de sentimentos de inferioridade , assaz  perigosa , que se pode  sintetizar assim :-- &lt;br /&gt;--- A integração comunitária  implica o livre direito de estabelecimento e tem programas,  de apoio , transfronteiriços  Pretende-se  certamente  tornar melhores as relações de uma mesma região natural divididas em duas  por fronteiras politicas  .Não proíbe nem incentiva a aquisição de uma faixa de terra  , na nação contigua para anexar a outra , pelo simples facto disso ser completamente impossível de acontecer,  seja onde for , muito menos na Europa comunitária. Contudo ,  os nossos vizinhos  aproveitando-se da  circunstancia de estarmos um pouco em baixo ,  fazem-no ,sem pejo nem decoro   e sem pensar  que  só seria aceitável se houvesse um mínimo de reciprocidade (estou a falar  de terra ) &lt;br /&gt;--- A Espanha é formada  por  regiões  e estados cada qual com a sua própria  autonomia . Diversas dessas regiões ,  que nos envolvem , têm o seu natural prolongamento para o nosso território .Está nesse caso  a  Extremadura que é a continuação do Alentejo para o interior da península    Ora ,se o que se está  a passar no Alentejo ,  que se estima ter um oitavo do seu espaço  adquirido por eles  ,  acontecer na restante fronteira,  Portugal acaba por,  pura e simplesmente , desaparecer por incorporação nas regiões espanholas .Tudo muito legal ,negócios de particular para particular ; tudo sob a cândida complacência de interregs comunitários . Enquanto que nós,  indignos representantes  das gerações anteriores,  assistimos , impávidos e serenos  ,ao esbulhar da nossa soberania , tais moicanos,  presos a  direitos  que nos desfavorecem  sem coragem para proceder a reformas quanto mais a roturas  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4--- SOLUÇÃO –Com uma sondagem que dá 27% dos portugueses  serem  favoráveis à  integração na Espanha ; com os donos das terras ,  receando terem que prestar contas à comunidade rural ,do uso que lhes estão a dar , a aprestarem-se a transferi-la  rapidamente  ;  uma comunidade rural  que  pouco ou nada tem a defender  a não ser as prestações  mensais da segurança social  ;  e  tendo em conta a pouca margem de manobra que o governo tem nesta matéria  ; que fazer ? Será que a solução passa pelos nossos  emigrantes que  mourejam por esses mundo  a carpir saudades  do seu querido Portugal  mas que ao regressarem as suas terras não aceitem continuar a trabalhar ,nelas , novamente  ao serviço de estrangeiros ? Há aqui uma questão de raízes históricas que estão a ser  ultrapassadas Não creio que seja pacifico,   mas há que ter  esperança  .Está tudo em começo  sendo susceptível  de reversão .Até pode ser  que acordemos a tempo e a  premonição bicentenária ,  que constitui um enguiço da nossa história ,  se quebre .&lt;br /&gt;Francisco Pândega(agricultor ) /// e-mail -- fjnpandega@hotmail.com ; ///blog -- alentejoagrorural.blogspot.com///&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-6134596265980243890?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/6134596265980243890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=6134596265980243890' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6134596265980243890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/6134596265980243890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/01/alentejoagrorural-e-as-lies-da-histria.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116845697315993241</id><published>2007-01-10T19:22:00.000Z</published><updated>2007-01-10T19:22:53.176Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM ESTILO DE VIDA &lt;br /&gt;Estamos a pagar um preço excessivamente elevado pelo facto de não percebermos   que o mundo rural se rege por parâmetros  diferentes  dos  restantes sectores  socio-económicos  Com uma estranha sedução  pela administração  centralizada,   no topo  da qual se  tomam medidas nem sempre coincidentes  com a verdade agro-regional , estamos a fragilizar  de forma irreversível o mundo rural alentejano Daí que , não obstante as colossais potencialidades  agro-económicos  regionais , o  Alentejo  não esteja a contribuir ,  como poderia e deveria ,para a superação da crise económica ,antes  sim , está  a ser motivo de vergonha nacional .Daí que qualquer  solução com  vista a reorganizar  o mundo rural  alentejano tenha que ser de âmbito  regional e antecedida de um debate ,a esse mesmo nível ,  afim de definir  quem representa quem.&lt;br /&gt;Nós não  podemos persistir no erro de dar  um tratamento  igual  a coisas  diferentes A vida de uma região eminentemente agrícola ( o nosso caso) comporta dois  estilos  : --- Um de índole urbana -- ,o comercio,  industria e serviços ( que inclui o promissor sector do turismo ),--  com as suas regras ,  dimensão e âmbito transnacional ; e outro a agro-silvo-pastorícia , também com as suas regras  o a sua dimensão mas de  âmbito  condicionado pela realidade  edafo-climática regional  .Senão vejamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MERCADO  é o factor por excelência para seleccionar os empresários :-- aos  bons abre-lhe o caminho do sucesso  e aos  maus  o da substituição  Esta é  a única forma de um  desenvolvimento sustentado .&lt;br /&gt;. Acontece  que , sendo valido  para os restantes sectores ,  só parcialmente  o é  para a agricultura  Mais de metade dos nossos campos estão  apossados por quem não sabe ou não quer dar-lhe o devido uso sem  que  a força do mercado  os obrigue á respectiva substituição  tal como  nos outros sectores  Fazem uma  exploração longínqua e incompetente , por interpostas pessoas ,  para inglês ver ,  acobertar  uma despudorada rapina dos recursos naturais , a captura  de  subsídios ,manter um elevado estatuto social    e punir os inconformados alentejanos . Impedem  , com isso  ,   o normal uso da terra e  fragilizam a região que ,  incapaz de  reagir por  si própria ,  esta ser transferida para a posse  de estrangeiros&lt;br /&gt;As gentes ,  sem meios  e dependente da segurança social  desespera perante a incompreensão do poder que  pelo menos até agora tem sido um joguete nas mãos dos poderosos&lt;br /&gt;. Falta,  entre nós , um instrumento , complementar do mercado ,  que consagre  simplesmente isto :--- “”  que ninguém está mandatado para dar á terra um uso que não se compagine com os superiores  desígnios regionais “” . Com ele e a ser usado por entidades  que se pautem   por princípios  honradez regional , solucionar-se-iam , ainda a tempo ,  os gravíssimos problemas  que nos  minam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TRABALHO ----O conceito de trabalhador rural por conta de outrem  é, claramente ,diferente  do urbano .  Nas cidades tem por principio o  cumprimento  de horários sob apertada vigilância e em delegar para  terceiros  a protecção  na doença , no desemprego e velhice. &lt;br /&gt;Nos campos , o  protótipo  do trabalhador rural alentejano ,(não  o que trabalhava em grandes  ranchos para alguém desconhecido cujas relações eram  normalmente   de desprezo mutuo assumido individualmente  e em grupo). tipo em pequenos grupos&lt;br /&gt; ao serviço de um agricultor , tinha por base um virtual  contrato de defesa de interesses mútuos  &lt;br /&gt;.O patrão  sabia fazer-se  respeitar , pela correcção de comportamento  , humanização do trato e pelo o exemplo , sendo frequente iniciar os trabalhos dizendo :-- “” façam  assim como eu estou a fazer “. sem deixar duvidas quanto a sua  exequibilidade&lt;br /&gt;Mas havia outra questão muito importante . Estava sempre  subjacente , em nós , a  esperança de um dia  vir  a ser agricultor por conta própria Para o efeito preparávamo-nos intensamente  :---  juntava-se dinheiro poupando e trabalhando até ao limite do humano , aperfeiçoava-nos permanentemente e com isso ascendia-se socialmente , facilitando  o matrimónio preferencialmente com uma rapariga com bens .O conceito do trabalho próprio  assim o  impunha Uma experiência milenar a ditar as regras .&lt;br /&gt;Com a transição da lavoura de tracção animal  para a mecânica  e a extinção dos seareiros , ( o auto-emprego possível á época ) esse sonho longamente acalentado feneceu e com ele  a esperança  Sem essa perspectiva , trabalhar na sua terra para alguém detestável , tido por usurpador , tornou-se num suplicio  Daí o anátema de sermos  maus trabalhadores  na própria região .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAMILIA . Criamos uma sociedade  de tal forma defeituosa  que deixou de cumprir  o dever básico de constituir família  e ter filhos   .Com isso deixamos envelhecer o nosso  tecido  social   ao ponto de ,  só por  si , se  tornar  incapaz de  se auto-rejuvenescer.  Ao que parece  a solução passa  por entregar essa tarefa  aos imigrantes .De facto  ,  quando se chega a isso  , torna-se  claro  que  estamos em vias de  extinção.&lt;br /&gt;Mas se bem que ter filhos nas urbes se torna num sacrifício   o mesmo não acontece  no rústico .  Numa sociedade rural  estabilizada  como foi  e ainda pode vir  a ser  a nossa , constituir família e  procriar  são questões  quotidianas que fazem parte da forma  de ser e estar no nosso mundo  rural . Não estamos a falar  de programas , que vão neste ou naquele sentido  , afim de  aumentar a natalidade .Estamos a falar  de  afastar os constrangimentos , aqui existentes ,  para  que o ruralismo autêntico  funcione em toda a sua plenitude  . A constituição da família  nuclear é como que um desígnio da natureza ; e ,dela resulta a alargada ou  clânica , que constitui como que uma malha de segurança envolvente .É assim o homem rural .   Fazem-se filhos para pagar a divida contraída  aos progenitores e garantir apoios  na velhice . ,Constitui-se  família e fazem-se filhos porque é assim mesmo e mais nada .É a natureza a ditar as suas regras .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; FACE AO EXPOSTO ,dir-se-á ! Que se passa connosco   para que os valores da ruralidade  não  influenciem beneficamente  os da urbanidade ,  potenciando-se mutuamente  ? O mal não está nos urbanos Estes  seguem o seu caminho ao seu próprio ritmo  O mal está em nós   que não conseguimos libertar-nos  dos factores  que impedem a prossecução  do nossos destino&lt;br /&gt; A minha experiência ,na qualidade de trabalhador rural por conta de outrem e pequeno  agricultor ,nos campos alentejanos e ,posteriormente e noutras paragens , pesquisador etnólogo especialmente dedicado a articulação dos povos rurais com o meio  ,concluo que não há povo algum que resista se  impedido de aceder ao seu espaço circundante.&lt;br /&gt;Está nesse caso a comunidade rural alentejana  que pode ser assim caracterizada,:---  Limitada na usufruição do seu espaço vital de há 170 anos a esta parte  , tem sido severamente punida  por não se conformar com tal situação da qual resultou ,não só a perda  da capacidade de luta,  como  da percepção do que lhe esta a acontecer ; os grandes donos do Alentejo ,ausentes  e  entretidos na dissipação das fabulosas receitas  daqui auferidas  sentem-se como casta  com um direito divino sobre  o nosso espaço ancestral , sem que se sintam  na obrigação  de  prestar contas a ninguém ; e  estado  ( há  a esperança que o actual governo  encare esta situação de uma forma  mais patriótica )  e até a nível da CE , aceitam como representantes da região precisamente os responsáveis pela degradante situação regional .Efectivamente  há aqui um ajuste de contas que tarda em ser feito -- Francisco Pândega (agricultor)/// e-mail --&lt;a href="mailto:fjpandega@hotmail.com"&gt;fjpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; /// blog—alentejoagrorural.blogspot.com .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116845697315993241?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116845697315993241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116845697315993241' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116845697315993241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116845697315993241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2007/01/alentejoagrorural-um-estilo-de-vida.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116732659047475210</id><published>2006-12-28T17:19:00.000Z</published><updated>2006-12-28T17:23:10.490Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;Bom Ano Novo&lt;br /&gt;É costume, quando finda um ano e se inicia outro, fazer-se uma análise retrospectiva das questões mais importantes e, numa óptica prospectiva, aventarem-se soluções. Nessa conformidade elegi o emprego / segurança económica, mais concretamente o emprego por conta própria, como o tema de fundo mais importante nas actuais circunstâncias. Fala-vos quem foi, durante catorze anos, funcionário publico . Mas que o chamamento à liberdade falou mais alto sem que, com isso, deixasse de continuar a prestar serviço à colectividade E hoje tenho legitimidade para afirmar que “há mais vida para alem do emprego” por mais direitos que nele se adquiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLEXI-EMPREGO/SEGURANÇA são dois termos que estão a fazer a entrada no nosso léxico linguístico. Mas o facto de se fazerem anteceder do prefixo flexi altera-lhe completamente o sentido. Este novo conceito indicia que a manutenção de um emprego, por conta de outrem, só se manterá enquanto interessar a ambas as partes. Cessando logo que tal deixe de se verificar. Disto resultará aumento de produtividade e eficiência; rotatividade e refrescamento laboral; perda do receio de abrir postos de trabalho; ganhar coragem para se lançar, como alternativa, na constituição do seu próprio posto de trabalho; e de, por fim, deixar de haver lugar para os que “ nada mais prejudica quem trabalha do que a presença dos que nada fazem “ já que estes serão automaticamente excluídos.   &lt;br /&gt;As mudanças de emprego tornar-se-ão uma constante da vida com a vantagem de dilatar os horizontes do conhecimento, da auto-formação e satisfação profissional, enfim, de dar a nós mesmos a oportunidade de fazermos, nós próprios, as nossas escolhas e não o sermos uma espécie de marionetas accionadas por cordelinhos desconhecidos.&lt;br /&gt;A poupança e aforro serão um desígnio da vida, não só para fazer face aos achaques, que vão surgindo, como para aproveitar a oportunidade de dar inicio ao próprio emprego; nós próprios deliberaremos qual o tipo de segurança económica que nos convêm; aumentará a apetência pela constituição da família, e esta mais numerosa, afim de, não só pagar a divida contraída para com os progenitores, como assegurar uma velhice apoiada, digna, no local afectivo, e uma morte na certeza de ter merecido a pena viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA MUDANÇA DE ATITUDE. Dir-se-á que é muito mais cómodo haver uma entidade empregadora que pague, ao fim do mês, o salário, seja qual for o desempenho; e, ao fim de alguns anos, ainda em boa forma física, obter-se a reforma e ir-se trabalhar para outro lado. É bom enquanto houver quem pague, e isso esta a chegar ao fim. E esse fim já se começa a fazer-se sentir com a exaustão dos contribuintes em suportar tais encargos mais a mais obtendo, em troca, uma compensação muito aquém da possível. O nosso modelo laboral chegou ao fim tendo batido no fundo, em termos de descrédito agora que as classes mais privilegiadas se tornaram as mais contestatárias.&lt;br /&gt;A globalização traz-nos diariamente produtos, pela porta dentro, das mais estranhas origens com as mais desencontradas regras laborais, que são comercializadas por alguém que, (salvo o exagero) espreita 24 horas por dia, detrás de uma porta a oportunidade de comerciar. O efeito sobre os produtos resultantes das empresas de mão-de-obra intensiva são demolidores. A deslocalização, paragem ou falência , em tais condições ,são uma inevitabilidade.&lt;br /&gt;Os país não aguenta mais manter uma boa parte dos seus filhos, certamente os melhores de entre nós, a apodrecer em empregos que nem sempre se justificam ou onde a produtividade é muito baixa. Assim retirados da vida útil, triturados por uma gigantesca maquina viciada , deixam de ter a possibilidade de mostrarem o que valem deixando de ser úteis   a si e aos outros. &lt;br /&gt;É nessa perspectiva que elegi, como prioridade nacional /regional, o auto-emprego e a auto-segurança económica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ARADO/TERRA simbolizam os instrumentos de recuperação. O nosso país, devido à sua improdutividade, vive sob grande ameaça. Agora clara e efectiva aonde mais dói: -- o nosso espaço rural ancestral. Reformar ,impõe-se-nos , começando precisamente por ai que é o que está mais claramente ao nosso alcance dado haver espaço excelente para o exercício da actividade agrícola  e , consequentemente , para  uma multiplicidade de actividades  a ela destinadas  ou dela derivadas .&lt;br /&gt; Dizia um imperador austríaco que as guerras, nas quais se incluíam as económicas, se ganham com soldados que tenham algo a defender. Nós dizemos “ se queres um bom soldado vai busca-lo ao arado”. Afinal tudo isto se resume em ter as raízes na terra. Homens do arado, na verdadeira acepção da palavra, praticamente não existem . Porque incómodos e potencialmente perigosos, foram eliminados, para sossego dos sequestradores do solo alentejano, neste ultimo meio século de desvario pseudo-empresarial agrícola. Os poucos que restam, vencidos, desorganizados e acabrunhados, dificilmente se disponibilizam a participar numa altitude defensiva. A justificação, para tal recusa, deriva do facto  do espaço rural envolvente das aldeias, se bem que seja aí que guardam a memória comum, ser pertença de não se saber quem, de onde são permanentemente enxotados como se fossem leprosos. È a tal história do arado a funcionar ao contrário E rematam: - quaisquer outros que venham não podem ser tão predadores como estes.&lt;br /&gt;Resta a numerosa classe de empregados por conta de outrem, (no estado, autarquias, empresas publicas e outras), a quem se pede que cooperem. Não só a bem do país, ou da comunidade rural alentejana, mas em sua própria defesa já que, por este andar, a sua vez , de serem questionados os seus direitos adquiridos , inexoravelmente acabará por chegar. E quem pense que, pelo facto  dos novos colonos estarem só entretidos na agricultura , sem considerarem o resto, andam mal avisados Estamos a falar de agricultura, a fonte do dinheiro alentejano, com o qual se pagam os direitos e os serviços que as pessoas prestam. E esse deixa de estar em nosso poder. Irá ser controlado  a partir de outra torneira .&lt;br /&gt; Espero que as coisas não cheguem até aí e que, daqui a um ano, ao voltarmos a esta tribuna, já as actuais nuvens, tenebrosas e carregadas que ensombram o nosso horizonte, se tenham dissipado. Bom ano novo meus estimados leitores. Francisco Pândega (agricultor) ///e-mail – – &lt;a href="mailto:fjpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; ///bloco – AlentejoAgroRural.blogspot. com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116732659047475210?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116732659047475210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116732659047475210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116732659047475210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116732659047475210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2006/12/alentejoagrorural-bom-ano-novo-costume.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116577505099254825</id><published>2006-12-10T18:23:00.000Z</published><updated>2006-12-10T18:24:11.006Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E O ADN REGIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ DUAS FORMAS AGRICULTAR   :-- uma intensiva  geralmente com  o recurso  ao uso de factores de produção tecnológicos exógenos ;  e outra extensiva  ou tradicional  por meio de  animais e plantas  rústico/regionais   que se desenvolvem  lentamente e um pouco  ao sabor da natureza &lt;br /&gt; -- Com a primeira, visa-se forçar a natureza a produzir determinadas plantas ou animais mesmo que contra o calendário natural, usando para tal modificações genéticas, fertilizantes, pesticidas e medicamentos, alimentos, com os quais se conseguem maiores produções, mas mais caras, descaracterizadas e de pior qualidade. Os resultados são, por vezes, difíceis de prever e de controlar Foi devido a isso que surgiu a BSE nos de bovinos, dado que foi incorporado,  nas rações ,  carne de outros bovinos; horto-frutícolas que são pulverizadas por insecticidas sistémicos, muito venenosos, sem que tivesse sido guardado o necessário intervalo de segurança ou seja ,  sem que, antes, a planta os tivesse enviado para o solo ; carne de porco e frango que tresandam a antibióticos do que resulta que, quando os consumidores  têm uma infecção e necessitam de ser tratadas por estes fármacos, eles não actuem Só os grandes avanços científicos da medicina têm impedido  as calamidades. Mas que, hoje, há grandes perigos, pela via alimentar, lá isso há.&lt;br /&gt;-- Com o outro ,ou seja a agricultura tradicional ou extensiva, agora também chamada biológica, recorre-se, em vez  das modificações genéticas, cruzamento ou hibridações, ao apuramento genético das raças de animais e espécies de plantas, por meio de selecções aonde se potenciam os factores favoráveis sem a consequente descaracterização da planta ou animal ; os fertilizantes, em vez de produtos químicos, são substituídos por uma boa gestão dos pousios e rotação de culturas;  a necessidade de pesticidas fica reduzida com o cultivo da coisa certa, no local acertado, na devida época e dispenso-lhe os necessários granjeios .&lt;br /&gt;Se bem que haja uma menor produção e um desenvolvimento mais lento, eles são  compensados  por menores custos e aumento de qualidade, devido  à rusticidade que lhes é conferida pela liberdade, nos amimais , ou pela adequação ao meio e época, nas plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O ADN ALENTEJANO, se fosse possível estabelecer um código genético regional, defini-lo-ia assim: -- Uma região natural imensa e riquíssima, com características inigualáveis. Pena é que, por razão históricas, não tenhamos ainda superado os constrangimentos, aqui presentes, de forma que essa dimensão e essa riqueza potencial, não se tivessem traduzido em acolhimento de mais população, nem em maior bem-estar social. Abordo-o, muito sucintamente, nas características que me parecem ser as mais relevantes, visando justificar a viabilidade da agricultura tradicional/biológica, assim com a definição da dimensão da propriedade agrícola à escala do homem.&lt;br /&gt;--- È de facto uma imensa planície, totalmente arável, em que o fundo de fertilidade regride com o cultivo intensivo e exagerado e se regenera se deixado algum tempo de pousio. Mas tem um limite. Se estiver demasiado tempo sem que os solos sejam mobilizados inicia-se um processo de reversão em resultado da compactação, alterações físico -químicas e perda de matéria orgânica que é arrastada, pela erosão, sem que, por meio das mobilizações, se aumente a camada arável. Entra no estádio que se designa de inculto produtivo. Desaparece a vegetação herbácea e, a seguir,  a arbustiva  e a arbórea começam a rarear, enfraquecidas , devido à presença de parasitas vegetais sendo o mais comum os musgos. O conhecer este comportamento é  indispensável já que é a partir dele que se organize o mapa de culturas e respectivo calendário.&lt;br /&gt;-– Outro factor com implicações na estratégia agrícola reside nas suas características pedológicas. È formado por um complexo de cinco tipos ou classes de solos que se distribuem em parcelas de dimensão e configuração muito variada, de forma que uma exploração de media dimensão pode conter dois três ou mais tipos de solo. Esta circunstancia condiciona a estratégia agrícola, inviabiliza a monocultura extensiva ,aconselhando  uma exploração da terra ao nível da parcela a qual, por sua vez, implica que o agricultor seja participativo, assíduo e conhecedor do meio aonde exerce a actividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “ HORA DA VERDADE”, esse conceito que se aplica quando escasseiam as hipóteses de tergiversar, também já chegou, finalmente, a agricultura alentejana. As definições atrás explanadas , que para a região funcionam como o ADN nos restantes corpos, são únicas exclusivas,  da região Alentejo, e sem semelhança em mais parte  alguma . Implicam que as soluções agrícolas sejam exclusivamente nossas certos que as provindas de outras regiões não têm aqui aplicação pratica&lt;br /&gt;Estes conceitos determinam  soluções enquadráveis  no que se designa por marcas regionais  Servindo os subsídios para agilizar o seu desenvolvimento mas  jamais  gerar habituação e dependência .&lt;br /&gt;Um novo, e provavelmente o ultimo, QREN (ex-quadro comunitário de apoio), está em discussão. Sendo importante que não se repitam os erros dos anteriores. Não se podem subsidiar culturas ou animais exóticos; nem promover sistemas estranhos; nem tratar o montado com uma vulgar floresta; nem apoiar coisa alguma  se desenquadre deste  código genético regional.&lt;br /&gt;É que os custos da inadequação ao meio são enormes, os efeitos fungíveis e o tempo perdido irrecuperável.&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor) /// &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com.///"&gt;fjnpandega@hotmail.com.///&lt;/a&gt;  alentejoagrorural.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116577505099254825?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116577505099254825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116577505099254825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116577505099254825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116577505099254825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2006/12/alentejoagrorural-e-o-adn-regional-h.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116505350262532550</id><published>2006-12-02T09:57:00.000Z</published><updated>2006-12-02T09:58:22.636Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS SOMOS CAPAZES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERÁ  QUE NÓS ,   por incapacidade  de  prover a nossa alimentação ,se bem que com condições excelentes para o efeito ,estamos condenados  a importar 80%  dos  alimentos  que consumimos muitos dos quais , para nossa vergonha ,  provenientes   da , aqui  ao lado  , homóloga Extremadura ? Parece que sim .Mas não se culpabilize  nem o meio  nem o homem rural  alentejanos  , antes  sim forças exógenas  que sequestram o normal uso da terra Não havendo  razões derivadas do meio nem do homem,  só pode ser resultante  de  politicas erradas ou falta de aplicação de instrumentos correctores  Um ,entre os diversos ,exemplo ilustrativo  :--.Durante a ultima grande guerra , logo  após  a guerra civil  espanhola , Franco  decidiu  fazer uma grande regadio na Extremadura  .Sendo o Guadiana  um rio  internacional , convidou Salazar,  e este aceitou ,para  o discutir a ideia .Salazar ,entusiasmado  reuniu  em Beja ,com os donos da terra  mas, ao contrario  do que seria  suposto ,foi obrigado a recuar . O mesmo  em Espanha , á  cabeça  do qual   encontrava-se   um poderoso dignitário da nobreza  Franco chamou –o e ,   (conta-se ) ,   peremptório ,intimou-o :--.Ou cedes a terra ou eu  confisco-ta  ; depois insurges-te contra mim  e eu  prendo-te ;  e depois se verá  ( ainda estavam  frescas , na memoria do espanhóis ,  a pratica de fuzilamentos)  . A persuasão ,com tais argumentos,  resultou numa total  cooperação .Em  tão boa hora  se estabeleceu o regadio que deu origem a que esta  região  , se especializasse na hortofruticultura  motor de arranque  para as restantes actividades  económicas . Estamos a falar no pós-grande guerra, numa Europa faminta ,  quando ainda a globalização era uma miragem  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENQUANTO ISSO DELAPIDAMOS  o precioso  capital humano  então residente  no mundo rural alentejano  .Regredíamos miseravelmente para produções agrícolas  perfeitamente desprezíveis    ; a  população passou de um  para meio milhão de habitantes  e mesmo  essa  concentrou-se  as cidades  da região , já que nos campos se tornou   impossível   conciliar o orgulho  e  identidade  desta gente  ,  com a  indignidade  da uma  submissão  ao poder  fundiário   .Desenraizados  e ressabiados sabendo-se vitimas  de uma tremenda injustiça ,presas fáceis de aliciamentos  que nada tem que ver com uma postura  responsável ,  alinharam  nas   reivindicações extremistas  &lt;br /&gt;.E hei-los activos e muito  atrevidos ,de braço no ar,   incorporando as   contestações  do professores  esquecendo-se que uma sociedade debilitada lhes paga para ensinarem  e não para se recusarem a serem avaliados ; dos militares que sem perceberem   que são gente igual aos mais   , não querem perder regalias nem o estatuto  social , esquecendo  que também eles têm a sua cota parte de responsabilidade na crise  que o actual governo quer conter ; nas dos   funcionários ( não todos felizmente  )aterrorizados  com a hipótese de virem para o pais  real  , injusto , bloqueado e cheio de armadilhas , que alguns  deles , em lugares chave , cooperam  para que fosse o que é .&lt;br /&gt;Erramos  assistindo passivamente  a este drama social   que marcou indelevelmente as gentes rurais  daquela época .E hoje ,neste vazio humano , aonde se pratica uma agricultura , sem alma e sem produção , coexistem   lado a lado , a pobreza  económica  e de espírito , a par com uma imensa feira de vaidades  e exibicionismo bem expresso em  milhões  a troco de terra   ;  no alardear   empreendedorismo agrícola bacoco   , em  empresarialização  fundiária que nada tem que  ver com agricultura mas antes  sim com estatuto de posse , diversão e recreio , e especulação fundiária  .Conseguem, porem ,,com tais  baboseiras , inebriar   os crédulos sem perceber que vem na linha  das soluções  salvadoras ,que redundaram noutros tantos  desastres,   a que  nos habituaram.  Com uma agravante :--  agora  incluso  o apossamento do nosso chão sagrado o que  não deixa de construir algum perigo  e muitas interrogações  .E então nós ,comunidade rural autóctone não somos nada nem ninguém ‘?&lt;br /&gt;E  porque não vão  para Africa ou para o resto da Europa  e porquê  esta  fixação  com o Alentejo ? Porque em Africa  o mínimo que lhes pode acontecer  são as sabotagens  que inviabilizam a  exploração, ; na restante Europa  não porque pura e simplesmente esses povos sabem que liberdade  e  espaço nacional são uma e a mesma coisa  e tem pago bem caro para  manter .,portanto tudo bem,  em todo o lado, menos por ai ; entre nós porque  se aperceberam que os órgãos do governo têm pouca margem de manobra para  a preservação do espaço nacional é a população que compete a defesa  .Mas sendo  80% do território pertença  de quem nunca se sabe  de que lado está,(e a historia  tem-nos demonstrado ),  e a  restante população ,que  pouco  ou nada tem a defender para alem dos direitos sobre o erário publico ou sobre a segurança social  , não entende o que está em causa .Ao  estado , que nos destruiu como entidade interventora , compete  restabelecer  a dignidade que nos foi retirada.&lt;br /&gt;EVIDENTEMENTE  QUE DADO  a situação  de absoluta  desordem e injustiça  fundiária  , têm que ser tomadas medidas de contenção ,por uma entidade reguladora formada pelas gentes  residentes  e que tenham alguma sensibilidade para  problema  .E dar um  claro aviso :---“O uso da terra ( já passou a época de se falar de posse )  tem que se processar  de acordo com os superiores desígnios regionais .Aqueles que não sentirem  em condições de neles  se enquadrarem  vão ter que mudar de vida  já que vão ser objecto de medidas fiscais  . Isto porque ,já que a sua detenção ,sem o devido uso ,pressupõe  que ela representa um luxo  ou um factor especulativo ,como tal tem que  ser taxado “ .Nestas  condições acontece o indispensável desbloqueamento da terra  e,  com isso ,  a oportunidade dos aldeãos  transmitirem  o seu legado/saber ,  a jovens licenciados  ainda imberbes , que anualmente  deixam as universidades .É que ,face a tantos falhanços agro-rurais, ficamos com a certeza   de a solução passa por nós ,Nós  somos  capazes pelo simples facto de termos o quer e saber de experiência vivida  . Se duvidam ponham-nos à prova .&lt;br /&gt;Francisco Pândega (agricultor ) /// &lt;a href="mailto:fjnpandega@hotmail.com"&gt;fjnpandega@hotmail.com&lt;/a&gt; ///  alentejoagrorural .blogspot.com ///&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116505350262532550?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116505350262532550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116505350262532550' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116505350262532550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116505350262532550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2006/12/alentejoagrorural-ns-somos-capazes-ser.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116423390827500412</id><published>2006-11-22T22:18:00.000Z</published><updated>2006-11-22T22:18:28.290Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;A GLOBALIZAÇÃO .---um enorme  desafio &lt;br /&gt;É A QUESTÃO que ,presentemente , mais  afecta e condiciona as relações  entre os povos a nível do planeta . Interfere transversalmente  em todos os ramos da actividade muito especialmente  no  domínio da agricultura , principal razão da sua criação . Já há  cinquenta  anos que a globalização  comercial dos alimentos  era defendida pela FAO (organização da Nações Unidas que trata da fome  e alimentação ) ,  para a qual tive a honra de trabalhar durante alguns anos .Já então se defendia  que ,  se o planeta  se organizasse  de forma a que cada região  produzisse e comercializasse livremente   a aquilo para o qual tem vocação ecológica , se tornaria possível   eliminar  a fome e a  subnutrição  que afectam  uma parte considerável da população .A presente globalização vem  na sequência  daquela constatação  .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO SE PENSE  que a globalização  é daquelas inovações  que vêm  e  vão  .Esta não   É consistente e veio para  se eternizar ,eliminar os inaptos  e premiar  os mais capazes  .O melhor  remédio é  habituarmo-nos   a coexistir com ela  já é útil e funcional na medida  em  vem interligar  dois campos  geralmente  antagónicos :--- produtores agrícolas e os consumidores dos respectivos   víveres&lt;br /&gt;Este  movimento ,de enorme agilidade , tem-se disseminado  de uma  forma  global e  galopante no curto lapso de tempo de vinte anos .Na   primeira  década foi o arranque  iniciado  sob a designação  de Uruguai  Round  aonde se anuiu dar o arranque decisivo  da liberalização  da comercialização  os produtos agrícolas   .  Emperrou  devido ao facto de  a  CEE , EE.UU  , entre outros  , subsidiarem  fortemente  o sector agrícola  o que desvirtuava as regras do mercado  ou , melhor dizendo ,  impedia que os países produtores  exportassem para a Europa .do que resultou  começarem a ensaiarem-se formas de  boicotes  aos produtos industriais  europeus    Na segunda  década  ,já UE , na Ronda de  Doha ,  ficou assente que  a globalização se incrementaria   e os apoios directos  á agricultura  seriam progressivamente  desmantelados  .É nessa fase que nos encontramos .&lt;br /&gt;Em simultâneo  sucederam-se  profundas  transformações no nosso tecido comercial .Primeiro  as grandes cadeias comerciais, perfeitamente aptas para comercializar os  afluxos  de géneros alimentícios   das mais  diversas proveniências , com novas regras e novos métodos do que resultou a total adesão dos consumidores  e a condenação á extinção  do comércio tradicional &lt;br /&gt;Seguiu-se  a vinda dos chineses , agora em começo ,  com o horários, produtos , preços  e métodos absolutamente inovadores  e suficientemente numerosos , moldáveis , imperceptíveis e organizados , para    alterar radicalmente  as regras comerciais , laborais  e outras, completando , se não mesmo condicionando , as grandes superfícies l .&lt;br /&gt;Expostos os produtos  num supermercado   o consumidor   adquire-os  , indiferentemente  ao facto de ser nacional  ou não , tendo em conta  somente  a  correlação preços /qualidade / apresentação . .O trabalho infantil  , a destruição  do meio ambiente  ou  a falta de  direitos dos trabalhadores ,  que deram origem aquele produto , não são para  ali chamados  .Essas  são questões para outros fóruns   e que se movimentam por outros interesses .Sendo assim , harmonizarmo-nos com este nova ordem ,   é o  melhor remédio .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTA NOVA ORDEM comercial  ,tendo em conta  a facilidade dos transportes ,  obriga  uma certa revisão  nos produtos  cultivados  na nossa região . Assim ,   a carne de bovino  das pampas  argentinas ,  os ovinos da Austrália  ,  as frutas tropicais   ,  as hortícolas do outro hemisfério ,   o arroz das aguas  dos grandes rios africanos, o trigo do Canadá  ,o vinho do Chile etc , dada a facilidade com que atingem  os nossos mercados não só  o interno  como os nossos clientes,  obrigam  que façamos  somente  aquilo para a qual   as  nossas condições edafoclimáticas  tenham vocação&lt;br /&gt;Mas há outras implicações   quer na adequação das estruturas  fundiárias quer na mentalidades dos agricultores   que importa  implementar .O tempo escasseia outros se aprestam a substituírem-nos&lt;br /&gt;Francisco Pandega (agricultor )  //// fjnpandega @hotmail.com ////  alentejoagrorural blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116423390827500412?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116423390827500412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116423390827500412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116423390827500412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116423390827500412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2006/11/alentejoagrorural-globalizao.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116285763604599593</id><published>2006-11-06T23:59:00.000Z</published><updated>2006-11-07T00:00:36.066Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEU MEIO E SUAS GENTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Breve caracterização .&lt;br /&gt;1— Saído da minha aldeia ,(   fronteiriça , exclusivamente   agrícola , do tipo seareiros nas terras dos grandes donos do Alentejo ) em 1954, para  Africa , assumi  que nunca mais regressaria . O destino trocou-me as voltas e,  dois anos depois  do  25 de Abril ,  eis -me  de volta  .Nesta ausência ,  integrado noutras vivências em contraste com a do Alentejo  ,facilmente  conclui  que este ,porque injusto e imoral  , mais  tarde ou mais  cedo implodiria .   Não por força da comunidade rural  residente dado que esta , depois de diversas gerações   a ser  punida  com  estranha severidade  ,ao mais pequeno  indicio de inconformidade,  reduziu para  zero a sua capacidade de contestatária   neste domínio  .Nem  pelo estado  dada a sua conhecida  incapacidade  de entender  tudo quanto se refere á  agricultura  assim como os altos valores que ela representa    O que não me passou pela cabeça é  que a sua  substituição  resultasse da OCM (livre comercio agrícola )   e os beneficiarmos fossem os espanhóis . Nunca pensei  que acabássemos  por cair  tão baixo &lt;br /&gt;2---  Há soluções , evidentemente  Difíceis mas realizáveis  já que a região  é livre   de  proceder ás alterações  fundiárias que queira , desde que  gerais e abstractas , sem exclusão dos novos povoadores ,Ou seja incorporando-os ,embora  duvide  que aceitem .  Essa nova ordem  inclui reinstituir da função agro-social da terra ;  fazer o ponto da situação ; e agir em conformidade   visando a humanização do meio . Com  abundantes  meios tecnológicos  ao dispor  e porque  não atinge  mais do que dois mil eleitores /grandes proprietários , numero eleitoralmente desprezível  ,,ausentes e sem a menor capacidade de agitar , embora grande a de manobrar , é facílimo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função da terra&lt;br /&gt;a)---Só  humanizando a   nossa  agro-ruralidade , será  possível desenvolver a agricultura e , depois ,e  então ,   os restantes sectores da actividade económica  . Para tal é  indispensável  proceder a uma profunda  rotura  fundiária  já que as reformas  , que em devido tempo  deveriam ter sido feitas , o não foram. . Mas primeiro  que tudo importa  mudar o conceito de   terra &lt;br /&gt;,institucionalizando-a  como sendo  um bem comum  que   só poderá ser detido  por parte  de quem  esteja em condições  de lhe dar um uso  consentâneo   com os superiores desígnios  regionais ,  nem que para o efeito se tenha  que  reinstitucionalizar o confisco . Depois mudar as atitudes em relação a ela , dando oportunidade  aqueles  que saibam e queiram  enquadrar-se  naqueles desígnios&lt;br /&gt;.È  esse o caminho usado pelos nossos parceiros comunitários é  esse o que temos  que trilhar   Dado o estado de absoluta irresponsabilidade e impunidade .senão mesmo criminalidade   que campeia  nos campos alentejanos só com medidas duras  se obtêm  a correcção os vícios  existentes  e se restitui  á terra   a função agro-social que lhe está implícita .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)--- A questão fundiária&lt;br /&gt;É inadmissível  que  o sector fundiário  ,de  decisiva importância  para a nossa vida  como nação, esteja  detido  , em nome de direitos adquiridos  de duvidosa legitimidade , por quem se recuse a dar-lhe o devido uso&lt;br /&gt;Tem sido uma tentação ao longos dos tempos o apossarem-se da terra  para , em vez da explorar , proceder as exploração ,tantas vezes infame ,  das gentes rurais  . Foi para contrariar isso  que  se fez  ,em boa hora , a lei das Sesmarias . Foi  por aplicação dessa lei  que  se confiscou muito terra ,  se talhonou   em sesmos , os quais , por sua vez , foram  atribuídos  , por enfiteuse,  a quem os trabalhasse   .Por ironia do destino a lei das Sesmarias ,  destinada a povoar a fronteira de Castela  como  forma de conter as   constantes incursões por parte dos nossos belicoso vizinhos, volta a fazer sentido  pelas mesmas razões e no mesmos locais . A historia ,  de facto ,  repete-se Volte-se  a usar o confisco  ou outra  qualquer medida , que não pode acontecer  é  que nesta época  de grande exigência  tecnológica , de assiduidade  e permanência ,  3/4do a Alentejo  sejam detidos por donos que ña sus grande maioria  nãose enquadram nestes propósitos   com a agravante de deterem  áreas desmesuradas&lt;br /&gt;A sua  manutenção ,na  actividade ,destituida de funções  sociais  , produtivas ,  ou outras , só  é possível   porque se mantêm  á margem de qualquer controlo  regulador , que defina uma tipologia comportamental , tal como as grandes empresas estratégicas  ;   sem a condicionante seleccionadora   do mercado   que  , como as restantes actividades económicas   ,eliminam os incompetentes  , laxistas  e nulidades  ; nem sequer submetidos  ao escrutínio  da classe, como os políticos , perpetuando-se implantados  no terreno,   indiferentes ao   escárneo  que lhe vota a restante  população    Assim ,em roda  livre , á margem  do que se designa por  acção moderadora  da sociedade ,  constituem  um  intransponível  obstáculo  que  bloqueia o desenvolvimento e fragiliza  as nossas  defesas  como  região .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)--- Não culpabilizem o meio nem  as gentes&lt;br /&gt;Perante a nossa inépcia   agrícola  e por falta de ombridade na assumpção das culpas  , costuma-se   atribui-las   ao meio  ou ás   gentes . Visa-se  ,com isso ,  não só esconder a  própria inoperacionalidade  como   encobrir  as colossais receitas daqui retiradas das quais sobressai as provenientes da cortiça&lt;br /&gt;Na  verdade , a  culpa é, em primeira mão e em certa medida ,  nossa  porque não  somos capazes  de impor regras  no nosso próprio mundo rural .Depois  do estado  porque ,desde há muitas gerações  a esta parte  , nos  vota ,  indefesos , ao seu livre arbítrio  dos grandes donos da  terra do que resultou :-- ou a pobreza  subserviência  e degradçaõ  moral  ou a debanada  como alternativa  Muitos se calhar os mais aptos , optaram pela ultima alternativa . O cônsul  ronano ao dizer  que nós  n~so sabemos mandar  nem queremos ser mandados ,  só parcialmente acertou . Não aceitamos ser mandados na  nossa terra  por quem não reconhecemos legitimidade  para  o fazer . Abalar  já que não os  podemos vencer.Se calhar foi isto que o cônsul romano  quis dizer .&lt;br /&gt;O nosso afastamento  da usufruição  do nosso espaço rural  esta na razão directa  da nossa pobreza como região  Como prova  disso  repare-se , aqui, no outro lado da fronteira , para  os nossos vizinhos extremenhos como  têm  um desempenho  agro-rural  admirável  ,não obstante terem  condições naturais piores do que as nossas  ; humanas  idênticas ; e sociais  absolutamente iguais ate  meio século atrás  Isto porque conseguiram  superar os constrangimentos  e ,depois arribar a uma velocidade  fulgurante  Evidentemente que isto foi antecedido  de uma guerra fratricida , entre a oligarquia fundiária    ,por um lado ;   e os   colectivista ,  por outro .. Perderam os últimos, como é óbvio .Não porque  não tivessem razão  ao pretender alterações  na situação fundiária  ,mas sim porque o projecto  que preconizaram   era  indefensável . Alias  tal como  aconteceu , em relação a nós ,  quarenta anos depois . Com uma diferença substancial :--    Connosco regrediu   tudo para o estádio  anterior  mas  eles    tiveram  o discernimento   de abrir mão de parte dos seus privilégios ,  e proceder  aos indispensáveis  rearranjos   fundiários  .E , com isso   humanizaram  o meio  rural,   ponto de partida para o desenvolvimento exponencial   a que se assiste .Em suma :--  primeiro foi uma aposta , na agricultura , actividade para a qual os extremenhos , têm especial orgulho  e  particular desvelo   ; depois os restantes sectores da actividade  económica e social  potenciados  pelo desenvolvimento agrícola  ; mas sem que,  vez alguma , tenham descurado  a agricultura  que acompanha  a par  e passo  a modernidade .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há questões que tem que ser abordadas&lt;br /&gt;3—Surpreende que nós , povo velho , sabedor e corajoso , procure afanosamente  as mais incríveis formas de superar  a crise  , sem  enxergar   , nos campos alentejanos ,  a solução alimentar ,  para o emprego,   paz social ,  apaziguador das crises contestarias da urbes ,  e até ,  notem , a solução do problema da natalidade  dado que os campos ( desde  que  a terra tenha a função social que se impõe )   são o meio por excelência  para  a constituição da família e da procriação. Em vez disso preferimos  visionar    soluções  milagrosas,  longínquas e fungíveis ,ignorando as fáceis  ao nosso alcance  e perfeitamente  exequíveis&lt;br /&gt;   .Será falta de coragem ? até há pouco era evidente  ,mas  presentemente , não . Incapacidade de perceber  a lógica vivencial rural  e a sua  incontornável  articulação  com determinado meio natural ?   Parece-me que sim . &lt;br /&gt;Costuma-se dizer-se  que só passando pelas circunstancias as  sabemos avaliar   Não me contenho sem compartilhar , com os meus leitores ,a bagagem com que o tempo me foi  municiando  , neste domínio. Para concluir que , especialmente para os povos desfavorecidos  ,como  o alentejano , o valor mais profundo  é ter pátria solo ,terra  Para a manter travam lutas  suicidas .E sabem , mais  por instinto  do que pela razão ,porquê . Tive  múltiplas oportunidades para  cimentar  esta opinião&lt;br /&gt; Encontrava-me  em Israel  no período  que se seguiu  a guerra dos sete dias entre este pais e o Egipto . Apercebia-me  da  disputas posteriores  entre Israelitas e palestinianos  por um montão  de pedras íngremes , a norte  ,e uma área de areia  ressequida e  estéril a  sul .&lt;br /&gt;Estabelecendo  o contraste entre eles  e nós , não posso deixar de corar de  vergonha  perante  a nossa relação  com o Alentejo . Este , sob o ponto de vista de muitos de nós ,  mais parece algo descartável   , fácil presa  alcance  de qualquer um  ,seja lá quem for ,  desde  que  se apresente  com dinheiro , seja lá qual for a origem  Impor como condição uma normal integração , isso não faz parte da apreciação  da candidatura . Ao que chegamos  .  Fico profundamente triste , umas vezes , revoltado  outras ,  ao ver como ingenuamente  dissipamos  ou subaproveitamos  este precioso espaço que é o nosso Alentejo .Tão fácil  e tão ao nosso alcance  seria converte-lo   em  sede   de riqueza  e  em fonte de bem estar social .Mas , entorpecidos como estamos , viciados em viver  a expensas do estado , capazes de lutar por um mísero e efémero emprego ,mas  não mexemos uma palha por valores mais altos .Só um grande  choque  ,nos faria acordar para a realidade vivencial  que  é o  mundo de hoje .O que é pena . Porque este ses grandes choques ,numa área como esta ,geralmente são irreversíveis  FranciscoPândega (agricultor ) // &lt;a href="mailto:Francisco.pandega@gmail.com"&gt;francisco.pandega@gmail.com&lt;/a&gt; ///  alentejoagrorural.blogspot.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116285763604599593?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116285763604599593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116285763604599593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116285763604599593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116285763604599593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2006/11/alentejoagrorural-seu-meio_116285763604599593.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-116178232325312839</id><published>2006-10-25T14:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-25T14:18:43.296+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AlentejoAgroRural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SOB AMEAÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constrangimentos de longa data &lt;br /&gt;A  grandeza das nações  ( e os nossos vizinhos  espanhóis  são disso  um caso elucidativo ) começa sempre ,mas mesmo sempre , pelo  desenvolvimento agrícola  e as  subsequentes   sinergias  a ela destinadas ou dela derivadas .Ou seja :--  nação  que se preze  começa por ser forte em agricultura  reforça essa força  com outras actividades  mas  preservando o seu mundo rural   que funciona como raízes ou força da retaguarda  onde se refugia  e se fortalece nos momentos onde se entrecruzam as  decisões  importantes  .  Assim ancorada  num mundo rural  estabilizado  ,no qual as suas  gentes , fortes e activas   e,  porque não,  altivas  já que são  as  guardiãs do espaço regional ,façam parte integrante da nação  em condições de igualdade  com as  dos restantes sectores a actividade  . Desta forma  ,pode-se ser um pais rural  , como depreciativamente alguns  ignorantes nos intitulam ,  e simultaneamente  sermos industrializados . Uma coisa potencia a outra .&lt;br /&gt;Nesse aspecto ,e mais concretamente no Alentejo ,  falhamos completamente .Tem sido  clara a inépcia  governamental ,ao longo de gerações ,na concessão do direito de  nos desenvolvermos  agricolamente  . Com a agravante  de grave sobranceria  e falta de  consideração  para quem trabalha directamente a terra ,  contrastando  com  uma estranha reverencia  ,senão mesmo sedução,  pelo poder latifundiário Certos  deste  ser  o responsável  ,  desde há cento e setenta  anos a esta parte  ( aquando  da venda dos bens nacionais  em hastas publicas fraudulentas aos  então designados  “devoristas  “ ) ,   pelos sucessivos   fracassos    agrícolas   , pelo vazio populacional , pela perda de identidade das gentes rústicas   , pela ameaça  que impende sobre a nossa soberania .&lt;br /&gt;Habituados a  uma secular  rapina  , perpetrada  sobre  o meio   e  gentes alentejanas ,  impediram  o  perfeitamente  possível   desenvolvimento  tal como ocorreu em toda a Europa , no pós -segunda guerra mundial  ,   Entre  nós ,aquando da  transição da tracção animal para a mecânica   ,  as  aldeias estavam repletas de seareiros desocupados  ávidos  por terra  Em vez de aproveitar  a enorme capacidade  de trabalho  agrícola , cancelaram  o uso da terra . A debandada subsequente  foi enorme  e penosa . O mundo rural  alentejano   sofreu um rude golpe . Simplesmente porque não houve a coragem  de dizer aos oligarcas fundiários    que “ a terra é um bem  comum   que somente deve ser detido  por parte  de quem queira e saiba  dar-se o devido  uso  em consonância com os superiores  desígnios regionais  É  para conter este tipo  de  desvios  que há os confiscos “ .&lt;br /&gt;E hoje , porque não se  fez o que se  deveria ter sido feito , então , o problema repete-se,  agora ,  mais grave  já que está em causa a  nosa soberania .&lt;br /&gt; Aquando  do  25 de Abril , pareceu   ser possível controla-los . Mas deu-se o imprevisto  :--   em sua  substituição  sobrevêm um estranho  e desprezível /colectivismo , igual  nos propósitos só diferindo  nos protagonistas .Seguiu-se uma estranha coligação colectivistas  / latifundiários  ambos preparando o terreno para a  mudança  Ou seja o regresso ao principio  que ,em termos fundiários  , significa  a idade média &lt;br /&gt;Acontece  que os  espanhóis , apercebendo-se  que a comunidade rural  local  está debilitada , abúlica  e incapaz de reagir ,  aproveita-se para  substituir  esta  oligarquia  viciada  e incapaz  de outra coisa  que não a captura de subsídios   e obstrução do&lt;br /&gt;desenvolvimento  Falta  experimentar  a solução  comunidade rural  residente ,  certos de que terá que ser connosco  que o Alentejo  se reerguerá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os superiores  desígnios regionais&lt;br /&gt;   A não ser que se faça alguma coisa no sentido de  conter  esta força de bloqueio ,  que sãos os cerca   de mil oligarcas que detêm metade  dos  Alentejo  , e se estanque esta  colonização   do tipo   El”dorado  serôdio , proveniente de Espanha   nós, nos próximos dois /três  anos , vamos ser substituídos  na  soberania do Alentejo  . O Alentejo não muda de lugar ,certamente ,  como não mudou Olivença .  O que muda é o azimute  das   receitas  e  condução dos destinos  regionais . Como ,alias já se percebe :- levam os produtos /receitas  andam por aqui impunemente  enquanto   nós  , ajoujados por um  estado que concentra,  nos poucos  que restam , todo o seu peso  desmotivador ,vamos perdendo  o ímpeto . Levam  as receitas  e deixando-nos  as despesas administrativas  .Mas pior :--- os que teimamos  em ser livres ( já há quem tenha medo de abordar este problema ) , e  como os  centros industriais e comerciais  ficam   do lado de lá da fronteira , ou cedemos e  pomo-nos  de  feição ou somos excluídos .&lt;br /&gt;As gentes da aldeias , os mais afectados , sem perceberem o  que está  em causa ,  já que  a periferia das aldeias também pertence a  desconhecidos , limitam-se a um   “ venha quem vier  não pode ser tão mau  como estes  que cá estão “.&lt;br /&gt;Há diversas  soluções  para este tipo  de problemas .O  mais eficaz  seria  uma  oposição  frontal por parte da comunidade rural residente tal como acontece  em toda  e qualquer parte  .O facto de  a termos  inutilizado  ,foi bom e cómodo   para o sossego  dos oligarcas   ocupantes .Mas muito mau para casos  como este &lt;br /&gt;Outra  seria  a usada pela Irlanda ,  como forma de  demover os ingleses instalados nos seus campos  ,com a  tomada  de  medidas  condicionadoras , se bem que aceitáveis  para os rurais autóctones , não  o eram  para os colonizadores O recurso aos tribunais comunitários  não resultou  dado serem medidas gerais e abstractas   .Alem disso ,  perante  os interesses das comunidades rurais autóctones  a  comunidade europeia  é muito sensível &lt;br /&gt; A opção aqui apresentada , tal como a da Irlanda,   tem o efeito imediato  de estacar o problema .Dando ,  assim  , tempo á  comunidade rural  para readquirir a auto-estima   Depois de  recuperado  o  doce  sabor de ter terra  já  eles se encarregam , de proceder  a defesa deste ,  que é o precioso  legado dos nossos avos ,  com obrigação de   transmitir  aos nossos  filhos&lt;br /&gt;Com o plano atrás proposto ,  suspende-se ,para já ,  o problema .Os  espanhóis  não estão  interessados nas  condições aqui expostas  se bem que perfeitas  para nós.  Depois  a defesa  . Democraticamente ,como é óbvio ,  e  através dos nossos legítimos representantes , como  convém. FRANCiSCO PANDEGA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10884179-116178232325312839?l=alentejoagrorural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/feeds/116178232325312839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10884179&amp;postID=116178232325312839' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116178232325312839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10884179/posts/default/116178232325312839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejoagrorural.blogspot.com/2006/10/alentejoagrorural-sob-ameaa.html' title=''/><author><name>AlentejoAgrorural</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07512624259297836142</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10884179.post-115929887132261963</id><published>2006-09-26T20:25:00.001+01:00</published><updated>2006-09-26T20:27:51.336+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alentejo agrorural&lt;br /&gt;E O QREN (quadro referencia estratégica nacional )&lt;br /&gt;1---- QREN é a nova designação dos apoios comunitários nos quais se incluem os da PAC, ou seja os destinados à agricultura. Vem substituir o QCA (quadro comunitário de apoio), e a sua vigência será até 2013.Destina-se a preparar a nossa agricultura para a integração nas regras da OCM (organização comum de mercados). Possivelmente o último nestes moldes, já que os países exportadores de produtos agrícolas sentem-se prejudicados, devido à subsidiação agrícola da PAC, o que não deixa de ser verdade. Efectivamente os três QCA anteriores, que se traduziram em apoios consideráveis (acrescidos da sobrevalorização da cortiça, aqui produzida, implicando quantias impressionantes), totalizaram verbas verdadeiramente astronómicas. Contudo o resultado pratico, no terreno, vinte anos depois , traduziu-se em menor produção, despovoamento a raiar o vazio humano, tornando apetecível a sua ocupação Sendo assim, importa reavaliar, de alto a baixo, o que está mal entre nós, já que um desaire no próximo QCA, tendo em conta que estamos sob a mira de endinheirados colonizadores, implica a nossa substituição nos destinos da região.&lt;br /&gt;2---- A estrutura fundiária. Dizer-se que o Alentejo tem pouca valia agrícola é uma velha peta ,destinada a confundir quem não percebe nada disto e visa acobertar os enormes proventos daqui subtraídos . Solos excelentes, matas (os nossos preciosos montados) de regeneração espontânea, clima previsível e sem aleatoriedades assinaláveis. O Alentejo é excelente. Que o digam aqueles que já exerceram a actividade agrícola noutras paragens. Daí que não haja razão alguma, de ordem natural, para que não se possa triplicar a produção e a densidade populacional no curto espaço de tempo deste QREN ou seja sete anos.&lt;br /&gt;2.a) ---Os solos;Os solos alentejanos estão catalogados e classificados em parcelas de A a E, sendo a primeira letra correspondente aos solos de barro e aluviões e a segunda a terrenos declivosos , arenosos e esqueléticos . Entre estes dois extremos há os B, C e D que são os de valia intermédia. Formando parcelas de dimensão e configuração muito variáveis, elas estão devidamente inscritas nesse precioso instrumento que é a carta de capacidade de uso dos solos. Porem, algumas vezes, a mesma parcela tem diferentes classes de tal forma interligadas, entre si, que leva a que sejam a classificadas segundo a percentagem de solos de cada tipo. È por isso que vamos fazer uma classificação, mais pratica e compreensível, sem que disso resultem desvios assinaláveis, quer em relação à minúcia da carta quer à realidade no terreno. Assim, dividem-se em terras boas (as A e parte B); más (as E e parte das D) ; e regulares (parte das D todas as C e parte das B). Nestas condições, o Alentejo é formado por 15 % das terras boas (Beja, Moura, Montoito, Elvas, Monforte) 50% são más (sul do Baixo Alentejo, margens do Guadiana e transição para a charneca do Ribatejo e terras beirãs) e 35% de terras regulares dispersas por todo o Alentejo. Conclui-se assim, que o Alentejo, nos seus 3.000. 000 de hectares , tem 450.000 há . de terras boas; 1.500.000 hectares de terras más e 1.050.000 hectares de terras medianas .Acontece que uma propriedade agrícola, de razoável dimensão, pode conter os três tipos de solos. Do que resulta alguma dificuldade na avaliação da propriedade. Daí ter nascido a necessidade da conversão em pontos, que são a resultante da correlação da área + qualidade = X pontos. O índice de conversão mais comum, segundo as diversas leis Quadro da Reforma Agrária, aproximando-se de um hectare de terra boa vale 225 pontos; um hectare de terra mediana 150 pontos e um hectare de terra má vale 90 pontos. Sendo assim a valia agrícola do Alentejo, nos seus 3.000.000 hectares é de 101.250.000 pontos de terras boas + 105.000.000 terras medianas e135.500.000 hectares de terras más, perfazendo um total 394.250.000 pontos ou seja 131,5 pontos hectare em media.&lt;br /&gt;b)--- De quem são estas terras alentejanas? Interrogar-se-á o comum cidadão. Uma resposta, a esta interrogação terá que ser encontrada rapidamente e antes que se avance com medidas de reestruturação inclusivamente a aplicação do QREN. A estrutura fundiária tem-se mantido estática desde há 180 anos a esta parte . Mas a sua caracterização está mais dificultada devido ao facto das terras terem deixado de ter como dono, (um rosto,) para se tornarem propriedade de sociedades (há cerca de doze mil sociedades agrícolas). Sociedades pró-forma, já que os donos são os mesmos, nas mesmas terras ,agora subdivididas artificialmente. Com isso visaram obter o triplo das reservas aquando da Reforma agrária; depois a multiplicação , por muitos, da captura de subsídios comunitários ; por fim , porque tanta terra na mão de uma pessoa , tendo em conta que esta é um bem comum que deve ser detido individualmente por quem queira e saiba dar-lhe o devido uso (o conceito ancestral da terra a quem a trabalha ), começa a ser incómodo, senão mesmo insultuoso, para com os aldeãos.Não obstante estas manobras de dissimulação sabe-se que há, noAlentejo cerca de mil proprietários com mais de mil hectares cada um, havendo-os com cinco, dez e mesmo mais o que corresponde a cerca de metade do Alentejo, 15.000 Km2 x (13.150 pontos = 197.250.000). Há cerca de outros mil proprietários com entre os 250 e os mil hectares, grande parte pertença de herdeiros que vivem algures, muitos são funcionários públicos .Por outro lado é também aqui que se encontram alguns agricultores dignos desse nome, cujos descendentes constituem o cordão umbical que liga as gerações a forma de ser alentejano e de estar no Alentejo. Poucos, evidentemente, mas há-os. Detêm uma área correspondente a 1/4 do Alentejo ou seja cerca de 7500 km2 x (13.150 = 98.625.000); o outro 1/4 o Alentejo (7,500 km2) é onde se concentram os quarenta mil pequenos agricultores, com áreas médias de 12 hectares, sendo a restante do domínio publico.&lt;br /&gt;c)--A propriedade tipo;Há uma dimensão óptima, com base na qual se atinge o pleno da produção, do povoamento, da defesa do ambiente e, consequentemente, o bem-estar rural. Quando se ultrapassa muito há a tendência para viver dos rendimentos, sem correr riscos, criar a mania das grandezas, e uma propensão para a exploração do homem, em vez da terra .Para as que fiquem aquém da propriedade funcional procedem a uma intensificação excessiva ;há uma perda de combatividade e de competitividade, a degradação do meio acentua-se ; e o abandono da agricultura, por troca com outras actividades , acontece . A propriedade agrícola aqui defendida tem por base a observação de inúmeras explorações ; a experiência pessoal, já que sou agricultor •, há trinta anos, numa exploração com esta dimensão; adequa-se á actual fase evolutiva dos equipamentos; das as exigências da globalização comercial dos produtos agrícolas; do povoamento do território e defesa da soberania; e até do que se denomina por dimensão à escala do homem. Sendo assim, consideramos que 22.500 pontos (171ha) para a média regional; 250 ha de terrenos pobres; 100 ha de barro) são a medida certa para um normal do exercício da actividade agrícola. Mesmo sem excessiva intensificação acolherá , em media, uma família residente e mais duas em regime sazonal ou eventual. Agora um simples exercício nos cinquenta por cento do Alentejo detido por mil donos , um autentico deserto humana , poder vir a acolher .( 197.250.000 :- 22.500 x 3 =) 26.000 famílias constituindo uma malha de povoamento razoavelmente apertada ; a produzir em pleno que multiplicaria por muitos as capacidade empregadora ; com uma boa percentagem de gente a trabalhar por conta própria .Factor de estabilidade e racionalidade politica que se perde quando predominam os dependentes do emprego . A dimensão aqui defendida funciona como indicativo. De forma alguma se pretende usa-la como se fosse uma rasoira aonde tudo fosse igual. Esta medida seria o indicador para onde os parcelamentos das grandes ou o emparcelamento das pequenas tenderia O meio será a fiscalidade que, com base no zero para a dimensão funcional ,iria em crescendo para as as maiores constituído um sério aviso de que a comunidade regional entende que com propriedades á escala do homem são melhor defendidos os interessses regionais .Bom seria que o fossem fazendo por motu-próprio&lt;br /&gt;d)--- Como implementar o sistema:Há o perigo de (salvo o devido exagero) no dia seguinte o Alentejo ser vendido e anexado economicamente ao país contíguo . Deixa de o ser se for mostrada firmeza na implementação desta estruturação. Sendo uma questão do foro regional, campo em que a EU não interfere , já que ,sendo decisãos gerais e abstractas não excluem nem condicionam ninguém Que venham se instalem e compitam em todos os ramos da actividade, certo. Mas a terra, o espaço físico aonde se exerce a regionalidade, aí não. pelo menos enquanto não houver reciprocidade em relaçãos noutrosl paises comunitarios Há aqui uma questão do foro intimo que tem que ser tomada em conta Nós não somos mais do que um elo nesta longa cadeia humana que vem do antanho .Temos deveres para com os nossos antepassados e para com os vindouros. Não conseguimos controlar a colonização de 1835 .Esta acbara por nos extinguir .Iso não pode acontecer Esta colonização galopante de que estamos a ser alvo só acontece porque os colonizadores sabem que nos encontramos num verdadeiro estado de abulia. Sabem que entre nós e os oligarcas que dominam os solos alentejanos existe uma mutua repulsa. Atónitos, e sem despertar verdadeiramente para o problema , a nossa reacção é de " venha o que vier não pode ser tão mau como o que está ". Se bem que moribundos , dado que os povos por vezes surpreendem, tudo pode acontecer . O vinte e cinco de Abril é disso uma prova. Isto para dizer que uma colonização agrícola é impossível em oposição a comunidade rural residente , Que o digam muitos de nós que fomos agricultores em Africa , de onde há pouco fomos escorraçados . Para implementar as medidas aqui preconizadas não é preciso legislação nova mas somente ajustes na existente. Ou seja temos os instrumentos legislativos necessários e suficientes, para o efeito. O que aqui defendo não constitui novidade. Está tudo legislado. Foi tudo dito. Só falta agir. A avaliação dos solos encontra-se na carta de capacidade de uso dos solos que cobre todo o Alentejo e que tão bons serviços tem prestado; a pontuação e limitação de atribuição de terra está na Lei-quadro da Reforma agrária ; a limitação do uso , na lei do Arrendamento rural, à qual se lhe devem acrescentar algumas ideias da lei do aforamento, extinto aquando do vinte e cinco de Abril; a lei 186/96 de Cavaco Silva, que define as condições de candidatura para aceder á terra; temos a lei dos indivisos, em uso, mas desactualizada, assim como uma dos aproveitamentos mínimos, que falta regulamentar, que parece ser uma actualização da velha lei das Sesmarias; a aplicação da fiscalidade assim como a institucionalização de uma banco de terras, são da autoria do ex-ministro da agricultura Capoulas Santos, o homem que mais sabe da problemática agro-rural alentejana. Não é preciso mais nada. Estas são suficientes para alterar radicalmente a vida no Alentejo.&lt;br /&gt;3--- Conclusão:É inadmissível que cerca de mil oligarcas detenham metade do Alentejo. Como se a excessiva dimensão da propriedade agrícola, só por si, não constituísse uma afronta ao harmónico povoamento da região, o facto de os solos estarem subaproveitados, tornam-se num factor impeditivo do desenvolvimento da comunidade rural residente. Não restem duvidas: se não se alterar a presente situação fundiária, o novo quadro comunitário de apoio redundará num desastre tal como os três anteriores. Temos que ser pragmáticos e não embarcar na ladainha dos grandes proprietários rurais quando, ao bater no peito invocando o sagrado direito á terra,(podendo até ter no bolso uma promessa de venda algum bem finaciado estrangeiross ) maiis não fazem que preservar um modo de vida luxuriante; ou ao auto-intitularem-se empresários, pretendem emparceirar-se, no conceito social , com os sacrificados comerciantes e indus
